Arquivo da categoria: Síntese Biográfica

Poeta Gonçalo Ferreira da Silva – Síntese biográfica

Gonçalo Ferreira da Silva (12/12/1937)

O poeta, cordelista, contista e ensaista cearense, Gonçalo Ferreira da Silva, foi fundador da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), localizada no Rio de Janeiro, da qual foi presidente no período de 1988 a 1996.

Natural da cidade Ipu, Ceará, nasceu em 1937. Teve uma infância difícil e aos 13 anos migrou para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na Rádio MEC, aos 18 anos. Algumas fontes afirmam que permaneceu nesta rádio até se aposentar (Museu da Pessoa), porém (Enciclopédia Itaú Cultural) afirma que foi funcionário da referida empresa de 1963 a 1978 e redator do jornal A Voz do Nordeste e da revista Abnorte-Sul de 1980 a 1988.

Gonçalo Ferreira teve sua educação formal estabelecida na Cidade Maravilhosa, onde cursou o 1º e 2º graus no Liceu Literário Português e graduou-se em Letras na PUC/RJ (1973).

Em 1966 publicou seu primeiro livro, Um Resto de Razão (Edições de Ouro), e lançou o primeiro folheto de cordel, Punhos Rígidos. Seu poema, Meninos de Rua e a Chacina da Candelária, foi traduzido para o francês por Jean Louis Christinat e o folheto biográfico Mahatma Gandhi, que recebeu cumprimentos da Embaixada e do Consulado da Índia, e foi traduzido para o alemão e para o inglês, neste último idioma por Manoel Santa Maria.

Sua produção cordelística foi iniciada em 1978, enquanto realizava estudos sobre cultura popular, passando a frequentar a Feira de São Cristóvão. Com várias obras publicadas, versa sobre os mais variados temas: lendas, crenças, romances, política, biografias, cangaço, ciência, etc.

Meninos de Rua e a Chacina da Candelária

“[…]
Foi uma carnificina
de crueldade chocante
de brutalidade torpe,
bestial, repugnante
e outros adjetivos
acima de horripilante.
[…]”


             Este ilustre poeta recebeu influência de literatos memoráveis, como Augusto dos Anjos, Carlos Drummond de Andrade, Almeida Filho, Mario Lago, Rodolfo Coelho Cavalcante e Walmir Ayala. Reconhecido, tornando-se imortal como membro de várias academias de letras estaduais: Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes, cadeira 48, patrono Leonardo Mota (1991), do Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes, cadeira 1, patrono Adelmar Tavares (1993), da Academia Guanabarina de Letras, cadeira 50, patrono Vicente Licínio Cardoso (1994) e da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, cadeira 9, patrono Luís Iglésias (1996).

O filho de Osório Ferreira da Silva e Francisca Gomes da Silva casou-se com Maria do Livramento Ximenes de Aragão (1974), com quem teve três filhos: Marlos de Herval Lima da Silva (1974), Rubens de Herval Lima da Silva (1975) e Jorge Luís de Herval Lima da Silva (1982).

FONTES CONSULTADAS

GONÇALO Ferreira da Silva. In: ENCICLOPÉDIA Itaú cultural. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultu ral.org.br/pessoa7207/goncalo-ferreira-da-silva>. Acesso em: 12 nov. 2014.

______. In: MUSEU da pessoa. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.museudapessoa.net/pt/conteudo/pessoa/goncalo-ferreira-da-silva-2889>. Acesso em: 12 nov. 2014.

______. In: O NORDESTE: Enciclopédia Nordeste. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.onordeste.com/onordeste/ enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Gon%C3%A7alo+Ferreira+da+Silva+>. Acesso: 12 nov. 2014.

SILVA, G. F. Meninos de rua e a chacina da candelária. In: FUNDAÇÃO Casa de Rui Barbosa. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.a spx?bib=CordelFCRB2&PagFis=45078>. Acesso em: 12 nov. 2014.

PINTO, M. I. R. Gonçalo Ferreira da Silva. [S.l.]: Fundação Casa de Rui Barbosa, [20?]. Disponível em: <http://www.cas aruibarbosa.gov.br/cordel/GoncaloFerreira/goncaloFerreira_biografia.html>. Acesso em: 12 nov. 2014.

Poeta Gerardo Carvalho Frota – Síntese biográfica

Gerardo Carvalho Frota (1957)

O professor, escritor, poeta, cordelista e trovador Gerardo Carvalho Frota, também conhecido como Pardal, nasceu em 1957 no município de Campo Maior (PI).

Gerardo é graduado em Filosofia e Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal do Ceará (UFC, 2004); especialista em Tecnologia Educacional.

Pardal é sócio-fundador do Centro Cultural dos Cordelistas do Nordeste (CECORDEL) localizado em Fortaleza (CE). Representou a entidade no 1º Congresso Internacional de Literatura de Cordel (João Pessoa, PB, 2005).

Foi premiado com o 1º lugar em concurso promovido pela Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC, 1991), com o cordel A Morte da Natureza. Premiado nos Jogos Florais da União Brasileira de Trovadores (UBT) em 1992, 93, 94 e 95.

Foi com sua publicação Cultivos da Terra cantados em versos populares, que recebeu o Prêmio Mais Cultura Patativa do Assaré (MEC, 2010), e com o cordel A borboleta Lilica e o grilo Criqui (PAIC prosa e poesia), da Seduc, Ceará, ganhou o prêmio PAIC.

A morte da pena de morte é uma de suas produções :

Meu caro leitor amigo

Agora pense comigo

Sobre o que eu vou falar

De um profeta extravagante

Que não pode ir adiante

Porque não vamos deixar.

 

É um tal de Deputado

Que pensa ser do agrado

Do nosso povo sofrido

Projeta a pena de morte

Pra resolver a má sorte

Deste Brasil tão querido.

 

O Deputado aproveita

Pensando que assim se ajeita

A violência na verdade

Em países que se aplica

Pena de morte se indica

Alta criminalidade.

[…]

(FROTA, 1992, p. 1)

 

FONTE CONSULTADA

FROTA, Gerardo Carvalho. A morte da pena de morte. 2. ed. Fortaleza: Ed. Prop. Gerardo Carvalho Frota, 1992. 8 p. : 31 estrofes : sextilha : 7 sílabas.

GERARDO Carvalho Frota. Dicionário básico de autores de cordel. In: Cordel atemporal. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html&gt;>. Acesso em: 12 nov. 2014.

 

Poeta Francisco Sales Arêda – Síntese biográfica

Francisco Sales Arêda (26/10/1916 – 20/12/2005)

O repentista e cantador popular paraibano, Francisco Sales Arêda, nasceu na conhecida Rainha da Borborema, cidade de Campina Grande, no Sítio Covão, em 26 de outubro de 1916, mas conforme informação registrada no blog Retalhos históricos de Capina Grande,no batistério consta o ano de 1915 como de seu nascimento.

Filho de agricultores, quando se mudou para Caruaru – PE (1927), veio a exercer outras atividades: lambe-lambe (fotógrafo ambulante), raizeiro, folheteiro e cantador de viola.

Como cantador de viola, entre 1940 – 1954, desafiou Dimas e Lourival Batista, Zé Vicente da Paraíba, Pinto do Monteiro e José Soares do Nascimento, posteriormente dedicando-se, exclusivamente, à poesia de composição, vindo a publicar seu primeiro cordel em 1946, intitulado O casamento e herança de Chica Pançuda com Bernardo Pelado, porém iniciou na poesia aos 15 anos. Da sua produção, os temas mais recorrentes foram o romance e o conto de encantamento.

Teve acesso ao ensino formal por apenas três meses. Apesar disso, produziu e consumiu literatura, vindo a ser um reconhecido cordelista. Por apresentar completo trabalho de qualidade, é comparado aos grandes nomes da literatura de cordel, como Leandro Gomes de Barros, João Martins de Athayde e João Benedito. Como afirma Amorim:

[…] o domínio completo da métrica, rima e metáfora. Além da extraordinária capacidade de fabulação, da riqueza vocabular, do esmero na construção da narrativa, da rima e metro impecáveis, a construção poética, em Arêda, suplanta o apuro formal e temático. Portanto, não é tarefa difícil compará-lo aos grandes nomes da literatura de cordel.

Com uma profícua produção literária, caracterizada por versos que apresentam os desafios e emboladas que ele promoveu com cantadores renomados, suas publicações foram editadas por distintas casas: Folhetaria Borges, em Bezerros, Pernambuco; Art-Folheto São José, em Caruaru, Pernambuco; Luzeiro do Norte, Pernambuco; e, Luzeiro, São Paulo.

Seus temas recursivos podem ser exemplificados com O homem da vaca e o poder da fortuna (1963), adaptado por Ariano Suassuna para o teatro (1973):

“Tem pessoa neste mundo
Que já nasce afortunada
Embora que passe tempos
Sem poder arranjar nada
Mas depois vem a fortuna
Lhe pegar de emboscada”.

 No verbete da biografia de Chico Sales, publicada na enciclopédia O Nordeste, podemos ler a avaliação de Ariano Suassuna sobre este cordelista e a obra adaptada: “Ele é tão grande quanto os maiores, tenho uma admiração enorme pela obra dele.”, e assegurou que Francisco Sales Arêda foi um clássico o qual teve a sorte de conhecer e certificou: “Tenho especial admiração e predileção pelo folheto O homem da vaca e o poder da fortuna, em que me baseei para escrever A farsa da boa preguiça“.

Também adotou o uso do acróstico nas últimas estrofes de suas composições poéticas, como forma de registro da autoria, empregando FSALES.

Faleceu aos 89 anos, na cidade de Caruaru, Pernambuco, na residência da filha Célia, precisamente no dia 20 de dezembro de 2005.

FONTES CONSULTADAS

AMORIM, M. A. Francisco Sales Arêda. In: INTERPOÉTICA. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.interpoetica.com/site/index.php?option=com_content&view=article&id=297&catid=50>. Acesso em: 12 nov. 2014.

FRANCISCO de Sales Arêda. In: RETALHOS históricos de Capina Grande, maio 2003. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://cgretalhos.blogspot.com.br/2012/05/francisco-de-sales-areda.html#.VGNyqMlkJx0>. Acesso em: 12 nov. 2014

FRANCISCO Sales Arêda. In: O Nordeste: enciclopédia nordeste. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Francisco+Sales+Ar%C3%AAda>. Acesso em: 12 nov. 2014

PINTO, M. R. Francisco Sales Arêda. In: FUNDAÇÃO Casa de Rui Barbosa. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br/cordel/FranciscoSales/franciscoSalesAreda_biografia.html>. Acesso em: 12 nov. 2014.

Poeta Francisco Paiva das Neves – Síntese biográfica

Francisco Paiva das Neves (01/12/1963)

O cearense Francisco Paiva das Neves é natural do município de Cedro, localizado no centro-sul do Ceará e nasceu no 1º dia do mês de dezembro do ano de 1963. Em 1978, adolescente, passou a residir na capital cearense, e aos 26 anos (1989) mudou-se para a maior cidade-dormitório do Ceará, Maracanaú, município da região metropolitana de Fortaleza.

Das vivências e experiências com diversas manifestações culturais populares, como reisado, aboio, embolada, repente, histórias de trancoso e leituras de romance de cordel, forjou seu saber artístico poético.

O último macho do mundo é o título do seu primeiro cordel (TUPYNANQUIM EDITORA, 2007).

 

“Minha deusa predileta
Rogo a vossa proteção
Pra começar a narrar
Um conto de assombração
Usando a nomenclatura
Da melhor literatura
Produzida na nação.
Relata essa ficção
Mistério bem conhecido
Na cidade de Jubá
Que jamais foi esquecido
Um caso de epidemia
Que até mesmo a Academia
Não deixou esclarecido”.

Em 1989 editou, em mimeógrafo, um folheto de poesia intitulado Asas do amanhecer, e em 1998 o livro de Poema descalço. No ano seguinte, publicou Cadente estrela e, em 2005,Retrato urbano; estes dois últimos são livros de poemas, ambos com ilustrações e prefácio de Audifax Rios. É de autoria de Francisco uma versão do clássico O príncipe e o mendigo, de Mark Twain, para a coleção Clássicos em Cordel (EDITORA NOVA ALEXANDRIA, 2011).

Paiva Neves, como é mais conhecido, é sócio-fundador da Sociedade dos Poetas de Maracanaú (SOPOEMA) e membro de Associação de Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará (AESTROFE).

FONTES CONSULTADAS

FRANCISCO Paiva das Neves. Dicionário básico de autores de cordel. In: Cordel atemporal. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 12 nov. 2014.

NEVES, P. O último macho do mundo. Fortaleza: Tupynanquim, maio 2007. In: BIBLIOTECA Amadeu Amaral, Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=Cordel&PagFis=80554>. Acesso em: 12 nov. 2014.

PAIVA DAS NEVES. In: O nordeste: enciclopédia nordeste. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Paiva+das+Neves>. Acesso em: 12 nov. 2014.

Poeta Firmino Teixeira do Amaral – Síntese biográfica

Firmino Teixeira do Amaral (1896-1926)

Poeta popular e jornalista piauiense, Firmino Teixeira do Amaral nasceu na localidade de Bezerro Morto, então pertencente à Amarração, hoje Luís Correia, Piauí, em 1896 e faleceu jovem, aos 30 anos (1926), em Parnaíba, Piauí.

Residiu em Belém, Pará e foi um dos principais autores da Editora Guajarina, fundada pelo pernambucano Francisco Lopes e funcionou por 14 anos (1914-1942), considerada a maior editora de cordel da região Norte, chegando a publicar cerca de 846 folhetos neste período. (SALLES, 1971, apud MEMÓRIAS DO CORDEL).

Autor da célebre Peleja de Cego Aderaldo com Zé Pretinho do Tucum (1916), que muitos consideram real, tudo indica que foi ficção; chegou a ser gravada por Nara Leão e João do Vale no disco OPINIÃO (Philips, novembro de 1964). Nesta obra Firmino criou o trava-língua, novo gênero na cantoria.

Peleja do Cego Aderaldo com Zé Pretinho dos Tucuns

“Apreciem, meus leitores,
Uma forte discussão,
Que tive com Zé Pretinho,
Um cantador do sertão,
O qual, no tanger do verso,
Vencia qualquer questão.
Um dia, determinei
A sair do Quixadá
Uma das belas cidades
Do estado do Ceará.
Fui até o Piauí,
Ver os cantores de lá.
Me hospedei na Pimenteira
Depois em Alagoinha;
Cantei no Campo Maior,
No Angico e na Baixinha.
De lá eu tive um convite
Para cantar na Varzinha.
[…]”

FONTES CONSULTADAS

AMARAL, F. T.. A Peleja do Cego Aderaldo com Zé Pretinho. In: JANGADA Brasil. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: http://jangadabrasil.com.br/dezembro/cn41200c.htm&gt.>. Acesso em: 12 nov. 2012.

MEMÓRIAS do Cordel. Editoras do Cordel #2 – Guajarina. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://memoriasdocordel. blogspot.com/2013/02/editoras-do-cordel-2-guajarina.html&gt;>. Acesso em: 12 nov. 2012.

Poeta Fábio Sombra – Síntese biográfica

Fábio Sombra (1965)

O poeta, cordelista, repentista, violeiro, músico, ilustrador e pesquisador de cultura popular, Fábio Sombra, nasceu no Rio de Janeiro em 1965 e assim se apresenta em seu blog: “Eu adoro escrever, pintar, desenhar, tocar viola e contar histórias. Gostaria que o dia tivesse umas 36 horas só para dar tempo de fazer todas essas coisas ao mesmo tempo…rs.”

Sombra é membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) e ocupa a cadeira 03, dedicada ao poeta Firmino Teixeira do Amaral.

Em suas obras infantojuvenis, aborda temas da cultura popular, tais como as folias de reis, desafios em versos e cantorias de viola. Seus livros A lenda do violeiro invejoso (2005) e Vladimir e o navio voador (2014) foram premiados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), com os selos de Altamente recomendável para o jovem. Seu primeiro romance foi intitulado A lenda do violeiro invejoso (ROCCO, 2005) e o primeiro CD foi Manheceu (KUARUP, 2007), onde apresentou suas composições em ritmos tradicionais: catiras, cirandas, batuques, pagodes e modas de viola.

Conheceu a vida da roça na infância, quando passava férias na fazenda de uma tia-avó no interior de Minas Gerais, local onde saboreou famosas histórias e causos contados à noite, ao pé de um fogão de lenha. Certamente este foi um dos principais temperos para os causos do Sombra.

Seduzido pela literatura infantojuvenil a partir de um convite para ilustrar a adaptação, de Patativa do Assaré, de Aladim e a lâmpada maravilhosa. Das recordações de infância, das várias disputas de violeiros assistidas, nascem suas histórias, muitas publicadas e premiadas.

FONTES CONSULTADAS

WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. Fábio Sombra.  [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A 1bio_Sombra>. Acesso em: 12 nov. 2014.

______. Blog do Fábio Sombra. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.violeiro.blogspot.com.br/>. Acesso em: 12 nov. 2014.

SOMBRA, F. Apresentamos Fábio Sombra. In: Escrevendo com escritor 2013. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://escrevendocomescritor.blogspot.com.br/2008/08/apresentamos-fbio-sombra.html>. Acesso em: 12 nov. 2014.

______. Dicionário básico de autores de cordel. In: Cordel atemporal. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html&gt;. Acesso em: 12 nov. 2014.

Poetisa Arlene Holanda – Síntese biográfica

Arlene Holanda

A cearense Arlene Holanda é cordelista, arte-educadora, designer, historiadora, ilustradora e produtora cultural. Nasceu no Vale do Jaguaribe, precisamente na comunidade rural Córrego da Areia de Limoeiro no Norte, Ceará.

Com a obra Abismos, saudades e delícias (1995), principiou nas trilhas da literatura. Em 2006, publicou o primeiro livro infantojuvenil, intitulado O fantástico mundo do cordel, que recebeu o selo “Altamente Recomendável” da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

Do convívio, na infância, com a fauna e flora sertaneja, a cultura local, apreciando duelos de repentes, infundiu suas produções poéticas, como por exemplo, Aves do Sertão que retrata os pássaros sertanejos: canário, currupião, anum, tetéu, sabiá, graúna, alma-de-gato, cabeça-de-fita, etc. publicada pela Fundação Demócrito Rocha (FDR). Rememorando aspectos da cultura, com a tradição oral, lendas litorâneas e do folclore, publicou Ciranda (2011). O bode, majestade do sertão nordestino, por sua resistência à seca e adequação à caatinga, é o personagem do seu livro Yoiô: o bode celebridade, personalidade famosa e pitoresca de Fortaleza, que chegou a ser candidato a vereador em consequência da irreverência do povo cearense, figura tão querida que depois de morto foi empalhado e está no Museu do Ceará. Também biografou um dos precursores do repente no sertão paraibano em Inácio: o cantador-rei da catingueira. Nesta recente publicação (2014), ela apresenta biografia romanceada de Inácio de Catingueira, menino escravo, que deixou sua história na boca do povo, como memória cultural coletiva, conectando tradições orais, eventos documentados e informações oficiais, trazendo traços da cultura de um povo renegado pelo racismo e pelo preconceito. Saco de Mentiras, paixão de verdade resgata conto da oralidade popular recolhido por Câmara Cascudo, O couro do piolho.

Transitando em diversos gêneros (poesia, cordel, conto, romance) e oferecendo múltiplas possibilidades de temas transversais, apresentamos parte de sua.

FONTES CONSULTADAS

ARLETE Holanda. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://edicoesdemocritorocha.com.br/autores/arlene-holanda/&gt;. Acesso em: 06 nov. 2014.

______. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.editora gaivota.com.br/autor/arlene-holanda/>. Acesso em: 06 nov. 2014.

______. Biografias de poetas. [S.l.]: Ed. Luzeiro, [20?]. Disponível em: <http://editoraluzeiro.com.br/content/1-biografias-de-poetas>. Acesso em: 06 nov. 2014.

______. [S.l.]: Fundação Demócrito Rocha, [20?]. Disponível em: <http://www.fdr.com.br/edr/autores/arlene-holanda>. Acesso em: 06 nov. 2014.

SACO de mentiras. Portal Fator Brasil. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_ noticia.php?not=113706>. Acesso em 06 nov. 2014.

Poeta Arievaldo Viana Lima – Síntese biográfica

Arievaldo Viana Lima (18/09/1967)

Arievaldo Viana Lima é a prova inconteste da importância e benefícios da contação de histórias, que ajuda a criança a criar asas e voar através da fantasia, despertando sua criatividade e imaginação, além da aquisição da cultura, conhecimentos e valores. Em sua autobiografia, ele narra que por volta dos 4 ou 5 anos se deleitava em ouvir sua avó Alzira Sousa, que era colecionadora de folhetos, lendo versos da literatura popular para uma plateia atenta e embevecida. Foi ouvindo A Vida de Cancão de Fogo e o seu TestamentoAs proezas de João GriloTravessuras de Pedro Malazartes e outros folhetos, e por meio de uma Carta de ABC foi alfabetizado por D. Alzira, e logo surpreendeu a todos ao ser encontrado lendo, em voz alta, A chegada de Lampião no inferno.

As contações de histórias eram estendidas para outros momentos, tais como o trajeto entre a Fazenda Ouro Preto, onde nasceu e criou-se, e Olho d´água das Coronhas, localizado no sopé do serrote dos Três Irmãos, quando ao ir buscar água, o pai ia cantando seu romance preferido – A batalha de Oliveiros com Ferrabrás. Também foi seduzido pelas narrativas de uma velha rezadeira D. Bastiana, cuja neta, Rita Maria, enfeitiçava com suas histórias de trancoso. Entre feitiços e encantos, foi tomado pela paixão por folhetos, e aos 6 ou 7 anos, após juntar moedas, comprou alguns para sua coleção a um folheteiro na Praça Thomaz Barbosa, centro de Canindé – CE. Momento único assim descrito pelo poeta:

Um espetáculo magnífico, que ainda hoje trago retido nas dobras da memória. Havia folhetos editados na Tipografia das Filhas de José Bernardo, de Manoel Caboclo e Silva, de João José da Silva e de Manoel Camilo dos Santos. Lembro-me bem de haver comprado “Roberto do Diabo”, “Intriga do Cachorro com o Gato”, “Roldão no Leão de Ouro” e “O príncipe do Barro Branco no Reino do Vai-não-torna” (AUTOBIOGRAFIA ARIEVALDO, 2014).

O filho primogênito do poeta de improviso Francisco Evaldo de Sousa Lima, e Hathane Maria Viana Lima, acreditando que a alfabetização é fundamental, criou em 2002 o projetoAcorda Cordel na Sala de Aula, para alfabetização de jovens e adultos por meio da poesia popular, que foi adotado em diversos municípios brasileiros, dentre eles Quixeramobim, Ceará, sua terra natal.

Este poeta popular, radialista, ilustrador e publicitário, em 2000 passou a ser membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), onde ocupa a cadeira de nº 40 da, cujo patrono é João Melchíades Ferreira da Silva.

Apresenta uma vasta produção literária e publicou em parceria com os poetas Pedro Paulo Paulino, Jota Batista, Klévisson Viana, Gonzaga Vieira, Zé Maria de Fortaleza, Manoel Monteiro da Silva, Rouxinol do Rinaré e Marco Haurélio.

Com mais de 100 cordéis e vários livros publicados, escreveu sua primeira obra por volta dos 8 ou 9 anos de idade, quando escrevinhou suas primeiras sextilhas, contando evento ocorrido com os primos Totonho, Osvaldo e Marquinhos, que colocaram os frutos verdes de um pé de cabaceira, que havia no quintal do avô, na fogueira de São João, vindo a serem sovados pelo avô que queria as cabaças para outros fins. Assim, ele rememora suas habilidades editorias na confecção desse folheto:

Eu pegava um papel que vinha no miolo de uma caixa de Maisena, dobrava ao meio e fazia o miolo de um libreto do mesmo formato de um cordel. Depois pegava aquele papel de embrulho verde ou rosa que havia no balcão da bodega do meu avô e fazia a capa do verso. Pra completar, escrevia em letra de forma e fazia uma capa com caneta preta, imitando uma xilogravura (AUTOBIOGRAFIA ARIEVALDO, 2014).

Recebeu influências dos seus poetas populares preferidos Leandro Gomes de Barros e José Pacheco da Rocha, além dos versos dos ilustres Olavo Bilac, Castro Alves, Augusto dos Anjos e Gregório de Matos Guerra (Boca do Inferno), este último com uma produção satírica que pode se equiparar aos fundamentos do cordel.

Em janeiro de 1978, foi residir em casa de parentes em Maracanaú, município da região metropolitana de Fortaleza, para dar sequência aos estudos, época em que economizava o dinheiro enviado pela avó para o lanche e comprava cordéis vendidos por José Flor. As férias eram passadas na casa dos avós, ocasiões de reencontro com os primos, que vinham de Canindé, e à noite, sob a lâmpada de gás butano da sala de jantar lia não só os folhetos levados na mala, como também sua produção, como por exemplo, As proezas de Jota Severo numa paga do Bolsão, escrito aos 13 anos.

Em 1980, foi residir com os pais na cidade de Canindé. Tempos depois passou a colaborar no jornal O POVO de domingo com uma “tira” do cangaceiro “Nonato Lamparina”, personagem inventado em 1982.

Na década seguinte, passou a trabalhar em agências de propaganda de Fortaleza, tempos difíceis para o cordel, quando sentia dificuldade em encontrar folheteiros nas visitas a Canindé, onde só encontrava material da Editora Luzeiro, São Paulo. Preocupado com a decadência do folheto de feira, voltou a produzir, inclusive em parceria com Pedro Paulo Paulino e Gonzaga Vieira, ocasião em que publicaram a Coleção Cancão de Fogo.

Ao adaptar Luzia Homem para cordel, Viana obteve o primeiro lugar do prêmio Domingos Olympio de Literatura (2002), promovido pela Prefeitura de Sobral, Ceará e ficou entre os dez primeiros colocados do Concurso de Literatura de Cordel promovido pelo Metrô de São Paulo.

FONTES CONSULTADAS

AUTO-BIOGRAFIA Arievaldo. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.flogao.com.br/arievaldo cordel/71441038>. Acesso em: 06 nov. 2014.

PROJETO Acorda Cordel na Sala de Aula comemora 10 anos. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.vermelho. org.br/ce/noticia.php?id_secao=61&id_noticia=134220>. Acesso em: 06 nov. 2014.

VIANA, A. O Nordeste: enciclopédia Nordeste. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://onordeste.com/onordeste/ enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Arievaldo+Viana>. Acesso em: 06 nov. 2014.

WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Arievaldo_ Viana>. Acesso em: 05 nov. 2014.

______. Centenário de Manoel Barbosa Lima, meu “avôhai”. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.luizberto.com/mala-da-cobra-arievaldo-vianna/centenario-de-manoel-barbosa-lima-meu-%E2%80%9Cavohai%E2%80%9D&gt;. Acesso em: 06 nov. 2014.

 

Poeta Apolônio Alves dos Santos – Síntese biográfica

Apolônio Alves dos Santos (20/09/1926 –/1998)

Cordelista paraibano, nascido aos 20 de setembro de 1926, em Serraria, município caracterizado pela paisagem serrana e clima agradável, por isso é reconhecida como Princesa do Brejo ou Suíça paraibana. Algumas fontes afirmam que Apolônio nasceu em Guarabira, Paraíba, mas na realidade esta foi a cidade onde os pais, Francisco Alves dos Santos e Antônia Maria da Conceição, criaram o poeta. Faleceu aos 72 anos, na cidade de Campina Grande, Paraíba, no ano de 1998.

Iniciou a vida literária aos 20 anos. Escreveu e não pôde publicar seu primeiro romance: Maria Cara de Pau e o Príncipe Gregoriano, o qual foi vendido, em 1948, para José Alves Pontes, sendo publicado no ano seguinte, em Guarabira, Paraíba.

Nos idos de 1950, foi trabalhar na construção civil na Cidade Maravilhosa, como pedreiro e ladrilheiro; em 1960 trabalhou em Brasília, e inspirado escreveu A construção de Brasília e sua inauguração e, no ano seguinte, retornou para o Rio de Janeiro. Sua estada no Rio contextualizou o cordel Discussão do Carioca com o Pau-de-Arara:

“[…]
Disse o nortista é por isso
que o nordestino é forçoso
porque no meu velho norte
se come pirão gostoso
com farinha de mandioca
aqui só dá carioca
doente tuberculoso
C – “Respondeu o carioca
no queira tanto agravar
seu nordeste é muito bom
mas lá ninguém quer ficar
deixou lá seu pé de serra
e veio pra minha terra
para poder escapar”.
N – ” Aqui também me pertence
o nortista respondeu
eu sou nato brasileiro
o Brasil é todo meu
o homem precisa andar
para poder desfrutar
do país onde nasceu”.
C – “O carioca rompeu
nordestino é curioso
além de ter olho grande
é demais ambicioso
chega aqui se amaloca
na terra do carioca
doente tuberculoso”.
N – “Disse o nortista é porque
nosso Rio de Janeiro
precisa do nordestino
pois é um povo ordeiro
pra quem derrama suor
aqui no Rio é melhor
para se ganhar dinheiro
[…]”.

 FONTES CONSULTADAS

SANTOS, A. A. In: EDITORA Luzeiro: biografias de poetas. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://editoraluzeiro.com. br/content/1-biografias-de-poetas>. Acesso em: 22 out. 2014.

 APOLÔNIO Alves dos Santos. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Apol%C3%B4nio+Alves+dos+Santos>.  Acesso em: 06 nov. 2014.

CORDELISTA paraibano póstumo Apolônio Alves dos Santos. In: CORDEL Paraíba: espaço destinado à publicação de poemas e informações diversas relacionadas com a literatura de cordel. [S.l.: s.n., 20?].  Disponível em: cordelparaiba. blogspot.com.br/2010/06/cordelista-paraibano-postumo-apolonio.html>. Acesso em: 06 nov. 2014.

 

Poeta Antônio Teodoro dos Santos – Síntese biográfica

Antônio Teodoro dos Santos (24/03/1916 – 23/10/1981)

Antônio Teodoro dos Santos teve o início e o fim da sua trajetória terrena acontecida em um dia especial, pois nasceu e morreu em uma sexta-feira, que no dito popular é assinalado como o melhor dia da semana, por ser o último dia de trabalho e véspera de muitas promessas, pois no fim de semana todos querem diversão. O imaginário se estendeu ao seu apelido, da experiência na aventura e a proeza na busca por substâncias minerais valiosas, quando jovem ao exercer a função de garimpeiro, o que deu origem à alcunha de Poeta Garimpeiro. Referência presente no cordel intitulado Antônio Teodoro dos Santos, o Poeta Garimpeiro de autoria do poeta das biografias, o norte-rio-grandense Marciano Medeiros, que assim homenageou Antônio Teodoro:

 Foi Antônio Teodoro
Dos Santos, nobre poeta,
Fazendo muitos folhetos,
Produziu obra seleta,
Que permanece atual,
Diversa, rica e completa.
Natural de Jaguarari
No belo Estado baiano,
Quando chegou dezesseis,
Nasceu naquele bom ano,
Para enfrentar desafios,
Conforme o divino plano.
Vendeu diversos folhetos,
Sendo um grande pioneiro,
Também quis ter profissão
Na arte de garimpeiro,
Andando em muitos lugares,
Do nosso chão brasileiro
[…].

A qualidade de explorador também foi um traço marcante desse poeta no espaço literário paulista, pois Antônio transpôs desafios e a ele devemos a abertura cordel em outros espaços. Desbravou São Paulo e em 1950 procurou a recém-fundada Editora Prelúdio onde publicou centenas de folhetos, dos quais Vida e tragédia do presidente Getúlio Vargas, que vendeu 280 mil exemplares em um mês chamando atenção dos pesquisadores Raymond Cantel e Orígenes Lessa.

Antônio nasceu no Centro-Norte baiano, no município de Jaguarari, aos 24 de março de 1916 e veio a falecer aos 65 anos, no dia 23 de outubro de 1981, na cidade fronteiriça à terra natal, na capital baiana do forró, Senhor do Bonfim.

A homenagem de Marciano Medeiros esclarece o progresso e declínio de Teodoro. Na fase áurea, também teve poema musicado por Tonico e Tinoco. No entanto, sua dependência do álcool o afastou da Editora Prelúdio, para onde tentou retornar em 1972, não sendo, pois, recebido pelo diretor Arlindo Pinto de Souza. Logo, seu poema Os gafanhotos do fim do mundo não foi avaliado. Sentindo-se humilhado, ficou depressivo e passou a beber cada vez mais.

Lágrimas de palhaço foi relançado em 2011, pela Editora Luzeiro:

  

Neste livro eu vou fazer
Rimas, oração e traço
Não quero que meu leitor
Na letra tenha embaraço
Saiba que agora vai ler
As “Lágrimas de um Palhaço”.
Nossa vida passo a passo
É submersa num véu
Quem triunfa dá um riso
Se julga quase no céu
Quem sofre tem alma presa
Como a caça no mundéu.
O mundo tem por um réu.
Um coitado sofredor.
Que às vezes é bom cristão
Justo pra Nosso Senhor,
Quando se diz: Coitadinho
Ele já sofreu a dor.
Eu como sou trovador
Quero contar o romance
De quem se viu desprezado
No mais grandioso lance
Quem tiver a mesma sorte
Não tem leito que o descanse.

  

FONTES CONSULTADAS

WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. Antônio Teodoro dos Santos. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant% C3%B4nio_Teodoro_dos_Santos >. Acesso em: 05 nov. 2014.

ANTÔNIO Teodoro dos Santos: uma história para ser contada. In: AURÉLIO, M. Cordel Atemporal: dicionário básico de autores de cordel.  S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio. blogspot.com.br/2009/07/antonio-teodoro-dos-santos-uma-historia.html>. Acesso em: 05 de nov. 2014.

EDITORA Luzeiro relança cordel de Antônio Teodoro dos Santos. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://varnecicordel. blogspot.com. br/2011/02/editora-luzeiro-relanca-cordel-de.html>. Acesso em: 05 nov. 2014.

MEDEIROS, M. Antônio Teodoro dos Santos, O Poeta Garimpeiro. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www. recantodasletras.com.br/cordel/4250455>. Acesso em: 05 de nov. 2014.