Arquivo da categoria: Síntese Biográfica

Poeta Joaquim Furtado da Silva – Síntese biográfica

Joaquim Furtado da Silva (1956) é cearense, de Fortaleza, cidade onde concluiu os estudos primário e secundário. Aficcionado por história, tem por hobby recortar jornais e redigitar textos. É Bacharel em Direito pela Universidade Institutos Paraibanos de Educação (1990). Desde 1978, reside longe da sua terra natal, trabalhando como escrivão do DPF, inicialmente em Macapá e atualmente na Paraíba, com passagem também pelo Maranhão. Admirador também dos estudos genealógicas, publicou a obra A LINHAGEM DOS CAMBRAIAS ORIGINÁRIOS DO CEARÁ. Em agosto de 2004, experimentou enveredar nos caminhos da poesia satírico sertaneja, estando em preparo o seu livro VOCÊ JÁ DEU O LOGOFF?
Também, a partir de janeiro de 2005, produziu diversos folhetos de literatura de cordel, cuja listagem está abaixo.

CORDÉIS
1. A FESTA DA COROA DO BOM JESUS DOS AFLITOS DE PARANGABA
2. A ESCOLA DA MINHA INFÂNCIA
3. PAI JOÃO LOBO
4. A CAPELA DE SANTO ANTÔNIO DO ITAUBAL
5. HÁ VIDA DEPOIS DA MORTE?
6. DOCA PEDRO – UM SERTANEJO DO APODI
7. O FARMACÊUTICO DE CARAÚBAS (Fco. Minan Sales de Medeiros)
8. A EVOLUÇÃO CRIMINAL E SUA REPRESSÃO
9. TRAJETÓRIA DE UM VENCEDOR
10. DISCURSO DE ENCERRAMENTO…
11. OS REPRESENTANTES COMERCIAIS
12. DOS CRIMES BÍBLICOS E DA SALVAÇÃO
13. COMENTÁRIOS SOBRE ÉTICA (parceria com Francisco das Chagas Farias de QUEIROZ)
14. A FILHA QUE DEUS ME DEU
15. O CASO DO PADRE JOSÉ GONÇALVES…
16. O CASO DO CONVENTO DAS MERCÊS
17. EDVANE
18. POR QUÊ O CATÓLICO NÃO LÊ SUA BÍBLIA
19. A ETERNIDADE NO LIMBO
20. O CRIME DO PADRE DÁRIO
21. UMA HISTÓRIA DE VIDA – JOSAFÁ DE MELO CORREIA…
22. 100.º ANIVERSÁRIO NA VIDA DE QUINCAS LIBERATO DO BOQUEIRÃO DE SOBRAL
23. O GUERREIRO DE AXIXÁ-Mariano da Banca
24. AMARGO AMOR PATERNO
25. AS AVENTURAS DO REI BARIBÊ
26. O POEMA DA CRIAÇÃO DO HOMEM E DO MUNDO…
27. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
28. ASSÉDIO SEXUAL
29. DE UM ACRE MUITO DOCE
30. CERTIDÃO DO REGISTRO DA VIDA DE JESUS
31. SÃO JORGE – A VERDADE E A LENDA
32. DOCE FRUTA DE AMARGOSA
33. NOSSO POVO DESONESTO QUER POLÍTICOS HONESTOS
34. BRINCADEIRAS DA INFÂNCIA (com ilustrações)

LIVROS
A Linhagem dos CAMBRAIA – Ceará – Amapá (genealogia – publicado em setembro de 2006)

VOCÊ JÁ DEU O LOGOFF (não publicado)
livro de Poesias com rimas em dez linhas

Fone: S.Luís(0**98) 8139-3695 / 3225-4046
Em João Pessoa: (0**83) 3224-3893 / 9305-2208
e-mail: escrivao_joaquim@yahoo.com.br
site: http://www.usinadeletras


Livros Publicados:

A Linhagem dos CAMBRAIA – Ceará – Amapá (genealogia – publicado em setembro de 2006)

Fonte: https://www.usinadeletras.com.br/exibelocurriculo.php?login=JOAQUIM

Poeta Joaquim Cipriniano Neto – Síntese biográfica

É jornalista, poeta cordelista, com aproximadamente 150 folhetos de Literatura de Cordel já publicados. Foi eleito para a Cadeira nº. 06 da Academia Mossoroense de Letras, e é Presidente da Comissão Gerenciadora da Lei Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura. Recebeu o título “Poeta dos Direitos Humanos do RN” e o troféu “Colaborador da Cultura Brasileira” e Menção Honrosa nos 400 Anos de Natal.

Tem diversos livros publicados, em vários gêneros como: O grande Joaquim Nabuco e a obra da escravidão (Editora IMEPH); Geografia do Brasil – Geografia da Serra do Mel (didático em formato de apostila – Secretaria de Educação do Estado, RN); Auto da Liberdade (Poesias, com adaptação para o teatro, em Mossoró – RN); José Ireno – Um homem feliz (biografia, Coleção Mossoroense); Lula na Literatura de Cordel (antologia de cordel comentada, 2ª edição – Editora IMEPH), dentre outros.

Foi Diretor Geral da Fundação José Augusto, cargo correspondente ao de secretário de cultura do Estado do Rio Grande do Norte, e é representante do Fórum dos Secretários de Cultura dos Estados do Brasil na Câmara Setorial do Livro e Leitura. É membro da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, sediada no Rio de Janeiro.

Fonte: http://imeph.com.br/autor/crispiniano-neto/

Poeta Costa Senna – Síntese biográfica

Costa Senna é cearense de Fortaleza, apesar de ter vivido parte de sua infância e adolescência no Chorô Limão, região de Quixadá. Ingressou na arte em 1980 e atuou nas peças teatrais A noite secaBarrelaDeus lhe pague e O Caldeirão. Em 1990, muda-se para São Paulo, onde foi um dos precursores da nova face da literatura de cordel. Escreveu O doidoViagem ao centro da Terra (adaptação do clássico de Júlio Verne), Jesus brasileiro (em parceria com Marco Haurélio), Raul Seixas entre Deus e o DiaboJararacaO bandido santoA maldita ilusãoAs lágrimas de LampiãoEscreveu, não leu, o pau comeu, entre outros.

Cantor e compositor, Costa Senna funde o universal ao regional, com influências tão inusitadas como Luiz Gonzaga, Raul Seixas, Belchior, Alceu Valença, o rap urbano e o repente dos grandes cantadores nordestinos. Tem gravados os CDs Moço das estrelas, Costa Senna em cena e Fábrica de unir versos. Humorista, fez sucesso com o espetáculo cômico Ria até cair de Costa.

Fonte: https://globaleditora.com.br/autores/biografia/?id=2838

Poeta Cícero Bastos Melo – Síntese biográfica

Cicero Bastos Melo, conhecido como Cicero do Maranhão, nasceu em Caxias, Maranhão. Reside no Rio de Janeiro há mais de 50 anos. Contumaz frequentador (convidado), da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), já editou mais de vinte títulos de cordéis. Fonte: https://mundocordel.com/cordel-de-cicero-bastos-melo/

Poeta Francisco Pedrosa Galvão – Síntese biográfica

Francisco Pedrosa Galvão, mais conhecido como Chico Pedrosa, nasceu no sítio Pirpiri no dia 14 de março de 1936, coincidentemente esse é o Dia da Poesia. Chico é poeta popular e declamador. Seu pai, Avelino Pedro Galvão, era cantador de coco e agricultor conhecido como Mestre Avelino. Já sua mãe, Ana Maria da Cruz, era dona de casa e prima legítima do cantador Josué Alves da Cruz. É pai de dois filhos: Francisco Carlos Galvão e Flávio do Nascimento Galvão. Pedro Henrique, um de seus netos, já aos cinco anos começou a demonstrar tendência para a arte do avô.

Estudou na escola do sítio até sofrer uma injustiça e ser afastado pela professora, esse incidente foi relatado no poema “Revolta dum Estudante”. Começou a escrever folhetos de cordel aos dezoito anos de idade, sob a influência do ambiente que encontrava em casa. Junto com seu amigo, o também poeta Ismael Freire, cantava e vendia seus folhetos nas feiras da região.

Além de folheteiro foi camelô e durante 36 anos foi vendedor de autopeças. Andou o Nordeste inteiro com uma pasta e uma lista de preços. Enquanto abastecia o mercado com peças de automóveis, enchia de sonhos, utopias e ilusões os amantes da poesia. Foi inspirado em sua própria profissão, na luta pela sobrevivência, que ele fez o poema “O Vendedor de Berimbau”, que retrata o relacionamento, nem sempre amistoso, entre os vendedores e os clientes.

Quando se aposentou, na década de 1980, o poeta tomou o caminho de volta às origens. Dedicou-se exclusivamente à poesia. O poeta caminha pelo Nordeste levando nos seus alforjes a de experiência como vendedor e, principalmente, um amor telúrico ao sertão. Nos últimos anos, tem participado de diversos shows, apresentando sua poesia ao público nacional, em especial nas grandes capitais: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Brasília (DF) e Recife (PE). O seu poema mais conhecido é “Briga na Procissão”, também chamado “Jesus na cadeia”. Emotivo, como todo bom poeta, ele chora ao recitar algumas de suas poesias. De fato, não esconde a emoção das suas obras.

Apontado pela crítica como um dos dez maiores poetas populares do Brasil, no meio de uma constelação poética, que inclui Patativa do Assaré, Zé da Luz, Catulo da Paixão Cearense, Zé Praxedes e Zé Laurentino. Chico Pedrosa tem três livros publicados: “Pilão de Pedra I”, “Pilão de pedra II” e “Raízes da Terra”, além de vários cordéis escritos. Tem poemas e músicas gravadas por cantores e cantadores como Téo Azevedo, Moacir Laurentino, Sebastião da Silva, Geraldo do Norte, Lirinha, dentre outros. Lançou três CDs, intitulados “Sertão Caboclo”, “Paisagem Sertaneja” e “No meu sertão é assim”, registrando assim a sua poesia oral. Atualmente, ele é cultuado pela geração nova, como o pessoal do “Cordel do Fogo Encantado”, que em seus shows declamam poemas desse “poeta matuto”.

Fontes:

https://www.last.fm/pt/music/Chico+Pedrosa/+wiki

https://poemia.wordpress.com/2008/05/06/um-pouco-sobre-chico-pedrosa/

http://nasombradojuazeiro.com.br/2017/03/03/a-poesia-de-chico-pedrosa/

http://www.sertaopaulistano.com.br/2012/07/chico-pedrosa.html

http://www.sertaopaulistano.com.br/2012/07/chico-pedrosa.html

https://www.facebook.com/francisco.pedrosa.376

https://www.youtube.com/user/alfredopessoa13/videos

Pesquisador: José Paulo Ribeiro, e-mail: zepaulocordel@gmail.com.

Poeta José Edivaldo Lopes – Síntese biográfica

José Edivaldo Lopes, em arte Cacá Lopes, nasceu no sertão de Pernambuco na zona rural da cidade de Araripina, em 24/08/1962. É filho de Elpídio Lopes Frazão e Maria Rodrigues das Dores. Cantor, compositor, cordelista e instrumentista ímpar, poeta e pai de família. Passou sua infância e parte da adolescência no sopé da Chapada do Araripe, região encantada que deu à humanidade Luiz Gonzaga e Patativa do Assaré, referenciais sempre presentes na arte de Cacá.

Afinou os ouvidos e o coração ainda no útero materno, ouvindo o som dos berimbaus que Mestre Elpídio, seu pai, confeccionava.

Cacá Lopes cresceu comendo beijus e tapiocas, regados à garapa de rapadura nas casas de farinha Araripeanas. Em meios aos causos e histórias de trancoso do Coroné Ludrugero, aos cocos moleques de Jackson do Pandeiro, à alegria matuta do Trio Nordestino e a sanfona mágica do “Velho Lua”, Cacá Lopes foi construindo sua trajetória única e exemplar. É sinônimo de quem superou os desafios da vida com suor e inspiração. Sua arte ressoa e conquista cada dia mais espaço no concorrido cenário musical brasileiro.

Carrega em seu patuá a bravura e a doçura do povo do Nordeste. É pão e rosas; É sol ardente e luar nos sertões paulistanos. Em suas apresentações faz questão de misturar a música e o cordel, mostrando para seu público um pouco da nossa rica cultura inserida na poesia popular e no forró pé de serra.

Descrição: https://i2.wp.com/afnewss.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Chica-Flor-m%C3%AAs-de-Junho-anigif.gif?resize=300%2C166&ssl=1Radicado em São Paulo desde 1984, e com 30 anos de estrada comemorados em 2014, o Pernambucano Cacá Lopes que iniciou sua trajetória artística na Rádio Grande Serra AM em sua terra natal Araripina, quando lançou seu 1º disco, mantém uma carreira consolidada como cantor e possui um diferencial em suas apresentações, como apresenta uma paralisia no braço esquerdo, desenvolveu uma técnica peculiar e inédita de tocar violão, colocando-o no colo e teclando como se fosse um piano e com maestria mostra muita superação.

É um dos fundadores do movimento Caravana do Cordel e do Sarau Bodega do Brasil, que há 8 anos desenvolvem ações culturais na região central de São Paulo.

Lançou em 2016 o CD Cordel Cantado, pela Gravadora Cacimba Discos, e um DVD coletivo O Cantos Gerais, gravado ao vivo no Teatro Clara Nunes em Diadema – SP, em parceria com os artistas: Josué Campos, Carlos Mahlungo, Costa Senna e Tiago Stocco.

Como cordelista, é autor de vários folhetos de cordéis entre eles: Hino Nacional Brasileiro em Cordel, A Invasão do Estrangeirismo, Cordel do Trava Língua, Provérbios Engraçados e dos livros: Cinderela em Cordel, adaptação da clássica obra de Charles Perrault, Ed. Claridade, e Vida e Obra de Gonzagão em Cordel, Ensinamento Editora.

Cacá é diverso e atinge corações, a mídia sabe disso e comprovou nos diversos programas de televisão pelos quais já passou. Em cada show mais certezas, tocando para crianças e idosos, ricos e pobres, alunos e professores, Cacá emociona. Teve recentemente alguns projetos premiados entre eles o Proart da Secretaria de Educação de São Paulo quando percorreu em 2013 e 2014, vinte e duas unidades dos CEUs da Cidade, algumas cidades do interior Paulista e palcos da Virada Cultural.

Percorre escolas e universidades há 18 anos com o espetáculoMúsica e Cordel nas Escolas, assistido por milhares de alunos e educadores da rede pública municipal e estadual de São Paulo.

Fonte: https://afnewss.com.br/cultura-o-poeta-e-cantor-caca-lopes-vai-lancar-o-livro-araripina-em-cordel/

Poeta Ediberto Cipriano de Brito – Síntese biográfica

Seu nome de batismo é Edilberto Cipriano de Brito. Nasceu em 1962 em Santo Antonio de Lisboa, interior do Piauí, onde viveu até o início de sua adolescência. Ali cresceu no meio das feiras livres da região. Começou a fazer música ainda criança, com o pai, João Moreira, que era tocador de sanfona de oito baixos. Teve ainda a influência de cantadores de feiras de sua cidade natal. Aos dez anos, mudou-se para Picos, onde continuou sua vida de vendedor ambulante na feira do Mercado Central. Nessa época teve a oportunidade de conviver com violeiros, cegos, repentistas, mágicos, artesãos, romeiros, ciganos, santeiros, coquistas, emboladores e vendedores ambulantes. E aprendia espontaneamente os causos e as cantigas desse povo.

Ao sair do Piauí, Beto Brito foi morar em Fortaleza, depois passou por Teresina, São Luís, Recife até chegar a João Pessoa, em 1983. Na capital da Paraíba estudou rabeca na Escola de Música Antenor Navarro, e se dedicou à pesquisa no campo da cultura popular. Também começou a se apresentar em festas e outros eventos. Depois, já maduro, participou de diversos festivais nacionais e internacionais. Além de se tornar, um dos músicos piauienses mais bem relacionados no meio musical; dialogando com grandes nomes da música do Nordeste como Zé Ramalho, Antônio Barrose Cecéu, e o produtor Robertinho do Recife.

O trabalho do músico é um reflexo de sua personalidade nômade. Em seu primeiro CD, “Visões”, trazia canções, baladas e reggae. O segundo, “Pandeiro Sideral” e que foi produzido por Carlos Trilha, mesmo produtor do Legião Urbana e Marisa Monte. A produção já tinha um viés forrozeiro. “Mei de Feira”, o terceiro álbum, aprofundou essa viagem na cultura nordestina.

Beto conta “Tinha uma sonoridade dos rabequeiros, cegos e emboladores com quem tanto tive contato na juventude”. A virada na carreira do músico aconteceu em 2005 quando, no Rio de Janeiro, por sugestão do produtor Robertinho do Recife, decidiu inovar e sair um pouco da musicalidade tradicional nordestina e buscar fusões.

O artista declara “Foi uma época em que eu fiz muitas pesquisas e já havia um movimento muito interessante em Pernambuco com artistas como Lenine, Siba, Mestre Ambrósio, (DJ) Dolores. A minha ideia era juntar o primitivo com o contemporâneo”. O resultado é o disco “Imbolê”, lançado naquele ano.

Em 2011, Beto Brito lança o disco “Bazófias…”, onde todas as músicas “ exceto uma que é instrumental” são composições escritas em septilhas, estrofes de sete versos, bastante usadas na literatura de cordel, sobretudo pelo Poeta do Absurdo, Zé Limeira, um ícone, para quem o piauiense já fez muitas homenagens. Uma delas é a faixa “Zé Limeira, Meu Poeta”, que está na trilha sonora do filme “Na Estrada com Zé Limeira”, do cineasta Douglas Machado.

Beto declara “O ‘Imbolê’ é, na verdade, um conceito musical de fusões e o ‘Bazófias…’ segue a mesma linha ‘gravada’ com cordéis e rabecas”. O disco “Imbolê” tem a participação de Zé Ramalho e o “Bazófias de um Cantador Pai D’Égua” conta com Geraldo Azevedo, a dupla Caju e Castanha e o guitarrista africano Zolla.

Em 2014, lança o albúm Correio da Noite, que traz as influências da geração musical dos anos de 1970, especialmente Bob Dylan, Raul Seixas e Zé Ramalho. A psicodelia do Projeto remete a uma estética sonora das canções espaciais, aventurosas, apaixonantes, de amores idos e vindos na rebeldia da juventude. Algumas das faixas foram compostas há mais de 20 anos e, somente agora gravadas nesse disco singular e atemporal da música popular brasileira.

Beto Brito, além de cantor, é compositor e escritor de cordéis. Seu currículo soma alguns discos, dezenas de cordéis, quatro livros paradidáticos e algumas centenas de músicas autorais. Sua obra traz uma mistura de repente, peleja, côco, toré, baião, martelo, cordel, rabeca e viola.

Ele ganhou destaque no cenário musical ao agregar a poesia do cordel, ao som da rabeca, modernizando seu trabalho com guitarras distorcidas, violas, zabumbas, cítaras e até grooves eletrônicos. Uma mistura sonora que proporciona uma agradável e curiosa experiência musical. E hoje é considerado como um dos maiores representantes da literatura de cordel no país.

Livros:

Bazófias de um Cantador Pai D`égua:

Com 384 páginas e 1.400 estrofes que somam 9.800 versos, em septilhas, é o maior Cordel do mundo. É “um passeio literário que vai da Pangeia até o Apocalipse”, como resumiu o autor. E já vem devidamente premiado e registrado no Ranking Brasil. Como o cordel e o repente deixaram um forte legado na cultura nordestina, apesar de muitos não lhe darem o merecido valor, o autor faz esta tentativa de levar esse tipo de cultura popular para prateleiras e espaços onde ele geralmente não tem vez. A obra também é uma referência aos violeiros. Vai das mentiras filosóficas contadas quando se inicia a peleja e o violeiro conta suas bazófias (pabulagens) para intimidar o “oponente”, até as viagens fantásticas que ambos podem fazer, no que daria uns três anos ininterruptos de repente. Merece ser lido.

Cordéis:

O dia que Lampião chorou;

O Prefeito analfabeto;

Sabedoria Popular, e Mei-de-feira Mei-de-vida”.

Obras:

Fuá de rabeca, Pra lavar a alma, entre outras.

Em parceria com Pedro Tavares: Balaio, Canoa boa não vira à toa, Chinelo, Coco na beira-mar, Deus nunca tarda; É doida; Fuá dez; Quebra tudo, Repente de saída; Sapo cururu; Trem do forró, Xô aperreio (c/ Pedro Tavares; Xote mei-de-feira.

Discografia

(2014) Correio do Norte • CD

(2012) E tome forró • CD

(2011 ) Bazófias um cantador pai d’egua • Independente • CD

(2004) Mei di feira • CD

(2002) Pandeiro sideral • Trama • CD

(2000) Doidinho por forró • Independente • CD

(1998) A cara do Brasil • Independente • LP

(1997) Visões • Independente • LP

Fontes:

http://www.dicionariompb.com.br/beto-brito

http://cidadeverde.com/noticias/89916/beto-brito-lanca-disco-e-fala-de-parcerias-com-grandes-nomes

http://culturapopular2.blogspot.com.br/2011/01/seu-nome-de-batismo-e-edilberto.html

Poeta Francisco Barbosa Sobrinho – Síntese biográfica

Francisco Barbosa Sobrinho nasceu na cidade de Itaporanga, em junho de 1955. No entanto, seu pai trabalhava em Princesa Isabel e só veio conhecê-lo em janeiro de 1956. Até ser registrado o chamavam de Bebé de Natércio, apelido o qual ficou conhecido até hoje.

Quando morava no Sítio São Bento, o Padre José Sinfônio de Assis Filho começou a observar sua desenvoltura em declamar poesias, então, incentivou a família de Bebé de Natércio a colocá-lo em uma escola particular. Apesar das dificuldades para ir ao colégio o compositor não desistiu, era curioso e gostava muito de estudar.

Aos 14 anos, fez seu primeiro cordel que falava de um cachorro de feira. Suas inspirações vinham sempre de situações cotidianas, onde logo as datilografava e vendia por onde passasse.

Na mesma idade, começou a se encantar pela música ao observar jovens ensaiarem na Filarmônica Cônego Manoel Firmino, criada pelo padre José Sinfônio em 1965, no Colégio Diocesano Dom João da Mata que, posteriormente, viria a ser Maestro da banda em Itaporanga.

Em 1978, Bebé passou no vestibular de Música, entretanto, as adversidades da vida o fizeram desistir pouco tempo depois. Durante 14 anos ganhou a vida como professor de Literatura. O jogo de rimas, trocadilhos e o sentimento que as palavras transmitiam fez com que o rapaz se reaproximasse desse universo.

Decidiu voltar a estudar Música quando passou no concurso público para o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) em João Pessoa, sendo transferido para Cajazeiras para coordenar a banda da instituição como Maestro Fundador. Nessa época aflorou seu talento adormecido, criando arranjos e composições, como o LP “O Canto de Itaporanga”, em 1992.

Quando voltou para o IFPB em João Pessoa, passou a ser professor de Música da instituição. Em 2004 gravou o disco “Do Mato”, muito elogiado pela crítica. Como produtor cultural, já arranjou e produziu CDs de Bira Delgado, Chico de Pombal, Irah Caldeira, Daudeth Bandeira,Meire Lima, Oliveira de Panelas, Elpídio Ferreira, Xico Bizerra, Bob Laureano, Marcos Maia, Merlânio Maia, Magalhães e da Banda de Metais e Percussão do IFPB, entre outros.

Em 2008, assumiu a Orquestra Nordestina Unha de Gato: Clarinete de 8 Baixos, o primeiro instrumento que aprendeu a tocar. Entretanto, por falta de apoio financeiro, o projeto cultural foi encerrado em 2012.

Além de músico, Bebé de Natércio também é poeta cordelista, com 86 cordéis editados, pesquisador da cultura popular nordestina e pós-graduado em Gestão Pública pelo IFPB. É professor de música aposentado e se dedica a composições e arranjos em parceria com músicos e amigos de sua geração.

Em 10 de março de 2016 seus amigos fizeram uma homenagem pelos seus 60 anos, ao som de suas principais músicas. O próximo projeto tem o título provisório de “Samba do Poeta” e está previsto para ser lançado em março de 2017.

Fontes:

http://itaporangapb.blogspot.com.br/2014/12/la-vem-banda-do-padre-ze.html

http://rekadinhoita.blogspot.com.br/2012/03/bebe-de-natercio.html

Entrevista/Inventário/ParaíbaCriativa/SaraGomes/BebédeNatércio

Poeta José de Assis Freitas Filho – Síntese biográfica

José de Assis Freitas Filho é poeta, escritor, sociólogo e mestre em Letras (Ufba), nasceu e mora na cidade de Feira de Santana (Ba). Possui três livros de contos editados: O Mapa da Cidade (1998), O Ulisses no supermercado (2009) e O ano que Fidel foi excomungado (2012). Lançou em janeiro de 2013 o livro “Poemas de urgência para súbitos desalinhos” pela Editora Multifoco. Edita os blogs arvoredapoesia.blogspot.com e mileumpoemas.blogspot.com.

Fonte consultada: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/bahia/assis_freitas_filho.html

Poeta Antônio Pacífico de Souza – Síntese biográfica

Nascido Antonio Patrício aos 22 de outubro de 1927, irmão do famoso Dedé da Mulatinha (José Patrício) e outros nove irmãos, este agricultor da Mulatinha, município de Esperança/PB, aprendeu apenas as primeiras letras do ABC. No entanto, estas lhe foram suficientes para ganhar o mundo e a fama, e em especial, a cultura popular.Começou a cantar coco em 1940 e em 45 já publicava seu primeiro cordel: “A Viagem Sagrada”, seguindo-se outros oitenta e tantos títulos.Escolheu Campina Grande para residir, no bairro de Santo Antonio.Pai de dez filhos, não obteve o retorno do bem que fez a cultura popular, mas guarda no seu âmago as lembranças das viagens que fez pelo Brasil com seu irmão Dedé.Os seus versos, por muitos já fora elogiado. Eis aqui um pequeno exemplo da sua versatilidade:


“Em Sodoma tão falada/Passei uma hora só/Lá vi a mulher de Ló/Numa pedra transformada/Dei uma talagada/Com caldo de mocotó/E saí batendo o pó/Adiante vi Simeão/Tomando café com pão/Na barraca de Jacó”.
(Extraído do cordel: Uma viagem sagrada, 1945)


A ele, são atribuídos ainda os seguintes títulos: As missões de Frei Damião em Bom Jardim e a tempestade em limoeiro (8 páginas); As missões de Frei Damião em Soledade e os castigos de um amancebado (8 páginas); O povo chora com pena do frade Frei Damião (7 páginas). 

Fonte:  

I Festcordel – Festival Estudantil de Literatura de Cordel, promovido por Macambira & Querindina. Esperança/PB: dezembro de 2006;

COSTA, Gutemberg. A presença de Frei Damião na literatura de cordel: antologia. Ed. Thesaurus, 1998;

ADAMI, Antonio e BALOGH, Anna Maria(Org.). Mídia, cultura e comunicação. Vol. II. Arte e Ciência Editora: 2003.

https://historiaesperancense.blogspot.com/2010/12/toinho-da-mulatinha.html