Arquivo da tag: Síntese Biográfica

Poeta Cícero Vieira da Silva – Síntese biográfica

Cícero Vieira da Silva (31/05/1936  – 11/02/2008)

Nasceu no agreste paraibano, na cidade de Alagoa Nova, aos 31 de maio de 1936 e faleceu aos 72 anos em 11 de fevereiro de 2008, na cidade de Duque de Caxias, Rio de Janeiro. Iniciou suas aventuras literárias aos 16 anos, no ano de 1952, produzindo, aproximadamente, 30 romances para a Folhetaria Santos, de propriedade de Manoel Camilo, sediada em Campina Grande, Paraíba.

Mocó, como era conhecido Cícero Vieira da Silva, teve trabalhos reconhecidos e premiados.  Aos 22 anos, ele participou do Festival de Poetas Populares de Salvador, Bahia (1958) e ganhou medalha de ouro como o melhor glosador; e aos 48 anos ganhou prêmio no Concurso Leandro Gomes de Barros (1984).

Cícero escreveu O Sabiá da Jurema (2005).

Caros leitores e ouvintes
Vejam aqui este senhor.
Eu me chamo Sabiá,
O poeta sonhador
E ainda acredito
No homem que Deus criou.
Por estar acreditando
Venho a sua moradia
Também lhe peço atenção
Nesta minha poesia
E logo, logo saberão
De muitas coisas de valia.

[…]

Porque, como todos sabem,
Respeitar é uma missão
E o homem pra crescer
Precisa ser cidadão
Construindo e respeitando
Do pequeno ao grandalhão.
[…]

FONTES CONSULTADAS

CÍCERO Vieira da Silva. In: EDITORA Luzeiro: biografias de poetas. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: . Acesso em: 07 nov. 2014.

______. In: HAURÉLIO, M. Cordel Atemporal: dicionário básico de autores de cordel. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 07 nov. 2014.

SILVA, C. V. O sabiá da jurema. Baixio – CE: [s.n.], 2005. Disponível em: <http://www.projetocordel.com.br/autores/ sabiah.htm>. Acesso em: 07 nov. 2014.

Poeta Caetano Cosme da Silva – Síntese biográfica

Caetano Cosme da Silva (25/11/1927 –)

Nasceu no dia 25 de novembro de 1927, em Nazaré da Mata, Pernambuco, capital estadual dos Maracatus, que é mais que uma música e/ou dança folclórica pernambucana afro-brasileira, mas uma tradição transmitida de geração em geração, onde os “passos e as cores perpassam uma aculturação milenar da história da região” (WIKIPÉDIA, 2014).

Foi poeta e editor e exerceu a atividade de mangaieiro em Campina Grande, Paraíba, onde mantinha uma banca de raízes e ervas medicinal.

Nos perfis biográficos disponibilizados em sites, como da Editora Luzeiro, Casa de Rui Barbosa e Cordel Atemporal, localizamos a informação de que este pernambucano residiu em Paudalho, Pernambuco e Itabaiana, Sergipe, antes de se fixar na cidade que sedia o Maior São João do Mundo (Campina Grande) em 1976, porém Oliveira afirma que residiu na Itabaiana da Paraíba, onde “havia também duas outras tipografias, […] outra, destinada exclusivamente à produção de folhetos, que era de propriedade do cordelista Caetano Cosme da Silva, situada no alto da Rua Treze de Maio, a popular Rua do Carretel” (2008, p. 5). A Folheteria São Caetano foi fundada em 1966.

As histórias dramáticas de Caetano podem ser apreciadas nas suas histórias inventivas, como O assassino da honra ou a louca do jardim.

 

Vinde musa mensageira

Do reino de Eloim

Traz a pena de Apolo

E escreve aqui por mim

O Assassino da Honra

Ou a Louca do Jardim

Esta história é um exemplo

Pra qualquer mulher casada

Que respeita seu marido

E deseja ser honrada

Que para quem não tem honra

A honra não vale nada. […]

 

Sendo um dos cordéis mais reeditados junto com O pavão misterioso (1920) de autoria de José Camelo de Melo, O assassino da honra ou a louca do jardim foi a primeira adaptação de textos literários para o projeto A presa da serpente, realizado em São Paulo. O poeta passou a apresentar montagens de textos representativos de uma época e lugar (CORDEL chega …, 2011).

FONTES CONSULTADAS

CAETANO Cosme da Silva: biografias de poetas. [S.l.]: Ed. Luzeiro, [20?]. Disponível em: <http://www.editora luzeiro.com.br/content/1-biografias-de-poetas>. Acesso em: 06 nov. 2014.

CAETANO Cosme da Silva. In: HAURÉLIO, M. Cordel Atemporal: dicionário básico de autores de cordel. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot. com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 07 nov. 2014.

CAETANO Cosme da Silva: perfis biográficos. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br/ cordel/ janela_perfis.html>. Acesso em: 06 nov. 2014.

CORDEL chega ao palco para estudantes. São Paulo: O Estadão, 2011. Disponível em: <http://cultura.estadao. com.br/noticias/geral,cordel-chega-ao-palco-para-os-estudantes,20010202p6786>. Acesso em: 07 nov. 2014.

WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. Nazaré da Mata. In:  [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/ wiki/Nazar%C3%A9_da_Mata>. Acesso em: 07 nov. 2014.

OLIVEIRA, G. X. A feira de Itabaiana e o cordel. In: ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA, 4., 2008, Vitória da Conquista. Anais… Vitória da Conquista, BA: [S.n.], 2008.

SILVA, C. C. O assassino da hora ou A louca do jardim. In: TATARITARITATÁ: literatura de cordel. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://blogdotataritaritata.blogspot.com. br/2008/08/literatura-de-cordel.html>. Acesso em: 07 nov. 2014.

 

Poeta Antônio Gonçalves da Silva – Síntese biográfica

Antônio Gonçalves da Silva (05/03/1909 – 08/07/2002)

PATATIVA DO ASSARÉ, pseudônimo de Antônio Gonçalves da Silva, poeta popular e cantador repentista de viola nordestino, nascido em Serra de Santana, pequena propriedade rural, a três léguas da cidade de Assaré, no sul do Ceará, considerado um dos mais significativos poetas populares brasileiros, cuja característica era a forma fluida de versificação límpida sobre temas que retratavam o homem sertanejo e a luta pela vida no árido universo da caatinga nordestina. A política também era tema de seus versos. Durante o regime militar, criticou as ações militares sendo perseguido. Participou da campanha das Diretas Já, publicando em 1984 o poema “Inleição Direta 84”. Sua produção foi registrada em cordel, discos e livros.

Sua literatura, especialmente as produzidas no formato de livros, foi traduzida para vários idiomas tornando-se tema de estudo na Universidade de Sorbonne, na cadeira de Literatura Popular Universal sob a maestria do Professor Raymond Candel.

Cego do olho direito em razão de uma doença ainda na infância, Patativa frequentou a escola pela primeira vez aos doze anos, durante apenas quatro meses. Autodidata, aprendeu a ler e a escrever despertando sua paixão pela poesia. Seus primeiros escritos surgem por diversão nas brincadeiras das festas juninas para alegria dos vizinhos, com temáticas que abordavam o testamento de Judas, gozação aos preguiçosos, entre outros temas; todos voltados à realidade local.

Aos 16 anos, com recursos oriundos de seu trabalho como agricultor, ele adquiriu a primeira viola e começou a cantar de improviso. Rumou para o Pará em companhia de um parente José Alexandre Montoril, que lá morava, aos 20 anos de idade onde passou cinco meses de sucesso como cantador. De volta ao Ceará, regressou à sua terra natal voltando à vida de pobre agricultor alentada por sua verve de cantador. Casou-se com uma parenta, D. Belinha, com quem teve nove filhos. Sua projeção no Brasil teve início a partir da gravação de Triste Partida (1964), toada de retirante de sua autoria gravada por Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

Antes, porém, teve folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais e publicou “Inspiração Nordestina” (1956) e “Cantos de Patativa” (1966).

Figueiredo Filho publicou seus poemas comentados em Patativa do Assaré (1970). Gravou seu primeiro LP “Poemas e Canções” (1979): uma produção do cantor e compositor cearense Fagner. Apresentou-se com o cantor Fagner no Festival de Verão do Guarujá (1981), período em que gravou seu segundo LP “A Terra é Naturá”, lançado também pela CBS. A política também foi tema da obra e de sua vida. Durante o regime militar, ele condenava os militares e chegou a ser perseguido.

Ao completar 85 anos foi homenageado com o “LP Patativa do Assaré – 85 Anos de Poesia” (1994), com a participação das duplas de repentistas Ivanildo Vila Nova e Geraldo Amâncio e Otacílio Batista e Oliveira de Panelas, os dois últimos paraibanos.

Quase sem audição e cego desde o final dos anos 90, o grande e modesto poeta brasileiro, com apenas um metro e meio de altura, faleceu em sua casa no dia 08 de julho de 2002, em Assaré, interior do Ceará, aos 93 anos, após falência múltipla dos órgãos.

Seus poemas continuam vivos na realidade nordestina, como se pode ver nos versos que seguem:

Arte Matuta

 Eu nasci ouvindo os cantos

das aves de minha serra

e vendo os belos encantos

que a mata bonita encerra

foi ali que eu fui crescendo

fui vendo e fui aprendendo

no livro da natureza

onde Deus é mais visível

o coração mais sensível

e a vida tem mais pureza.

 

Sem poder fazer escolhas

de livro artificial

estudei nas lindas folhas

do meu livro natural

e, assim, longe da cidade

lendo nessa faculdade

que tem todos os sinais

com esses estudos meus

aprendi amar a Deus

na vida dos animais.

Quando canta o sabiá

Sem nunca ter tido estudo

eu vejo que Deus está

por dentro daquilo tudo

aquele pássaro amado

no seu gorgeio sagrado

nunca uma nota falhou

na sua canção amena

só canta o que Deus ordena

só diz o que Deus mandou.

___________________________

 

O que mais dói

O que mais dói não é sofrer saudade

Do amor querido que se encontra ausente

Nem a lembrança que o coração sente

Dos belos sonhos da primeira idade.

 Não é também a dura crueldade

Do falso amigo, quando engana a gente,

Nem os martírios de uma dor latente,

Quando a moléstia o nosso corpo invade.

O que mais dói e o peito nos oprime,

E nos revolta mais que o próprio crime,

Não é perder da posição um grau.

É ver os votos de um país inteiro,

Desde o praciano ao camponês roceiro,

Pra eleger um presidente mau.

____________________________________________

Vaca Estrela e Boi Fubá (poema musicado por Fagner)

 

Seu dotô me dê licença

Pra minha história conta

Hoje eu tô na terra estranha

E é bem triste o meu pená

Mas já fui muito feliz

Vvendo no meiu lugá

Eu tinha cavalo bom

Gostava de campeã

E todo dia aboiava

Na porteira do currá.

Ê, vaca Estrela, ô, boi Fubá

Eu sou fio do nordeste

Não nego o meu naturá

Mas uma seca medonha

Me tangeu de lápra cá

Lá eu tinha o meu gadinho

Não é bom nem imaginá

Minha linda vaca Estrela

E o meu belo boi Fubá

Quando era de tardezinha

Eu começava a aboiá

 

Ê, vaca Estrela, ô, boi Fubá

Aquela seca medonha

Fez tudo se trapaiá

Não nasceu capim no campo

Para o gado sustenta

O sertão esturricô, fez os açude secá

Morreu minha vaca Estrela

Se acabou meu boi Fubá

Perdi tudo quanto eu tinha

Nunca mais pude aboiá

Ê, vaca Estrela, ô, boi Fubá

Hoje nas terra do sul

Longe do torrão natá

Quando eu vejo em minha frente

Uma boiada passa

As água corre dos oios

Começo logo a chorá

Lembro minha vaca Estrela

E o meu lindo boi Fubá

Com sodade do nordeste

Dá vontade de aboiá

Ê, vaca Estrela, ô, boi Fubá

 

 

 

FILMOGRAFIA

Patativa de Assaré: um poeta camponês, curta-metragem documentário, Fortaleza, Brasil (1979).

Patativa do Assaré, um poeta do povo, curta-metragem documentário, Fortaleza, Brasil (1984).

DISCOGRAFIA

Luiz Gonzaga– Triste Partida – 1964.

Raimundo Fagner – “Manera Fru-Fru”, 1972 (faixa Sina), parceria com Fagner e Ricardo Bezerra.

Patativa do Assaré – Poemas e Canções, 1979.

Raimundo Fagner – “Raimundo Fagner” 1980 (faixa Vaca Estrela e Boi Fubá).

Quinteto Agreste – (Seu dotô me conhece) – Compacto em vinil com a música vencedora do 1 Festival Credimus da Canção, parceria de Patativa do Assaré com Mário Mesquita, 1980.

Massafeira Livre. Patativa do Assaré, disco 1, lado B (faixa “Senhor Doutor”), gravado ao vivo no Theatro José de Alencar, em 1979. lançado pela CBS, 1980.

Patativa do Assaré – “A Terra é Naturá”, produção de Raimundo Fagner. Gravadora CBS, 1981.

Som Brasil – Participação de Patativa do Assaré, gravada ao vivo no Programa Som Brasil, dia 30 de novembro de 1981.

Quinteto Agreste – “Quinteto Agreste” (faixa “Vaca Estrela e Boi Fubá”).

 Patativa do Assaré – “Patativa do Assaré”, 1985 (Projeto Cultural do BEC).

Criação coletiva – “Seca D’Água”, 1985, a partir de poema de Patativa, interpetada por grandes nomes da música popular brasileira. Produção de Fagner.

Alcymar Monteiro – “Rosa dos Ventos”, 1987 (faixa “Sofreu”).

Patativa do Assaré – “Canto Nordestino”, Produzido por Rosemberg Cariry, 1989.

Patativa do Assaré – “80 anos de Luz”, 1989.

Joãozinho do Exu – “Lembrando você”, 1983 (faixa – “A natureza chora”).

 Patativa do Assaré – “85 anos de poesia”, 1994.

José Fábio – “José Fábio”, 1994 (faixas “Vaca Estrela e Boi Fubá”, “Menino de Rua”, “Lamento de um nordestino” e “Estrada da minha vida”).

Mastruz com Leite – “O Boi Zebu e as Formigas” 1995 (faixa título).

Sérgio Reis – “Marcando Estrada”, 1995 (faixa “Vaca Estrela e Boi Fubá”).

Cícero do Assaré – “Meu passarinho meu amor”, 1996 (faixas “Meu passarinho meu amor” e “Lamento de um nordestino”).

Mastruz com Leite – “Em todo canto tem cearense, inclusive neste cd” (faixa “Sem Terra”). Fortaleza.

Fagner – “20 Super Sucessos II” (faixa “Vaca Estrela e Boi Fubá”).

Pena Branca e Xavantinho – “Cio da Terra”, 1996 (faixa “Vaca Estrela e Boi Fubá”).

Gildário – “Sou Nordestino” (faixas “Saudade”, “Tenha pena de quem tem pena”, “Assaré Querido” e “Sou Nordestino”).

Cláudio Nucci e Nós & Voz – “É boi” (faixa “Vaca Estrela e Boi Fubá”).

Alcymar Monteiro – “3º Circuito de Vaquejadas”, 1997 (faixas “Ingém de Ferro” e “Nordestino sim, nordestino não”).

Renato Texeira e Pena Branca e Xavantinho – “Ao Vivo em Tatuí” (faixa “vaca Estrela e Boi Fubá”).

Gildário – “Agora” (faixas “A tristeza”, “Saudação a Juazeiro”, “Morena e Mastruz com Leite”).

Baby Som – “Quente e Arrochado – volume 2” (faixa “Ao rei do baião”).

Alcymar Monteiro – “Eterno Moleque” (faixa “Minha Viola”).

Daúde – “Daúde”( faixa “Vida Sertaneja”).

Abidoral Jamacaru – “O Peixe”, 1997 (faixa título).

Simone Guimarães – “Cirandeiro”, 1997 (faixa “Sina”).

Cantorias e Cantadores 2 – Pena Branca e Xavantinho (faixa “Vaca Estrela e Boi Fubá”). Kuarup Discos, s/d.

José Fábio – “José Fábio canta Patativa do Assaré”, 1998.

Notícias do Brasil – Myrlla Muniz canta “Casinha de Palha”. Cariri Discos. Fortaleza/Brasília – 2007.

Caixa do Patativa. [Músicas e poemas de Patativa]. Interpretados por: Téti, Fernando Néri, Abdoral Jamacaru, Gildário, Cícero de Assaré, Myrlla Muniz, Calé Alencar, Gylmar Chaves, Cainã Cavalcante, Edmar Gonçalves, Palhoça das Artes, Banda de Pífanos dos Irmãos Aniceto, Pingo de Fortaleza, Pachelly Jamacaru, Ricardo Guilherme, Quinteto violado, Geraldo Amâncio, Zé Maria de Fortaleza, Quarteto Musiart. Produção: Calé Alencar e Gylmar Chaves. Realização: Cariri Discos e Equatorial Produções. Fortaleza – 1999.

FONTES CONSULTADAS

ACOB, L. P. Aspectos expressivos na linguagem regional de Patativa de Assaré: morfologia e sintaxe. 2007. 188 f. Monografia (Graduação em Letras) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.

AGUIAR, R. H. Patativa do Assaré: voz habitante da identidade sertaneja. 2013. 198 f. Dissertação (Mestrado em Processos e Manifestações Culturais) – Universidade Feevale, Rio de Janeiro, 2013.

AGUIAR, R. H.; CONTE, D. Patativa do Assaréo canto ilimitado. In: SARAIVA, J. A.; PUHL, P. R. (Org.). Processos culturais e suas manifestações. Rio de Janeiro: FEEVALE, 2012.

ALENCAR, M. S. M. Linguagem regional popular na obra de Patativa do Assaré: aspectos fonético-lexicais.1997. 185 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Linguística, Universidade Federal do Ceará, UFC, 1997.

ALENCAR, M. S. M. Marcas de oralidade na poesia de Patativa do Assaré. In: CONGRESSO NACIONAL DE LITERATURA, 1., 2012, João Pessoa. Anais… João Pessoa: Ideia, 2012.

ALENCAR, M. S. M. ; CARVALHO, G. O léxico regional e o prestígio social das palavrasIn: CARVALHO, G.  (Org.). Patativa em sol maior. Fortaleza: Edições UFC, 2009.

ALMEIDA, I. T. ANaturalidade na fala de Patativa do Assaré: poeta popular do Nordeste1985. 220 f. Dissertação. (Mestrado em Letras e Linguística) – Universidade Federal da Bahia, UFBA, 1985.

ANDRADE, C. H. S. Leitura sociológica de um discurso camponês em chave literária. Revista USP, São Paulo, n. 56, p. 106-124, dez./fev. 2002-2003. Disponível em: <http://www.usp.br/revistausp/56/14-claudio.pdf>. Acesso em: 15 nov. 2014.

______.  Patativa do Assaréas razões da emoção, capítulos de uma poética sertaneja. São Paulo: Nakin Editorial, 2004.

______. Patativa do Assaré: um dilúvio de rimas sobre o Sertão. Discutindo Literatura, São Paulo, p. 50-57, 2004.

ANTÔNIO Gonçalves da Silva: o Patativa do Assaré. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: . Acesso em: 14 out. 2014.

ASSARE, P.; CARVALHO, F. G. C. (Orgs.). Cordéis: Patativa do Assaré. 2. ed., Fortaleza: Edições UFC, 2012.

BEZERRA FILHO, J. A literatura de cordel e a poesia de Patativa do Assaré. 2003. 111 f. Monografia (Graduação em Letras) – Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2003.

BRITO, A. I. APatativa do Assaré: mediador e intérprete do sagrado. Nonada, Porto Alegre, v. 1, p. 6-22, 2010.

______. Patativa do Assaré: porta-voz de um povo. São Paulo: Paulus, 2010.

______. Poética sertaneja: aspectos do sagrado em Patativa do Assaré. 2009. 221 f. Dissertação (Mestrado em Letras, Cultura e Regionalidade) – Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, 2009.

______. Patativa do Assaré: Porta-voz do Sertão. Conexão (UCS), v. 8, p. 179-193, 2009.

BRITO, F. A. O metapoema em Patativa do Assaré: uma introdução ao pensamento literário do poeta. Crato: Faculdade de Filosofia, 1984.

CARNEIRO, H. F.; ROCHA, H. P.; MARTINS, J. C. O. Percepções do sofrimento psíquico na obra de patativa do Assaré. Psicologia & Sociedade (Online), v. 23, p. 592-597, 2011.

______. Eu canto o sertão que é meu: escrituras de sertão na poesia de Patativa de Assaré. Revista de História, v. 24, p. 298-319, 2010.

______. Música e poesia do ser(tão) nordestino de Patativa do Assaré. OPUS, Belo Horizonte, v. 13, p. 54-72, 2007.

CARVALHO, F. G. C. (Org.). Cordel anta Patativa. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2002.

______. Patativa do Assaré – Antologia Poética.  Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2001.

______. Patativa do Assaré – Pássaro Liberto. Fortaleza: Edição Museu do Ceará, 2002.

______.  Cem Patativa. Fortaleza: Omni, 2009.

______. Patativa do Assaré: um poeta cidadão. São Paulo: Expressão Popular, 2008.

______. Patativa do Assaré: memórias da Cantoria.OPSIS, Catalão-GO, v. 2, p. 9-20, 2002.

______. Patativa do Assaré: memória e poética. Moara, v. 5, p. 93-99, 1996.

______. Patativa do Assaré: natureza e cultura. Revista do GELNE, Fortaleza, v. 2, p. 129-132, 1999.

______.  Patativa do Assaré: poesia, profecia e performance. Revista de Ciências Sociais, Fortaleza, v. 30, p. 28-36, 1999.

______. Patativa e a comunidade poética da Serra de Santana. Revista do GELNE, Fortaleza, v. 2, p. 144-147, 2000.

______. Patativa Poeta Pássaro do Assaré. Fortaleza: Editora Inside Brasil, 2000. 187 p.

______. Um aedo sertanejo: Patativa do Assaré e o mundo do cordelRevista da Biblioteca Mário de Andrade, v. 66, p. 135-157, 2011.

CARVALHO, F. G. C.; REINALDO, G. F.; FEITOSA, L. T. FRANCA JR., L. C. (Orgs.). et al. Patativa em sol maior. Fortaleza: Edições UFC, 2009.

CARVALHO, J. O matuto cearense e o caboclo do Pará. Reedição. Fortaleza: Edições UFC, 1973.

COBRA, C. M. Patativa do Assaré: hermenêutica criativa da religiosidade no semiárido. São Paulo: Daikoku, 2010.

_____.  Patativa do Assaré: relações entre estética, hermenêutica, religião e arte. Rever, a. 6, p. 1-16, 2006.

_____. Literatura popular e religiosidade: criatividade e hermenêutica em Patativa do Assaré. Último Andar, n. 15, p. 29-48, 2006.

_____. Patativa do Assaré, uma hermenêutica criativa: a reinvenção da religiosidade na nação semiárida. 2006. 221 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2006.

COSTA NETO, C. B. Patativa do Assaré: Dr. Honoris Causa. In: ARRUDA, I. (Org.). Patativa do Assaré: poeta universal. Fortaleza: Gráfica Pouchain Ramos, 2009.

COSTA, A. L. Discurso popular e memória em Vicença e Sofia ou o Castigo de mamãe de Patativa do Assaré2012224 f. Dissertação (Mestrado em Linguística) -Universidade Cruzeiro do Sul, 2012.

DEBS, S. Patativa do Assaréuma voz do Nordeste. São Paulo: Editora Hedra, 2000.

FEITOSA, L. T. Diário de uma viagem. In: CARVALHO, G. (Org.). Patativa em sol maior: treze ensaios sobre o poeta pássaro. Fortaleza: Edições UFC, 2009.

FEITOSA, L. T. O sertão de PatativaEnredo: Revista Da Cultura, Fortaleza, p. 8-15, fev. 2009.

______. Patativa do Assaré: a imortalidade do canto. Revista do Gelne, Fortaleza, v. 4. p. 307-315, 1999.

______. Patativa do Assaré: a trajetória de um canto. 2002. Tese. (Doutorado) – Programa de Pós-graduação em Sociologia, Universidade Federal do Ceará: UFC, 2002.

______. Patativa do Assaré: a trajetória de um canto. São Paulo: Escrituras, 2003.

______. Um olhar sobre a vida e a obra de Patativa do Assaré. In: ARRUDA, I. (Org.). Patativa do Assaré: poeta universal. Fortaleza: Gráfica Pouchain Ramos, 2009.

FIGUEIREDO, J. A. Patativa do Assaré. Fortaleza, 1970.

FREIRE JUNIOR, O. Patativa do Assaré além da inspiração: interações oralidade/escrita na poesia política de Patativa do Assaré. 2003. 231 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Literatura e Diversidade Cultural, Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, 2003.

FREIRE JUNIOR, O.; DIAS, L. C. S. Patativa do Assaré leitor crítico de Castro Alves. Revista Outros Sertões, v. 1, p. 95-103, 2005.

KÜRTEN-FENSKE, E. Patativa do Assaré: o poeta do sertãoTemplo Cultural de Delfos, a. 4, 2014. Disponível em: < http://www.elfikurten.com.br/2013/08/patativa-do-assare-o-poeta-do-sertao.html>. Acesso em: 20 out. 2014.

LEMOS, J. C. A. Patativa do Assaré. 2006. Dissertação. (Mestrado em Estudos Românicos) – Universidade de Lisboa, Portugal, 2006.

LEONARDELI, P. B. Patativa do Assaré: oralidade, memória e religiosidade. 2009. Dissertação. (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Letras, Universidade Federal do Espírito Santo, 2009.

LUCENA, B. PEstereótipos na literatura de cordel: uma análise das personagens femininas na obra de Patativa do Assaré. 2007. Monografia. (Graduação em Letras) – Universidade de Brasília, 2007.

______. Novas dicções no campo literário brasileiro: Patativa do Assaré e Carolina Maria de JesusEstudos de Literatura Brasileira Contemporânea, v. 1, p. 73-92, 2009.

LUCENA, B. P.; DALCASTAGNÈ, R.; LINS, P. D. Novas dicções no campo literário brasileiro: Patativa do Assaré e Carolina Maria de Jesus. In: DALCASTAGNÈ, R.; THOMAZ, P. C. (Org.). Pelas margens: representação na narrativa brasileira contemporânea. Vinhedo: Editora Horizonte, 2011.

MALTA, P. F. Quatro poemas de Patativa do Assaré. [S.l.:s.n: 20?] . Disponível em: <http://www.luizberto. com/repentes-motes-e-glosas/quatro-poemas-de-patativa-do-assare-2.>. Acesso em: 12 out. 2014.

MATIAS, J. M. Um ser (tão) de vozes: o estilo e o acabamento estético na poesia de Patativa do AssaréDisponível em: <http://www.gelne.org.br/Site/arquivostrab/1512-Artigo%20-%20gelne.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2014.

______. Um ser(tão) de vozes: o estilo e acabamento estético na poesia de Patativa do Assaré2012Dissertação. (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2012.

MONTEIRO, R. M. S. A trajetória de Patativa do Assaré na mídia: um novo olhar sobre o cordel2012. 251 f. Dissertação. (Mestrado em Mediação Cultural e Literária) – Universidade do Minho, Portugal, 2012.

MOREIRA, G. C. AO canto do matuto: a filosofia crítica da poética de Patativa do Assaré2005 215 f. Dissertação (Mestrado em Literatura Brasileira) – Universidade de Brasília, Brasília, 2005.

MOURA, H. D. O sertão de Patativa do Assaré. 2011. 321 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Letras, Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, 2011.

NASCIMENTO, M. E. F. Entre discurso e poesia: discutindo a identidade nordestina em Patativa do Assaré. In: MOURA, M. D.; SIBALDO, M. A.; SEDRINS, A. P. (Orgs.). Novos desafios da língua: pesquisas em língua falada e escrita. Maceió: EDUFAL, 2010.

______. Memória e identidade: lados da mesma moeda na poesia popular de Patativa do AssaréIn: JOACHIM, Sébastien (Org.). II cidadania cultural: diversidade cultural – linguagens e identidades. Olinda: Livro Rápido, 2007, v. II, p. 939-947.

______. Sentido, memória e identidade no discurso poético de Patativa do Assaré. 2008. 125 f. Dissertação. (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Letras, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2008.

______. Sentido, memória e identidade no discurso poético de Patativa do Assaré. Recife: Edições Bagaço, 2010. 163 p.

NASCIMENTO, P. S.; NÓBREGA, G. M. Descortinamento de um novo ethos na poética de Patativa do Assaré: uma abordagem ecocrítica. In: BORA, Z. M.; PAULO, S. M. B.; LOPES, A. D. (Orgs.). As linguagens da natureza e suas representações, João Pessoa: UFPB, 2012.

NASCIMENTO, P. S. Descortinamento de um novo “ethos” na poética de Patativa do Assaré: uma abordagem ecocrítica. 2012. 228 f. Dissertação. (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Literatura e Interculturalidade, Universidade Estadual da Paraíba, João Pessoa, 2012.

NUNES, O. S. Inspiração nordestina: uma leitura teológica da poética de Patativa do Assaré na poente do diálogo entre teologia e literatura. 2008. Dissertação. (Mestrado em Ciências da Religião) – Universidade Metodista de São Paulo, São Paulo, 2008.

NUVENS, P. C. Patativa do Assaré: um clássico. Crato: A Província Edições, 2002.

______. Patativa e o universo fascinante do sertão. Fortaleza: Fundação Edson Queiroz, 1995.

O LEGADO: memória: os versos que brotavam da alma. [Cad. C.], Jornal do Commercio, Recife, 14 jul. 2002.

PATATIVA DO ASSARÉ. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Patativa_do_Assar%C3%A9>. Acesso em: 20 out. 2014.

PATATIVA DO ASSARÉ: poeta popular. Disponível em: <http://www.e-biografias.net/patativa_assare/>. Acesso em: 22 out. 2014.

PINHEIRO, M. S. A criação poética de Patativa do Assaré. 2006. Dissertação. (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Letras, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2006.

______. Patativa do Assaré: entre o oral e o escrito. Diadorim, Rio de Janeiro, v. 1, p. 07-214, 2006.

______. Patativa do Assaré: o poeta do sertão e o sertão do poeta. In: PONTES, C. G. (Org.). A literatura e seus tentáculos: saberes e dizeres sobre a arte literária e sua essência. Fortaleza: Bagagem, v. 1, p. 9-192, 2011.

______. Patativa do Assaré: poesia que brota da terra. Revista de Letras, Fortaleza, v. 1/2, p. 05-124, 2005.

PINHO, K. R. O. Patativa do Assaré: do preconceito à realidade literária. In: CEZAR, C. A.; PEREIRA, M. M. S.; MENEZES, M. L. C. (Orgs.). Mosaico cultural: múltiplos olhares sobre a cultura brasileira. Recife: Baraúna, v. 01, p. 139-147, 2004.

POLETTO, J.; RODRIGUES, L. A. Inspiração nordestina: uma representação do trabalhador no cordel de Patativa do AssaréIn: LUZ, N. S.; NASCIMENTO, D. E.; QUELUZ, M. L. P. (Orgs.). Tecnologia e sociedade: transformações sociais. Curitiba: Editora da UTFPR, 2011.

ROCHA, H. P. Dimensões do sofrimento cearense a partir da poesia popular: territorialidade e identificação na obra de Patativa do Assaré. 2006. 124 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Psicologia, Universidade de Fortaleza, Fortaleza, 2006.

ROCHA, J. Filosofando com Patativa. Fortaleza: Stylus Comunicações, 1991.

ROCHA, T. R. A. A. Patativa do Assaré: 100 anos de poesia. Zoom Cultural, Crato-Ceará, p. 25-26, jul. 2009.

ROMERO, J. H. S. As formas da inspiração: linguagem e criação poética em “Inspiração Nordestina” de Patativa do Assaré. 2011. 212 f. Dissertação. (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Teoria e História Literária, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2011.

______. Os caminhos da cultura popular na poesia de Patativa do Assaré. Língua & Educação, v. 1, p. 87-96, 2009.

______. ; SPERBER, S. F. Patativa do Assaré e a experiência das tradições. Revista Alpha, v. 11, p. 153-160, 2010.

SANTANA, A. S. T. Imagens do sertão: Patativa do Assaré e Euclides da Cunha entre identidade, representação e diferença. 2008. 258 f. Dissertação. (Mestrado em Literatura e Diversidade Cultural) – Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, 2008.

SANTANA, T.; CARVALHO, Francisco Gilmar Cavalcante de. Patativa do Assaré – o sertão dentro de mim. Fortaleza: Tempo d’Imagem, 2010. 144 p.

SANTOS, F. P. Água da mesma onda: a peleja poética epistolar entre a poetisa Bastinha e o poeta Patativa do Assaré. Fortaleza, CE: Editora Iris, 2011. v. 1. 112 p.

______. As mulheres como transmissoras da tradição poética em cordel: o caso de Patativa do Assaré. In: CARVALHO, G. (Org.). Patativa em sol maior: treze ensaios sobre o poeta pássaro. Fortaleza, CE: Edições UFC, v. 294, p. 6-193, 2009.

SEEMANN, J. Geografia, geograficidade e a poética do espaço: Patativa do Assaré e as paisagens da região do Cariri (Ceará). Espaço e Cultura, v. 1, p. 50-73, 2007.

SILVA, A. G. Patativa do Assaré. In: PATATIVA do Assaré uma voz do Nordeste. São Paulo: Hedra, 2000.

SILVA, G. X. Patativa do Assaré: um agricultor de versos a vida inteira.Cadernos de Literatura Comentada, Belo Horizonte, p. 56-60, ago. 2005.

SILVA, J. F. A. Patativa do Assaré100 anos de versos e cantos que encantamRevista Comércio, Fortaleza, mar. 2009.

SILVA, S. L. A. A criação poética de Patativa do Assaré: uma análise sócio-geográfica literária. 2008. 125 f. Dissertação. (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Literatura e Interculturalidade, Universidade Estadual da Paraíba, 2008.

______. A poesia metaforicamente sacralizante de Patativa do Assaré. In: BRANDÃO, Eli (Org.). Litteratheos, Olinda/PE: Editora Livro Rápido – Elógica, p. 127-152, 2007.

______. O uso da oralidade na poética de Patativa do Assaré como expressão de uma fala que estigmatiza o povo nordestinoIn: LINS, J. N.; SILVA, E. J. L. (Orgs.). Práticas de Linguagem e Educação. Natal-RN: Livro Rápido, v. 1, p. 83-92, 2008.

SILVA, S. L. A. ; NÓBREGA, G. MA voz do milho abandonado: A voz de Patativa do Assaré. In: LINS, J. N.; CAVALCANTI, M. O. C. (Org.). Estudos de Linguagens em Interação: língua, linguística, literatura e ensino. Recife-PE: Livro Rápido, 2007.

______O local da memória e da literatura de testemunho na poesia de Patativa do Assaré. In: LINS, J. N.; BEZERRA, R. A.; NEGREIRO, C. A. (Orgs.). Linguagem e discussões culturais. Olinda/PE: Livro Rápido, 2006.

______. Do Nordeste brasileiro para o mundo: o canto poético de um Patativa intercultural. In: JOACHIM, S. (Org.). II Cidadania Cultural – Diversidade cultural, linguagens e identidades. Recife/PE: Elógica Livro Rápido, 2007.

______Literatura Popular e Patativa do Assaré: a poesia matuta enquanto reflexo da vida no mato. In: BEZERRA, R. A.; LINS, J. N.; NEGREIRO, C. A. (Orgs.). Literatura e outras linguagens. Natal: Livro Rápido, 2007.

SOUSA, V. J. TBalceiro III – Patativa e outros poetas do Assaré. Crato – CE, 2003.

______. Conversando com o Patativa. [Entrevista]. A Província, Crato-CE, v. 10, p. 157-161, dez. 1995.

______. Conversando com Patativa. A Província, Crato-CE, v. 15, p. 50-52, 1998.

______. Patativa, o poeta maior. A Província, Crato-CE, v. 9, p. 118 – 129, 1995.

Poeta Antônio Carlos da Silva – Síntese biográfica

Antônio Carlos da Silva (28/09/1966)

Rouxinol do Rinaré é, artisticamente, o nome do cordelista cearense Antônio Carlos da Silva, nascido em Rinaré, Quixadá, Ceará. Poeta cordelista e afeito ao tempo, Rouxinol é capaz de travar uma peleja por meio virtual, construído pela Internet, via correio eletrônico tal como protagonizaram ele e Klevisson Viana.

 

R – Um amigo cartunista

E poeta popular –

(Antonio Klévisson Viana)

Ousou me desafiar…

Navego na Internet

Pra lhe bater de bofete

E ensiná-lo a pelejar!…

 

K – Você quer se pabular,

Pois pensa que é sabido…

Rouxinol do Rinaré

 

R – É pequeno e atrevido,

Teima do começo ao fim:

É igual mulher ruim,

Que não respeita o marido

[…] Fica difícil julgar

 

Quem causou mais sensações

Pois, na arte do Cordel,

Todos dois são campeões…

A análise dos cantores

Ficará para os leitores

Tirem suas conclusões!

Nesse sentido, Rinaré, em depoimento a Resende, (2006, p. 55), explica:

É um cordel de peleja, uma peleja recriada. […] eu fiz com o Klévisson mesmo pela Internet. […] Aí, o Klévisson estando lá na editora [Tupynanquim], a gente começou a mandar o e-mail de um para o outro, uma estrofezinha.

E isso virou um desafio, não é? Depois juntamos tudo e fizemos a peleja, imprimimos a peleja. Foi feita totalmente virtual, mas depois impressa no folheto. E a gente diz aqui no final de uma nota que a gente casou a modernidade com a tradição, mantemos a tradição da poesia do cantador. Usamos os seus estilos como os cantadores usam na realidade, no repente mesmo, mas usamos de forma virtual. Mas a estrutura é a da poesia de cordel, não tem jeito. Então é isso. Eu acho assim é uma forma, se nós quisermos que a nossa cultura seja perpetuada, que outras gerações possam conhecê-la, nós temos que viver o nosso momento, mantendo a tradição do formato da poesia e da estrutura da poesia.

Com mais de 80 títulos publicados em cordel, a maioria pela Tupynanquim Editora. Já reconhecido, Rouxinol conquistou dois prêmios nacionais em concursos de literatura de cordel e o “Prêmio Alberto Porfírio de Literatura de Cordel Inédita” (CE). Tem sua produção presente em várias antologias, dentre elas, Cordel Canta Patativa e CAOS Portátil: um almanaque de contos.

Sua obra foi citada ainda nos principais jornais e revistas do Brasil, e também na França nas revistas LatitudesQuadrant e Infos Brésil. Seu cordel Antonio Conselheiro e a guerra de Canudos, escrito em parceria com Queiroz de França, foi adotado em uma prova de história do vestibular da Universidade Federal do Ceará.

O jovem poeta, além de escrever, ministra oficinas de literatura de cordel. No entanto, defende que o modo de fazer a estrutura narrativa é a mesma, mas o poeta tem que viver o seu tempo, tanto que também atua produzindo adaptações dos clássicos para a linguagem de cordel, a exemplo da adaptação feita da obra o Alienista de autoria do escritor brasileiro Machado de Assis. O Alienista em Cordel foi selecionado para as escolas de Belo Horizonte, Minas Gerais e, duas vezes, adotado em projetos da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro. A obra de Rouxinol do Rinaré desperta olhares da academia e passa a ser estudada no meio universitário, tornando-se objeto de pesquisa, ampliando deste modo sua fortuna crítica.

 FONTES CONSULTADAS

CARVALHO, G. Seu Lunga em cordel: o imaginário e os campos finitos de significação no folheto de Rouxinol do Rinaré. [S.l.: s.n, 20?]. Disponível em: <http://congreso.pucp.edu.pe/alaic2014/wp-content/uploads/2013/09/GT1-Gislene-Carvalho.pdf>. Acesso em: 10 out. 2014.

FERREIRA, E. A. G. R.; BULHÕES, R. M. A produção contemporânea: uma análise da obra o alienista em cordel, de Rouxinol do Rinaré. In: SEMINÁRIO DE ESTUDOS LITERÁRIOS. 10., 2010, Assis. Anais… Assis: UNESP, 2010. Disponível em: <http://sgcd.assis.unesp.br/Home/ PosGraduacao/Letras/SEL/anais_2010/elianeaparecida.pdf>. Acesso em: 10 out. 2014.

LUCENA, B. P. Cante lá que eu canto cá: poéticas populares dentro e fora da moldura[S.l.: s.n, 20?]. Disponível em: <file:///C:/Users/Joao/Downloads/Dialnet-CanteLaQueEuCantoCa-4846206.pdf>. Acesso em: 09 out. 2014.

RICARTE, A. B. F. V. O folheto na história e a história no folheto: práticas e discursos culturais do cordel de circunstância em Fortaleza (1987-2007). 2009. 230 f. Dissertação (Mestrado) – Mestrado em História e Culturas da Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2009. Disponível em: Users/Joao/Desktop/ BETH/ROUXINOL%20DO%20RINAR%C3%89/dissertacaofolheto_na_historia_alyne_virino_ricarte.pdf>. Acesso em: 20 out. 2014.

ROUXINOU DO RINARÉ. [S.l.: s.n, 20?]. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Rouxinol_do_Rinar%C3%A9>. Acesso em: 10 set. 2014.

VIANA, A. Rouxinol do Rinaré: Antônio Carlos da Silva. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.camarabrasileira. com/cordel30.htm>.  Acesso: 10 set. 2014.

______. Rouxinol do Rinaré: a grande peleja virtual de Klévisson Viana e Rouxinol do Rinaré. Fortaleza: Tupynanquim, 2003

Poeta Severino Milanês Silva – Síntese biográfica

Severino Milanês Silva (1906 -1956 ou 1967)

Severino Milanês da Silva é natural de Bezerros, Pernambuco. Ficou conhecido como poeta popular, cantador, repentista e romancista. Da sua morte, sabe-se que faleceu no município de Vitória de Santo Antão, entretanto, há controvérsia quanto ao ano chegando a ser uma diferença de 11 anos: 1956 ou 1967.

De acordo com Benjamim, no site Casa de Rui Barbosa, “….produção  é bastante diversificada. É autor do Forte Pernambucano, escrito na década de 40, um marco, gênero de poema mais longo realizado pelos poetas de gabinete, aqueles  que só escreviam e em geral, não eram cantadores, ampliando ainda  mais seu campo de ação, já  que possuía fama  de grande repentista e glosador”.

Como romancista, ele imortalizou alguns na memória dos seus admiradores especialmente os que escolhiam as histórias de amor, de príncipe e princesa e reinados fictícios.

Conforme o texto do blog Jornal de Besta Fubana de Luiz Berto reiterado pelo de Carlito Lima:Milanês não era muito cuidadoso com a geografia nem com a história. Vez por outra abusava da “licença poética” na composição de seus romances, que às vezes beiram o surrealismo, mistura gênios e fadas com índios guerreiros e gigantes desaforados que chamam o herói de “cabrinha” e outros xingamentos tipicamente nordestinos no auge da luta”.

 A greve dos bichos

 Muito antes do dilúvio

Era o mundo diferente

Os bichos todos falavam

Melhor do que muita gente

E passavam boa vida

Vestido de Marinheiro

O cachorro era cantor

Gostava de serenata

Andava muito cintado

De colete e de gravata

Trabalhando honestamente.

O diretor dos Correios

Era o doutor Jaboby

O fiscal do litoral

Era o matreiro Siry

Que tinha como ajudante

O malandro do Siry.

O rato foi nomeado

Para chefe aduaneiro

Fazendo muita “moaba”

Ganhando muito dinheiro

Com o Camundango  ordenaça,

Passava a noite na rua

Mais o Besouro e a Barata

  O príncipe do Barro Branco

 O Reino do Barro Branco

É detrás de uma colina

Cercado por quatro rios 

De água potável e fina

Fica nos confins da Ásia

Bem perto da Palestina

História de Valentão do mundo;

Valentão do Mundo é

Conhecido na história

Venceu e não foi vencido

Teve consigo esta glória

Em toda luta trazia

O triunfo da vitória.

Nas caçadas enfrentava

As mais temerosas lutas

Subjugava nas serras

As feras absolutas

Pegava onça nas furnas

Matava dentro das grutas.

  O príncipe do Barro Branco

 O Reino do Barro Branco

É detrás de uma colina

Cercado por quatro rios 

De água potável e fina

Fica nos confins da Ásia

Bem perto da Palestina

 História de Valentão do mundo

 Valentão do Mundo é

Conhecido na história

Venceu e não foi vencido

Teve consigo esta glória

Em toda luta trazia

O triunfo da vitória.

Nas caçadas enfrentava

As mais temerosas lutas

Subjugava nas serras

As feras absolutas

Pegava onça nas furnas

Matava dentro das grutas.

FONTES CONSULTADAS

SEVERINO Milanês Silva. Peleja de Pinto e Milanês, um clássico do cordel. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.luizberto.com/mala-da-cobra-arievaldo-vianna/peleja-de-pinto-e-milanes-um-classico-do-cordel>. Acesso em: 27 out. 2014.

BLOG do Carlito Lima. Severino Milanês Silva. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: . Acesso em: 27 out. 2014.

Poeta João José da Silva – Síntese biográfica

João José da Silva (24/06/1922 – 1997)

João José da Silva nasceu na cidade de Vitória de Santo Antão em 24 de junho de 1922. Filho de agricultores, ainda criança, a sua verve de poeta aflorou. No entanto, devido às minguadas posses dos seus genitores, teve que abandonar os estudos para só retornar na meia idade através dos próprios esforços. Nessa ocasião é que mostra a sua influência na literatura de cordel no que diz respeito à sua capacidade de  compor e editar.

O blog acordacordel descreve sua vocação infantojuvenil. “Aos 10 anos de idade já improvisava versos para seus amigos e conhecidos… em 1947 se tornou profissional da poesia, escrevendo então seu primeiro livro em versos, O macaco misterioso”.

Sua vida de poeta foi marcada pela produção de mais de 164 peças, dentre elas as mais procuradas são “O macaco misterioso” e “A fera de Petrolina”.

Durante o tempo que viveu em Recife /PE, aliou a chefia da família com o trabalho na área de literatura de cordel na tipografia de Luzeiro do Norte, editora que também publicou seus folhetos “A condessa Rosa Negra, A fera de Petrolina e O caçador sertanejo”. Ali se manteve até o início dos anos 1970.

 A fera de Petrolina

 

 Há certos anos atrás

Na cidade Petrolina

Existia um desordeiro

De uma força tão ferina

De ninguém poder topar

Sua munheca assassina.

 

Eram um sujeito gigante

De uma grossura estupenda

Tinha força em cada braço

De parar uma moenda,

Brigava todos os dias

Lá na porta  de uma venda

Faleceu em 1997 na cidade onde viveu a maior parte de sua vida, para ampliar, publicar sua obra e criar os seus filhos: Recife.

FONTES CONSULTADAS

CORDEL atemporal.  Dicionário básico de autores de cordel. [S.l.: s.n.: 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot. com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 22 out. 2014.

RECANTO das letras. Grandes autores da Literatura de Cordel. [S.l.: s.n.: 20?]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/1482607>. Acesso em: 22 out. 2014.

A FERA de Petrolina. [S.l.]: Editora Luzeiro, [20?]. Disponível em: <http://www.editoraluzeiro.com.br/cordeis/96-a-fera-de-petrolina-luzeiro.html>. Acesso em: 22 out. 2014.

PERFIS biográficos. [S.l.]: Editora Luzeiro, [20?]. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br/cordel/janela_perfis. html>. Acesso em: 22 out. 2014.

MESTRES do cordel João José. [S.l.]: Editora Luzeiro, [20?]. Disponível em: <http://acordacordel.blogspot.com.br/2013/08 /mestres-do-cordel-joao-jose.html>. Acesso em: 22 out. 2014.

 

Poeta Varneci Santos do Nascimento – Síntese biográfica

Varneci Santos do Nascimento 

Varneci Santos do Nascimento, ou simplesmente Varneci Nascimento, é filho de Alôncio Chaves do Nascimento e Rita Evangelista dos Santos. Conheceu a arte do cordel em seu próprio lar, através de seu pai, que sempre lia os cordéis e fazia os repentes em família, motivando o gosto de Varneci por esta encantadora forma de versejar.

Graduado em História pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Varneci, além de historiador, é escritor, cordelista e palestrante, proferindo palestras sobre a arte do cordel.  Inclusive, o autor utiliza em suas apresentações os recursos do stand-up para aproximar e estimular os jovens a lerem este gênero literário. Varneci Nascimento pode ser considerado um verdadeiro semeador da arte do cordel, pois se dedica a divulgar esta arte em escolas, saraus, universidades etc.

Haurélio (2011) salienta que este autor é considerado como uma verdadeira revelação da poesia popular. Assim como outros poetas, Varneci acredita que o cordel pode e deve ser usado como instrumento paradidático na educação brasileira, estimulando a leitura nos estudantes. É autor de mais de 200 obras escritas em cordel sobre as mais variadas temáticas, inclusive muitos de seus cordéis versejam sobre histórias bíblicas.

Foi classificado em 5º lugar no Concurso Nacional de Cordel promovido pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e em 2ª colocação em outro concurso na Bahia, com o romance O Amor Vence o Racismo.

Em 2001, a pedido da Secretaria de Educação da Prefeitura de São Paulo, escreveu o cordel Paulo Freire: Um Educador Diferente, para a abertura da semana Paulo Freire.

O poeta teve uma de suas obras publicadas pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, o livro intitulado: Jorge Amado: o Amado do Brasil. Esta obra lhe rendeu uma carta de agradecimento da escritora Zélia Gattai.

Em 2008, Verneci Nascimento lança um cordel intitulado: Memórias Póstumas de Brás Cubas em cordel. Dessa feita, ele lança este cordel da obra de Machado de Assis, o qual compõe a coleção Clássicos em Cordel.  Este cordel foi selecionado para a feira de Bolonha, em 2009, e comprado pela Biblioteca Nacional.

Em 2009 participou, com outros escritores, de um encontro nacional de poetas cordelistas com o presidente Lula objetivando discutir políticas de incentivo ao cordel. Em 2011, o poeta lança A escrava Isaura em cordel. Um de seus trabalhos que obtiveram destaque foi o cordel O Cangaço Sustentado pelos Coronéis. Este, por sua vez, foi estudado em uma universidade da Alemanha pela professora Ingrid Hapke.

O cordelista Varneci Nascimento, semeador de cordéis, continua sua trajetória disseminando a arte em versos, atuando inclusive em um projeto pioneiro da Prefeitura de São Paulo, projeto intitulado Ônibus Biblioteca, no qual proferiu inúmeras palestras.

Através da arte de divulgar o cordel, o poeta escreveu, em 2008, um cordel intitulado: Esdobrando o Cordel. Dessa feita, veremos alguns trechos como se seguem:

Desdobrando o Cordel

Com caráter jornalístico

Mas sem ser algo maçante

Pois fala de poesia,

Popular que é brilhante

Que informa emocionando

De maneira cativante

O surgimento da nossa

Poesia popular

Nos jograis, nos trovadores,

Da pra gente procurar

Se não achar não desista,

Continue a pesquisar

Buscando sem se cansar

Oralmente e n papel

Sem se importar com a forma

Que publica o menestrel,

E ache a Literatura

Que chamamos de cordel.

Que veio de Portugal,

Quando da nossa invasão

Se trouxeram coisas ruim

E mataram tanto irmão

Índio, deixaram o cordel,

Como uma compensação.

(p.03)

[…]

Atualmente, reside em São Paulo, onde presta serviços à Editora Luzeiro. É, também, autor de vários outros títulos, entre eles: O massacre de Canudos, A morte e a justiça, Cangaço – um movimento social, Visita de Lampião a Padre Cícero no Céu, Os dez mandamentos do preguiçoso, A mãe abandonada, entre outros.

FONTES CONSULTADAS

HAURÉLIO, MARCO. Dicionário básico de autores de cordel. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 19 out. 2014

LITERATURA de Cordel. Varneci Santos do Nascimento. In: CÂMARA Brasileira de Jovens Escritores. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.camarabrasileira.com/cordel42. htm>. Acesso em: 05 out. 2014.

NASCIMENTO, Varneci do. Desdobrando o cordel. São Paulo, 2008.

VARNECI Santos do Nascimento. O autor. In: CORDEL do Brasil. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://cordeldo brasil.com.br/v1/varneci-santos-do-nascimento/ >. Acesso em: 27 out. 2014.

WIKIPÉDIA. A enciclopédia livre. Varneci Nascimento. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Varneci_ Nascimento>. Acesso em: 13 out. 2014.

Poetisa Maria Vânia Freitas de Alencar Carvalho Frota – Síntese biográfica

Maria Vânia Freitas de Alencar Carvalho Frota

Maria Vânia Freitas de Alencar Carvalho Frota, filha do poeta Alencar (1905-1959), nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1948. A arte pulsa em suas veias: é cordelista, trovadora, atriz, poetisa, artista plástica e, para além da arte, é também licenciada em Letras, especialista em Administração Pública e esposa do poeta cordelista Gerardo Carvalho (Pardal).

Haurélio (2011) relata que Vânia Freitas possui uma rica poética, tendo vários títulos publicados. Desses, muitos são citados em artigos de jornais e em monografias.

Em 2005, a cordelista representou o Cecordel em 2005, no I Congresso Internacional de Literatura de Cordel em João Pessoa, Paraíba. Outros momentos importantes ocorreram em 2005 e 2007, quando Vânia Freitas representou a mesma entidade no Congresso Cearense de Folclore em Limoeiro do Norte, Ceará. A cordelista participou de eventos importantes no cenário literário, entre eles: o II Festival de Trovadores e Repentistas em Quixadá, Ceará e as Bienais Internacionais do Livro acontecidas, em 2006 e 2008, em Fortaleza, Ceará.

Foi contemplada em 2007, com a estatueta de São Gonçalo no III Festival de Trovadores e Repentistas em Senador Pompeu, Ceará. No mesmo ano, ela recebeu também o I Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero na Cultura Popular Nordestina em João Pessoa, Paraíba. No tocante à temática abordada pela cordelista em seus versos, percebe-se que ela escreve em variados contextos, não se ancorando especificamente em uma única temática. Nesse sentido, sabendo-se que é comum na conteporaneidade nos depararmos com a narrativa de acontecimentos políticos, Ricarte (2009) relata que os  fatos políticos abordados nos folhetos esbanjam sérias críticas a fatos, tais como corrupção, crimes e casos inusitados envolvendo políticos. A autora traz como exemplos deste tipo de cordel, três folhetos de Vânia Freitas, sendo eles: “Cuecão de dólares aperta a vida de cearense” e “A deputada que dançou porque dançou” e “No lamaçal do mensalão”, este último escrito por Vânia Freitas em parceria com Gerardo Pardal.

No contexto da temática tragédia, Ricarte (2009) destaca mais um folheto de Vânia Freitas, intitulado: “Juiz perde o juízo e mata vigia indefeso”, este por sua vez narra a tragédia da morte de um inocente.

Entre outras temáticas versejadas por Vânia Freitas, percebem-se: Folhetos educativos, com um viés memorialístico, e até mesmo de cunho religioso. Nesse contexto, é revelada a multiplicidade desta cordelista, isto é, desta artista nordestina.

FONTES CONSULTADAS

HAURÉLIO, Marco. Dicionário básico de autores de cordel. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/ 2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html.>. Acesso em: 19 out. 2014.

RICARTE, Alyne B. F. Virino. O folheto na história e história no folheto: práticas e discursos culturais do cordel de circunstância em Fortaleza (1987- 2007). 2009. 230 f. Dissertação. (Mestrado em História e Culturas) – Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2009.

CORDELIZANDO na net: o seu cordel virtual. Disponível em: . Acesso em: 19 out. 2014.

 

Poeta Sátyro Xavier Brandão – Síntese biográfica

Sátyro Xavier Brandão

Sátyro Xavier Brandão é natural de Propriá, Sergipe. Na qualidade de poeta de cordel, ele costumava assinar suas obras simplesmente adotando o pseudônimo de Sátyro. Faleceu na metade do século XX, fazendo parte do grupo de sergipanos que desbravaram o sul da Bahia, quando da introdução da cultura do cacau (HAURÉLIO, 2011).

Lançou pela Editora Luzeiro dois folhetos: A triste sorte de Jovelina, O exemplo da mocidade. Este último reporta um registro memorialístico de sua vida sofrida, sendo estas as obras mais conhecidas, publicadas por Sátyro. Vejamos a seguir um trecho de sua obra:

 

A Triste Sorte de Jovelina

Eu agora vou contar

Um caso que se passou

Por muitas partes do mundo

Esta história se contou

Para termos a certeza

Aonde existe firmeza

A força que tem o amor.

 

Este caso foi passado

No sertão do Cariri

Quem caminha contra a sorte

Nada pode adquirir

Depois que Deus determina

Quem  nasce com sua sina

Cedo  ou tarde tem de cumprir

 

Havia no Cariri

Um homem rico afamado

Rico de força e dinheiro

Muitas fazendas de gado

Corajoso e valentão

Seu nome em todo o sertão

Tinha de ser respeitado.

(p.1)

  […]

 

FONTES CONSULTADAS

BIOGRAFIA de Sátiro Xavier Brandão. In: CORDEL Paraíba: espaço destinado à publicação de poemas e informações diversas relacionadas com a literatura de cordel. S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://cordelparaiba.blogspot.com.br/2010/04/satiro-xavier-brandao-biografia-cordel.html>. Acesso em: 11 nov. 2014.

BRANDÃO, Sátyro Xavier. A triste sorte de Jovelina. [S.l.]: Editora Luzeiro, [20?].

HAURÉLIO, MARCO. Dicionário básico de autores de cordel. S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 19 out. 2014

SÁTYRO Xavier Brandão. In: CORDELIZANDO na NET. O seu cordel virtual. S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://cordelizandonanet.blogspot.com.br/p/ grandes-autores.html>.  Acesso em: 23 nov. 2014.

Poeta Manoel Alves de Sousa – Síntese biográfica

Manoel Alves de Sousa (24/04/1949)

Nascido na cidade de Santamaria do Suaçuí, Minas Gerais, no dia 24 de abril de 1949, Manoel Alves de Souza, nome dado no seu registro de batismo, assume no cenário poético sua identidade enquanto Manoel Santamaria, como é conhecido no mundo do cordel.

O poeta teve seus primeiros contatos com a literatura de cordel na sua infância, quando se mudou para Governador Valadares, Minas Gerais. Nessa época, muitos nordestinos que saíam de sua terra natal, em busca de oportunidade, fixavam residência lá, trazendo na bagagem seus folhetos de cordel.

Diante desse contexto, Silva (2007) afirma que Manoel Santamaria fora praticamente alfabetizado à luz da literatura de cordel, compartilhando as estórias com seu pai lendo-as em voz alta, já que o mesmo não sabia ler, apresentando-o alguns cordéis clássicos, entre eles, O Pavão Misterioso. O encantamento pelo cordel se intensificou após visitar o Nordeste, no período de sua mocidade na década de 60.

Autodidata em inglês e espanhol, ele passou no vestibular para Letras da Universidade Pedro II, no Rio de Janeiro. Sua fluência no inglês abriu as portas da embaixada dos Estados Unidos e da Organização Mundial de Saúde, onde foi funcionário.

Manoel Santamaria exerceu o magistério até 1981, quando ingressou no trabalho das plataformas petrolíferas da bacia de Campos, Rio de janeiro, como operador de rádio e intérprete passando a operador de lastro e supervisor de segurança industrial, e é na atmosfera de confinamento da plataforma que ele se inspira para produzir os seus versos de cordel (SILVA, 2007).

O cordelista integra o grupo fundador da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), com sede no Rio de Janeiro, reunindo-se com seus confrades sempre que possível, segue conciliando o trabalho na plataforma, sem abandonar o universo do cordel.

O poeta já produziu vários folhetos, e sua forma de versejar reveste-se de temas que se moldam à atualidade, atuando como meio educativo para informar, possibilitando reflexões do público leigo, como é o caso do seu cordel: Quem vê cara não vê AIDS, entre outros de sua autoria.

 Existem muitas campanhas,

Programas de prevenção,

Mas muitas pessoas há

Que não prestam atenção;

Que desconhecem os riscos

 Para a contaminação!           

 

Segundo especialistas

E grandes pesquisadores,

A vacina não tem prazo,

Ainda, e esses Doutores

Nos prescrevem, por enquanto,

É cautela nos amores!

 

A fraqueza e o diálogo

São pontos fundamentais,

Quando é preciso abordar

Temas tão graves, mortais

Como a AIDES, que se alastra

Em Proporções anormais!

(p.2)

[…]

FONTES CONSULTADAS

MANOEL SANTAMARIA. In: Brasiliana. A divulgação Científica no Brasil. Disponível em: <http://www.museu davida.fiocruz.br/brasiliana/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=727&sid=5>. Acesso em: 23 nov. 2014.

SANTAMARIA, Manoel. Quem vê cara não vê AIDS. Araruama: [s.n, 19- -]

SILVA, Gonçalo Ferreira. Biografia do autor Manuel Santamaria. O cordelista petroleiro. In: SANTAMARIA, Manuel. Governador do Destrito Federal, atropela gramática e “demite” gerúndio. 2007. Disponível em: < http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=cordel&pagfis=91604&pesq=&esrc=s>. Acesso em: 26 nov. 2014.