Arquivo da tag: Manoel Alves de Sousa

Poeta Manoel Alves de Sousa – Produção literária

A “droga” é mesmo uma droga

A chegada de Tancredo no céu

A discussão de Fernando Galheira com Severino Cavalgadura

A falta que faz Rodolfo Cavalcante (co-autoria)

A farra dos marajás

A gravidade da gavidez masculina

A Guerra do Talibã

A morte de Chico Mendes deixou triste a Natureza

A tragédia da Challenger

A volta do galinho

Adeus a Nara Leão, a musa da Bossa Nova

Aiatolá Khomeini e outros carrascos modernos

Algumas sugestões contra a violência

As tragédias das enchentes

Constituição e Constituinte

Cordel de amor e saudade: Mário Vicente do Couto

Cruzado II – Um chute no saldo da classe média

Cruzeiro vai a nocaute com um cruzado da direita

Debate de Silvio “Chato” contra Roberto “Mafinho”

Defenda-se contra a Dengue

Defenda-se contra o Cólera

Drumond; o poeta de Itabira

Duelo no Deserto, A Guerra pelo Petróleo

EMATER – Rio EMATER – Araruama na literatura de cordel

Eu daqui, Você de lá, Guerra aqui, Guerra Acolá

Futebol e economia fracassos da teoria

Homenagem da ABLC a Patativa do Assaré (co-autoria)

João Hélio Fernandes vieites o pequeno mártir da paz (ou) carrascos do asfalto não mandam recado

João Vitor, menino e mártir

Lagoa de Araruama, conserve-a ou deixe-a

Missão

O Brasil é rei na copa mas não arruma a cozinha

O câncer do ministro

O Césio-137 e a salada de lixo á brasileira

O cometa de Halley

O pesadelo da casa imprópria

O petroleiro

O tarado da bandeira dois, ou caso do sexo compulsório

Peleja de Zé Sarney com Ulysses Guimarães

Quem vê cara não vê AIDS

Regina caça-fantasmas

Sabendo com quem andas, dirão quem tu AIDS

Sarney congela o verão com seu pacote pesado

Tim Lopes para sempre

Tsunamis: ondas assassinas

Vanessa é uma estrela e agora mora no céu

Veridiano Araújo e Carmosina e o amor ao teatro de bonecos.

Viverá eternamente Gonzaga o Rei do Baião

Poeta Manoel Alves de Sousa – Síntese biográfica

Manoel Alves de Sousa (24/04/1949)

Nascido na cidade de Santamaria do Suaçuí, Minas Gerais, no dia 24 de abril de 1949, Manoel Alves de Souza, nome dado no seu registro de batismo, assume no cenário poético sua identidade enquanto Manoel Santamaria, como é conhecido no mundo do cordel.

O poeta teve seus primeiros contatos com a literatura de cordel na sua infância, quando se mudou para Governador Valadares, Minas Gerais. Nessa época, muitos nordestinos que saíam de sua terra natal, em busca de oportunidade, fixavam residência lá, trazendo na bagagem seus folhetos de cordel.

Diante desse contexto, Silva (2007) afirma que Manoel Santamaria fora praticamente alfabetizado à luz da literatura de cordel, compartilhando as estórias com seu pai lendo-as em voz alta, já que o mesmo não sabia ler, apresentando-o alguns cordéis clássicos, entre eles, O Pavão Misterioso. O encantamento pelo cordel se intensificou após visitar o Nordeste, no período de sua mocidade na década de 60.

Autodidata em inglês e espanhol, ele passou no vestibular para Letras da Universidade Pedro II, no Rio de Janeiro. Sua fluência no inglês abriu as portas da embaixada dos Estados Unidos e da Organização Mundial de Saúde, onde foi funcionário.

Manoel Santamaria exerceu o magistério até 1981, quando ingressou no trabalho das plataformas petrolíferas da bacia de Campos, Rio de janeiro, como operador de rádio e intérprete passando a operador de lastro e supervisor de segurança industrial, e é na atmosfera de confinamento da plataforma que ele se inspira para produzir os seus versos de cordel (SILVA, 2007).

O cordelista integra o grupo fundador da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), com sede no Rio de Janeiro, reunindo-se com seus confrades sempre que possível, segue conciliando o trabalho na plataforma, sem abandonar o universo do cordel.

O poeta já produziu vários folhetos, e sua forma de versejar reveste-se de temas que se moldam à atualidade, atuando como meio educativo para informar, possibilitando reflexões do público leigo, como é o caso do seu cordel: Quem vê cara não vê AIDS, entre outros de sua autoria.

 Existem muitas campanhas,

Programas de prevenção,

Mas muitas pessoas há

Que não prestam atenção;

Que desconhecem os riscos

 Para a contaminação!           

 

Segundo especialistas

E grandes pesquisadores,

A vacina não tem prazo,

Ainda, e esses Doutores

Nos prescrevem, por enquanto,

É cautela nos amores!

 

A fraqueza e o diálogo

São pontos fundamentais,

Quando é preciso abordar

Temas tão graves, mortais

Como a AIDES, que se alastra

Em Proporções anormais!

(p.2)

[…]

FONTES CONSULTADAS

MANOEL SANTAMARIA. In: Brasiliana. A divulgação Científica no Brasil. Disponível em: <http://www.museu davida.fiocruz.br/brasiliana/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=727&sid=5>. Acesso em: 23 nov. 2014.

SANTAMARIA, Manoel. Quem vê cara não vê AIDS. Araruama: [s.n, 19- -]

SILVA, Gonçalo Ferreira. Biografia do autor Manuel Santamaria. O cordelista petroleiro. In: SANTAMARIA, Manuel. Governador do Destrito Federal, atropela gramática e “demite” gerúndio. 2007. Disponível em: < http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=cordel&pagfis=91604&pesq=&esrc=s>. Acesso em: 26 nov. 2014.