Poetisa Maria Vânia Freitas de Alencar Carvalho Frota – Síntese biográfica

Maria Vânia Freitas de Alencar Carvalho Frota

Maria Vânia Freitas de Alencar Carvalho Frota, filha do poeta Alencar (1905-1959), nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1948. A arte pulsa em suas veias: é cordelista, trovadora, atriz, poetisa, artista plástica e, para além da arte, é também licenciada em Letras, especialista em Administração Pública e esposa do poeta cordelista Gerardo Carvalho (Pardal).

Haurélio (2011) relata que Vânia Freitas possui uma rica poética, tendo vários títulos publicados. Desses, muitos são citados em artigos de jornais e em monografias.

Em 2005, a cordelista representou o Cecordel em 2005, no I Congresso Internacional de Literatura de Cordel em João Pessoa, Paraíba. Outros momentos importantes ocorreram em 2005 e 2007, quando Vânia Freitas representou a mesma entidade no Congresso Cearense de Folclore em Limoeiro do Norte, Ceará. A cordelista participou de eventos importantes no cenário literário, entre eles: o II Festival de Trovadores e Repentistas em Quixadá, Ceará e as Bienais Internacionais do Livro acontecidas, em 2006 e 2008, em Fortaleza, Ceará.

Foi contemplada em 2007, com a estatueta de São Gonçalo no III Festival de Trovadores e Repentistas em Senador Pompeu, Ceará. No mesmo ano, ela recebeu também o I Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero na Cultura Popular Nordestina em João Pessoa, Paraíba. No tocante à temática abordada pela cordelista em seus versos, percebe-se que ela escreve em variados contextos, não se ancorando especificamente em uma única temática. Nesse sentido, sabendo-se que é comum na conteporaneidade nos depararmos com a narrativa de acontecimentos políticos, Ricarte (2009) relata que os  fatos políticos abordados nos folhetos esbanjam sérias críticas a fatos, tais como corrupção, crimes e casos inusitados envolvendo políticos. A autora traz como exemplos deste tipo de cordel, três folhetos de Vânia Freitas, sendo eles: “Cuecão de dólares aperta a vida de cearense” e “A deputada que dançou porque dançou” e “No lamaçal do mensalão”, este último escrito por Vânia Freitas em parceria com Gerardo Pardal.

No contexto da temática tragédia, Ricarte (2009) destaca mais um folheto de Vânia Freitas, intitulado: “Juiz perde o juízo e mata vigia indefeso”, este por sua vez narra a tragédia da morte de um inocente.

Entre outras temáticas versejadas por Vânia Freitas, percebem-se: Folhetos educativos, com um viés memorialístico, e até mesmo de cunho religioso. Nesse contexto, é revelada a multiplicidade desta cordelista, isto é, desta artista nordestina.

FONTES CONSULTADAS

HAURÉLIO, Marco. Dicionário básico de autores de cordel. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/ 2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html.>. Acesso em: 19 out. 2014.

RICARTE, Alyne B. F. Virino. O folheto na história e história no folheto: práticas e discursos culturais do cordel de circunstância em Fortaleza (1987- 2007). 2009. 230 f. Dissertação. (Mestrado em História e Culturas) – Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2009.

CORDELIZANDO na net: o seu cordel virtual. Disponível em: . Acesso em: 19 out. 2014.

 

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