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Poeta José Walter Pires – Síntese biográfica

José Walter Pires

É sociólogo, advogado, educador, cordelista por paixão. Nascido em Ituaçu, sertão da Bahia, cidadão brumadense. Enfoca, em seus cordéis, o imaginário sertanejo, além de temas sociais, educativos, históricos e de conteúdos específicos.

Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel e sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros/MG, com mais de cinquenta títulos publicados, além de crônicas do cotidiano nos jornais Tribuna do Sertão e Jornal do Sudoeste, palestrante e intenso participante de projetos culturais e atividades literárias regionais e estaduais. Sua poética capta com sensibilidade a realidade a partir de rimas, como mostra o poema As viúvas da Seca:

 

São chamadas dessa forma

Mulheres abandonadas

No Nordeste brasileiro

Embora sendo casadas

Mas vivendo sem maridos

         E de filhos carregadas.            

 

Isso ocorre quando a seca

Se alastra pelo sertão

E o sol queimando tudo

Deixa a terra em exaustão

Com a fome campeando

Matando sem compaixão

 

Na miséria dos casebres

Padecendo o sofrimento

Sem água para beber

Sem qualquer alimento

Crianças morrendo à mingua

Em completo desalento

[…]

O pai, sertanejo forte

inteiramente abatido

Vagueando a imensidão

Com o seu olhar perdido

Preso a um fio de esperança

Dentro do peito escondido

[…]

FONTES CONSULTADAS

CORDEL Atemporal. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 22 out. 2014.

BLOG do Fredinho. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://luizfrederico.com.br/blog/?tag=jose-walter-pires>. Acesso em: 25 nov. 2014.

PIRES, José Walter. As viúvas da seca. Disponível em: <http://cordeldesaia.blogspot.com.br/2014/02/as-viuvas-da-seca-de-jose-walter-pires.html>. Acesso em: 12 jun. 2014.

Poeta José Soares do Nascimento – Síntese biográfica

José Soares do Nascimento (09/10/1906)

Nasceu em Caruaru, Pernambuco, em 9 de outubro de 1906. Bom cantador e poeta popular, Nascimento viveu muito tempo em Caruaru.

FONTES CONSULTADAS

CORDEL atemporal. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>.Acesso em: 22 out. 2014.

SILVA, Vania Ferreira da Silva. Informação e memória na literatura de cordel: produção e fluxo. 2012. 168 f. Mestrado (Dissertação) – Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Artes e Comunicação, Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação, Recife: [s.n], 2012.

Poeta José Soares da Silva – Síntese biográfica

José Soares da Silva (23/09/1937)

O poeta cordelista e xilógrafo José Soares da Silva, o Dila, nasceu no dia 23 de setembro de 1937, no município paraibano de Pirauá, mudando-se para Bom Conselho, Pernambuco, ainda criança. Filho de Domingos Soares da Silva e Josefa Maria da Silva, Dila conheceu a literatura de cordel e a xilogravura nas feiras livres do interior nordestino, onde os poetas populares vendiam seus trabalhos. Ainda criança, envolveu-se com a arte e começou a escrever suas primeiras linhas. As primeiras ilustrações estamparam cordéis próprios e de poetas como J. Borges e João José da Silva. Na mesma época, ainda menino, vendia cordel nas feiras de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Ceará.

Considerado um dos melhores xilógrafos do Nordeste, escreve, publica e ilustra folhetos, entalhando não só madeira, mas também pedaços de borracha vulcanizada, técnica incomum entre os artistas populares.

No início da década de 50, o artista se instalou em Caruaru, onde vive até hoje. Ele conta com inúmeras publicações, quase todas sobre as peripécias do diabo, as histórias de Padre Cícero, Lampião e cangaceiros. Em seus folhetos, assinava como Dila, José Soares da Silva, José Cavalcanti Ferreira ou ainda José Ferreira da Silva.

Atualmente, ele conserva em sua residência mais de cem títulos que mesclam realidade e ficção. O espaço funciona como ponto turístico. Em maio de 2002, o xilógrafo foi contemplado com o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.

FONTES CONSULTADAS

O NORDESTE.com. Dila. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Dila>. Acesso em: 28 nov. 2014.

PORTAL Pernambuco. Dila (cordelista e xilógrafo): patrimônio vivo de pernambuco. Disponível em: <http://www.nacaocultural.org.br/dila-cordelista-e-xilografo-patrimonio-vivo-de-pernambuco>. Acesso em: 22 nov. 2014.

WIKIPEDIA. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Dila>. Acesso em: 22 nov. 2014.

Poeta José Pacheco da Rocha – Síntese biográfica

José Pacheco da Rocha (1890 – 27/04/1954)

Além de poeta popular bastante fecundo, caracterizado pela jocosidade e variedade de temas de suas composições, dedicou-se a várias atividades paralelas: trabalhou em feiras, ora vendendo folhetos, ora comerciando gêneros alimentícios.

Segundo Átila de Almeida e José Alves Sobrinho, em seu Dicionário Biobibliográfico de Repentistas e Poetas de Bancada Volume 1 publicado em 1978 pela Editora Universitária de João Pessoa – Paraíba, “José Pacheco da Rocha nasceu em 1890, em Porto Calvo, Alagoas e faleceu no dia 27 de abril de 1954, acidentado”. Os autores não especificam as causas do acidente. As informações sobre a vida do grande poeta são escassas e cheias de controvérsia. Há quem afirme que ele era pernambucano de Correntes. Segundo José Costa Leite, que o conheceu pessoalmente no final da década de 40, na feira de Itabaiana, Paraíba, Pacheco era um camarada alegre, brincalhão e irreverente. Era acaboclado, de estatura mediana, e tinha um braço mais grosso que o outro. Gostava de trajar terno branco e promovia verdadeiros espetáculos recitando seus poemas nas feiras nordestinas.

Os grandes poetas do presente e os pesquisadores que realmente entendem de literatura de cordel consideram José Pacheco um dos grandes pilares da trindade máxima do cordel, ao lado de Leandro Gomes de Barros e José Camelo de Melo.

FONTES CONSULTADAS

CÂMARA Brasileira de Jovens Escritores. José Pacheco. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.camarabrasileira.com /cordel24.htm>. Acesso em: 01 nov. 2014.

CORDEL Atemporal. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html&gt;.> Acesso em: 26 nov. 2014.

FILHO, Severino Alves de. Folkmarketing: uma estratégia comunicacional construtora de discurso. Disponível em: <http://www.eventos.uepg.br/ojs2_revistas/index.php?journal=folkcom&page=article&op=viewFile&path%5B%5D=641&path%5B%5D=468>. Acesso em: 29 set. 2014.

MEDEIROS, Antonio Heleonarde Dantas de; HOLANDA, Virgínia Célia Cavalcante de. Geografia e literatura de cordel: trilhando práticas e possibilidades em sala de aula. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 9, n. 28, p. 134-145, dez. 2008.

MELO, Alex Canuto de Melo. Memórias candangas: representações de outras Brasílias na literatura de cordel. 2013. 53 f. Monografia (Graduação) –  Universidade de Brasília, Departamento de Teoria Literária, Brasília: [S.n], 2013.

RICARTE, Alyne B. F. Virino. O folheto na história e a história no folheto: práticas e discursos culturais do cordel de circunstância em Fortaleza (1987- 2007). 2009. 230 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Estadual do Ceará, Coordenação do Mestrado em História e Culturas, Fortaleza: [s.n], 2009.

SANTOS, Morgana Ribeiro dos. Perspectivas da literatura de cordel no ensino fundamental: poesia popular nordestina nos livros didáticos. In: CONGRESO INTERNACIONAL ASOCIACIÓN DE LINGÜÍSTICA Y FILOLOGÍA DE AMÉRICA LATINA, 22., 2014. Anais… João Pessoa: [s.n], 2014.

SILVA, Danilo de Abreu. Cordel: educomídia no discurso popular. [S.l.: s.n., 20?].  Disponível em: <http://encipecom.metodista.br/mediawiki/images/4/40/GT6_-_009.pdf>. Acesso em:  29 set. 2014.

SILVA, Fabio Luiz Carneiro Mourilhe. A estética da literatura de cordel nos quadrinhos de Jô Oliveira. Intercom. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 31., 2008, Natal. Anais… Natal: Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 2008.

Poeta José Medeiros de Lacerda – Síntese biográfica

José Medeiros de Lacerda

De um galego descendente de holandesa com português e uma bisneta de índia Panati nasceu José Medeiros de Lacerda, mais um descendente das sete irmãs da Cacimba da Velha.

Aos 8 anos, já escrevia estórias do seu imaginário como O Aventureiro, descrevendo a saga de um garoto criado entre as matas da Várzea Comprida na Fazenda Passagem do Meio, de seus avós maternos.

Com 12 anos, extremamente amante dos estudos, viu seu sonho desmoronar-se. Só homem já feito conseguiu voltar às salas de aula, de onde nunca mais saiu. Primeiro como aluno, depois professor. O sangue de Tropeiro da Borborema, herdado do pai, o fez percorrer o Brasil, de Roraima ao Paraná, carregando seus sonhos, compondo seus poemas, idealizando seus cordéis. No teatro, ele foi ator, dançarino, coreógrafo e autor; na poesia, um aprendiz, do cordel é professor. Em Santa Luzia, constituiu família, e em Patos concluiu seu curso de Letras na atual Faculdade Integrada de Patos na Paraíba.

Hoje se realiza vendo seus cordéis lidos em todos os estados do Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste brasileiros, fonte que lhe serve de inspiração como revelado nos versos do A filha do Coronel e o ferreiro apaixonado.

Sou viajante e poeta

Levo a vida a viajar

Colhendo aqui e ali

Estórias para versejar

E o tema deste poema

Consegui em Capanema

No Estado do Pará

Sua felicidade aumenta ao testemunhar o uso de sua literatura em várias escolas pelo Brasil afora, vivenciando sua poesia em sala de aula. Seus cordéis têm cunho educativo, informativo e histórico, sem nunca serem usados como desabafos íntimos, válvulas de escape diante das pressões existenciais.

FONTE CONSULTADA

JOSÉ Medeiros de Lacerda. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.cordelnarua.recantodasletras.com.br/perfil.php>. Acesso em: 20 nov. 2014.

 

Poeta José Maria Gonzaga Vieira – Síntese biográfica

José Maria Gonzaga Vieira (20/09/1946)

Nasceu em Canindé no dia 20 de setembro de 1946. Autodidata, milita na imprensa escrita e falada. Pertence à Associação de Arte e Cultura de Canindé. É correspondente de vários grêmios culturais de Fortaleza, Natal, Campina Grande e Brasília. É autor de quase duas dezenas de folhetos rimados, com destaque para A história de Aparecida e A menina perdida nas matas do Amazonas. Participa do projeto Acorda Cordel na Sala de Aula, criado pelo poeta Arievaldo Viana e implantado em Canindé, em parceria com a Secretaria de Educação do Município.

Começou escrevendo folhetos de oito páginas, principalmente no gênero ABC, tendo publicado O ABC do MOBRAL, dos Tubarões, do Consumidor e outros de cunho político e social. No gênero romance, seu melhor trabalho é A lida de Conrado e a honradez sertaneja, que foi ampliado de 16 para 32 páginas pelo poeta Arievaldo Viana.

Habitante de um dos maiores centros religiosos do Nordeste, já escreveu diversos folhetos tendo São Francisco das Chagas de Canindé como tema principal. É citado em artigo da escritora francesa Sylvie Deb’s, publicado na revista Latitude, da Universidade de Sorbonne. Também já teve a sua obra pesquisada por outra francesa, Martine Kunz, que reside atualmente em Fortaleza. É também conhecido como Gonzaga Vieira ou Gonzaga de Canindé.

FONTES CONSULTADAS

CORDEL Atemporal. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 22 out. 2014.

CORDELIZANDO na net. Dicionário básico de autores de cordel. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://cordelizandonanet.blogspot.com.br/p/grandes-autores.html>. Acesso em: 11 nov. 2014.

GONZAGA Vieira (Gonzaga de Canindé). [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.camarabrasileira.com/cordel 26.htm>. Acesso em: 22 out. 2014.

Poeta José Maria do Nascimento – Síntese biográfica

José Maria do Nascimento

José Maria do Nascimento, também conhecido como Zé Maria de Fortaleza, é natural de Araçoiaba, Ceará. Aos 13 anos, ele veio para Fortaleza, onde iniciou sua carreira como violeiro, tornando-se conhecido pelo seu talento poético e sua maneira de cantar. Já representou o Ceará em diversos festivais realizados em vários estados do Brasil, destacando-se duas viagens que marcaram época em sua carreira: quando esteve no Rio Grande do Sul, por ocasião do 2º Congresso Nacional de Turismo, e quando esteve em Brasília, cantando para as maiores autoridades do país. Lançou, juntamente com Benoni Conrado, um dos primeiros discos de violeiros que se tem notícia no Brasil. Tem um livro inédito intitulado Fagulhas do Estro. Publicou vários folhetos de cordel, destacando-se Folclore também é cultura e Miscelânea de motes e glosas.

FONTES CONSULTADAS

ANDRADE, Solange Gusmão de. Nas trilhas do cordel baiano: conteúdos simbólicos e efeitos de sentidos. 2012. 181 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Ciências Humanas, Programa de Pós-graduação em Estudo de Linguagens, Salvador, 2012.

SILVA, Joseilton José de Araújo. A utilização da literatura de cordel como instrumento didático-metodológico no ensino de geografia. 2012. 158f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal da Paraíba, Centro de Ciências Exatas e da Natureza, Programa de Pós-graduação em Geografia, João Pessoa, 2012.

Poeta José João dos Santos – Síntese biográfica

José João dos Santos (08/01/1932)

Azulão, alcunha de José João dos Santos, nasceu em Sapé, Paraíba, a 08 de janeiro de 1932. Filho de João Joaquim dos Santos e de Severina Ana dos Santos, aos 17 anos na carroceria de um pau-de-arara, embarcou para o Rio de Janeiro, onde foi um dos fundadores da Feira de São Cristóvão. Cantador e poeta popular dos melhores, começou a ser conhecido após uma apresentação no programa de rádio de Almirante, no início da década de 1950.

Seus folhetos mais famosos são O trem da madrugada, como se pode constatar no verso que segue:

Leitores trago mais uma

Criação muito engraçada

Da minha lira poética

Que sempre vive afinada

Desta vez descrevo bem

O movimento do trem

Que desce da madrugada.

 

Seja de Paracambi

São Mateus ou Santa Cruz

A turma da fuleragem

Que só bagunça produz

De madrugada só quer

Carro que tem mais mulher,

Porta enguiçada e sem luz.

(SANTOS, AZULÃO, O trem…, s/d, p. 1)

 

Outro folheto que ganhou fama foi O poder que a bunda tem. A obra desse cordelista, que contabiliza ter publicado mais de trezentos folhetos, se destaca principalmente pelo humor, abordando temas como a história da minissaia ou uma genealogia dos chifrudos.

Não deixa de enveredar, também, pelas histórias de animais, pelos contos de castigo e recompensa e por pelejas, fatos políticos e históricos maravilhosos, aspectos da religião (milagres e romarias em Aparecida do Norte), além do romance, como por exemplo, História de Renato e Mariana no Reino de Macabul.

FONTES CONSULTADAS

CORDEL atemporal. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 22 out. 2014.

GOMES, Marisa Nunes. A inculturação nas salas de aula através do estudo da literatura de cordel. 2013. 37f. Monografia (Graduação) – Faculdade de Pará de Minas, Curso de Letras, 2013.

MENDES, Simone de Paula dos Santos. Um estudo da argumentação em cordéis midiatizados: da enunciação performática à construção discursiva da opinião. 2011. 277 f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Letras, Programa de Pós-graduação em Estudos Lingüísticos, Belo Horizonte, 2011.

NEMER, Sylvia Regina Bastos. Governando as memórias: a feira de São Cristóvão e os novos olhares da governança memoriaL. IN: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE POLÍTICAS CULTURAIS, 4., 2013, Rio de Janeiro. Anais… Rio de Janeiro: Fundação Casa Rui Barbosa, 2013.

NEMER, Sylvia Regina Bastos. Feira de São Cristovão: foi assim que começou. In: ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH, 15., 2012, Rio de Janeiro. Anais… Rio de Janeiro: ANPUH. Disponível em: <http://www.encontro2012.rj.anpuh.org/resources/anais/15/1338341567_ARQUIVO_FeiradeSaoCristovaofoiassimquecomecou.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2014.

Poeta José Honório da Silva – Síntese biográfica

José Honório da Silva (23/01/1963)

Cordelista nascido no Recife, Pernambuco, em 23 de janeiro de 1963. Publica folhetos de cordel desde 1984. Articulador da União dos Cordelistas de Pernambuco – UNICORDEL, através da qual promove recitais, palestras e oficinas. Pertence à nova geração de poetas populares que veem a tecnologia como aliada da tradição. Foi um dos primeiros a usar a internet como espaço de peleja virtual, com o ontológico: O marco cibernético construído em Timbaúba – a peleja virtual entre Américo Gomes (Paraíba) e José Honório (Pernambuco), chegando a ser denominado de o tímido rei do repente em reportagem de Maria Alice Amorim para o Jornal do Commercio.

Honório é uma figura emblemática da arte de recitação na capital pernambucana, tanto pelo seu texto como pela sua performance em palco. Vem realizando palestras e oficinas de cordel (inclusive no exterior), além de levar sua poesia para escolas, feiras e eventos culturais. O seu livro Indecências em parceria com o xilogravurista Marcelo Soares é uma referência no gênero e encontra-se publicado no Interpoética.

FONTES CONSULTADAS

AMORIM, Maria Alice. [S.l.: s.n., 20?]. O tímido rei do repente. Disponível em: <http://hp.br.inter.net/jhonorio/ otimidorei.htm>. Acesso em: 24/03/2014.

PERFIS. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://interpoetica.com/site/index.php?option=com_content&view=article&id=232&catid=48>. Acesso em: 22 nov. 2014.

Poeta José Galdino da Silva Duda – Síntese biográfica

José Galdino da Silva Duda (1866 – 1931)

Nasceu em 1866 no município de Itabaiana na Paraíba, mas foi em Recife que ganhou fama como violeiro e repentista. Morreu em 1931, consagrado como mestre dos cantadores. Gostava de ser chamado de Zé Duda e, no seu folheto de cordel Encontro de Antonio Marinho com Zé Duda no Recife em 1915 registra uma de suas pelejas mais notáveis.

Foi almocreve e comboieiro, tendo se tornado depois cantador famoso. É o autor da História de D. Genevra, versada de um trecho do Decameron de Giovanni Boccacio, com uma fidelidade que surpreendeu o folclorista Luís da Câmara Cascudo.

FONTES CONSULTADAS

BARROSO, Maria Helenice Barroso. No palco das reminiscências: as cores do cordel no Brasil e em Portugal. 2013. 260f. Tese (Doutorado) – Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-graduação em Linguística, Brasília, 2013.

CABRAL, Geovanni Gomes. As representações de poder no corpus de folhetos de 1945 a 1954: leituras da “Era Vargas”. 2008. 171 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-graduação em História, Recife, 2008.

CORDEL Atemporal. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 22 out. 2014.

GALVÃO, Ana Maria de Oliveira. Ler/ouvir folhetos de cordel em Pernambuco (1930-1950). 2000. 537f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais,  Faculdade de Educação, Programa de Pós-graduação em Educação, Belo Horizonte, 2000.

GAUDÊNCIO, Sale Mário; BORBA, Maria do Socorro de Azevedo. O cordel como fonte de informação: a vivacidade dos folhetos de cordéis no Rio Grande do Norte. Biblionline, João Pessoa, v. 6, n. 1, p. 82-92, 2010.