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Poetisa Mariane Bigio – Síntese biográfica

Mariane Bigio (16/12/1987)

A cordelista pernambucana, Mariane Bigio Nascimento, nasceu em Recife no dia 16 de dezembro de 1987. Estreou na arte do cordel nos recitais realizados nos mercados públicos.

Mariane Bigio é graduada em Comunicação Social com habilitação em Rádio e TV pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pós-graduada em Cultura e Comunicação na AESO Faculdade Integradas Barros Melo. Estreou na arte do cordel declamando nos mercados públicos por influência de José Honório, fundador da União dos Cordelistas de Pernambuco (Unicordel).

Em seu Blog a cordelista assim se define: “Poeta e videasta, ou brincante? Brincante. Do cortejo que é a vida.” (BIGIO, 2014). A irreverente Mariane Bigio escreveu seu primeiro cordel, em maio de 2007, intitulado A mãe que pariu o mundo. A partir de então, tem como companheira inseparável – a poesia.

Com o objetivo de dar visibilidade à produção poética feminina, em 2008 formou, com as amigas Susana Morais, Cida Pedrosa e Silvana Menezes, o Grupo Vozes Femininas e assim participam de recitais, inclusive para crianças.

Adentrou na seara da literatura infantojuvenil em 2012, quando lançou uma coletânea de cordéis infantis para ler e colorir, que foi premiada pelo Ministério da Cultura (MinC).

Para atender ao universo infantil, criou o projeto Cordel Animado, onde junto à irmã Milla Bigio, realizam apresentações para a criançada. A dupla uniu-se a Bruno Albuquerque, Cayo César Gomes e Simone São Marcos e eles montaram o espetáculo Circo dos Astros, adaptação do livro homônimo, da poetisa paraibana Janice Japiassu.

FONTE CONSULTADA

BIGIO, Merine. Eu, por mim mesma. In: Meriane Bigio. Disponível em: <http://marianebigio.com/about/>. Acesso em: 14 nov. 2014.

Poetisa Maria Nelcimá de Morais Santos – Síntese biográfica

Maria Nelcimá de Morais Santos (31/07/1957)

A filha dos paraibanos Massilon Leopoldino de Morais e de Nelcila Portela de Morais, a cordelista Maria Nelcimá de Morais Santos, nasceu na Veneza Paraibana, por ser cercada por três açudes, por isso também chamada de Cidade Ilha, nossa Santa Luzia, Paraíba, região do Vale do Sabugi, no dia 31 de julho de 1957.

Vencendo as dificuldades próprias da distância por residir em uma cidade diferente da qual estudava, com muito esforço e dedicação graduou-se em Letras (1980) pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Patos. Nos caminhos da aposentadoria, foi aluna especial do Programa de Pós-graduação em Letras (PPGL) da Universidade Federal da Paraíba, campus de João Pessoa, onde frequentou a disciplina de Literatura Popular, aprimorando sua prévia admiração pelos folhetos de cordel, tornando-se, assim, pesquisadora e cordelista.

Ingressou no magistério aos 18 anos, exercendo a missão de educadora nas cidades paraibanas de Junco do Seridó, Santa Luzia, Patos e João Pessoa.  Apreciadora da literatura de cordel, sempre utilizou os textos populares rimados em suas aulas.

 

FONTES CONSULTADAS

NELCIMÁ de Morais. Tenda do cordel: Festa das Neves 2013. In: PROJETO Cordel. Disponível em: <http://www.projetocordel.com.br/tenda_do_cordel2013.htm&gt;. Acesso em: 14 de nov. 2014.

SANTOS, Maria Nelcimá de Morais. O veneno da humanidade. In: CORDELTECA. Disponível em: <bib=Cordel&PagFis=86732>. Acesso em: 14 de nov. 2014.

Poetisa Maria Julita Nunes – Síntese biográfica

Maria Julita Nunes (10/02/1929)

Teixeira, Paraíba, município integrante da região metropolitana de Patos, é a terra natal da escritora e cordelista Maria Julita Nunes, que nasceu no dia 10 de fevereiro de 1929, no sítio Riacho Verde e radicou-se em Campina Grande, Paraíba (1948).

Bacharela em Direito, escritora, poetisa e cordelista, Maria Julita Nunes escreveu seu primeiro cordel aos 68 anos (1997), após aposentadoria como contadora. Intitulado Direito de resposta, composto por cinquenta sextilhas, o trabalho deu início a uma profícua produção, sendo a primeira mulher a ocupar cadeira na Academia Paraibana de Literatura de Cordel (APLC) (ALVES, 2007).

Desejava adentrar no campo da cultura popular, mas por trabalhar na área de contabilidade por quase quarenta anos, adiou o projeto. O curioso é que sempre foi avessa à matemática, como também o é para aparições em público, o que é necessário nos lançamentos de seus livros e cordéis, o que parece ser próprio da vida desta cordelista é a adoção da expressão popular: ossos do ofício (ALVES, 2007; Wikipédia, 2014).

Autora do cordel A história do Brasil, escrito para saudar a APLC, onde examina os episódios fundamentais da história de nosso país, desde seu descobrimento, perpassando por questões políticas, como o golpe de 64; nossas diferenças étnicas, entre outros temas. Julita conclui este trabalho por meio da reconstrução de versos de um poeta que admira – o pernambucano Rodaciano Leite (ALVES, 2007).

O dom da escrita é hereditário, pois Julita nasceu sob a égide dos Nunes da Costa, pioneiros na tradição do repente, partícipes do núcleo inicial do cordel no Brasil, cujo patriarca foi Agostino Nunes da Costa (1797-1852) e dos herdeiros Antônio Ugolino Nunes da Costa, “Ugolino do Teixeira” (1832 – 1895) e Nicandro Nunes da Costa (1829 – 1918), onde estão as origens das primeiras cantorias, correm no sangue desta cordelista (ALVES, 2007).

Em Antologia Poética sobre Teixeira, Maria Julita Nunes homenageia sua cidade natal.

 

FONTES CONSULTADAS

WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. Maria Julita Nunes. Acesso em: 13 de nov. 2014.

______. Paraíba criativa. Disponível em: <http://www.paraibacriativa.com.br/541/maria-julita-nunes.html&gt>. Acesso em: 14 nov. 2014.

ALVES, Adriana. História do Brasil é tema de cordel de Julita Nunes. Jornal da Paraíba, 7 jan. 2007. Caderno Vida/Geral, p. 3.

Poeta Ismael Gaião da Costa – Síntese biográfica

Ismael Gaião da Costa (07/05/1961)

O poeta declamador Ismael Gaião da Costa nasceu na terra do Cavalo Marinho, folguedo folclórico tradicional da Zona da Mata de Pernambuco, no município de Condado, no mês mariano, no dia 07 do ano de 1961.

Ismael Gaião reside no Recife, Pernambuco, é engenheiro agrônomo, mestre em Melhoramento Genético de Plantas, servidor público da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), da Estação Experimental de Cana-de-açúcar de Carpina.

Autor de inúmeros cordéis e poesias, Gaião é afiliado à União dos Cordelistas de Pernambuco (UNICORDEL), como poeta declamador, cujo primeiro livro publicado foi: Uma colcha – cem retalhos (CEPE, 2011).

Apresentou espetáculo em parceria com outros colegas poetas: Estandi-upi de Poesia Matuta, com o poeta Felipe Júnior. A comédia apresenta fatos e eventos cotidianos; e Tripé da Rima, com a poetisa Susana Morais e o poeta Felipe Júnior. Ainda com a parceria de Felipe Júnior, lançou o CD de poesias declamadas, Causos e cordéis (2010).

Com o melhor do humor de nossa cultura, ou melhor, mau humor, apresentou Seu Lunga, personagem do folclore nordestino:

SEU LUNGA, tolerância zero

“Ismael Gaião
Eu vou falar de Seu Lunga
Um cabra muito sincero,
Que não tolera burrice
Nem gosta de lero-lero.
Tem sempre boas maneiras,
Mas se perguntam besteiras,
Sua tolerância é zero!
Ao entrar num restaurante
Logo depois de sentar,
Um garçom lhe perguntou:
O Senhor vai almoçar?
Lunga disse: não Senhor!
Chame o padre, por favor,
Vim aqui me confessar”.
 

Seus reconhecidos trabalhos o levaram ao prêmio de primeiro lugar na 4ª RECITATA: concurso de poesia declamada (Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 2009), ao receber nota máxima do júri popular, declamando a poesia Menino de rua.

FONTES CONSULTADAS

GAIÃO, I. Colchas de retalhos. In: JORNAL da besta fubana: uma gazeta da bixiga lixa. [S.l.: s.n.: 20?]. Disponível em: <http://cantigasecantos.blogspot.com.br/2014/03/poesia-lembrancas-da-minha-infancia-por.html>. Acesso em: 13 de nov. 2014.

______. Lembranças da minha infância. In: BLOG cantigas e cantos. [S.l.: s.n.: 20?]. Disponível em: <http://cantigasecantos.blogspot.com.br/2014/03/poesia-lembrancas-da-minha-infancia-por.html>. Acesso em: 13 de nov. 2014.

______. Seu Lunga: tolerância zero. InMUNDO do cordel. [S.l.: s.n.: 20?]. Disponível em: <http://cantigasecantos.blogspot.com.br/2014/03/poesia-lembrancas-da-minha-infancia-por.html>. Acesso em: 13 de nov. 2014.

______. Autores: perfil. 2014. In: RECANTO das letras. Disponível em: <id=50436>. Acesso em: 13 de nov. 2014.

Poeta Ailton Francisco da Silva – Síntese biográfica

Inácio Carioca (22/02/1932)

Ailton Francisco da Silva, poeta popular e folheteiro, adotou o pseudônimo Inácio Francisco da Silva, e posteriormente, adotou Inácio Carioca, pelo qual é conhecido. Nasceu em 22 de fevereiro de 1932, na região da Zona da Mata Norte pernambucana, no município de Carpina, a 45 km de Recife. Cambadinho e a Princesa do Reino de Mira-Mar(Luzeiro do Norte) é o seu trabalho mais conhecido.

João Cambadinho e a Princesa do Reino de Mira-Mar

Venham as musas soberanas
Minha idéia iluminar
Com a luz do Santo Reino
Que vou em versos contar
O Romance da Princesa
Do Reino de Mira-Mar.
Nesse romance se nota
Uma história verdadeira
De muito amor e tragédia
Com uma vil feiticeira,
Mas o que Deus auxilia
Ninguém lhe corta a carreira.

FONTES CONSULTADAS

CARIOCA, I. João Cambadinho e a Princesa do Reino de Mira-Mar. In: EDITORA Luzeiro. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.editoraluzeiro.com.br/cordeis/217-romance-de-joao-cambadinho-e-a-princesa-do-reino-de-mira-mar-luzeiro.html&gt;>. Acesso em: 13 nov. 2014.

COSTA, A. Literatura de Cordel. In: ARTE nordestina. [S.l.: s.n., 2012]. Disponível em: <http://artenordestina. blogspot.com.br/2012/06/literatura-de-cordel.html&gt;. Acesso em: 13 nov. 2014.

INACIO Carioca. Grandes autores da Literatura de Cordel. In: RECANTO das letras. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/1482607&gt;. Acesso em: 13 nov. 2014.

______. In: DICIONÁRIO básico de autores de cordel. In: CORDEL Atemporal. Disponível em: <http://marcohaurelio. blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html&gt;. Acesso em: 13 nov. 2014.

Poeta Hamurábi Batista – Síntese biográfica

Hamurábi Bezerra Batista (1971)

Poeta popular, escultor, xilógrafo e produtor cultural, Hamurábi Bezerra Batista, nasceu em 1971, na Capital da Fé, Juazeiro do Norte (CE).

Em entrevista concedida a Alexandre Lucas, em janeiro de 2011, assim se autodefiniu: “Poeta, xilógrafo, bicho do mato, fruto da década mentirosa, pós-ditadura, punk da década de 80 em Juazeiro do Norte” (BATISTA, 2011).

Filho do consagrado artista farmacêutico Abraão Batista, homem de múltiplas aptidões artísticas manifestas nas artes plásticas (pintura e escultura), no cordel e xilogravura, cujos trabalhos xilográficos compõem o acervo da Galeria Brasiliana, foi urdido nas teias da valorização e difusão da cultura popular nordestina. Aos 10 anos, começou a auxiliar o pai em seus trabalhos de xilogravura, em cujo ateliê também aprendeu o processo de modelagem da argila e, em 1991 (20 anos) mergulhou em suas próprias produções xilográficas, retratando folia de reis e ilustrando seus poemas, lança seu primeiro folheto A verdadeira história das falsas religiões que lutam contra a verdade. Além das esculturas em madeira, Hamurábi pesquisa técnicas de colagem e papel machê.

Influenciado apenas pelo pai, Hamurábi Batista assinala como sua produção artística é influenciada pelo “dia a dia, o rock’n roll, o jazz, o blues, os telejornais, a cultura popular, Augusto dos Anjos, Drummond, Bandeira, Abraão Batista, Mestre Noza, Chico Buarque de Holanda… Tom Zé, revolução” (BATISTA, 2011).

Hamurábi Batista utilizou alguns codinomes, tais como Francisco de Assis da Silva, Manoel Messias e Francisco Matêu. Em 1992, assinando como Francisco de Assis da Silva, lançou: O dia em que o camaleão virou o diabo – profanação e desrespeito ao romeiro e à Mãe das Dores e mais oito outros trabalhos; e como Manuel Messias, Mentira tem perna curta – o verdadeiro acordão. Em 1993, com o heterônimo de Francisco Matêu lançou o folheto Quando o camaleão mudou de cor contra o povo de Juazeiro. A partir de 1995, passou a assinar como Hamurábi Batista (SANTOS, 2009).

Da sua produção As estranhas aparições de Samuel do Horto (O homem que matou a mulher com mais de sessenta facadas e morreu), extraímos  um trecho:

Um homem do Juazeiro

Conhecido por Samuel

Possuía muito dinheiro

Que vinha do aluguel

Pois era proprietário

No setor imobiliário

E tinha gado a granel.

 

Ele era bem popular

Pelo povo era querido

Carismático e exemplar

Por todos foi conhecido

Apesar de sua avareza

Sua usura sua firmeza

No que tinha construído.

 

Sua popularidade

Tratava de encubar

Sua peculiaridade

Sua vida particular

Todo tempo trabalhando

Muitos bens acumulando

Sem ao menos descansar.

[…]

(BATISTA, [199-], p. 1)

 

Enquanto produtor cultural é presidente da Associação dos Artesãos do Padre Cícero e gestor do Centro de Cultura Popular Mestre Noza, onde funciona a associação, trabalhando para o reconhecimento e valorização das obras produzidas pelos artistas locais e o escoamento da produção.

FONTES CONSULTADAS

BATISTA, H. Hamurábi Batista: um artista ponteiro. In: CULTURA no Cariri. [S.l.: s.n.], 2011. Entrevistador: Alexandre Lucas.

BATISTA, Hamurabi. As estranhas aparições de Samuel do Horto (o homem que matou a mulher com mais de 60 facadas e morreu). Juazeiro de Norte: [s.n., 199-].

CAMILLA, A.; LOPES, M. Hamurabi Batista: a arte como terapia. In: ESTÚDIO digital. [S.l.: s.n.], 2007.

HUMURABI Batista. In: SOL vermelho. [S.l.: s.n., 20?].

SANTOS, F. P. Cartografias no cordel e na cantoria: desterritorialização de gênero nas poéticas das vozes. 2009. 580 f. Tese (Doutorado em Letras) – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2009.

Poeta Gonçalo Ferreira da Silva – Síntese biográfica

Gonçalo Ferreira da Silva (12/12/1937)

O poeta, cordelista, contista e ensaista cearense, Gonçalo Ferreira da Silva, foi fundador da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), localizada no Rio de Janeiro, da qual foi presidente no período de 1988 a 1996.

Natural da cidade Ipu, Ceará, nasceu em 1937. Teve uma infância difícil e aos 13 anos migrou para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na Rádio MEC, aos 18 anos. Algumas fontes afirmam que permaneceu nesta rádio até se aposentar (Museu da Pessoa), porém (Enciclopédia Itaú Cultural) afirma que foi funcionário da referida empresa de 1963 a 1978 e redator do jornal A Voz do Nordeste e da revista Abnorte-Sul de 1980 a 1988.

Gonçalo Ferreira teve sua educação formal estabelecida na Cidade Maravilhosa, onde cursou o 1º e 2º graus no Liceu Literário Português e graduou-se em Letras na PUC/RJ (1973).

Em 1966 publicou seu primeiro livro, Um Resto de Razão (Edições de Ouro), e lançou o primeiro folheto de cordel, Punhos Rígidos. Seu poema, Meninos de Rua e a Chacina da Candelária, foi traduzido para o francês por Jean Louis Christinat e o folheto biográfico Mahatma Gandhi, que recebeu cumprimentos da Embaixada e do Consulado da Índia, e foi traduzido para o alemão e para o inglês, neste último idioma por Manoel Santa Maria.

Sua produção cordelística foi iniciada em 1978, enquanto realizava estudos sobre cultura popular, passando a frequentar a Feira de São Cristóvão. Com várias obras publicadas, versa sobre os mais variados temas: lendas, crenças, romances, política, biografias, cangaço, ciência, etc.

Meninos de Rua e a Chacina da Candelária

“[…]
Foi uma carnificina
de crueldade chocante
de brutalidade torpe,
bestial, repugnante
e outros adjetivos
acima de horripilante.
[…]”


             Este ilustre poeta recebeu influência de literatos memoráveis, como Augusto dos Anjos, Carlos Drummond de Andrade, Almeida Filho, Mario Lago, Rodolfo Coelho Cavalcante e Walmir Ayala. Reconhecido, tornando-se imortal como membro de várias academias de letras estaduais: Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes, cadeira 48, patrono Leonardo Mota (1991), do Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes, cadeira 1, patrono Adelmar Tavares (1993), da Academia Guanabarina de Letras, cadeira 50, patrono Vicente Licínio Cardoso (1994) e da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, cadeira 9, patrono Luís Iglésias (1996).

O filho de Osório Ferreira da Silva e Francisca Gomes da Silva casou-se com Maria do Livramento Ximenes de Aragão (1974), com quem teve três filhos: Marlos de Herval Lima da Silva (1974), Rubens de Herval Lima da Silva (1975) e Jorge Luís de Herval Lima da Silva (1982).

FONTES CONSULTADAS

GONÇALO Ferreira da Silva. In: ENCICLOPÉDIA Itaú cultural. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultu ral.org.br/pessoa7207/goncalo-ferreira-da-silva>. Acesso em: 12 nov. 2014.

______. In: MUSEU da pessoa. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.museudapessoa.net/pt/conteudo/pessoa/goncalo-ferreira-da-silva-2889>. Acesso em: 12 nov. 2014.

______. In: O NORDESTE: Enciclopédia Nordeste. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.onordeste.com/onordeste/ enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Gon%C3%A7alo+Ferreira+da+Silva+>. Acesso: 12 nov. 2014.

SILVA, G. F. Meninos de rua e a chacina da candelária. In: FUNDAÇÃO Casa de Rui Barbosa. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.a spx?bib=CordelFCRB2&PagFis=45078>. Acesso em: 12 nov. 2014.

PINTO, M. I. R. Gonçalo Ferreira da Silva. [S.l.]: Fundação Casa de Rui Barbosa, [20?]. Disponível em: <http://www.cas aruibarbosa.gov.br/cordel/GoncaloFerreira/goncaloFerreira_biografia.html>. Acesso em: 12 nov. 2014.

Poeta Gerardo Carvalho Frota – Síntese biográfica

Gerardo Carvalho Frota (1957)

O professor, escritor, poeta, cordelista e trovador Gerardo Carvalho Frota, também conhecido como Pardal, nasceu em 1957 no município de Campo Maior (PI).

Gerardo é graduado em Filosofia e Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal do Ceará (UFC, 2004); especialista em Tecnologia Educacional.

Pardal é sócio-fundador do Centro Cultural dos Cordelistas do Nordeste (CECORDEL) localizado em Fortaleza (CE). Representou a entidade no 1º Congresso Internacional de Literatura de Cordel (João Pessoa, PB, 2005).

Foi premiado com o 1º lugar em concurso promovido pela Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC, 1991), com o cordel A Morte da Natureza. Premiado nos Jogos Florais da União Brasileira de Trovadores (UBT) em 1992, 93, 94 e 95.

Foi com sua publicação Cultivos da Terra cantados em versos populares, que recebeu o Prêmio Mais Cultura Patativa do Assaré (MEC, 2010), e com o cordel A borboleta Lilica e o grilo Criqui (PAIC prosa e poesia), da Seduc, Ceará, ganhou o prêmio PAIC.

A morte da pena de morte é uma de suas produções :

Meu caro leitor amigo

Agora pense comigo

Sobre o que eu vou falar

De um profeta extravagante

Que não pode ir adiante

Porque não vamos deixar.

 

É um tal de Deputado

Que pensa ser do agrado

Do nosso povo sofrido

Projeta a pena de morte

Pra resolver a má sorte

Deste Brasil tão querido.

 

O Deputado aproveita

Pensando que assim se ajeita

A violência na verdade

Em países que se aplica

Pena de morte se indica

Alta criminalidade.

[…]

(FROTA, 1992, p. 1)

 

FONTE CONSULTADA

FROTA, Gerardo Carvalho. A morte da pena de morte. 2. ed. Fortaleza: Ed. Prop. Gerardo Carvalho Frota, 1992. 8 p. : 31 estrofes : sextilha : 7 sílabas.

GERARDO Carvalho Frota. Dicionário básico de autores de cordel. In: Cordel atemporal. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html&gt;>. Acesso em: 12 nov. 2014.

 

Poeta Francisco Sales Arêda – Síntese biográfica

Francisco Sales Arêda (26/10/1916 – 20/12/2005)

O repentista e cantador popular paraibano, Francisco Sales Arêda, nasceu na conhecida Rainha da Borborema, cidade de Campina Grande, no Sítio Covão, em 26 de outubro de 1916, mas conforme informação registrada no blog Retalhos históricos de Capina Grande,no batistério consta o ano de 1915 como de seu nascimento.

Filho de agricultores, quando se mudou para Caruaru – PE (1927), veio a exercer outras atividades: lambe-lambe (fotógrafo ambulante), raizeiro, folheteiro e cantador de viola.

Como cantador de viola, entre 1940 – 1954, desafiou Dimas e Lourival Batista, Zé Vicente da Paraíba, Pinto do Monteiro e José Soares do Nascimento, posteriormente dedicando-se, exclusivamente, à poesia de composição, vindo a publicar seu primeiro cordel em 1946, intitulado O casamento e herança de Chica Pançuda com Bernardo Pelado, porém iniciou na poesia aos 15 anos. Da sua produção, os temas mais recorrentes foram o romance e o conto de encantamento.

Teve acesso ao ensino formal por apenas três meses. Apesar disso, produziu e consumiu literatura, vindo a ser um reconhecido cordelista. Por apresentar completo trabalho de qualidade, é comparado aos grandes nomes da literatura de cordel, como Leandro Gomes de Barros, João Martins de Athayde e João Benedito. Como afirma Amorim:

[…] o domínio completo da métrica, rima e metáfora. Além da extraordinária capacidade de fabulação, da riqueza vocabular, do esmero na construção da narrativa, da rima e metro impecáveis, a construção poética, em Arêda, suplanta o apuro formal e temático. Portanto, não é tarefa difícil compará-lo aos grandes nomes da literatura de cordel.

Com uma profícua produção literária, caracterizada por versos que apresentam os desafios e emboladas que ele promoveu com cantadores renomados, suas publicações foram editadas por distintas casas: Folhetaria Borges, em Bezerros, Pernambuco; Art-Folheto São José, em Caruaru, Pernambuco; Luzeiro do Norte, Pernambuco; e, Luzeiro, São Paulo.

Seus temas recursivos podem ser exemplificados com O homem da vaca e o poder da fortuna (1963), adaptado por Ariano Suassuna para o teatro (1973):

“Tem pessoa neste mundo
Que já nasce afortunada
Embora que passe tempos
Sem poder arranjar nada
Mas depois vem a fortuna
Lhe pegar de emboscada”.

 No verbete da biografia de Chico Sales, publicada na enciclopédia O Nordeste, podemos ler a avaliação de Ariano Suassuna sobre este cordelista e a obra adaptada: “Ele é tão grande quanto os maiores, tenho uma admiração enorme pela obra dele.”, e assegurou que Francisco Sales Arêda foi um clássico o qual teve a sorte de conhecer e certificou: “Tenho especial admiração e predileção pelo folheto O homem da vaca e o poder da fortuna, em que me baseei para escrever A farsa da boa preguiça“.

Também adotou o uso do acróstico nas últimas estrofes de suas composições poéticas, como forma de registro da autoria, empregando FSALES.

Faleceu aos 89 anos, na cidade de Caruaru, Pernambuco, na residência da filha Célia, precisamente no dia 20 de dezembro de 2005.

FONTES CONSULTADAS

AMORIM, M. A. Francisco Sales Arêda. In: INTERPOÉTICA. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.interpoetica.com/site/index.php?option=com_content&view=article&id=297&catid=50>. Acesso em: 12 nov. 2014.

FRANCISCO de Sales Arêda. In: RETALHOS históricos de Capina Grande, maio 2003. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://cgretalhos.blogspot.com.br/2012/05/francisco-de-sales-areda.html#.VGNyqMlkJx0>. Acesso em: 12 nov. 2014

FRANCISCO Sales Arêda. In: O Nordeste: enciclopédia nordeste. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Francisco+Sales+Ar%C3%AAda>. Acesso em: 12 nov. 2014

PINTO, M. R. Francisco Sales Arêda. In: FUNDAÇÃO Casa de Rui Barbosa. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br/cordel/FranciscoSales/franciscoSalesAreda_biografia.html>. Acesso em: 12 nov. 2014.

Poeta Francisco Paiva das Neves – Síntese biográfica

Francisco Paiva das Neves (01/12/1963)

O cearense Francisco Paiva das Neves é natural do município de Cedro, localizado no centro-sul do Ceará e nasceu no 1º dia do mês de dezembro do ano de 1963. Em 1978, adolescente, passou a residir na capital cearense, e aos 26 anos (1989) mudou-se para a maior cidade-dormitório do Ceará, Maracanaú, município da região metropolitana de Fortaleza.

Das vivências e experiências com diversas manifestações culturais populares, como reisado, aboio, embolada, repente, histórias de trancoso e leituras de romance de cordel, forjou seu saber artístico poético.

O último macho do mundo é o título do seu primeiro cordel (TUPYNANQUIM EDITORA, 2007).

 

“Minha deusa predileta
Rogo a vossa proteção
Pra começar a narrar
Um conto de assombração
Usando a nomenclatura
Da melhor literatura
Produzida na nação.
Relata essa ficção
Mistério bem conhecido
Na cidade de Jubá
Que jamais foi esquecido
Um caso de epidemia
Que até mesmo a Academia
Não deixou esclarecido”.

Em 1989 editou, em mimeógrafo, um folheto de poesia intitulado Asas do amanhecer, e em 1998 o livro de Poema descalço. No ano seguinte, publicou Cadente estrela e, em 2005,Retrato urbano; estes dois últimos são livros de poemas, ambos com ilustrações e prefácio de Audifax Rios. É de autoria de Francisco uma versão do clássico O príncipe e o mendigo, de Mark Twain, para a coleção Clássicos em Cordel (EDITORA NOVA ALEXANDRIA, 2011).

Paiva Neves, como é mais conhecido, é sócio-fundador da Sociedade dos Poetas de Maracanaú (SOPOEMA) e membro de Associação de Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará (AESTROFE).

FONTES CONSULTADAS

FRANCISCO Paiva das Neves. Dicionário básico de autores de cordel. In: Cordel atemporal. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 12 nov. 2014.

NEVES, P. O último macho do mundo. Fortaleza: Tupynanquim, maio 2007. In: BIBLIOTECA Amadeu Amaral, Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=Cordel&PagFis=80554>. Acesso em: 12 nov. 2014.

PAIVA DAS NEVES. In: O nordeste: enciclopédia nordeste. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Paiva+das+Neves>. Acesso em: 12 nov. 2014.