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Sobre Memórias da Poesia Popular

Projeto (CNPq/PPGCI-UFPB) vinculado ao Grupo de Pesquisa Leitura, Organização, Representação, Produção e Uso da Informação, coordenado pela professora Dra. Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque, docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.

Poeta Manoel Alves de Sousa – Produção literária

A “droga” é mesmo uma droga

A chegada de Tancredo no céu

A discussão de Fernando Galheira com Severino Cavalgadura

A falta que faz Rodolfo Cavalcante (co-autoria)

A farra dos marajás

A gravidade da gavidez masculina

A Guerra do Talibã

A morte de Chico Mendes deixou triste a Natureza

A tragédia da Challenger

A volta do galinho

Adeus a Nara Leão, a musa da Bossa Nova

Aiatolá Khomeini e outros carrascos modernos

Algumas sugestões contra a violência

As tragédias das enchentes

Constituição e Constituinte

Cordel de amor e saudade: Mário Vicente do Couto

Cruzado II – Um chute no saldo da classe média

Cruzeiro vai a nocaute com um cruzado da direita

Debate de Silvio “Chato” contra Roberto “Mafinho”

Defenda-se contra a Dengue

Defenda-se contra o Cólera

Drumond; o poeta de Itabira

Duelo no Deserto, A Guerra pelo Petróleo

EMATER – Rio EMATER – Araruama na literatura de cordel

Eu daqui, Você de lá, Guerra aqui, Guerra Acolá

Futebol e economia fracassos da teoria

Homenagem da ABLC a Patativa do Assaré (co-autoria)

João Hélio Fernandes vieites o pequeno mártir da paz (ou) carrascos do asfalto não mandam recado

João Vitor, menino e mártir

Lagoa de Araruama, conserve-a ou deixe-a

Missão

O Brasil é rei na copa mas não arruma a cozinha

O câncer do ministro

O Césio-137 e a salada de lixo á brasileira

O cometa de Halley

O pesadelo da casa imprópria

O petroleiro

O tarado da bandeira dois, ou caso do sexo compulsório

Peleja de Zé Sarney com Ulysses Guimarães

Quem vê cara não vê AIDS

Regina caça-fantasmas

Sabendo com quem andas, dirão quem tu AIDS

Sarney congela o verão com seu pacote pesado

Tim Lopes para sempre

Tsunamis: ondas assassinas

Vanessa é uma estrela e agora mora no céu

Veridiano Araújo e Carmosina e o amor ao teatro de bonecos.

Viverá eternamente Gonzaga o Rei do Baião

Poeta Luiz da Costa Pinheiro – Síntese biográfica

Luiz da Costa Pinheiro

Potiguar, o poeta-editor Luiz da Costa Pinheiro nasceu no município de Goianinha, Rio Grande do Norte e radicou-se em Fortaleza, Ceará. Patrono da cadeira 9 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), ocupada por Olegário Alfredo, é autor de grandes romances, com ricos enredos onde sobressaem elementos culturais indígenas, européias a africanas no Ceará (SOUSA, 2009).

Sua obra-prima, Boi Mandigueiro e o Cavalo Misterioso, foi escrito em dois volumes de 32 páginas, do qual extraímos a primeira página:

No Rio Grande do Norte

[…] havia um fazendeiro
era muito respeitado
pela fama do dinheiro
criava numa fazenda
para qualquer encomenda
um grande Boi Mandigueiro

Esse boi quando corria
segundo diz o boato
tinha equilibrio no corpo
com ligeireza de gato
por meio de forte mandinga
corria mais na caatinga
do que veado no mato

Na carreira ele arrancava
jucá velho de miôlo
sabiá e mororó
levava tudo no rôlo
quebrava paus com as pontas
espedaçando as vergônteas
caindo lone o rebôlo.

Poeta inspirado, é autor de várias obras.

FONTES CONSULTADAS

PINHEIRO, Luiz da Costa. Grandes autores da Literatura de Cordel. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/1482607>. Acesso em: 01 set. 2016.

QUINTELA, Vilma Mota. Literatura de cordel: ensaios. 1996. 124 f. Dissertação (Mestrado em Teoria Literária) – Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1996.

SOUSA, José Josberto Montenegro. Argumentos/enunciados da poética popular: um mosaico de signos. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA, 25., 2009, Fortaleza. Anais … Fortaleza, 2009.

Poeta Aderaldo Ferreira de Araújo – Capas dos folhetos

“Memórias da Poesia Popular Brasileira” lança livro no XVII ENANCIB

Texto original de Izabel França de Lima
Adaptação de Mário Gaudêncio

O Projeto de Pesquisa “Memórias da Poesia Popular Brasileira” ligado ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba (PPGCI-UFPB), lançará a obra “Na memória da tradição: fontes de informação na literatura de cordel” dentro da programação do XVII Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB), que acontecerá na cidade de Salvador-BA.

A noite de lançamento e autógrafos, dar-se-á no dia 21 de novembro de 2016 às 18h no Pavilhão de Salas do Canela (PAC).

Para maiores informações, consulte a página da Editora da UFPB.

Pesquisadora da UFPB aplica pesquisa com cordéis na Fundação Casa de José Américo

por Elton Bruno Barbosa

Tendo como uma de suas missões primordiais “preservar, pesquisar e divulgar a cultura paraibana para o engrandecimento da sociedade”, e reconhecendo a relevante influência da literatura de cordel para a cultura e a educação brasileira, a Fundação Casa de José Américo, órgão vinculado a Secretaria Estadual de Cultura, é a instituição pioneira na adoção, em Bibliotecas, do instrumento de armazenagem, organização e recuperação desse formato literário desenvolvido pela Professora Doutora Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque, da Universidade Federal da Paraíba, em sua Tese de Doutorado.

A referida pesquisadora, que atua no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação e no Departamento de Ciência da Informação da UFPB, constatou que a Literatura de Cordel, diferentemente da Literatura Oral, “tem autoria conhecida, sobretudo no Brasil onde, a partir do final do século XIX, Leandro Gomes de Barros inicia a publicação em série de folhetos que versavam sobre múltiplos temas”. O foco da sua pesquisa está direcionado aos temas tratados nos cordéis, culminando na elaboração de vinte e sete classes temáticas: Agricultura, Biografias e Personalidades, Bravura e Valentia, Cidade e Vida Urbana, Ciência, Contos, Crime, Cultura, Educação, Esporte, Erotismo, Feitiçaria, Fenômeno Sobrenatural, História, Homossexualismo, Humor, Intempéries, Justiça, Meio Ambiente, Moralidade, Morte, Peleja, Poder, Político e Social, Religião, Romance, Saúde e Doença.

A contribuição intelectual da Professora Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque, Doutora em Letras pela Universidade Federal da Paraíba, recebeu importantes reconhecimentos científicos, entre eles está o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade Edição 2012, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ‐ IPHAN, em nível estadual, na categoria Pesquisa e Inventário de Acervos, com sua Tese, e recomendado ao Prêmio em nível Nacional. Obteve também o reconhecimento internacional de sua Tese, sendo convidada pelo Consórcio CDU para participar da atualização da Classificação Decimal Universal.

Além disso, em parceria com a Fundação Casa de José Américo, o Memorial do Cordel, localizado na cidade de Guarabira-PB, está utilizando a classificação temática desenvolvida pela Professora Doutora Maria Elizabeth Baltar, que visa “contribuir com a organização de acervos de cordéis nas bibliotecas e cordeltecas, facilitando o acesso deste material de forma a tornar maximizada a chance de o usuário recuperar os folhetos de um mesmo tema”.

O acervo da Fundação Casa de José Américo pode ser acessado na Biblioteca Dumerval Trigueiro, localizada na sede da FCJA, à Av. Cabo Branco, 3336 – Cabo Branco, João Pessoa – PB, CEP: 58.045-010, contatos: (83) 3214-8538 / 8523  Fax: (83) 3214-8541. O horário de funcionamento ao público ocorre de segunda a sexta-feira das 08h às 11h30min e de 14h às 17h30min.

Poeta José Carlos de Freitas – Identificação

Nome: José Carlos de Freitas

Pseudônimo: Jotacê Freitas

Poeta Francisco Sales Arêda – Produção Literária

A embolada da velha Chica

A Graça branca do bosque e o genio malassombrado

A Grande discussão de F. Sales com J. José

A mal-assombrada peleja de Francisco Sales com o Negro Visão

A Moça que dançou com uma caveira

A morte de Getulio Vargas

A Morte do cavalo Neve Branca e o triste fim do vaqueiro

A Pobresa em reboliço e os paus de arara do norte

A Profecia de uma carta misteriosa

A Sinistra morte de Aldo Moro

A Vida do Judeu Errante e os horrores do pecado

Aladim e Fatima ou a lampada maravilhosa Francisco Sales Arêda

As aventuras do amarelo João Cinzeiro papa onça

As Aventuras do doutor João Sem Estudo

As Aventuras do pescador João Sem Fé

As Presepadas de Pedro Malazarte

História de Olegário e Cristina

Historia dos 2 Compadres e os Ladrões da Pedra Mimosa

Jesus São Pedro e o ferreiro da maldição

João Besta e a jia da lagoa

José João e João José os 2 heróis sertanejos

O Chôro do leão e as piadas de fumanchú

O Coronel Mangangá e o seringueiro do norte

O encontro de Antônio Cobra Choca com o Sertanejo Valente

O Encontro de Manoel Mole com o negro Chico Duro

O Encontro do irmão do negrão do Paraná com o seringueiro do norte

O Exemplo de um ateu que atirou na imagem de São José

O Homem da vaca e o poder da fortuna

O Irmão do negrão

O Negrão do Paraná e o Seringueiro do Norte

O poder de satanás e a queda do invejoso

O príncipe João sem Medo e a Princesa da Ilha dos diamantes

O romance de João Besta com a jia da lagoa

O valentão do Norte

O Verdadeiro encontro de Antonio Cobra Choca com o sertanejo valente

O Homem da vaca e o poder da fortuna

O negrão do Paraná e o seringueiro do Norte

Os Herois do espaço e a conquista da lua

Os Horrores do incendio em Esperança

Os Prantos de Teixeirinha com o coração de Luto

Os três irmãos caçadores e o macaco da montanha

Peleja de Francisco Sales com Manoel Ferrerinha

Peleja de Francisco Sales com Maria das Dores

Roberto e os 4 amigos no castelo dos ladrões

Silvia Monteiro o soldado misterioso

Tipografia e Folhetaria Luzeiro do Norte

Um aviso de Frei Damião e os sinais do fim dos tempos

Vaquejada do Nordeste

Poeta Rodolfo Coelho Cavalcante – Síntese biográfica

Rodolfo Coelho Cavalcante (12/03/1919 – 7/10/1986)

Natural da cidade de Rio Largo, Alagoas, o poeta cordelista Rodolfo Coelho Cavalcante nasceu no dia 12 de março de 1919, filho de Artur de Holanda Cavalcante e Maria Coelho Cavalcante. Ainda na adolescência deixou a casa dos pais e percorreu todo o interior do estado de Alagoas, Sergipe, Aos 13 anos de idade, deixou a casa paterna. Percorreu parte do norte e do nordeste especificamente os estados de Alagoas, Sergipe, Ceará, Maranhão e Piauí, exercendo atividades circense como palhaço, propagandista e camelô com o objetivo de auxiliar as finanças familiares entre outras atividades. Fase esta em que já era possível vislumbrar um exímio versejador participando de pastoris, cheganças e reisados.

Todavia foi em Parnaíba no Piauí que mantem seu primeiro investimento no cordel adquirindo para revenda os folhetos do poeta e editor João Martins de Ataíde, dando inicio a atividade de folheteiro.

Em 1945 instala-se em Salvador, Bahia, inicia o movimento em defesa da classe poetas, publicando um folheto dedicado ao Governador da época Otávio Mangabeira, que acabou por liberar os poetas, cantadores e folheteiros da proibição de comercializarem seus produtos em praças públicas. Sua carreira de cordelista e defensor da cultura popular se firma e promove em 1955, juntamente com Manoel D’Almeida Filho e outros expoentes da poesia popular o I Congresso Nacional de Trovadores e Violeiros ocasião em que foi fundada a Associação Nacional de Trovadores e Violeiros, hoje Grêmio Brasileiro de Trovadores, com sede em Salvador, BA. Como jornalista, fundou alguns periódicos, como A Voz do Trovador, O Trovador e Brasil Poético. Tornando-se ainda autor do Hino dos Trovadores.

Seu envolvimento o conduziu a militar também no jornalismo e posteriormente auxilia na fundação da Associação de Imprensa Periódica da Bahia, e filia-se à Associação Baiana de Imprensa. Trovador entusiasta, fundou A voz do trovador, O trovador e Brasil poético, órgãos do movimento trovadoresco. Tem idealizado e realizado muitos movimentos, visando à união dos cantadores.

Brito (2014, p. 39) ao referir-se a Rodolfo Coelho Cavalcante afirma: “O poeta transforma sua experiência de ler, ouvir, imaginar e perceber em narrativas poéticas que imprime e formata em folhetos como meio de comunicação para transmitir informações e notícias originárias de várias fontes, para serem lidas, ouvidas e adquiridas por outros grupos de consumidores”.

Nesse caminhar o poeta também vai atuar como editor promovendo uma significativa rede de distribuidores em todo o nordeste, divulgando sua própria obra e de outros poetas. Sua obra percorria vários temas sendo os mais recorrentes os abecês, biografias, cantorias e fatos do cotidiano. Foi também tema de vários poetas e pesquisadores da literatura de cordel.

O início de sua carreira não foi nada fácil. Imprimia seus folhetos de maneira muito artesanal, no geral composto de 8 páginas, com capas em xilogravuras ou clichês, confeccionados artesanalmente, com a ajuda dos filhos. Somente a impressão era feita em tipografias.

O poeta após uma vasta produção e luta permanente em defesa da cultura popular morre em 7 de outubro de 1986, vitima de atropelamento em frente a sua residência na cidade de salvador, Bahia. Morte que causou repercussão no Brasil e no exterior levando outros poetas a publicar sobre ele. Provavelmente o que mais toca os corações poéticos seja o fato do poeta e trovadorista ter enviado pouco antes de seu falecimento uma trova para o II Concurso de Trovas de Belém do Pará, com o seguinte texto:

Quando este mundo eu deixar

A ninguém direi adeua.

Dos poetas quero levar

Suas trovas para Deus.

Com esta trova Rodolfo Coelho Cavalcante encantou-se deixando seu legado lítero poético, e um território firme para a cultura popular.

FONTES CONSULTADAS

BRITO, Gilmário Moreira. Produção e circulação de folhetos políticos e religiosos de Rodolfo Coelho Cavalcante. Revista Educação e Políticas em Debate, Uberlândia, MG, v. 3, n. 1, p. 38-52, jan./jul. 2014. Disponível em: <http://www.seer.ufu.br/index.php/revistaeducaopoliticas/article/view/27681/15160>. Acesso em: 11 nov. 2014.

HAURÉLIO, Marco. Rodolfo Coelho Cavalcante. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot .com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 11 nov. 2014.

MEMÓRIAS DO CORDEL. Grandes nomes do cordel – Rodolfo Coelho Cavalcante. [S.l.: s.n., 20?]. 

MIRANDA, Antonio. Poesia dos brasis: Rodolfo Coelho Cavalcante. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/bahia/rodolfo_coelho_cavalcante.html>. Acesso em: 11 out. 2014.

PINTO, Maria do Rosário. Rodolfo Coelho Cavalcanti. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br/ cordel/RodolfoCoelho/rodolfoCoelho_biografia.html>. Acesso em: 11/11/2014.

WIKIPEDIA. Rodolfo Coelho Cavalcante. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Rodolfo_ Coelho_Cavalcante>. Acesso em: 11/11/2014.

Poeta Raimundo Luiz do Nascimento – Síntese biográfica

Raimundo Luiz do Nascimento (06/04/1926)

Raimundo Luiz do Nascimento, poeta popular mais conhecido como Raimundo Santa Helena ou apenas Santa Helena nasceu no município de Santa Helena localizado no extremo Oeste da Paraíba, limita-se ao Norte com a cidade de Triunfo, ao Sul com Bom Jesus e Cajazeiras, ao Leste com São João do Rio do Peixe e a Oeste com o Baixio e Umarí no Estado do Ceará. Razão pela qual levou o poeta a intitular-se de paraibense.

De acordo com a Simone Mendes (Fundação Casa de Rui Barbosa) seus folhetos retratam uma face autobiográfica, reforçando a construção de uma escrita de si, que tem como ponto de partida o assassinato de seu pai pelos cangaceiros de Lampião quando invadiram o sertão cajazeirense, Paraíba, em 09 de junho de 1927.

Em razão do fatídico episódio Santa Helena foi forçado a fugir de casa com apenas 11 anos de idade rumo a Fortaleza local em que fora acolhido por uma professora que o incentivou a estudar e trabalhar, atuando como cobrador de ônibus, garçom, engraxate entre outras atividades convergindo para seu ingresso em 1943 na Escola de Aprendizes de Marinheiro do Ceará. Na Marinha participou da Segunda Guerra Mundial, vindo a ser condecorado pelo Presidente da República.

Seu primeiro cordel foi declamado em 1945, a bordo do navio Bracuí, após o fim da segunda grande guerra, intitulando-o de “Fim da Guerra”. Para alguns de seus biógrafos esta data é reiterada como sendo a data de publicação de seu primeiro cordel.

Do ponto de vista de sua narrativa o poeta possui uma variedade temática em sua poética que vai desde o cangaço, meio ambiente, educação sexual, saúde, biografias de personalidades, a exemplo de Tancredo Neves, Getúlio Vargas, Chico Buarque de Holanda entre outros, conforme revela a sextilha transcrita em homenagem aos cinquenta anos do cantor e poeta:

 

Em 71 o Chico

Mesmo na ‘revolução’

Lança outro LP

Chamado de ‘Construção!

LP de filme lança

(72) – Aliança

Bethania e Nara Leão

Por outro lado, o poeta também se vincula a temas da atualidade, especificamente os que estão na predileção da mídia. Por outro lado ao produzir seu texto o poeta busca várias fontes que tratam da mesma temática, para, a partir, de então, construir seu poema, imprimindo sua opinião pessoal acerca da temática em pauta.

Outra inovação na obra do poeta é construção de cordéis bilíngues, facilidade adquirida pelo fato de ter ele estudado nos Estados Unidos da América, tanto que publicou durante a ECO 92 o cordel intitulado “Brazilian Amazônia”.

Em 1983 recebeu juntamente com Gilberto Freyre, Augusto Ruschi e Jorge Amado o Prêmio Porto de São Mateus de Resistência cultural. Tem cerca de 2 milhões de exemplares de mais de 300 títulos em circulação. Foi criador da Feira de São Cristovão, no Rio de Janeiro, RJ, local onde auxiliou a divulgação da culinária tipicamente nordestina, artesanato, trios e bandas de forró, dança, cantores e poetas populares, repente e literatura de cordel.

FONTES CONSULTADAS

ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL. Raimundo Santa Helena. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://academiaportocalvenseaphla.blogspot. com.br/2013/09/ablc-academia-brasileira-de-literatura.html>. Acesso em: 10 nov. 2014.

BRASILIANA a divulgação científica no Brasil. Raimundo Santa Helena. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.museudavida.fiocruz.br/brasiliana/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=11&sid=5>. Acesso em: 29 nov. 2014.

DICIONÁRIO Cravo Albin da Música popular brasileira. Raimundo Santa Helena. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.dicionariompb.com.br/raimundo-santa-helena/biografia>: Acesso em: 11 nov. 2014.

MENDES, Simone. Raimundo Santa Helena. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br/cordel/ RaimundoSantaHelena/raimundoSantaHelena_biografia.html>. Acesso em: 29 ago. 2014.

MEDEIROS, Antonio Heleonardi Dantas de; HOLANDA, Virginia Célia Cavalcante de. Elos possíveis entre o ensino de geografia e a literatura de cordel. Revista Homem, Espaço e Tempo, set., 2008. Disponível em:  <http://www.uvanet.br/ rhet/artigos_setembro_2008/elos_possiveis.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2014.

O NORDESTE. Enciclopédia Nordeste: Raimundo Santa Helena. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Raimundo+Santa+Helena>. Acesso em: 11 out. 2014.

WIKIPEDIA. Santa Helena (Paraíba). [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Helena_ %28Para%C3%ADba%29>. Acesso em: 10 nov. 2014.

Poeta Pedro Monteiro de Carvalho – Síntese biográfica

Pedro Monteiro de Carvalho (25/03/1956)

Pedro Monteiro de Carvalho, funcionário público, poeta cordelista é natural da Cidade de Campo Maior no Piauí. Filho dos lavradores Raimundo Monteiro de Carvalho e Maria Verônica de Carvalho, nasceu aos 25 de Março de 1956. Sua infância tipicamente roceira deu-se entremeada por histórias contadas à luz de lamparinas e terreiros enluarados ouvindo contos e tradições nordestinas.

Aos dezessete anos rumou para terras paulistanas e na periferia da Capital se instalou adquirindo experiências pautadas nas lutas por justiça social cidadania. Seu espirito de leitor voraz foi sendo alimentado por seu próprio autodidatismo e a busca por desvendar o novo, compreensão e observação da realidade.

De acordo com o poeta ao ser entrevistado por Juliana Gobbe para o site “Tecendo em Reverso”, assinalou:

Sou poeta cordelista
Me chamo Pedro Monteiro,
Amasso o barro da rima
No metro do bom oleiro,
Sou um campo-maiorense,
Das terras Piauiense,
Nosso sertão brasileiro.

Pode-se inferir ainda que o poeta Pedro Monteiro para além de cordelista é forte apreciador do teatro, tanto que atuou em peças teatrais, a exemplo: Saúde! Salve-se quem puder e em Danação. Isto revela a aproximação do poeta com outras formas de expressão artística e da cultura popular. Sua verve artística aliada ao espirito empreendedor colaborou com a criação da Caravana do Cordel, projeto coletivo que aglutina poetas populares nordestinos como cordelistas, repentistas, contadores de histórias, músicos, xilógrafos e interessados na cultura popular, residentes no estado de São Paulo com o objetivo de juntos difundirem a arte popular.

O poeta Pedro Monteiro descobre sua verve poética após um encontro inesperado com os poetas Marco Haurélio, Varneci Nascimento e João Gomes de Sá, que participavam de uma feira de Cultura Nordestina no Anhembi. Ocasião em que foi encorajado por Marco Haurélio a escrever Chicó, o Menino das Cem Mentiras, obra que conduziu o poeta a sua estreia no mundo do Cordel, fato que despertou a vocação que, até então, adormecida.

Tanto que o poeta não para de produzir, lançando, pela Luzeiro, sua mais nova obra “O Triunfo do Poeta no Reino do Cafundó”. De acordo com Marco Haurélio As estrofes do introito demonstram que a literatura é a soma do talento individual à capacidade de garimpar no inconsciente coletivo:

Certa vez imaginando
A nossa ancestralidade,
Joguei luz no pensamento,
E busquei na oralidade
Histórias que se perderam
No vão da modernidade.

Peguei caneta e papel,
Remexi nos meus lembrados,
Invoquei sabedoria
Dos nossos antepassados,
Lembrei-me da minha avó
Fazendo seus proseados.

Ela falava que um reino
Chamado de Cafundó
Tinha um monarca viúvo
De nome Halabadjó,
Que dizia descender
Do patriarca Jacó.

Este Rei tinha uma filha
Pronta para se casar.
Por ela ser unigênita,
Era preciso arranjar
Um pretendente que fosse
Apto para governar.

Maristela era o seu nome
Uma formosa donzela,
O Rei invocou a Vênus
Para ser tutora dela.
Nos encantos, esta deusa
Foi generosa com ela.

Sua feição parecia
O brilho celestial,
Um primor de formosura,
Uma arte escultural,
Como o fulgor da aurora
No rebento matinal.

Foi assim que certo dia
Halabadjó publicou
Um edital informando
Que sua corte aprovou
E aquela sucessão
Ele assim normatizou.

A regra daquele edito
Foi por um sábio proposta:
Seria feito a disputa
Entre pergunta e resposta,
Somente o sábio dos sábios
Venceria aquela aposta.

FONTES CONSULTADAS

ACORDA. Caravana do Cordel. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://acorda.net.br/?gallery=caravanadocordel>. Acesso em: 27 set. 2014.

GOBBE, Juliana. Pedro Monteiro. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://tecendoemreverso.blogspot.com.br/2014/08/pedro-monteiro.html>. Acesso em: 29 set. 2014.

HAURÉLIO, Marco. Pedro Monteiro. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/ 2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 10 out. 2014.

HAURÉLIO, Marco. Mais um triunfo do poeta Pedro Monteiro. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://marco haurelio.blogspot.com.br/2011/09/mais-um-triunfo-do-poeta-pedro-monteiro.html>. Acesso em: 23 nov. 2014.

INSTITUTO LEANDRO GOMES DE BARROS. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://ilgbsp.blogspot.com.br/>. Acesso em: 12 maio 2014.

NASCIMENTO, Varneci. Pedro Monteiro lança novo folheto. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://varnecicordel. blogspot.com.br/2010/06/pedro-monteiro-lanca-novo-folheto.html>. Acesso em: 29 set. 2014.

SANTOS, Cleusa. Cascordel: Pedro Monteiro. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.cascordel.com/products/pedro-monteiro-http-meuscontoseversos-blog-terra-com-br-/>. Acesso em: 11 nov. 2014.

WIKIPEDIA. Pedro Monteiro. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Monteiro>. Acesso em: 11 out. 2014.