Arquivo da categoria: Síntese Biográfica

Poeta Luzimar Medeiros Braga – Síntese biográfica

Medeiros Braga (20/04/1941)

Medeiros Braga, cujo nome civil é Luzimar Medeiros Braga, é economista de formação, e exerceu as funções de professor, jornalista e funcionário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nasceu no município de Nazarezinho, no semiárido paraibano, no dia 20 de abril de 1941. O filho de Francisco Assis Braga e Anatilde Mendes de Medeiros iniciou no ensino formal em Senador Pompeu, Ceará, de onde retornou ainda menino, ficando até a vida adulta em sua terra natal, mas sem afastar-se da leitura. Tinha suas demandas literárias atendidas pelos livros trazidos pela irmã Uilna, que estudava em Fortaleza, Ceará.

Medeiros Braga é um poeta memorialístico condoreiro visto que apresenta uma produção literária que biografa personalidades, como por exemplo: Santos Dumont, Paulo Freire, Chico Pereira, Margarida Maria Alves, Nelson Mandela, Chico Mendes, Karl Marx, Che Guevara, Rosa Luxemburgo, Anita Garibaldi, Zumbi dos Palmares, Arruda Câmara, Bertold Brecht, Ho Chi Minh, Castro Alves, Manoel Lisboa, Simón Bolivar, Ariano Suassuna, e outros; ou ressignifica fatos históricos, como A revolta do quebra-quilos em cordel, A revolução francesa, A transposição das águas do Rio São Francisco, Guerra de Canudos. Com vistas à educação e conscientização política do povo, acredita que a literatura popular pode ser um elemento de formação e transformação. Tomaz (2014) ressalva que os cordéis deste autor: “[…] são feitos para ensinar, para não deixar que fatos importantes da história sejam esquecidos […]”

Com temática diversificada, abarcando história, ecologia, geografia, filosofia, cangaço e a literatura clássica universal, em cordel, em 2013 passou a ser membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC).

FONTES CONSULTADAS

MEDEIROS BRAGA. In: Editora Alfa Ômega. Disponível em: <http://site.alfaomega.com.br/autores/medeiros-braga&gt>. Acesso em: 16 nov. 2014.

TOMAZ, Severino. Conversando com o maior cordelista do Brasil – Medeiros Braga. 2014. In: ROTA 232. Disponível em: <http://www.rota232.com.br/conversando-com-o-maior-cordelista-do-brasil-medeiros-braga&gt>. Acesso em: 16 nov. 2014.

PARAIBANO de Nazarezinho assume Cadeira na ABLC. In: PORTAL paulista online. Disponível em: <http://portalpaulistaonline.blogspot.com.br/2013/04/paraibano-de-nazarezinho-assume-cadeira.html&gt>. Acesso em: 16 nov. 2014.

Poeta Maviael Melo – Síntese biográfica

Maviael Melo

O poeta, músico, compositor, cordelista, cantador e arte educador, Maviael Melo, nasceu em Iguaraci, Pernambuco, município do sertão do Pajeú pernambucano, mas curtiu Juazeiro, Bahia e Petrolina, Pernambuco, durante toda infância e adolescência, pois seus pais mudaram-se para Petrolina, onde residiram por longo tempo.

Os dons artísticos de Mavi (apelido) são hereditários, pois é filho do poeta e cantador de viola, Heleno Rodrigues (Itapetim, Pernambuco). Sua mãe, Dona Lourdinha, teve onze filhos, dos quais três são cantores e compositores: Maciel Melo, Marcone Melo e Maviael Melo.

Mavi lançou seu primeiro CD, Entre a Ponte dos Sonhos, em Petrolina, Pernambuco (abril de 2014). Esta produção fonográfica foi composta da seleção de trabalhos – causos, poesias e canções – com os quais ganhou alguns festivais nacionais, a exemplo da música Chegou a vez; convidado a participar do DVD Ética & Ecologia: desafios do século 21, do teólogo Leonardo Boff, lançado em 2008.

Aclamado poeta ambientalista e arte-educador, suas obras abordam temas sobre cuidados com a água, a terra, o planeta e o ser; enquanto pedagogo de formação, ministra oficinas de cordel mostrando a arte como ferramenta pedagógica.

O Cordel das Águas teve mais de cem mil cópias distribuídas nas escolas públicas dos estados da Bahia, Pernambuco, Minas Gerais e Belém do Pará, por ocasião do Fórum Social Mundial (FSM), evento altermundialista (janeiro de 2009).

Residindo em Salvador, Bahia, já apresentou sua “musicalidade poética do homem cultural nordestino” (MELO, 2014) em diversas cidades brasileiras.

Seu poema Olhar pro Sertão

Deslumbrando ao Sertão mais uma vez
Fez-se em risco de raio no horizonte
Cor à margem, aos olhos de uma ponte
Do que falta fazer e o que se fez
Nessa lida do contar até três
Quem na frente desponta às vezes ganha
Mas quem fica pra trás nem sempre apanha
Nesse olhar pro sertão que abastece
Cada verso em poesia é feito prece
Com o tempo conversa e faz barganha
Vou olhando o sertão e novamente
Abasteço o galão dessa poesia
Brindo ao tempo que no contar do dia
Galopeia um compasso diferente
Quando a rima se mostra, o tom da mente
Encandeia uma fresta irradiando
Entre o pôr de um sol e a noite andando
Com a saudade na praça, à madrugada
Faz teu cheiro presente a coisa amada
Vai a cada distância aproximando
Pelo mundo de forma a questionar
De sentir o que vê em cada ser
Pela estrada o caminho a percorrer
É a busca de onde se quer chegar
Envolvendo: o sertão só quis cuidar
De quem cuida do sonho de um poeta
Acordando com a rima que completa
Traz nas cordas os versos violão
No dedilhar direito dessa mão
Que da minha é esquerda predileta

Quero ao lado do verso prosseguir
Quero o sonho contigo a noite inteira
Cada olhar, cada riso e brincadeira
Quero tudo em diários de sorrir
No sertão de um ser tão de porvir
Vislumbremos então cumplicidades
Quando eu fui carregado de saudades
Eu levei cada olhar do teu sorriso
No sertão outro verso sem aviso
Veio em rimas doutras felicidades.

FONTES CONSULTADAS

MELO, Maviael. Interperfis. Disponível em: <option=com_content&view=article&id=257&catid=48>. Acesso em: 16 nov. 2014.

______. Olhar pro sertão. In: MAVIAEL  Melo. Disponível em: <http://poetamavi.wix.com/maviael-melo#!olhar-pro-serto/c1ip4&gt;.  Acesso em: 16 nov. 2014.

______. Poesia. In: MAVIAEL  Melo. Disponível em: <food/c1jo3>. Acesso em: 16 nov. 2014.

PEIXINHO, Juliane . Com show, disco de Maviael Melo é lançado em Petrolina, PE. In: G1: Petrolina e região: TV Grande Rio. 6 abr. 2014. Disponível em: <http://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/noticia/2014/04/com-show-disco-de-maviael-melo-e-lancado-em-petrolina-pe.html&gt;. Acesso em: 16 nov. 2014.

 

Poeta Mauro Machado – Síntese biográfica

Mauro Machado (21/12/1982)

O poeta e cordelista Mauro Machado, que é membro fundador da União dos Cordelistas de Pernambuco (Unicordel), nasceu em Brasília, Distrito Federal, no dia 21 de dezembro de 1982. Reside no Recife desde 1990 e herdou o gosto pelo(s) verso(s), do poeta popular paraibano, seu avô Mauro Ananias da Costa.

Autor de vários folhetos, dentre eles: A história junina de Quincas e seus dois amores ou O dia em que Recife juntou duas bandas de um coração (Recife: SEC, 2007).

“Oh, que os três santos juninos,
Me deixem aqui versar
Sobre um amor verdadeiro,
Que eu acabei de escutar,
Que veio do interior,
Mas, por ser grande o amor,
No Recife foi parar.
Quincas de Mané Zoião,
Um cabra-macho-da-peste,
Caboco trabalhador,
D’uma cidade do Agreste,
Homem de bom coração,
Que sempre fez oração,
Para nossa mãe celeste,
Tinha o coração partido,
Metade dele batia
Pela sua bela noiva,
Que uma santa parecia.
Rosinha era uma beleza,
Era um poço de pureza,
E de Quincas a alegria.
[…]”.

 

FONTES CONSULTADAS

MACHADO, Mauro. O Nordeste: enciclopédia Nordeste. Disponível em: <enciclopediaNordeste/index.php?titulo= Mauro+Machado<r=m&id_perso=1391>. Acesso em: 14 de nov. 2014.

______. A história junina de Quincas e seus dois amores ou O dia em que Recife juntou duas bandas de um coração. Recife: SEC, 2007. Disponível em: <bib=Cordel&PagFis=80412>. Acesso em: 14 de nov. 2014.

Poeta Mário Augusto de Araújo – Síntese biográfica

Mário Augusto de Araújo (05/08/1954)

O pintor letrista, artista plástico, artesão, xilógrafo e cordelista, Mário Augusto de Araújo, mais conhecido como Mário Pintor, filho de João Augusto de Araújo e Maria Augusta de Araújo, nasceu na terra dos caboclinhos, Goiana, Pernambuco, no dia 5 de agosto de 1954, na centenária Rua Fundo da Mala.

Sua primeira obra, pintada aos 13 anos (1967), retratou a Sagrada Família, e ainda compõe seu acervo pessoal. Mário principiou na vida profissional como pintor letrista, em seguida entrou para o universo das artes plásticas com a pintura a óleo.

Foi no ano de 1970 que Mário estudou cerâmica, tendo como mestre o patrimônio vivo de Pernambuco, o ceramista e pintor Zé do Carmo. Com uma produção ligada a elementos folclóricos e animais silvestres, suas peças recebem o acabamento manual do rosto. Além da pintura e da cerâmica, Mário também transita pela xilografia, pois ilustra sua produção cordelística, que foi iniciada aos 42 anos (1996).

Apesar da dificuldade de viver da arte em Goiana, Pernambuco, persiste na trilha.

Feito uma ave solitária no meio de tantas outras, Mário Pintor insiste no que quer e acredita. Assim prossegue produzindo sua arte.

FONTES CONSULTADAS

MÁRIO PINTOR. Pintando cordel. [Philippe Wollney, entrevistador].  In: MOVIMENTO silêncio interrompido & IAPÔI cibeclube. Abr. 2010.   Disponível em: <ttp://www.youtube.com/watch?v=tQ3Vushx5Vg>. Acesso em: 14 nov. 2014.

PINTANDO CORDEL. Mario Pintor, figura ícone da resistência artística em Goiana, para um pouco sua caminha para um breve conversa com o poeta Philippe Wollney.

VIEIRA, Ricardo Vieira. em breve o livro Goiana: fragmentos de sua história. In: FALA Goiana. Disponível em: <http://falagoiana.blogspot.com.br/2012/01/em-breve-o-livro-goiana-fagmentos-de.html&gt>. Acesso em: 14 nov. 2014.

Poetisa Mariane Bigio – Síntese biográfica

Mariane Bigio (16/12/1987)

A cordelista pernambucana, Mariane Bigio Nascimento, nasceu em Recife no dia 16 de dezembro de 1987. Estreou na arte do cordel nos recitais realizados nos mercados públicos.

Mariane Bigio é graduada em Comunicação Social com habilitação em Rádio e TV pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pós-graduada em Cultura e Comunicação na AESO Faculdade Integradas Barros Melo. Estreou na arte do cordel declamando nos mercados públicos por influência de José Honório, fundador da União dos Cordelistas de Pernambuco (Unicordel).

Em seu Blog a cordelista assim se define: “Poeta e videasta, ou brincante? Brincante. Do cortejo que é a vida.” (BIGIO, 2014). A irreverente Mariane Bigio escreveu seu primeiro cordel, em maio de 2007, intitulado A mãe que pariu o mundo. A partir de então, tem como companheira inseparável – a poesia.

Com o objetivo de dar visibilidade à produção poética feminina, em 2008 formou, com as amigas Susana Morais, Cida Pedrosa e Silvana Menezes, o Grupo Vozes Femininas e assim participam de recitais, inclusive para crianças.

Adentrou na seara da literatura infantojuvenil em 2012, quando lançou uma coletânea de cordéis infantis para ler e colorir, que foi premiada pelo Ministério da Cultura (MinC).

Para atender ao universo infantil, criou o projeto Cordel Animado, onde junto à irmã Milla Bigio, realizam apresentações para a criançada. A dupla uniu-se a Bruno Albuquerque, Cayo César Gomes e Simone São Marcos e eles montaram o espetáculo Circo dos Astros, adaptação do livro homônimo, da poetisa paraibana Janice Japiassu.

FONTE CONSULTADA

BIGIO, Merine. Eu, por mim mesma. In: Meriane Bigio. Disponível em: <http://marianebigio.com/about/>. Acesso em: 14 nov. 2014.

Poetisa Maria Nelcimá de Morais Santos – Síntese biográfica

Maria Nelcimá de Morais Santos (31/07/1957)

A filha dos paraibanos Massilon Leopoldino de Morais e de Nelcila Portela de Morais, a cordelista Maria Nelcimá de Morais Santos, nasceu na Veneza Paraibana, por ser cercada por três açudes, por isso também chamada de Cidade Ilha, nossa Santa Luzia, Paraíba, região do Vale do Sabugi, no dia 31 de julho de 1957.

Vencendo as dificuldades próprias da distância por residir em uma cidade diferente da qual estudava, com muito esforço e dedicação graduou-se em Letras (1980) pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Patos. Nos caminhos da aposentadoria, foi aluna especial do Programa de Pós-graduação em Letras (PPGL) da Universidade Federal da Paraíba, campus de João Pessoa, onde frequentou a disciplina de Literatura Popular, aprimorando sua prévia admiração pelos folhetos de cordel, tornando-se, assim, pesquisadora e cordelista.

Ingressou no magistério aos 18 anos, exercendo a missão de educadora nas cidades paraibanas de Junco do Seridó, Santa Luzia, Patos e João Pessoa.  Apreciadora da literatura de cordel, sempre utilizou os textos populares rimados em suas aulas.

 

FONTES CONSULTADAS

NELCIMÁ de Morais. Tenda do cordel: Festa das Neves 2013. In: PROJETO Cordel. Disponível em: <http://www.projetocordel.com.br/tenda_do_cordel2013.htm&gt;. Acesso em: 14 de nov. 2014.

SANTOS, Maria Nelcimá de Morais. O veneno da humanidade. In: CORDELTECA. Disponível em: <bib=Cordel&PagFis=86732>. Acesso em: 14 de nov. 2014.

Poetisa Maria Julita Nunes – Síntese biográfica

Maria Julita Nunes (10/02/1929)

Teixeira, Paraíba, município integrante da região metropolitana de Patos, é a terra natal da escritora e cordelista Maria Julita Nunes, que nasceu no dia 10 de fevereiro de 1929, no sítio Riacho Verde e radicou-se em Campina Grande, Paraíba (1948).

Bacharela em Direito, escritora, poetisa e cordelista, Maria Julita Nunes escreveu seu primeiro cordel aos 68 anos (1997), após aposentadoria como contadora. Intitulado Direito de resposta, composto por cinquenta sextilhas, o trabalho deu início a uma profícua produção, sendo a primeira mulher a ocupar cadeira na Academia Paraibana de Literatura de Cordel (APLC) (ALVES, 2007).

Desejava adentrar no campo da cultura popular, mas por trabalhar na área de contabilidade por quase quarenta anos, adiou o projeto. O curioso é que sempre foi avessa à matemática, como também o é para aparições em público, o que é necessário nos lançamentos de seus livros e cordéis, o que parece ser próprio da vida desta cordelista é a adoção da expressão popular: ossos do ofício (ALVES, 2007; Wikipédia, 2014).

Autora do cordel A história do Brasil, escrito para saudar a APLC, onde examina os episódios fundamentais da história de nosso país, desde seu descobrimento, perpassando por questões políticas, como o golpe de 64; nossas diferenças étnicas, entre outros temas. Julita conclui este trabalho por meio da reconstrução de versos de um poeta que admira – o pernambucano Rodaciano Leite (ALVES, 2007).

O dom da escrita é hereditário, pois Julita nasceu sob a égide dos Nunes da Costa, pioneiros na tradição do repente, partícipes do núcleo inicial do cordel no Brasil, cujo patriarca foi Agostino Nunes da Costa (1797-1852) e dos herdeiros Antônio Ugolino Nunes da Costa, “Ugolino do Teixeira” (1832 – 1895) e Nicandro Nunes da Costa (1829 – 1918), onde estão as origens das primeiras cantorias, correm no sangue desta cordelista (ALVES, 2007).

Em Antologia Poética sobre Teixeira, Maria Julita Nunes homenageia sua cidade natal.

 

FONTES CONSULTADAS

WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. Maria Julita Nunes. Acesso em: 13 de nov. 2014.

______. Paraíba criativa. Disponível em: <http://www.paraibacriativa.com.br/541/maria-julita-nunes.html&gt>. Acesso em: 14 nov. 2014.

ALVES, Adriana. História do Brasil é tema de cordel de Julita Nunes. Jornal da Paraíba, 7 jan. 2007. Caderno Vida/Geral, p. 3.

Poeta Ismael Gaião da Costa – Síntese biográfica

Ismael Gaião da Costa (07/05/1961)

O poeta declamador Ismael Gaião da Costa nasceu na terra do Cavalo Marinho, folguedo folclórico tradicional da Zona da Mata de Pernambuco, no município de Condado, no mês mariano, no dia 07 do ano de 1961.

Ismael Gaião reside no Recife, Pernambuco, é engenheiro agrônomo, mestre em Melhoramento Genético de Plantas, servidor público da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), da Estação Experimental de Cana-de-açúcar de Carpina.

Autor de inúmeros cordéis e poesias, Gaião é afiliado à União dos Cordelistas de Pernambuco (UNICORDEL), como poeta declamador, cujo primeiro livro publicado foi: Uma colcha – cem retalhos (CEPE, 2011).

Apresentou espetáculo em parceria com outros colegas poetas: Estandi-upi de Poesia Matuta, com o poeta Felipe Júnior. A comédia apresenta fatos e eventos cotidianos; e Tripé da Rima, com a poetisa Susana Morais e o poeta Felipe Júnior. Ainda com a parceria de Felipe Júnior, lançou o CD de poesias declamadas, Causos e cordéis (2010).

Com o melhor do humor de nossa cultura, ou melhor, mau humor, apresentou Seu Lunga, personagem do folclore nordestino:

SEU LUNGA, tolerância zero

“Ismael Gaião
Eu vou falar de Seu Lunga
Um cabra muito sincero,
Que não tolera burrice
Nem gosta de lero-lero.
Tem sempre boas maneiras,
Mas se perguntam besteiras,
Sua tolerância é zero!
Ao entrar num restaurante
Logo depois de sentar,
Um garçom lhe perguntou:
O Senhor vai almoçar?
Lunga disse: não Senhor!
Chame o padre, por favor,
Vim aqui me confessar”.
 

Seus reconhecidos trabalhos o levaram ao prêmio de primeiro lugar na 4ª RECITATA: concurso de poesia declamada (Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 2009), ao receber nota máxima do júri popular, declamando a poesia Menino de rua.

FONTES CONSULTADAS

GAIÃO, I. Colchas de retalhos. In: JORNAL da besta fubana: uma gazeta da bixiga lixa. [S.l.: s.n.: 20?]. Disponível em: <http://cantigasecantos.blogspot.com.br/2014/03/poesia-lembrancas-da-minha-infancia-por.html>. Acesso em: 13 de nov. 2014.

______. Lembranças da minha infância. In: BLOG cantigas e cantos. [S.l.: s.n.: 20?]. Disponível em: <http://cantigasecantos.blogspot.com.br/2014/03/poesia-lembrancas-da-minha-infancia-por.html>. Acesso em: 13 de nov. 2014.

______. Seu Lunga: tolerância zero. InMUNDO do cordel. [S.l.: s.n.: 20?]. Disponível em: <http://cantigasecantos.blogspot.com.br/2014/03/poesia-lembrancas-da-minha-infancia-por.html>. Acesso em: 13 de nov. 2014.

______. Autores: perfil. 2014. In: RECANTO das letras. Disponível em: <id=50436>. Acesso em: 13 de nov. 2014.

Poeta Ailton Francisco da Silva – Síntese biográfica

Inácio Carioca (22/02/1932)

Ailton Francisco da Silva, poeta popular e folheteiro, adotou o pseudônimo Inácio Francisco da Silva, e posteriormente, adotou Inácio Carioca, pelo qual é conhecido. Nasceu em 22 de fevereiro de 1932, na região da Zona da Mata Norte pernambucana, no município de Carpina, a 45 km de Recife. Cambadinho e a Princesa do Reino de Mira-Mar(Luzeiro do Norte) é o seu trabalho mais conhecido.

João Cambadinho e a Princesa do Reino de Mira-Mar

Venham as musas soberanas
Minha idéia iluminar
Com a luz do Santo Reino
Que vou em versos contar
O Romance da Princesa
Do Reino de Mira-Mar.
Nesse romance se nota
Uma história verdadeira
De muito amor e tragédia
Com uma vil feiticeira,
Mas o que Deus auxilia
Ninguém lhe corta a carreira.

FONTES CONSULTADAS

CARIOCA, I. João Cambadinho e a Princesa do Reino de Mira-Mar. In: EDITORA Luzeiro. [S.l.: s.n., 20?]. Disponível em: <http://www.editoraluzeiro.com.br/cordeis/217-romance-de-joao-cambadinho-e-a-princesa-do-reino-de-mira-mar-luzeiro.html&gt;>. Acesso em: 13 nov. 2014.

COSTA, A. Literatura de Cordel. In: ARTE nordestina. [S.l.: s.n., 2012]. Disponível em: <http://artenordestina. blogspot.com.br/2012/06/literatura-de-cordel.html&gt;. Acesso em: 13 nov. 2014.

INACIO Carioca. Grandes autores da Literatura de Cordel. In: RECANTO das letras. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/1482607&gt;. Acesso em: 13 nov. 2014.

______. In: DICIONÁRIO básico de autores de cordel. In: CORDEL Atemporal. Disponível em: <http://marcohaurelio. blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html&gt;. Acesso em: 13 nov. 2014.

Poeta Hamurábi Batista – Síntese biográfica

Hamurábi Bezerra Batista (1971)

Poeta popular, escultor, xilógrafo e produtor cultural, Hamurábi Bezerra Batista, nasceu em 1971, na Capital da Fé, Juazeiro do Norte (CE).

Em entrevista concedida a Alexandre Lucas, em janeiro de 2011, assim se autodefiniu: “Poeta, xilógrafo, bicho do mato, fruto da década mentirosa, pós-ditadura, punk da década de 80 em Juazeiro do Norte” (BATISTA, 2011).

Filho do consagrado artista farmacêutico Abraão Batista, homem de múltiplas aptidões artísticas manifestas nas artes plásticas (pintura e escultura), no cordel e xilogravura, cujos trabalhos xilográficos compõem o acervo da Galeria Brasiliana, foi urdido nas teias da valorização e difusão da cultura popular nordestina. Aos 10 anos, começou a auxiliar o pai em seus trabalhos de xilogravura, em cujo ateliê também aprendeu o processo de modelagem da argila e, em 1991 (20 anos) mergulhou em suas próprias produções xilográficas, retratando folia de reis e ilustrando seus poemas, lança seu primeiro folheto A verdadeira história das falsas religiões que lutam contra a verdade. Além das esculturas em madeira, Hamurábi pesquisa técnicas de colagem e papel machê.

Influenciado apenas pelo pai, Hamurábi Batista assinala como sua produção artística é influenciada pelo “dia a dia, o rock’n roll, o jazz, o blues, os telejornais, a cultura popular, Augusto dos Anjos, Drummond, Bandeira, Abraão Batista, Mestre Noza, Chico Buarque de Holanda… Tom Zé, revolução” (BATISTA, 2011).

Hamurábi Batista utilizou alguns codinomes, tais como Francisco de Assis da Silva, Manoel Messias e Francisco Matêu. Em 1992, assinando como Francisco de Assis da Silva, lançou: O dia em que o camaleão virou o diabo – profanação e desrespeito ao romeiro e à Mãe das Dores e mais oito outros trabalhos; e como Manuel Messias, Mentira tem perna curta – o verdadeiro acordão. Em 1993, com o heterônimo de Francisco Matêu lançou o folheto Quando o camaleão mudou de cor contra o povo de Juazeiro. A partir de 1995, passou a assinar como Hamurábi Batista (SANTOS, 2009).

Da sua produção As estranhas aparições de Samuel do Horto (O homem que matou a mulher com mais de sessenta facadas e morreu), extraímos  um trecho:

Um homem do Juazeiro

Conhecido por Samuel

Possuía muito dinheiro

Que vinha do aluguel

Pois era proprietário

No setor imobiliário

E tinha gado a granel.

 

Ele era bem popular

Pelo povo era querido

Carismático e exemplar

Por todos foi conhecido

Apesar de sua avareza

Sua usura sua firmeza

No que tinha construído.

 

Sua popularidade

Tratava de encubar

Sua peculiaridade

Sua vida particular

Todo tempo trabalhando

Muitos bens acumulando

Sem ao menos descansar.

[…]

(BATISTA, [199-], p. 1)

 

Enquanto produtor cultural é presidente da Associação dos Artesãos do Padre Cícero e gestor do Centro de Cultura Popular Mestre Noza, onde funciona a associação, trabalhando para o reconhecimento e valorização das obras produzidas pelos artistas locais e o escoamento da produção.

FONTES CONSULTADAS

BATISTA, H. Hamurábi Batista: um artista ponteiro. In: CULTURA no Cariri. [S.l.: s.n.], 2011. Entrevistador: Alexandre Lucas.

BATISTA, Hamurabi. As estranhas aparições de Samuel do Horto (o homem que matou a mulher com mais de 60 facadas e morreu). Juazeiro de Norte: [s.n., 199-].

CAMILLA, A.; LOPES, M. Hamurabi Batista: a arte como terapia. In: ESTÚDIO digital. [S.l.: s.n.], 2007.

HUMURABI Batista. In: SOL vermelho. [S.l.: s.n., 20?].

SANTOS, F. P. Cartografias no cordel e na cantoria: desterritorialização de gênero nas poéticas das vozes. 2009. 580 f. Tese (Doutorado em Letras) – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2009.