Arquivo da categoria: Síntese Biográfica

Poetisa Benedita Silva de Azevedo – Síntese biográfica

Escritora, poetisa, cordelista, haicaísta e ativista cultural, Benedita Silva de Azevedo é natural do munícipio de Itapecuru-Mirim (MA) que possui a Praça da Biblioteca, próxima à Igreja Matriz.  Nasceu no mês mariano, precisamente no dia 10 do ano de 1944 (AZEVEDO, [20–], BENEDITA … [2014?]).

Benedita Azevedo é filha do dono de engenho Euzébio Alberto da Silva e Rosenda Matos da Silva. Formada em Letras, especialista em Educação e pós-graduada em Linguística. Residiu nas cidades de São Paulo (SP), Blumenau (SC), Itajaí (SC), indo para o Rio de Janeiro em 1987 e fixando-se na Praia do Anil, Magé (RJ) desde 1989.  Em 2003, recebeu o título de cidadã mageense (AZEVEDO, [20–], BENEDITA … [2014?]).

Em razão de sua produção literária e de seu reconhecimento como poeta, Benedita Azevedo tornou-se membro de diversas Academias, demarcando seu nome na imortalidade literária. Tem assento nas Academias: Pan-Americana de Letras e Artes (APALA), Ciências, Letras e Artes de Magé (ACLAM), Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes (AICLA), Ciências, Letras e Artes Lusófonas (ACLAL), Mageense de Letras (AML), Academia de Letras e Artes de Castro (ALAC), Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores (AVSPE), Academia Internacional de Heráldica (AIH), Letras, Artes e Ciências Brasil (ALACIB), Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias (ABEPL), (AZEVEDO, [20–];BENEDITA … [2014?]), entre outras instituições de características e finalidades semelhantes.

Como haicaísta, ganhou diversos prêmios, sendo um em primeiro lugar, da V Edição do Concurso Nacional de Haicai Caminho das Águas, em Santos (SP), no ano de 2011 e outras premiações no campo literário (AZEVEDO, [20–], BENEDITA … [2014?]).

Envolvida com várias publicações, sendo que das 51 publicações, 26 são individuais, 2 em parceria com escritores, além das 23 antologias organizadas (AZEVEDO, [20–], BENEDITA … [2014?]).

FONTES CONSULTADAS

AZEVEDO, Benedita. Perfil. [S.l. : s.n.]. In: Recanto das Letras. [20–]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=6465&gt;. Acesso em: 19 ago. 2017.

BENEDITA Silva de Azevedo. [S.l. : s.n.]. In: Falando de trova. [2014?]. Disponível em: <http://www.falandodetrova.com.br/beneditaazevedo&gt;. Acesso em: 19 ago. 2017.

Poeta Augusto Laurindo Alves – Síntese biográfica

Augusto Laurindo Alves usava o codinome de Trovador Cotinguiba ou apenas Cotinguiba. Natural de Propriá (SE), nasceu a 5 de fevereiro de 1903 e seus pais se chamavam Manuel Laurindo Alves e Galdina Pinheiro Alves e residiam à Praça da Bandeira, 47 (LITERATURA …, 1986).

O Trovador Cotinguiba obteve o 98º lugar, com menção especial, no concurso realizado para homenagear o poeta, músico e compositor Catulo da Paixão Cearense, que compôs em parceria com João Pernambuco (1914) a famosa canção Luar do Sertão. O resultado do concurso foi publicado em 12 de março de 1973, em Salvador, com responsabilidade editorial de Rodolfo Coelho Cavalcante, publicado com 100 glosas dos poetas concorrentes, com o mote:

Catullo nasceu brilhando

Como o “Luar do Sertão”.

Assim glosou Cotinguiba:

Arranquei no meu roçado
Do bisaco de repente
Uma rima consciente,
Alegria do meu fado ...
Do mote cadenciado
Para enaltecer PAIXÃO
Com a melhor convicção
Vou sair assim cantando:
Catullo nasceu brilhando
Como o "Luar do Sertão".
(ALVES, 1976)

Nos dados biográficos registrados na contracapa de Alves (1976), podemos ler:

Possuidor de físico avantajado, jamais se furtou a trabalhos pesados; dedicou-se também a vários ramos de comércio e atualmente, em sua cidade natal, fabrica doces e exerce outras atividades. Poeta lírico e é autor de inúmeros sonetos e de poemas sobre vários assuntos, entre os quais se destaca O Rio São Francisco. Em prosa, escreveu Átomos de minha vida, além de muitos cordéis.

O autor de Ímpetos do realismo (1962) escreveu o cordel Tubiba, o desordeiro e A mulher de Tubiba, o desordeiro:

TUBIBA, O DESORDEIRO
 
Tubiba nasceu falando,
Num dia de sexta-feira,
Com dez dias caminhou -
Assim me disse a parteira.
Com sete anos de idade,
Chegava em qualquer cidade,
Desmanchava qualquer feira.
 
O seu pai era um ferreiro,
Chamado Manoel Simão,
A mãe dele se chamava
Dona Francisca Gibão.
Por causa de uma panela,
O Tubiba foi a ela
Pra cortá-la de facão.
 
O pai de Tubiba disse:
- Não posso mais suportar
O destino desse monstro -
Já quis até me matar!
É favor sair de casa,
Se não eu toco-lhe a brasa!
Você tem que se acabar!
(ALVES, 1976, p. 3)
 
A MULHER DE TUBIBA, O DESORDEIRO
 
Na história de Tubiba,
Por um engano qualquer,
O escritor se esqueceu
De contar no seu mister
Como, em batalha medonha,
Tubiba encontrou Pitonha,
Para ser sua mulher.
 
Tubiba sempre dizia,
Que mulher era um enguiço -
Assim, tantas encontrasse,
Como ia dando sumiço.
Um dia caiu na vaia,
Porque encontrou a saia
Que quebrou o seu feitiço.
 
A mulher sempre aparece
Na vida do cangaceiro,
Como Pitonha, que veio
Acompanhando o roteiro
De uma existência sofrida,
Para figurar na vida
De Tubiba, o desordeiro.
 
Das mulheres que já vi,
Essa foi a mais danada!
Um dia, pegou a mãe
Para matá-la enforcada.
Como nada conseguiu,
Deixou a velha e fugiu
Pelo mundo, esfarrapada.
 
(ALVES, 1976, p. 3)

FONTES CONSULTADAS

ALVES, Augusto Laurindo, 1903. Átomos de minha vida. Propriá: Imp. Guarani, 1956.

ALVES, Augusto Laurindo. Ímpetos do realismo. Propriá: [s.n.], 1962.

ALVES, Augusto Laurindo. Lampião, o maior dos bandoleiros = Lampião, o maior dos bandoleiros.Propriá: Augusto Laurindo, [196-?].

ALVES, Augusto Laurindo. Tubiba, o desordeiro: A mulher de Tubiba, o desordeiro: A rainha que quis desfazer no que Deus fez. São Paulo: Luzeiro, 1976. 32 p. : 141 estrofes : sextilhas : 7 sílabas. (Coleção Luzeiro).

LITERATURA popular em verso: antologia. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Ed. Universidade de São Paulo; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1986. Coleção reconquiste o Brasil. Nova série; v. 95.

Poeta Antônio Sena Alencar – Síntese biográfica

Natural de Assaré (CE), Antônio Sena Alencar nasceu em 28 de outubro de 1928. Filho de poeta, José Sena Alencar e de Dona Ana Maria Alencar, o cordelista Antônio Sena Alencar deixou a terra natal aos 10 anos, mudando-se para Balsas (MA) onde viveu até os 24 anos. Em 1952, mudou para outro município maranhense – Carolina e no mesmo ano seguiu para o estado de Goiás, onde se radicou. Foi no município de Filadélfia (GO) que Antônio Sena Alencar ingressou no Fisco Estadual. Casou-se com Desirée Souza Sena e teve sete filhos (BATISTA, 1976).

Repentista e cordelista, ele escreveu vários folhetos, todos em Goiás e publicados em São Paulo, pela Editora Prelúdio, a quem vendeu os direitos autorais (de 1959 a 1964) (BATISTA, 1976).

São do seu folheto O casamento do matuto solteirão estas estrofes:

Se o leitor nunca viu
Um palhaço do sertão
Analise este livrinho
Veja bem a sensação
Até é divertido
A vida e o casamento
Do matuto solteirão
 
Num recanto do sertão
Nasceu esse mandioqueiro
Onde criou-se isolado
Muito atrasado e grosseiro
Com vinte anos de idade
Nem tinha ido à cidade
Nem conhecia dinheiro
 
Chama-se Manoel
Nome que o fez cristão
Mas que pouco lhe servia
Este símbolo de ablução
Pois no meio onde vivia
Todo mundo o conhecia
Por matuto solteirão
 
Vivia o pobre matuto
Num casebre solitário
Em companhia da mãe
Sem recurso e sem salário
Ninguém ligava p'raêle
Fazia era troça dêle
No seu papel de otário
[...]
(ALENCAR, [19--?]b)

FONTES CONSULTADAS

ALENCAR, Antônio Sena. João das questões. São Paulo: Prelúdio, [19–?]a. 32 p.

ALENCAR, Antônio Sena. O casamento do matuto solteirão. São Paulo: Prelúdio, [19–?]b. 30 p.

ALENCAR, Antônio Sena. O preguiçoso que fêz pacto com o cão. São Paulo: Prelúdio, c1965. 31 p.

BATISTA, Paulo Nunes. Cordel em Goiás: Terceiro de uma série. Jornal O Popular, Goiânia, 15 fev. 1976. In: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP). Disponível em: <http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=cdu&pagfis=11246>. Acesso em: 21 ago. 2017.

Poeta Antônio Queiroz de França – Síntese biográfica

Cearense de Jaguaretama, Antônio Queiroz de França nasceu no dia 22 de junho de 1948. Esse cordelista, que fixou residência em Maracanaú (CE) em 1972, é membro da Sociedade dos Poetas e Escritores de Maracanaú (SOPOEMA), da Sociedade dos Amigos de Rodolfo Teófilo (SOCIARTE) e da Associação dos Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará (AESTROFE) (A LITERATURA…, [20–]; FRANÇA, 2010c; O MANIFESTO…, 2011).

Antônio Queiroz produziu e adaptou clássicos da literatura mundial à linguagem cordelística, sendo um poeta popular premiado no I Concurso Paulista de Literatura de Cordel e classificado no II em 2003 (FRANÇA, 2010c; O MANIFESTO…, 2011).

Autodidata, publica cordéis de denúncia ao capitalismo e em favor da transformação social com produção poética de qualidade técnica, atendendo à métrica e à rima próprias do cordel, e embasado historicamente; por isso, reconhecido como “grande poeta que coloca sua arte a serviço do povo” (A LITERATURA …, [20–]). Outra característica é a ilustração como elemento inovador em sua produção literária popular em formato de cordel.

Assim versou o Manifesto Comunista (1847) de Karl Marx e Friedrich Engels, narrando a motivação do manifesto, historiando o socialismo e a luta dos trabalhadores. De acordo com Menezes (2015), o poeta afirmou: “Escrevi desta forma para facilitar a assimilação por quem é menos politizado”.

O manifesto comunista em versos

Pensadores, sociólogos,

Cientistas sociais

Preocupam-se com o Homem,

Esse “rei dos animais”,

Que cultiva o egoísmo.

Da ética, não lembra mais.

Devido à desigualdade,

Estudam a economia,

E chegam à conclusão

Que a poucos privilegia.

Sem o mínimo pra ter vida,

Sofre a grande maioria.

Fizeram a divisão,

Após “estudos profundos”:

“Primeiro mundo”, dos ricos;

“Terceiro”, dos moribundos.

Os pobres, escravizados

Por burgueses dos dois mundos.

Um grande gênio alemão,

E um outro camarada,

Prepararam uma tese,

Da humanidade estudada,

E descobriram a causa

Da fome verificada.

[…]

(FRANÇA, 2010, p. 11)

Em O beato Zé Lourenço e o massacre do Caldeirão, França (2011b) cumpre o que é próprio do cordel: perpetuar fatos e personagens históricos no imaginário popular.

INSISTO MAIS UMA VEZ

Em pedir que os leitores

Leiam a saga do povo

(Suas lutas, seus valores).

Apesar de sermos mais

Do que os nossos rivais,

Somos sempre perdedores.

Lembro o menino e o boi,

Cuja metáfora contém

A pura realidade:

Menino puxa, o boi vem!

Esse domínio acontece

Porque o boi não conhece

A enorme força que tem.

Outra vez uso a caneta

Para escrever sobre a pena

Que esse Estado, à revelia,

A todo o povo condena,

Assim age a autoridade:

Se quisermos liberdade

As armas entram em cena.

Assim foi lá em Canudos,

Desde a lusa invasão,

E no reino dos Palmares,

Balaiada, em Maranhão …

Neste trabalho revivo

Parte de um triste arquivo

Da história do Caldeirão.

No Estado do Ceará,

Na cidade de Juazeiro,

Aonde vai romaria

Do Brasil e do estrangeiro,

Da Paraíba, um José,

Atraído pela fé,

Foi um famoso romeiro.

[…]

(FRANÇA, 2011b, p. 11-13)

Preocupação inerente do poeta em divulgar grandes personagens, poetizou o pensamento do comandante da integração latino-americana Ernesto Guevara de La Serna.

As aventuras do guerrilheiro Che Guevara

Companheiros desejosos

De justiça social,

Quero lembrar nestes versos

Um alguém especial,

Que morreu pela defesa

Da divisão da riqueza

E da paz universal.

Preservando o ser humano,

Incutindo a consciência

De que por fraternidade

Reclama nossa existência,

Ou o homem muda a ideia,

Ou o fim dessa odisseia

Nega a nossa inteligência.

É causa de vida ou morte,

Além de ideologia,

Que nós lutemos por isso,

Pra mudar a economia,

Porque, na realidade,

Como anda a humanidade,

Do fim está perto o dia.

[…]

(FRANÇA, 2010a, p. 13)

FONTES CONSULTADAS

A LITERATURA de cordel de Antônio Queiroz de França a serviço da revolução. [S.l.: s.n]. In: Inverta. [20–]. Disponível em: <https://inverta.org/jornal/edicao-impressa/482/cultura/a-literatura-de-cordel-de-antonio-queiroz-de-franca-a-servico-da-revolucao&gt;. Acesso em: 17 set. 2017.

FRANÇA, Antônio Queiroz de. A história da heroína Olga Benário: literatura de cordel. Brasília: Ensinamento, 2011a. 120 p. ISBN 9788562410291.

FRANÇA, Antônio Queiroz de. As aventuras do guerrilheiro Che Guevara: literatura de cordel. Brasília: Ensinamento, 2010a. 120 p. ISBN 9788562410147.

FRANÇA, Antônio Queiroz de. O beato Zé Lourenço e o massacre do Caldeirão. Brasília: Ensinamento, 2011b. 108 p. ISBN 9788562410185.

FRANÇA, Antônio Queiroz de. O cavaleiro da esperança e a coluna Prestes. Brasília: Ensinamento, 2011c. 119 p. ISBN 9788562410192.

FRANÇA, Antonio Queiroz de. Os três anciãos: literatura de cordel. Brasília : Ensinamento, 2010b. 84 p. ISBN 9788562410222.

FRANÇA, Antônio Queiroz de; GERALDINO, Rômulo (Il.). O manifesto comunista em versos. Brasília : Ensinamento, 2010c. 83 p. ISBN 9788562410215.

MENEZES, Cynara. O manifesto comunista em cordel. [S.l. : s.n.]. In: Socialista morena. 9 jun. 2015. Disponível em: <http://www.socialistamorena.com.br/o-manifesto-comunista-em-cordel/&gt;. Acesso em: 17 set. 2017.

O MANIFESTO comunista em cordel. In: Plaggiado. 26 fev. 2011. Disponível em: <http://plaggiado.blogspot.com.br/2011/02/o-manifesto-comunista-em-cordel.html&gt;. Acesso em: 17 set. 2017.

Poeta Antônio Eugênio da Silva – Síntese biográfica

O cantador e cordelista do brejo paraibano Antônio Eugênio da Silva nasceu em 1907. Não se sabe ao certo em que localidade, podendo ter sido em Chã de Campestre, Areia, ou em Esperança. Morou em Solânea (PB), remota Chã do Moreno. (ANTÔNIO …, 2008).

De suas produções poéticas reproduzimos os versos cordelísticos conhecido em todo o Brasil:

Valdemar e Irene

Vou contar uma história

d’uam moça e um rapaz,

um caso recente que

deu-se em minas gerais.

O  leitos preste atenção

amor falso o que é que faz.

Sempre é triste o resultado

da moça que ama dois,

porém deixando o primeiro

pode amar outro depois.

A que fizer coleção

essa a muito se dispôs.

Me refiro a um rapaz

que fez uma ação grosseira,

o qual moço se chamava

Valdemar Melo Moreira.

Foi isso em Juiz de Fora,

uma cidade mineira.

Valdemar desde criança

era ativo e inteligente,

seu pai era um alfaiate,

um pobre, porém decente,

botou Valdemar na escola,

ele aprendeu de repente.

Tinha força de vontade

estudava noite e dia

e logo tirou concurso

sendo em datilografia,

faltou pouco para ele

formar-se em engenharia.

Porém, por sua desdita

o seu pai adoeceu,

ele saiu do colégio

não findou o estudo seu.

O pai gastou o que tinha

com três semanas morreu.

[…]

Moreira (2015) explica que é a musicalidade e metrificação do verso que criam expectativas da narrativa cordelística, o que emociona o leitor e demonstra esta carga emotiva por meio do cordel O Cavaleiro Roldão, de Antônio Eugênio da Silva:

– Em nome de Deus rogamos

a vossa real majestade

pela paz e a virtude

peço-vos por caridade

pra perdoar um agravo

de responsabilidade.

Com estas prerrogativas

o rei ficou comovido

disse: levantem e declarem

que será tudo atendido

dou-vos a palavra de honra

de fazer qualquer pedido:

– Senhor, vimos vossa irmã

em triste situação

mora ali numa caverna

há anos morreu Milão

é mãe daquele menino

o qual chama-se Roldão.

O rei quis arrepender-se

porém tinha garantido

mandou buscar a irmã

e o sobrinho destemido

embora ela não fosse

o que dantes tinha sido.

Nos pés do Imperador

ficou ela ajoelhada

pediu perdão ao irmão

da sua culpa passada

disse-lhe o Imperador

tu já estas perdoada.

FONTES CONSULTADAS

ANTONIO Eugênio da Silva. In: SILVA, Gonçalo Ferreira da (Org.). 100 cordéis históricos segundo a Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Mossoró: Queima-bucha, 2008.  p. 323-327.

MOREIRA, Alam Félix dos Santos. O universo-cordel versando sobre o verso. In: MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 4., 2015, Guanabi/Bahia. Anais … Guanabi: IFBaiano. Disponível em: <https://www.micifbaiano2015.com/anais/artigo/85&gt;.  Acesso em: 12 set. 2017.

SILVA, Antonio Eugênio da. Valdemar e Irene. [S.l. : s.n.], [s.d.].

Poeta Antônio Batista Vieira – Síntese biográfica

Em Literatura popular em verso, publicado em 1986, encontramos a informação de que Antônio Batista Vieira, cearense, residiu na cidade de Juazeiro do Norte. O poeta costumava andar nas feiras livres do sertão nordestino onde armava seu serviço de alto-falantes para cantar seus versos e vender seus folhetos.

Costa (1998), em Presença de Frei Damião na literatura de cordel, afirma que o poeta popular era mais conhecido como Antônio Batista.

FONTES CONSULTADAS

COSTA, Gutenberg. Presença de Frei Damião na literatura de cordel (antologia). Brasília: Thesaurus, 1998.

LITERATURA popular em verso: antologia. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Ed. Universidade de São Paulo; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1986. Coleção reconquiste o Brasil. Nova série; v. 95.

Poetisa Antônia Pessoa Magalhães – Síntese biográfica

Cordelista que adotou a Terra dos Heróis do Jenipapo, por ter ido residir em Campo Maior (PI) com apenas dois anos. Antonia Pessoa Magalhães é castelense, pois nasceu em Castelo do Piauí no dia 15 de junho de 1963 (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

A poetisa publicou seu primeiro livro em 1986: Coisas da Vida. Toinha Pessoa participou da Antologia Literária Internacional Del’ Secchi (2004), Geração Campo Maior e Antologia de Escritoras Piauienses: século XIX à contemporaneidade (2009) (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

Poetisa, cordelista, professora de Português, a múltipla Toinha Pessoa é filha de Horácio Ludgero Pessoa e Sofia Rosa Pessoa. Casada com Pedro Gomes Magalhães Neto, tem três filhos – Denise Pessoa Magalhães, Daniel Igo Pessoa Magalhães, Davi Antônio Pessoa Magalhães – e três netos (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

Ocupante da cadeira 15 da Academia Campomaiorense de Artes e Letras (ACALE), a cordelista, professora de Português da rede estadual de ensino do Piauí, publicou com seus alunos dois livros: Descobrindo Poesias e Pequenos Poetas (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

Cunha (2015) apresenta os comentários sobre o primeiro livro de Toinha, os quais se coadunam com a autodefinição da cordelista em seu perfil do Recanto das Letras, onde afirma que escreve para externar sentimentos (PESSOA, [2006?]). Sentimento que aflora em sua produção literária, a exemplo do cordel a seguir. 

Campo Maior

Prestem muita atenção
Ao que agora vou contar
Pois o momento é de festa
E quero homenagear
Minha terra tão querida
Dela agora vou falar
Campo Maior, hospitaleira
Terra de Grande Beleza
Andando em teus verdes campos
Sentimos a natureza
Entre teus carnaubais
Descobrimos a pureza
Nossa terra tem de tudo
Basta olhar com atenção
É um berço de heróis
Sua história, uma emoção
Aqui aprendemos com a vida
E vivemos com o coração
Nestes teus carnaubais
Mostrando tua beleza
As folhas em leque, soprando
És nossa grande riqueza
Tudo em ti é valioso
Disso nós temos certeza
Açude grande vejam só
Que beleza prá olhar
A serra vista de longe
Parece ao céu se juntar
Se é bonita a paisagem
Mais bonito é o lugar
13 de março para nós
Tem um imenso valor
Pois nosso povo com coragem
O seu sangue derramou
Mostrando a todo o país
Como é grande o nosso amor
O festejo de Santo Antonio
É tradição popular
São muitos os visitantes
Que vêm aqui passear
Aproveitando a grande festa
Pros amigos encontrar
Nos museus, quantas relíquias
Precisamos conhecer
Pois é bela nossa história
O Brasil deve saber
Que neste berço de heróis
O povo quer aprender
Escritores e poetas
Incentivam a leitura
Pois falam de nossa terra
Mostrando sua cultura
No campo da educação
Nós também temos fartura
Escolas de qualidade
Investimento no futuro
Acreditando no aluno
Pois sabem que é seguro
Nossos filhos são destaque
E para nós é grande orgulho
Sabemos que educação
É algo de grande valor
Aqui se forma pedagogo
Economista e professor
Biólogo e enfermeiro
Jornalista e doutor
Todos com um mesmo ideal
Lutar para vencer
E nossa Campo Maior
Um dia poder crescer
E juntos, em oração
Ao senhor agradecer
De nossa Campo Maior
Muito mais tenho a dizer
Mas aproveito o momento
Para falar a você
Que é campomaiorense
E aqui vive por prazer
Cuide bem de nossa terra
Viva nela com amor
Veja em cada habitante
Seu verdadeiro valor
E seremos uma só família
Vivendo num só calor
Agradeço a você
Que parou para escutar
Que é filho desta terra
E soube nos valorizar
Hoje digo com orgulho, Campo Maior
Para sempre vou te amar!!!
(PESSOA, 2014)

FONTES CONSULTADAS

CUNHA, Ana Maria. Palavras cadenciadas. [S.l. : s.n.]. In: Campo Maior em Foco. 24 set. 2015. Disponível em: <http://www.campomaioremfoco.com.br/ver_coluna/120/PALAVRAS-CADENCIADAS&gt;. Acesso em: 18 ago. 2017.

MAGALHÃES, Antonia Pessoa. O caso das alianças. [S.l. : s.n.]. In: Blog do professor Jorge Câmara. 12 fev. 2014. Disponível em: <http://blogdoprofessorjorgecamara.blogspot.com.br/2014/02/antonia-pessoa-o-caso-das-aliancas.html&gt;. Acesso em: 18 ago. 2017.

PESSOA, Toinha. Campo Maior. [S.l. : s.n.]. In: Recanto das letras. 28 ago. 2014. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/4940153&gt;. Acesso em: 18 ago. 2017.

PESSOA, Toinha. Perfil. [S.l. : s.n.]. In. Recanto das letras. [2006?] Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autores/apm&gt;. Acesso em 10 ago. 2017.

Poetisa Antônia Pessoa Magalhães – Síntese biográfica

Cordelista que adotou a Terra dos Heróis do Jenipapo, por ter ido residir em Campo Maior (PI) com apenas dois anos. Antonia Pessoa Magalhães é castelense, pois nasceu em Castelo do Piauí no dia 15 de junho de 1963 (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

A poetisa publicou seu primeiro livro em 1986: Coisas da Vida. Toinha Pessoa participou da Antologia Literária Internacional Del’ Secchi (2004), Geração Campo Maior e Antologia de Escritoras Piauienses: século XIX à contemporaneidade (2009) (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

Poetisa, cordelista, professora de Português, a múltipla Toinha Pessoa é filha de Horácio Ludgero Pessoa e Sofia Rosa Pessoa. Casada com Pedro Gomes Magalhães Neto, tem três filhos – Denise Pessoa Magalhães, Daniel Igo Pessoa Magalhães, Davi Antônio Pessoa Magalhães – e três netos (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

Ocupante da cadeira 15 da Academia Campomaiorense de Artes e Letras (ACALE), a cordelista, professora de Português da rede estadual de ensino do Piauí, publicou com seus alunos dois livros: Descobrindo Poesias e Pequenos Poetas (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

Cunha (2015) apresenta os comentários sobre o primeiro livro de Toinha, os quais se coadunam com a autodefinição da cordelista em seu perfil do Recanto das Letras, onde afirma que escreve para externar sentimentos (PESSOA, [2006?]). Sentimento que aflora em sua produção literária, a exemplo do cordel a seguir.

 

Campo Maior

Prestem muita atenção

Ao que agora vou contar

Pois o momento é de festa

E quero homenagear

Minha terra tão querida

Dela agora vou falar

Campo Maior, hospitaleira

Terra de Grande Beleza

Andando em teus verdes campos

Sentimos a natureza

Entre teus carnaubais

Descobrimos a pureza

Nossa terra tem de tudo

Basta olhar com atenção

É um berço de heróis

Sua história, uma emoção

Aqui aprendemos com a vida

E vivemos com o coração

Nestes teus carnaubais

Mostrando tua beleza

As folhas em leque, soprando

És nossa grande riqueza

Tudo em ti é valioso

Disso nós temos certeza

Açude grande vejam só

Que beleza prá olhar

A serra vista de longe

Parece ao céu se juntar

Se é bonita a paisagem

Mais bonito é o lugar

13 de março para nós

Tem um imenso valor

Pois nosso povo com coragem

O seu sangue derramou

Mostrando a todo o país

Como é grande o nosso amor

O festejo de Santo Antonio

É tradição popular

São muitos os visitantes

Que vêm aqui passear

Aproveitando a grande festa

Pros amigos encontrar

Nos museus, quantas relíquias

Precisamos conhecer

Pois é bela nossa história

O Brasil deve saber

Que neste berço de heróis

O povo quer aprender

Escritores e poetas

Incentivam a leitura

Pois falam de nossa terra

Mostrando sua cultura

No campo da educação

Nós também temos fartura

Escolas de qualidade

Investimento no futuro

Acreditando no aluno

Pois sabem que é seguro

Nossos filhos são destaque

E para nós é grande orgulho

Sabemos que educação

É algo de grande valor

Aqui se forma pedagogo

Economista e professor

Biólogo e enfermeiro

Jornalista e doutor

Todos com um mesmo ideal

Lutar para vencer

E nossa Campo Maior

Um dia poder crescer

E juntos, em oração

Ao senhor agradecer

De nossa Campo Maior

Muito mais tenho a dizer

Mas aproveito o momento

Para falar a você

Que é campomaiorense

E aqui vive por prazer

Cuide bem de nossa terra

Viva nela com amor

Veja em cada habitante

Seu verdadeiro valor

E seremos uma só família

Vivendo num só calor

Agradeço a você

Que parou para escutar

Que é filho desta terra

E soube nos valorizar

Hoje digo com orgulho, Campo Maior

Para sempre vou te amar!!!

(PESSOA, 2014)

FONTES CONSULTADAS

 

CUNHA, Ana Maria. Palavras cadenciadas. [S.l. : s.n.]. In: Campo Maior em Foco. 24 set. 2015. Disponível em: <http://www.campomaioremfoco.com.br/ver_coluna/120/PALAVRAS-CADENCIADAS&gt;. Acesso em: 18 ago. 2017.

MAGALHÃES, Antonia Pessoa. O caso das alianças. [S.l. : s.n.]. In: Blog do professor Jorge Câmara. 12 fev. 2014. Disponível em: <http://blogdoprofessorjorgecamara.blogspot.com.br/2014/02/antonia-pessoa-o-caso-das-aliancas.html&gt;. Acesso em: 18 ago. 2017.

PESSOA, Toinha. Campo Maior. [S.l. : s.n.]. In: Recanto das letras. 28 ago. 2014. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/4940153&gt;. Acesso em: 18 ago. 2017.

PESSOA, Toinha. Perfil. [S.l. : s.n.]. In. Recanto das letras. [2006?] Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autores/apm&gt;. Acesso em 10 ago. 2017.

Poetisa Antonia Albuquerque – Síntese biográfica

Cordelista paraibana, Antônia Albuquerque é natural de Araçagi (PB). Poetisa de alma nordestina e artista das letras que ama ler e escrever, habilidade desenvolvida pelas leituras que permitem viagens por meio dos sonhos e da imaginação (ALBUQUERQUE, [2013?]).

Casada, mãe de três filhas, descendente de agricultores, frequentemente retorna às raízes por considerar essencial voltar de onde começou, reviver o seio e o ambiente familiares, checar memórias, marcar encontro consigo mesma. Passeio de volta de quem deixou a cidade natal para residir em outro Estado, Rio de Janeiro. O que pensa do itinerário ao passado? “Para mim são os dias mais felizes da vida, por estar tão pertinho das pessoas que me fazem tão bem.” (ALBUQUERQUE, [2013?]).

Se o gosto musical diz muito da pessoa, podemos afirmar que Antônia é romântica, pois gosta de músicas com letras que falem de amor. Tudo o que é natural a emociona, por isso adora passear e curtir a natureza, “[…] ir à praia à noite, ver a lua, as estrelas. Sou totalmente apaixonada por esse lazer, me transmite paz, me traz inspiração, acalma a alma, acalenta meu coração” (ALBUQUERQUE, [2013?]).

Seu cordel Alma nordestina resulta do amor às origens e ressignifica memórias, matéria-prima da sua identidade.

Alma nordestina

Para iniciar, sou cabra da peste

Que só quer um dedo de prosa,

Que falará de uma nação valente

Que encontrei em meu nordeste

Terra amada, sofrida e formosa

Com muitos talentos e brava gente …

Terra de gibão e chapéu de couro,

Peixeira, jerimum e vaquejada,

Carne de sol, buchada e pamonha,

Mas que sempre supriu de ouro

O resto do Brasil, terra tão amada,

sem jamais se mostrar tristonha.

Manteiga de garrafa, frango a cabidela,

Sarapatel, milho cozido e cocada,

Pé de moleque, cuscuz e arroz doce,

Compõem a festa junina quando amarela

A vegetação desta terra tão amada,

Água dividida por eles como se de todos fosse.

Que se esquece desta vida injusta e ferina,

Cumprindo as tradições de seus ancestrais,

Se lança homenagear todos os santos,

Vestindo-se de laços e fitas para as festas juninas,

Esquecendo-se de suas lamúrias e de seus ais,

Bailando felizes por todos os recantos …

Como olvidar da buchada de bode, da macaxeira,

Da paçoca de carne, do queijo e do baião de dois,

Do beiju e da tapioca que hoje integram o país,

Lembrando que somos brasileiros sem fronteiras,

Todos à espera do amanhã que virá depois,

Provando que brotamos de uma única raiz.

Sua história a todos em muito encanta

Em cada canto, quando lhe cantam

No peito de cada singela, como esta, criação

Quando borbulha em minhas veias a admiração

Por suas terras, mesmo secas e rachadas,

Mas cheias de esperança dessa gente arretada.

Hoje, comigo, carrego no fundo de meu peito,

Por ela, tão boas e saudosas lembranças

Deste mundo encantado, repleto de poesia,

Vivido ao seu lado e com profundo respeito,

Canto as aventuras vividas em criança,

Registrando em versos esta singela alegria.

Tenho alma nordestina, também sou cabra da peste,

Filha de agricultores que lavraram a terra

E mesmo morando distante, em outro estado,

Cultivo minha raiz com brio e tenho amado

Este meu recanto e que ninguém conteste,

Tenho imenso orgulho de ser do nordeste.

(Antônia Albuquerque, 2015)

FONTES CONSULTADAS

ALBUQUERQUE, Antonia. Alma nordestina. [S. l. : s. n.]. In: Recantos das letras. 10 out. 2015. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/5410250&gt;. Acesso em: 10 ago. 2017.

ALBUQUERQUE, Antonia. Perfil. [S.l. : s.n.] In: Recanto das letras. [2013?]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=151962&gt;. Acesso em: 10 ago. 2017.

Poetisa Anna Célia Motta – Síntese biográfica

Anna Célia Motta é professora de literatura e línguas em São Paulo e se autointitula “paulistana de mineirices” por ser contadora de “causos”. Por meio de histórias, ela nos convida a entrar no seu mundo encantado, amante do cotidiano, da vida rica em detalhes e sabedoria. Desfruta da família, dos alunos e das coisas belas da vida, como Monet e boas leituras (MOTTA, [2012?]).

Se os “causos” dão asas à alma, sua linguagem poética de classe temática religiosa nos faz “cirandar”.

Ciranda do diabo

Deus nos deu a vida.

Mas o diabo veio atrás.

E nos deu a dura lida.

Então na pressa,

Nem percebemos e

A trocamos,

pelas filas,

pela moeda bandida,

e

Viramos vítimas

dos assaltos,

da violência,

do desafeto,

e desamor,

do incesto

e pedofilia,

das injúrias,

do destemor,

das celas encardidas,

do cansaço,

e da preguiça,

da sede

e fome,

da distração,

do sossego,

da descrença,

da solidão,

da impaciência

e revolta,

da cegueira,

da vaidade,

do descaso,

do egoísmo,

do superego,

dos excessos

de um lado,

da escassez

do outro,

da falta de boa vontade,

pela morte do amor.

Para a alegria do capeta

que sentado está.

Esperando que o povo todo

Logo venha a se lascar.

E ele esperto e enganador,

Os cacos venha apanhar.

Mas o caboclo

muito astuto,

A solução foi procurar.

Na luz divina

que a todos pode salvar.

(MOTTA, 2015)

FONTES CONSULTADAS

MOTTA, Anna Célia. Perfil. [S.l. : s.n.]. In: Recanto das letras. [2012?]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=113253&gt;. Acesso em: 8 ago. 2017.

MOTTA, Anna Célia. Ciranda do diabo. [S.l. : s.n.]. In: Recanto das letras. 28 mar. 2015. Disponível em: <https://www.recantodasletras.com.br/cordel/5186391&gt;. Acesso em: 8 ago. 2017.