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Sobre Memórias da Poesia Popular

Projeto (CNPq/PPGCI-UFPB) vinculado ao Grupo de Pesquisa Leitura, Organização, Representação, Produção e Uso da Informação, coordenado pela professora Dra. Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque, docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.

Poeta Antônio Eugênio da Silva – Produção literária

História completa do cavaleiro Roldão

Romance de Sandoval e Anita

A vida de Maria Madalena

Valdemar e Irene

Poeta Antônio Eugênio da Silva – Síntese biográfica

O cantador e cordelista do brejo paraibano Antônio Eugênio da Silva nasceu em 1907. Não se sabe ao certo em que localidade, podendo ter sido em Chã de Campestre, Areia, ou em Esperança. Morou em Solânea (PB), remota Chã do Moreno. (ANTÔNIO …, 2008).

De suas produções poéticas reproduzimos os versos cordelísticos conhecido em todo o Brasil:

Valdemar e Irene

Vou contar uma história

d’uam moça e um rapaz,

um caso recente que

deu-se em minas gerais.

O  leitos preste atenção

amor falso o que é que faz.

Sempre é triste o resultado

da moça que ama dois,

porém deixando o primeiro

pode amar outro depois.

A que fizer coleção

essa a muito se dispôs.

Me refiro a um rapaz

que fez uma ação grosseira,

o qual moço se chamava

Valdemar Melo Moreira.

Foi isso em Juiz de Fora,

uma cidade mineira.

Valdemar desde criança

era ativo e inteligente,

seu pai era um alfaiate,

um pobre, porém decente,

botou Valdemar na escola,

ele aprendeu de repente.

Tinha força de vontade

estudava noite e dia

e logo tirou concurso

sendo em datilografia,

faltou pouco para ele

formar-se em engenharia.

Porém, por sua desdita

o seu pai adoeceu,

ele saiu do colégio

não findou o estudo seu.

O pai gastou o que tinha

com três semanas morreu.

[…]

Moreira (2015) explica que é a musicalidade e metrificação do verso que criam expectativas da narrativa cordelística, o que emociona o leitor e demonstra esta carga emotiva por meio do cordel O Cavaleiro Roldão, de Antônio Eugênio da Silva:

– Em nome de Deus rogamos

a vossa real majestade

pela paz e a virtude

peço-vos por caridade

pra perdoar um agravo

de responsabilidade.

Com estas prerrogativas

o rei ficou comovido

disse: levantem e declarem

que será tudo atendido

dou-vos a palavra de honra

de fazer qualquer pedido:

– Senhor, vimos vossa irmã

em triste situação

mora ali numa caverna

há anos morreu Milão

é mãe daquele menino

o qual chama-se Roldão.

O rei quis arrepender-se

porém tinha garantido

mandou buscar a irmã

e o sobrinho destemido

embora ela não fosse

o que dantes tinha sido.

Nos pés do Imperador

ficou ela ajoelhada

pediu perdão ao irmão

da sua culpa passada

disse-lhe o Imperador

tu já estas perdoada.

FONTES CONSULTADAS

ANTONIO Eugênio da Silva. In: SILVA, Gonçalo Ferreira da (Org.). 100 cordéis históricos segundo a Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Mossoró: Queima-bucha, 2008.  p. 323-327.

MOREIRA, Alam Félix dos Santos. O universo-cordel versando sobre o verso. In: MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 4., 2015, Guanabi/Bahia. Anais … Guanabi: IFBaiano. Disponível em: <https://www.micifbaiano2015.com/anais/artigo/85&gt;.  Acesso em: 12 set. 2017.

SILVA, Antonio Eugênio da. Valdemar e Irene. [S.l. : s.n.], [s.d.].

Poeta Antônio Eugênio da Silva – Identificação

Nome: Antônio Eugênio da Silva

Poeta Antônio Batista Vieira – Produção literária

O flagelo da pobreza pela falta de inverno

A fome e os profetas de 1943

A guerra do Juazeiro

A história da moça que se casou com o demônio

O milagre de São Francisco das Chagas de Canindé

Missões e milagres de Frei Damião

O que se vê hoje em dia por causa da corrupção

A praga dos gafanhotos

A profecia de Frei Herculano a contar de 53 a 56

O disco voador

Os aviões a jato

A profecia de Marcos

O sonho de Pe. Cícero Romão Batista

Os três encontros de João Barreto com o Diabo

Poeta Antônio Batista Vieira – Síntese biográfica

Em Literatura popular em verso, publicado em 1986, encontramos a informação de que Antônio Batista Vieira, cearense, residiu na cidade de Juazeiro do Norte. O poeta costumava andar nas feiras livres do sertão nordestino onde armava seu serviço de alto-falantes para cantar seus versos e vender seus folhetos.

Costa (1998), em Presença de Frei Damião na literatura de cordel, afirma que o poeta popular era mais conhecido como Antônio Batista.

FONTES CONSULTADAS

COSTA, Gutenberg. Presença de Frei Damião na literatura de cordel (antologia). Brasília: Thesaurus, 1998.

LITERATURA popular em verso: antologia. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Ed. Universidade de São Paulo; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1986. Coleção reconquiste o Brasil. Nova série; v. 95.

Poeta Antônio Batista Vieira – Identificação

Nome: Antônio Batista Vieira

Poetisa Antônia Pessoa Magalhães – Síntese biográfica

Cordelista que adotou a Terra dos Heróis do Jenipapo, por ter ido residir em Campo Maior (PI) com apenas dois anos. Antonia Pessoa Magalhães é castelense, pois nasceu em Castelo do Piauí no dia 15 de junho de 1963 (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

A poetisa publicou seu primeiro livro em 1986: Coisas da Vida. Toinha Pessoa participou da Antologia Literária Internacional Del’ Secchi (2004), Geração Campo Maior e Antologia de Escritoras Piauienses: século XIX à contemporaneidade (2009) (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

Poetisa, cordelista, professora de Português, a múltipla Toinha Pessoa é filha de Horácio Ludgero Pessoa e Sofia Rosa Pessoa. Casada com Pedro Gomes Magalhães Neto, tem três filhos – Denise Pessoa Magalhães, Daniel Igo Pessoa Magalhães, Davi Antônio Pessoa Magalhães – e três netos (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

Ocupante da cadeira 15 da Academia Campomaiorense de Artes e Letras (ACALE), a cordelista, professora de Português da rede estadual de ensino do Piauí, publicou com seus alunos dois livros: Descobrindo Poesias e Pequenos Poetas (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

Cunha (2015) apresenta os comentários sobre o primeiro livro de Toinha, os quais se coadunam com a autodefinição da cordelista em seu perfil do Recanto das Letras, onde afirma que escreve para externar sentimentos (PESSOA, [2006?]). Sentimento que aflora em sua produção literária, a exemplo do cordel a seguir. 

Campo Maior

Prestem muita atenção
Ao que agora vou contar
Pois o momento é de festa
E quero homenagear
Minha terra tão querida
Dela agora vou falar
Campo Maior, hospitaleira
Terra de Grande Beleza
Andando em teus verdes campos
Sentimos a natureza
Entre teus carnaubais
Descobrimos a pureza
Nossa terra tem de tudo
Basta olhar com atenção
É um berço de heróis
Sua história, uma emoção
Aqui aprendemos com a vida
E vivemos com o coração
Nestes teus carnaubais
Mostrando tua beleza
As folhas em leque, soprando
És nossa grande riqueza
Tudo em ti é valioso
Disso nós temos certeza
Açude grande vejam só
Que beleza prá olhar
A serra vista de longe
Parece ao céu se juntar
Se é bonita a paisagem
Mais bonito é o lugar
13 de março para nós
Tem um imenso valor
Pois nosso povo com coragem
O seu sangue derramou
Mostrando a todo o país
Como é grande o nosso amor
O festejo de Santo Antonio
É tradição popular
São muitos os visitantes
Que vêm aqui passear
Aproveitando a grande festa
Pros amigos encontrar
Nos museus, quantas relíquias
Precisamos conhecer
Pois é bela nossa história
O Brasil deve saber
Que neste berço de heróis
O povo quer aprender
Escritores e poetas
Incentivam a leitura
Pois falam de nossa terra
Mostrando sua cultura
No campo da educação
Nós também temos fartura
Escolas de qualidade
Investimento no futuro
Acreditando no aluno
Pois sabem que é seguro
Nossos filhos são destaque
E para nós é grande orgulho
Sabemos que educação
É algo de grande valor
Aqui se forma pedagogo
Economista e professor
Biólogo e enfermeiro
Jornalista e doutor
Todos com um mesmo ideal
Lutar para vencer
E nossa Campo Maior
Um dia poder crescer
E juntos, em oração
Ao senhor agradecer
De nossa Campo Maior
Muito mais tenho a dizer
Mas aproveito o momento
Para falar a você
Que é campomaiorense
E aqui vive por prazer
Cuide bem de nossa terra
Viva nela com amor
Veja em cada habitante
Seu verdadeiro valor
E seremos uma só família
Vivendo num só calor
Agradeço a você
Que parou para escutar
Que é filho desta terra
E soube nos valorizar
Hoje digo com orgulho, Campo Maior
Para sempre vou te amar!!!
(PESSOA, 2014)

FONTES CONSULTADAS

CUNHA, Ana Maria. Palavras cadenciadas. [S.l. : s.n.]. In: Campo Maior em Foco. 24 set. 2015. Disponível em: <http://www.campomaioremfoco.com.br/ver_coluna/120/PALAVRAS-CADENCIADAS&gt;. Acesso em: 18 ago. 2017.

MAGALHÃES, Antonia Pessoa. O caso das alianças. [S.l. : s.n.]. In: Blog do professor Jorge Câmara. 12 fev. 2014. Disponível em: <http://blogdoprofessorjorgecamara.blogspot.com.br/2014/02/antonia-pessoa-o-caso-das-aliancas.html&gt;. Acesso em: 18 ago. 2017.

PESSOA, Toinha. Campo Maior. [S.l. : s.n.]. In: Recanto das letras. 28 ago. 2014. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/4940153&gt;. Acesso em: 18 ago. 2017.

PESSOA, Toinha. Perfil. [S.l. : s.n.]. In. Recanto das letras. [2006?] Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autores/apm&gt;. Acesso em 10 ago. 2017.

Poetisa Antônia Pessoa Magalhães

Poetisa Antônia Pessoa Magalhães – Produção literária

Aniversário CEMJAPRA

Campo Maior

Em nome do amor

Feliz aniversário

História de Catarina: a mãe do mundo

Homenagem aos alunos

Homenagem aos professores

Homenagem aos servidores

Preserve o meio ambiente

Professores e “Professores”

Tratando as diferenças com igualdade

Uma história de amor: bodas de ouro

Poetisa Antônia Pessoa Magalhães – Síntese biográfica

Cordelista que adotou a Terra dos Heróis do Jenipapo, por ter ido residir em Campo Maior (PI) com apenas dois anos. Antonia Pessoa Magalhães é castelense, pois nasceu em Castelo do Piauí no dia 15 de junho de 1963 (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

A poetisa publicou seu primeiro livro em 1986: Coisas da Vida. Toinha Pessoa participou da Antologia Literária Internacional Del’ Secchi (2004), Geração Campo Maior e Antologia de Escritoras Piauienses: século XIX à contemporaneidade (2009) (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

Poetisa, cordelista, professora de Português, a múltipla Toinha Pessoa é filha de Horácio Ludgero Pessoa e Sofia Rosa Pessoa. Casada com Pedro Gomes Magalhães Neto, tem três filhos – Denise Pessoa Magalhães, Daniel Igo Pessoa Magalhães, Davi Antônio Pessoa Magalhães – e três netos (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

Ocupante da cadeira 15 da Academia Campomaiorense de Artes e Letras (ACALE), a cordelista, professora de Português da rede estadual de ensino do Piauí, publicou com seus alunos dois livros: Descobrindo Poesias e Pequenos Poetas (CUNHA, 2015; MAGALHÃES, 2014; PESSOA, [2006?]).

Cunha (2015) apresenta os comentários sobre o primeiro livro de Toinha, os quais se coadunam com a autodefinição da cordelista em seu perfil do Recanto das Letras, onde afirma que escreve para externar sentimentos (PESSOA, [2006?]). Sentimento que aflora em sua produção literária, a exemplo do cordel a seguir.

 

Campo Maior

Prestem muita atenção

Ao que agora vou contar

Pois o momento é de festa

E quero homenagear

Minha terra tão querida

Dela agora vou falar

Campo Maior, hospitaleira

Terra de Grande Beleza

Andando em teus verdes campos

Sentimos a natureza

Entre teus carnaubais

Descobrimos a pureza

Nossa terra tem de tudo

Basta olhar com atenção

É um berço de heróis

Sua história, uma emoção

Aqui aprendemos com a vida

E vivemos com o coração

Nestes teus carnaubais

Mostrando tua beleza

As folhas em leque, soprando

És nossa grande riqueza

Tudo em ti é valioso

Disso nós temos certeza

Açude grande vejam só

Que beleza prá olhar

A serra vista de longe

Parece ao céu se juntar

Se é bonita a paisagem

Mais bonito é o lugar

13 de março para nós

Tem um imenso valor

Pois nosso povo com coragem

O seu sangue derramou

Mostrando a todo o país

Como é grande o nosso amor

O festejo de Santo Antonio

É tradição popular

São muitos os visitantes

Que vêm aqui passear

Aproveitando a grande festa

Pros amigos encontrar

Nos museus, quantas relíquias

Precisamos conhecer

Pois é bela nossa história

O Brasil deve saber

Que neste berço de heróis

O povo quer aprender

Escritores e poetas

Incentivam a leitura

Pois falam de nossa terra

Mostrando sua cultura

No campo da educação

Nós também temos fartura

Escolas de qualidade

Investimento no futuro

Acreditando no aluno

Pois sabem que é seguro

Nossos filhos são destaque

E para nós é grande orgulho

Sabemos que educação

É algo de grande valor

Aqui se forma pedagogo

Economista e professor

Biólogo e enfermeiro

Jornalista e doutor

Todos com um mesmo ideal

Lutar para vencer

E nossa Campo Maior

Um dia poder crescer

E juntos, em oração

Ao senhor agradecer

De nossa Campo Maior

Muito mais tenho a dizer

Mas aproveito o momento

Para falar a você

Que é campomaiorense

E aqui vive por prazer

Cuide bem de nossa terra

Viva nela com amor

Veja em cada habitante

Seu verdadeiro valor

E seremos uma só família

Vivendo num só calor

Agradeço a você

Que parou para escutar

Que é filho desta terra

E soube nos valorizar

Hoje digo com orgulho, Campo Maior

Para sempre vou te amar!!!

(PESSOA, 2014)

FONTES CONSULTADAS

 

CUNHA, Ana Maria. Palavras cadenciadas. [S.l. : s.n.]. In: Campo Maior em Foco. 24 set. 2015. Disponível em: <http://www.campomaioremfoco.com.br/ver_coluna/120/PALAVRAS-CADENCIADAS&gt;. Acesso em: 18 ago. 2017.

MAGALHÃES, Antonia Pessoa. O caso das alianças. [S.l. : s.n.]. In: Blog do professor Jorge Câmara. 12 fev. 2014. Disponível em: <http://blogdoprofessorjorgecamara.blogspot.com.br/2014/02/antonia-pessoa-o-caso-das-aliancas.html&gt;. Acesso em: 18 ago. 2017.

PESSOA, Toinha. Campo Maior. [S.l. : s.n.]. In: Recanto das letras. 28 ago. 2014. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/4940153&gt;. Acesso em: 18 ago. 2017.

PESSOA, Toinha. Perfil. [S.l. : s.n.]. In. Recanto das letras. [2006?] Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autores/apm&gt;. Acesso em 10 ago. 2017.