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Sobre Memórias da Poesia Popular

Projeto (CNPq/PPGCI-UFPB) vinculado ao Grupo de Pesquisa Leitura, Organização, Representação, Produção e Uso da Informação, coordenado pela professora Dra. Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque, docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.

Poeta Francisco Severino da Silva – Produção literária

90 anos de encantos de um Pavão Misterioso (2013)

A história na visão de um pervertido sexual (2014)

A volta de Marisa Tayra ao céu (2015)

Águas da transposição na Paraíba (2017)

AMECC 25 anos acolhendo crianças e adolescentes (2015)

Cidade Luz da Paraíba (2016)

Esgoto tratado: uma questão de saúde (2013)

Fazendo história em cordel – volumes 1, 2 e 3 (2015)

Flor de Mulungu (2016)

Guarabira capital nordestina do cordel (2016)

Guarabira da feira ao celeiro de artistas (2015)

Guarabira e a memória do cordel (2015)

Mais vale um toque retal do que um câncer mortal (2015)

Mamulengo Chico Tampa, Babau na Paraíba & Patrimônio Cultural do Brasil (2016)

Memória de um lunático (2015)

Minha vida é uma viagem (2015)

Minipasseio pelo mundo dos cordéis (2016)

Na feira de Mangaio (Em parceria com Severino Honorato – 2016)

Não jogue seu voto no lixo! Vote no Gari (2012)

O bêbado e a mercearia cultural – 2. ed. (2016)

O bêbado e a mercearia cultural (2015)

O índio brasileiro (2015)

O jeitinho brasileiro (2015)

O Memorial Frei Damião, o romeiro e a fé (2014)

O nordestino teimoso que não aprende a lição (2017)

O que foi pro beleléu (2015)

Parabéns Guarabira – 128 anos de emancipação política (2015)

Pela décima vida Severina (2015)

Pruquê batê in mulé qui naisceu só prá amá? (2014)

Reflexões de um mendigo (2014)

Saiu a lista da gangue que rouba a nossa nação (2016)

Tá difícil ser brasileiro (2017)

Toque de união do natal – 2. ed. (2016)

Toque de união no natal (2015)

Uma professora muito maluquinha – resumo da obra de Ziraldo (2014)

Viajando no mundo dos cordéis (2016)

Poeta Francisco Severino da Silva – Síntese biográfica

Chico Mulungu é o pseudônimo do poeta popular paraibano Francisco Severino da Silva, que faz jus à sua cidade natal, pois Chico nasceu em um município da microrregião de Guarabira, Mulungu, distante 100,2 km da capital paraibana. Quando jovem, ele foi trabalhar e estudar na capital paraibana (João Pessoa), onde residiu em uma república estudantil com um amigo. O poeta Chico Mulungu recorda:

[…] comi o pão que o diabo amassou, mas felizmente consegui trilhar pelo caminho do bem na vida. Em 1982, cheguei a São Paulo, cidade onde vivi por vários anos, até ser acometido por um câncer maldito em 1986. Casei-me em 1988 no Rio de Janeiro e um ano depois voltei definitivamente para minha Paraíba para fixar residência em Guarabira, cidade onde vivo até hoje. Tenho como estímulo para minha vida, filhos, neto e a poesia! (FORMULÁRIO 15, 2017)

O poeta nasceu no dia 24 de agosto de 1965 e iniciou a sua produção cordelística tardiamente, aos 50 anos (2015), mas já publicou, de forma independente, mais de dez títulos, porém começou a escrever poesia ainda adolescente, com catorze anos (1979) (FORMULÁRIOS 8 (2017); FORMULÁRIO 9 (2017); FORMULÁRIO 15 (2017).

Seu primeiro cordel é intitulado O Bêbado e a Mercearia Cultural, que faz parte da série cordel encarnado, composta de 13 cordéis: 2 – Minha Vida é uma Viagem (09/2015); 3 – Guarabira da Feira ao Celeiro de Artistas (10/2015); 4 – Pela Décima Vida Severina (11/2015); 5 – AMECC 25 Anos Acolhendo Crianças e Adolescentes (11/2015); 6 – Toque de União no Natal (12/2015); 7 – Na Feira de Mangaio (em parceria com Severino Honorato – 03/2016); 8 – Guarabira Capital Nordestina do Cordel (04/2016); 9 – Flor de Mulungu (05/2016); 10 – Mamulengo Chico Tampa, Babau na Paraíba & Patrimônio Cultural do Brasil (06/2016); 11 – O Bêbado e a Mercearia Cultural – 2. ed. (07/2016); 12 – Cidade Luz da Paraíba (11/2016); 13 – Toque de União do Natal – 2. ed. (12/2016).

Além dos cordéis, Chico Mulungu lançou, em 2015, um livro infantojuvenil intitulado Fio-fio Cabelos de Sapo em a Multiplicação do Ovo (SANTOS, 2015).

Chico Mulungu afirma que sua verve poética popular é inspirada no conterrâneo Severino Honorato (Don Severo), além de grandes poetas populares, como Antônio Francisco, José Camelo de Melo Rezende, Leandro Gomes de Barros, Manoel Camelo dos Santos, Manoel Camilo dos Santos e Patativa do Assaré (FORMULÁRIOS 8 (2017); FORMULÁRIO 9 (2017); FORMULÁRIO 15).

Eis uma das poesias de Francisco Severino da Silva:

MAMULENGO CHICO TAMPA
 
Assim é o Chico Tampa
Um boneco popular,
Criação de bonequeiro,
Feito para encantar
E ao mundo da criança
Trazer boa esperança,
Ternura pra todo olhar.
 
É até muito comum
Pelos rincões nordestinos
A presença dos fantoches,
Mamulengos peregrinos,
Viajantes sim senhor
Com seu apresentador,
Ligados pelos destinos.
 
Conheci o Mestre Clébio
Nas ruas de Guarabira,
Importante bonequeiro
Que o babau admira,
Trazendo na sua mala
Personagens que embala
E encanta, sem mentira.
 
Em mala de bonequeiro
Deve ter bom figurino.
Saber vestir os bonecos,
Homem, mulher ou menino,
É dar vida a espetáculos
Nas praças, nos tabernáculos
Do interior nordestino.
(MAMULENGO, 2017)

O poeta rememora ainda que o pai também o estimulou para a literatura de cordel, por ser um amante incondicional dessa arte, pois tinha o hábito de adquirir os folhetos para ler para uma plateia em sua residência (FORMULÁRIO 15, 2017).

Membro da Academia Virtual de Letras António Aleixo (AVL), ele ocupa a cadeira 24, cujo patrono é José Lins do Rego (APOGEU …, 2017; FORMULÁRIO 9, 2017; ). O poeta é casado com Maria de Lourdes Pereira da Silva.

FONTES CONSULTADAS

APOGEU Poético: Homenagem Póstuma ao Patrono da AVL António Aleixo – Chico Mulungu. In: Academia Virtual de Letras António Aleixo. [S.l. : s.n.]. 26 nov. 2016. Disponível em: <http://academiavirtualdeletrasantonioaleixo.blogspot.com.br/2016/11/apogeu-poetico-homenagem-postuma-ao_86.html&gt;. Acesso em: 15 maio 2017.

MULUNGU, Chico. Mamulengo Chico Tampa. In: O Cordel Encarnado de Chico Mulungu. [S.l. : s. n.]. 29 jun. 2016. Disponível em: <http://martinhoalves.blogspot.com.br/2016/06/o-cordel-encarnado-de-chico-mulungu.html&gt;. Acesso em: 15 maio 2017.

SANTOS, Anderson. Escritor Chico Mulungu lança o livro “FIO-FIO CABELOS DE SAPO EM A MULTIPLICAÇÃO DO OVO. In: Portal mídia. [S.l. : s.n.]. 12 set. 2015. Disponível em: <http://portalmidia.net/escrito-chico-mulungu-lanca-o-livro-fio-fio-cabelos-de-sapo-em-a-multiplicacao-do-ovo/&gt;. Acesso em: 15 maio 2017.

SILVA, FRANCISCO SEVERINO DA. Formulário 08, respondido online no blog Memórias da Poesia Popular em 11/03/2017. Disponível em: <https://memoriasdapoesiapopular.com.br/>.

SILVA, FRANCISCO SEVERINO DA. Formulário 09, respondido online no blog Memórias da Poesia Popular em 11/03/2017.Disponível em: <https://memoriasdapoesiapopular.com.br/>.

SILVA, FRANCISCO SEVERINO DA. Formulário 15, respondido online no blog Memórias da Poesia Popular em 16/04/2017.Disponível em: <https://memoriasdapoesiapopular.com.br/>.

Poeta Francisco Severino da Silva – Identificação

Nome: Francisco Severino da Silva

Pseudônimo: Chico Mulungu

Poeta Francisco Barboza Leite – Capas de Folhetos

Poeta Francisco Barboza Leite

Poeta Francisco Barboza Leite – Produção literária

A arte do cordel na poesia popular

A grande feira de Duque de Caxias

Breve história de cordel de Arnaldo Niskier

Estórias de retirantes

Francisco Nascimento, o herói dos verdes mares

Garrincha a alegria do povo, ou a história do passarinho que jogava futebol

Meta o seu voto na urna, mas não meta a mão em cumbuca Verdadeira história da cidade de Duque de Caxias

Poeta Francisco Barboza Leite – Síntese biográfica

Artista plural que nasceu na morada dos urus, Uruoca, Ceará, em 20 de março de 1920. Aos 16 anos, mudou-se para Fortaleza (CE) para dar continuidade aos estudos, onde conheceu as artes visuais. Em 1941, participou de salões organizados pelo Centro Cultural de Belas Artes (CCBA) onde foi premiado e em 1944 foi partícipe do grupo de fundadores da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP) (20 DE MARÇO…, 2011; BARBOSA…, [21–]; FRANCISCO …, [21–]).

Barboza Leite, filho de uma agente ferroviário, foi um artista autodidata que trilhou as mais diversas esferas do fazer artístico criativo, de folclorista a cordelista, xilógrafo, fotógrafo, pintor, jornalista, ensaísta, cenógrafo, ator e compositor (FRANCISCO …, [21–]).

Residindo no Rio de Janeiro, em Duque de Caxias, o artista coordenou a Escolinha de Arte da Fundação Álvaro Alberto. Colaborou na criação do Teatro Municipal Armando Melo (1967) e do Conselho Municipal de Cultura, além da Escola de Artes da Secretaria de Cultura, tendo sido, respectivamente, presidente por dois anos e seu primeiro diretor (FRANCISCO …, [21–]).

Fez parte da Orquestra Sinfônica de Duque de Caxias, compondo canção que se tornou hino do município, e participou da elaboração da proposta de criação da Secretaria de Cultura do Município (1991) (FRANCISCO …, [21–]).

Desenvolveu projetos culturais: Salões de Artes Plásticas, a Feira do Folclore Nordestino e a 1ª Feira de Artes de Duque de Caxias. Por toda a sua atuação na esfera da cultura caxiense, o dia do seu aniversário passou a ser o Dia Municipal da Cultura no Município de Duque de Caxias no Rio de Janeiro (20 DE MARÇO…, 2011).

Na esfera das letras, publicou livros e cordéis. Seu primeiro livro foi Esquema da Pintura do Ceará (1949) e o primeiro cordel Estória de Retirantes (BARBOZA, 1977; BARBOSA…, [21–]; FRANCISCO …, [21–]).

Na contracapa do seu primeiro cordel estão registradas as seguintes palavras do editor:

Este é o primeiro de uma série de folhetos no estilo de cordel que Barboza Leite apresenta. É uma forma de expressão que o artista advoga para o vasto trabalho de quem vem dedicando sua vida através da sua pintura, de reportagens e livros que tem escrito e, aliás, do seu comportamento humano em face dos problemas de sua gente, ou seja, dos humildes, nem sempre bafejados com as graças do céu ou dos homens. Outrossim, estas edições têm a finalidade filantrópica. Vamos ajudar ao poeta, gente!(BARBOZA, [19–])

Publicou ainda Viagem pela Poesia onde reuniu a produção poética (1940 a 1990) de 103 poetas radicados em Duque de Caxias (FRANCISCO …, [21–]). Em sua verve poética, Barboza Leite biografou Estórias de Retirantes:

As vezes fico pensando
nos caminhos percorridos
por um homem sempre andando
desde que é nascido.
 
Do lugar em que nasceu
traz o homem o sentido,
também dos que conheceu
igualmente vem nutrido.
 
Sei que isso, igualmente,
a todo homem acontece ...
mas a uns é mais clemente
a sorte que se oferece.
 
Uns há que nasceram gozando
uma situação definida,
outros há que, mal chegando,
já encontram de partida
 
a família que emigra
- como se dá no sertão,
e a inclemência fustiga
a criança do seu chão.
 
Muitas vezes eu via
isto mesmo acontecer:
mal a criança nascia
já começava a correr.
[…]

E, assim, poetizou A Arte do Cordel:

Vamos puxar o cordel
enquanto se pode puxar
a abelha só faz mel
se tem pólen pra sugar
e é preciso esvoaçar
escolhendo cada flor
como quem busca um amor
assim também vamos indo
com as rimas construindo
de estrofes uma flor
 
Flor que o coração oferta
e que a mente cultiva
flor que o sol traz aberta
nas cores que a luz avisa
e tornam a visão cativa
o cordel singrou a história
como âncora da memória
mergulhando em muitos mares
inscrevendo-se nos ares
entre o amor e a glória
 
Reportando-se ao real
mas curtindo a ficção
sem encontrar um rival
pelas sendas do sertão
cultivando a tradição
das estórias espantosas
das lendas maravilhosas
o cordel é língua viva
que a mão do homem ativa
em busca da perfeição
[…]

Barboza Leite faleceu aos 76 anos, no dia 22 de dezembro de 1996, na cidade de Duque de Caxias (RJ) onde passou a residir desde os 27 anos de idade (1947), influenciado pelo amigo poeta Solano Trindade. Dois anos depois, foi aprovado no concurso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) onde foi servidor até aposentar-se no final dos anos 80. Em 1952, buscou a família no Ceará para residir no estado do Rio de Janeiro (BARBOSA…, [21–]; FRANCISCO …, [21–]).

FONTES CONSULTADAS

20 DE MARÇO: um dia de Cultura de verdade! [S.l :s.n.]. In: Lurdinha. 27 mar. 2011. Disponível em: <http://lurdinha.org/site/tag/dia-municipal-da-cultura/&gt;. Acesso em: 18 out. 2017.

BARBOSA LEITE, Francisco. [S.l. : s.n.]. In: Brasil Artes Enciclopédias. [21–]. Disponível em: <http://www.brasilartesenciclopedias.com.br/nacional/barbosa_leite.htm&gt;. Acesso em: 18 out. 2017.

BARBOZA, Leite. A arte do cordel na poesia popular. Rio de Janeiro: Imprimec Gráfica Editora, 1977. 16 p. : 48 estrofes : décimas : 7 sílabas.

BARBOZA, Leite. História de retirantes. Rio de Janeiro: Imprimec Gráfica Editora, [19–]. 16 p. : 94 estrofes : quadras : 7 sílabas.

FRANCISCO Barboza Leite – Barboza Leite. [S.l. : s.n.] In: Catálogo das artes. [21–]. Disponível em: <https://www.catalogodasartes.com.br/app/artista/Francisco%20Barboza%20Leite%20-%20Barboza%20Leite/&gt;. Acesso em: 18 out. 2017.

LEITE, Francisco Barboza. Desfiando o novelo do cordel. Niterói: Museu de Artes e Tradições Populares, 1997.

Poeta Francisco Barboza Leite – Identificação

Nome: Francisco Barboza Leite

Poeta Elói Teles de Moraes – Capas de Folhetos

Poeta Elói Teles de Moraes