A cordelista pernambucana Maria Izabel Tenório de Albuquerque nasceu em Pedra (PE) no dia 05 de novembro de 1961. Em 2008, adotou o nome artístico de Bel Salviano, mas é chamada pelos amigos de Poetisa do Sertão e por meio de um poema biográfico publicado no Recanto das Letras assim apresenta seu perfil:
Pra quem não me conhece Canto aqui minha riqueza M’alma tem cheiro de flor Sou filha da natureza Na idade do pecado Expresso só a beleza. Sou a flor de mandacaru Da terra seca o meu chão Escrevo a minha vida Tiro d’alma ao coração Sou da lua iluminada Vim do Portal do Sertão Sou semente da terra Sereia lá do teu mar Sou gata borralheira Vivo no mundo a sonhar Sou guerreira na poesia Estrela do céu a brilhar Sou pássaro de gaiola Pra voar não tem direção Sou lá do pé de serra Sou da genética do baião Eu sou Bel Salviano A poeta d’uma canção! (BEL …, [20--]b)
Bel Salviano desenvolveu a sua veia literária por meio de escritos epistolares, ainda criança, incitando o seu estilo próprio de poesia livre (BEL …, [20–]a).Criou a associação Planeta Poeta Cultura Nordestina com o objetivo de resgatar as raízes da cultura popular nordestina, anunciando não só artistas anônimos (poetas, cordelistas, cantadores, emboladores, compositores, cantores, etc.), como os expoentes da cultura nordestina (BEL …, [20–]a). O trabalho na promoção do cordel também se dá por meio do projeto oficina de cordel nas escolas e praças públicas, intitulado Voluntários da Poesia. (BEL …, [20–]a).
Em correspondência a Luiz Berto Silva, autor do blog Jornal da Besta Fubana: uma gazeta da bixiga lixa, Bel Salviano assegura que “[…] alguns dizem que sou cordelista, outros me chamam de poetisa, mas o que gosto mesmo é de divulgar a cultura nordestina […]” (SALVIANO, 2012). Sem dúvida nenhuma, seus projetos afiançam seu esforço na divulgação da cultura nordestina, mas a afirmação de Bel Salviano é modesta demais em relação às suas produções cordelistas, como exemplo do poema popular Cordelistas da Nação J. Ferreira
No cordel J. Ferreira Narra à vida na roça Tempo doce que adoça A vida corriqueira Da nação brasileira Na volta ao passado Pra viver conformado Na estadia do seu avô Hoje lembrado com amor Na poesia tão aclamado Com grandeza agricultor Por nosso Deus exaltado Pelo neto adorado Cultivou a terra com amor Com o gás do beija-flor Hoje é vida na poesia Na rima com maestria Seu neto J. Ferreira Faz cordel de primeira Da roça herdou a magia. [...] (SALVIANO, 2009)
Em parceria com Jerson Brito, escreveu a Cartilha do Cordel
Se você quer aprender A fazer um bom cordel Pegue lápis ou caneta E anote no papel É bem fácil, meu amigo E gostoso feito mel Escreva primeiro, aí Para não ficar perdido Que o verso é cada linha Do cordel que é construído Cada grupo de versinhos Por estrofe é conhecido Agora, vamos dizer Como as sílabas contamos É um pouco diferente Daquilo que estudamos Contagem gramatical Nem sempre consideramos O cordel é exigente E prima pela estética Acima foi mencionada A tal sílaba poética Pro estilo é requerida Está em sua genética (SALVIANO; BRITO, 2011)
FONTES CONSULTADAS
BEL Salviano. In: Portal pernambuco nação cultural. Jaboatão dos Guararapes (PE) : [s.n.], [20–]a. Disponível em: <http://www.nacaocultural.com.br/belsalviano1>. Acesso em: 19 abr. 2017.
BEL Salviano: perfil. In: Recanto das letras. [S.l. : s.n.], [20–]b. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=59560>. Acesso em: 19 abr. 2017.
SALVIANO , Bel. Bel Salviano: Jaboatão dos Guararapes (PE). In: Jornal da Besta Fubana: uma gazeta da bexiga lixa. 16 jul. 2012. Disponível em: <http://www.luizberto.com/correspondencia-recebida/bel-salviano-%E2%80%93-jaboatao-dos-guararapes-%E2%80%93-pe>. Acesso em: 20 abr. 2017.
SALVIANO, Bel; BRITO, Jerson. Cartilha do cordel. In: Pantera cordelaria. [S.l. : s.n.], 1 fev. 2011. Disponível em: <http://panteracordelaria.blogspot.com.br/2011/02/cartilha-do-cordel-bel-salviano-e.html>. Acesso em: 20 abr. 2017.
SALVIANO, Bel. Cordelista da nação J. Ferreira. In: Recanto das Letras. [S.l. : s.n.], 16 ago. 2009. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/1756755>. Acesso em: 20 abr. 2017.















































