Todos os posts de Memórias da Poesia Popular

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Sobre Memórias da Poesia Popular

Projeto (CNPq/PPGCI-UFPB) vinculado ao Grupo de Pesquisa Leitura, Organização, Representação, Produção e Uso da Informação, coordenado pela professora Dra. Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque, docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.

Poeta Teodoro Ferraz da Câmara – Produção literária

A estória de Cecília Afra ou Três suspiros de uma esposa

A preguiça recolhida

História do Príncipe Cirilo

Martírios de Rosa de Milão ou História de Rosa de Milão

Os heróis do amor ou Magomonte e Lindalva

Poeta Teodoro Ferraz da Câmara – Síntese biográfica

Teodoro Ferraz da Câmara foi poeta popular, cantador de viola e ferreiro. Nasceu no agreste potiguar, Sítio Condessa de Velho Monte, em São Paulo do Potengi (RN). Filho do casal Leandro Anselmo de Medeiros e Luzia Dionísio, nasceu no dia 11 de setembro de 1904 e faleceu em Parnamirim (RN) no dia 21 de fevereiro de 1959 (TEODORO…, 2008).

Gutemberg Costa, autor do Dicionário Biobibliográfico de Poetas Cordelistas do RN, assegura que o violeiro tinha alcunha de Teodoro Dionísio de Medeiros, de acordo com o Caderno de Biografias de Violeiros de Zé Milanês (TEODORO…, 2008).

Como ferreiro, particularizou-se em restauração e confecção de armas de fogo, sendo qualificado como “médico das armas” por sua capacidade. Como cordelista, usou a virtude feminina como munição para seus romances, como o intitulado: História de Rosa Milão (TEODORO…, 2008).

História de Rosa Milão
 
 
Num alfarrábio francês
foi esta lenda encontrada
o caso foi doloroso
a cena foi complicada
do falso duma madrasta
e o sofrer duma enteada
 
Numa cidade da Itália
denominada Milão
residia um alfaiate
chamado Paulo Bairão
casado segunda vez
com uma fera dragão
 
Alvira era seu nome
mulher perversa e malvada
nunca concebeu um filho
enquanto viveu casada
mas casou com esse velho
encontrou uma enteada
 
Chamava-se ela Rosa
uma moça sem maldade
tinha um irmão Américo
com vinte anos de idade
viviam esses dois manos
na mais perfeita amizade
 
Alvina a madrasta deles
era igual um dragão
falsa, cruel e assassina
colérica como leão
fingida como serpente
um ente sem coração
 
Quer por sua casa Rosa
andou nos braços da morte
teve prisão, sofreu muito
casou, mas não teve sorte
foi degredada nos montes
onde sua dor foi forte
 
Rosa como já dissera
vivia com seu irmão
num paraíso de amores
num berço de união
honestos como dois anis
num grêmio de perfeição
 
Alvina a cruel madrasta
cheia de tanto rancor
por ver tão fina amizade
ir aumentando o calor
dizia sempre: eu acabo
com esta força de amor
[...]

FONTES CONSULTADAS

TEODORO Ferraz da Câmara. In: SILVA, Gonçalo Ferreira da (Org.). 100 cordéis históricos segundo a Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Mossoró: Queima-bucha, 2008.  p. 271-277.

CÂMARA, Teodoro Ferraz da. Martírios de Rosa de Milão. Juazeiro do Norte: José Bernardo da Silva, [s.d.]. In: In: Cordelteca. Disponível em: <http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=cordel&pagfis=15163&gt;. Acesso em: 14 set. 2017.

Poeta Teodoro Ferraz da Câmara – Identificação

Nome: Teodoro Ferraz da Câmara

Poetisa Sebastiana Gomes de Almeida Job – Capas de Folhetos

Poetisa Sebastiana Gomes de Almeida Job

Poetisa Sebastiana Gomes de Almeida Job – Produção literária

30 anos de sertão

50 anos de música, preito a Pe. Ágio Moreira

A água é fonte da vida, não deixe a água morrer

A saga do professor

A sogra no folclore

Adivinhação no cordel

As proezas dos João Grilo brasileiros

Brasil 500, comemorar o que?

Computador no cordel

Cordel no quadrão perguntando

Crato, cadê?

Dona Flor e seus namorados

Escolhe, pois, a vida

Forró bom é do sertão

Frases de para-choque

Fraternidade e Amazônia, vida e missão nesse chão

Grito ecológico

Levanta-te, vem para o meio

Lula, cadê?

O corno e a tipologia I

O corno e a tipologia II

O filho que levantou falso à mãe

O frade e freira ou a lenda do amor perdido

O povo sabe o que diz

O professor da Urca e o fundo de garantia

O que você quer saber sobre higiene

Oração à natureza

Patativa do Assaré na aula da saudade

Pegando carona

Pela cura natural

Prece de uma solteirona

Santa Luzia protetora dos olhos

Santo Antônio responde à solteirona

Se queres ser meu amigo não fales mal do meu Crato!

Só quem segura os caídos é Deus e o sutiã

Turismo e ecologia Voto do matuto desiludido

Poetisa Sebastiana Gomes de Almeida Job – Síntese biográfica

Sebastiana Gomes de Almeida Job, filha de Maria Pereira Almeida e Miguel Gomes de Almeida, é cordelista nascida em 20 de janeiro 1945, em Santo Amaro município de Assaré no estado do Ceará. Bastinha Job, como é mais conhecida, orgulha-se de ser conterrânea do grande poeta popular Patativa do Assaré (BASTINHA, 2003; LUCENA, 2010). A poeta desenvolve sua verve poética desde a infância, cuja trajetória iniciou no curso de declamação na Escola de Arte de Sara Quixadá Felício (LUCAS, 2013).

Bastinha Job é professora aposentada da Universidade Regional do Cariri (URCA), onde introduziu (1993), com outros dois colegas, a disciplina de Literatura Popular no curso de Letras, sendo sua primeira professora (LUCAS, 2013; LUCENA, 2010). No misto entre a carreira acadêmica e a literária, a poeta constrói seu reconhecimento galgando uma Cadeira na Academia dos Cordelistas do Crato desde a sua primeira reunião (1991), onde ocupa a cadeira número 4 que tem como patrono Cego Aderaldo.

Segundo Lucena (2010, p. 63), Bastinha Job apresenta “o deboche como forma de resistência”, e até 2010 publicou 37 folhetos, sendo cordelista de destaque no cenário da produção contemporânea.

Em entrevista a Alexandre Lucas (2013), para o blog CaririCult, questionada sobre “Quem é Bastinha?”, assim se autodescreve:

Professora aposentada,
cordelista na ativa,
Assaré do Patativa
é minha terra amada;
Crato é a mãe idolatrada,
que me acolheu em seu seio,
aqui encontrei o veio
da joia da Educação,
da completa Formação
que me deu força e esteio.

Na entrevista, ela revela que teve contato com a poesia desde a infância, pois sempre teve o hábito de ler, como explica:

Leio desde a meninice
Patativa e Aderaldo,
deslumbrei-me com Clarice,
no momento, leio Ubaldo,
Pompílio e Zé da Luz
estilo que me seduz;
E viajei com Lobato,
neles, vivi a magia
setas da  minha  poesia
e guias do meu contato.

Por ocasião das comemorações dos 250 anos do Crato, a Academia dos Cordelistas do Crato, em parceria com a Secretaria de Cultura do munícipio, lançou coleção de cordéis intitulada Crato 250 anos: eu faço parte dessa história!, onde seus acadêmicos versaram sobre o tema, e Bastinha lançou Se Queres Ser Meu Amigo Não Fales Mal do Meu Crato!

Não fui gerada em teu seio
Tua entranha me adotou
No teu coração estou
Enraigada bem no meio
És a mina, sou teu veio
Se te agride um insensato
Me descabelo, até bato
Nunca mais falo e me intrigo;
“Ser queres ser meu amigo
Não fales mal do meu Crato!”
 
Sinta o cheiro desta terra
Por Jesus abençoada
Encravada na Chapada
Da mais imponente Serra
Do Araripe se descerra
O mais perfeito ornato
Do verdadeiro retrato
Desse Torrão que bendigo;
“Ser queres ser meu amigo
Não fales mal do meu Crato!”
 
És digna de ser princesa
Princesa do Cariri
A todos que vêm aqui
Abrigas com gentileza
Porque só quem tem grandeza
Recebe com mimo e tato
Simples sem espalhafato
Cantando teu nome sigo:
“Ser queres ser meu amigo
Não fales mal do meu Crato!”

FONTES CONSULTADAS

BASTINHA. Se queres ser meu amigo, não fales mal do meu Crato!. Crato: Academia dos Cordelistas do Crato. Abril, 2003. 8 p.

LUCAS, Alexandre. Bastinha: uma crítica bem humorada. In: CaririCult: arte, cultura e ideias em movimento. [S.l. : s.n.], 19 set. 2013. Disponível em: <http://cariricult.blogspot.com.br/2013/09/bastinha-uma-critica-bem-humorada.html&gt;. Acesso em: 28 mar. 2017.

LUCENA, Bruna Paiva de. Espaços em disputa: o cordel e o campo literário brasileiro. 2010, 88 f. Dissertação (Mestrado em Literatura)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.

Poetisa Sebastiana Gomes de Almeida Job – Identificação

Nome: Sebastiana Gomes de Almeida Job

Pseudônimo: Bastinha Job

Poeta Ruberto da Silva Lisboa – Produção literária

Um amor para começar

O segredo que Deus escreveu nas estrelas…

Quem ama manda livros ou flores…

Sabedoria do alto, da parte de Deus

Conselhos ao meu filho

A criança ensina

Mães de nossa comunidade

Poeta Ruberto da Silva Lisboa – Síntese biográfica

O poeta popular Ruberto da Silva Lisboa, conhecido como Beto Lisboa, publicou perfil no Recanto das Letras

Eu? Sou Ruberto da Silva Lisboa
Ser humano que procurar entender o sentido da vida
Alguém que foi amado pelo Criador
Esposo de Elizabeth, amor da minha vida
Pai de Yuri e Clara (filhos que me inspiram)
Sou Professor de Filosofia e Sociologia por paixão à sociedade.
Ministro presbiteriano por vocação.
Escritor por desejo de superação
Moro em Sena Madureira, Acre pela qualidade de vida.
Gosto de ler, pensar e conversar sobre a vida.
Poesia para mim é poder se libertar do aparente e ir em busca de absolutos perdidos.
Creio no Verbo que é a Palavra que inspira a vida, que um dia foi tocada por Ele na sua encarnação: "E a Palavra veio habitar com os seres humanos.
 
Eu sou bem, sou mau, sou juízo e redenção,
sou canção, sou oração,
sou epicentro, sou furacão.
 
Trebur

FONTES CONSULTADAS

LISBOA, Beto. Perfil. In: RECANTO das letras. [S.l. : s.n.], [2017]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=56136&gt;. Acesso em: 25 fev. 2017. LISBOA, Beto. Últimas Publicações. In: RECANTO das letras. [S.l. : s.n.], [2017].