A estória de Cecília Afra ou Três suspiros de uma esposa
A preguiça recolhida
História do Príncipe Cirilo
Martírios de Rosa de Milão ou História de Rosa de Milão
Os heróis do amor ou Magomonte e Lindalva
A estória de Cecília Afra ou Três suspiros de uma esposa
A preguiça recolhida
História do Príncipe Cirilo
Martírios de Rosa de Milão ou História de Rosa de Milão
Os heróis do amor ou Magomonte e Lindalva
Teodoro Ferraz da Câmara foi poeta popular, cantador de viola e ferreiro. Nasceu no agreste potiguar, Sítio Condessa de Velho Monte, em São Paulo do Potengi (RN). Filho do casal Leandro Anselmo de Medeiros e Luzia Dionísio, nasceu no dia 11 de setembro de 1904 e faleceu em Parnamirim (RN) no dia 21 de fevereiro de 1959 (TEODORO…, 2008).
Gutemberg Costa, autor do Dicionário Biobibliográfico de Poetas Cordelistas do RN, assegura que o violeiro tinha alcunha de Teodoro Dionísio de Medeiros, de acordo com o Caderno de Biografias de Violeiros de Zé Milanês (TEODORO…, 2008).
Como ferreiro, particularizou-se em restauração e confecção de armas de fogo, sendo qualificado como “médico das armas” por sua capacidade. Como cordelista, usou a virtude feminina como munição para seus romances, como o intitulado: História de Rosa Milão (TEODORO…, 2008).
História de Rosa Milão Num alfarrábio francês foi esta lenda encontrada o caso foi doloroso a cena foi complicada do falso duma madrasta e o sofrer duma enteada Numa cidade da Itália denominada Milão residia um alfaiate chamado Paulo Bairão casado segunda vez com uma fera dragão Alvira era seu nome mulher perversa e malvada nunca concebeu um filho enquanto viveu casada mas casou com esse velho encontrou uma enteada Chamava-se ela Rosa uma moça sem maldade tinha um irmão Américo com vinte anos de idade viviam esses dois manos na mais perfeita amizade Alvina a madrasta deles era igual um dragão falsa, cruel e assassina colérica como leão fingida como serpente um ente sem coração Quer por sua casa Rosa andou nos braços da morte teve prisão, sofreu muito casou, mas não teve sorte foi degredada nos montes onde sua dor foi forte Rosa como já dissera vivia com seu irmão num paraíso de amores num berço de união honestos como dois anis num grêmio de perfeição Alvina a cruel madrasta cheia de tanto rancor por ver tão fina amizade ir aumentando o calor dizia sempre: eu acabo com esta força de amor [...]
FONTES CONSULTADAS
TEODORO Ferraz da Câmara. In: SILVA, Gonçalo Ferreira da (Org.). 100 cordéis históricos segundo a Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Mossoró: Queima-bucha, 2008. p. 271-277.
CÂMARA, Teodoro Ferraz da. Martírios de Rosa de Milão. Juazeiro do Norte: José Bernardo da Silva, [s.d.]. In: In: Cordelteca. Disponível em: <http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=cordel&pagfis=15163>. Acesso em: 14 set. 2017.
Nome: Teodoro Ferraz da Câmara



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Sebastiana Gomes de Almeida Job, filha de Maria Pereira Almeida e Miguel Gomes de Almeida, é cordelista nascida em 20 de janeiro 1945, em Santo Amaro município de Assaré no estado do Ceará. Bastinha Job, como é mais conhecida, orgulha-se de ser conterrânea do grande poeta popular Patativa do Assaré (BASTINHA, 2003; LUCENA, 2010). A poeta desenvolve sua verve poética desde a infância, cuja trajetória iniciou no curso de declamação na Escola de Arte de Sara Quixadá Felício (LUCAS, 2013).
Bastinha Job é professora aposentada da Universidade Regional do Cariri (URCA), onde introduziu (1993), com outros dois colegas, a disciplina de Literatura Popular no curso de Letras, sendo sua primeira professora (LUCAS, 2013; LUCENA, 2010). No misto entre a carreira acadêmica e a literária, a poeta constrói seu reconhecimento galgando uma Cadeira na Academia dos Cordelistas do Crato desde a sua primeira reunião (1991), onde ocupa a cadeira número 4 que tem como patrono Cego Aderaldo.
Segundo Lucena (2010, p. 63), Bastinha Job apresenta “o deboche como forma de resistência”, e até 2010 publicou 37 folhetos, sendo cordelista de destaque no cenário da produção contemporânea.
Em entrevista a Alexandre Lucas (2013), para o blog CaririCult, questionada sobre “Quem é Bastinha?”, assim se autodescreve:
Professora aposentada, cordelista na ativa, Assaré do Patativa é minha terra amada; Crato é a mãe idolatrada, que me acolheu em seu seio, aqui encontrei o veio da joia da Educação, da completa Formação que me deu força e esteio.
Na entrevista, ela revela que teve contato com a poesia desde a infância, pois sempre teve o hábito de ler, como explica:
Leio desde a meninice Patativa e Aderaldo, deslumbrei-me com Clarice, no momento, leio Ubaldo, Pompílio e Zé da Luz estilo que me seduz; E viajei com Lobato, neles, vivi a magia setas da minha poesia e guias do meu contato.
Por ocasião das comemorações dos 250 anos do Crato, a Academia dos Cordelistas do Crato, em parceria com a Secretaria de Cultura do munícipio, lançou coleção de cordéis intitulada Crato 250 anos: eu faço parte dessa história!, onde seus acadêmicos versaram sobre o tema, e Bastinha lançou Se Queres Ser Meu Amigo Não Fales Mal do Meu Crato!
Não fui gerada em teu seio Tua entranha me adotou No teu coração estou Enraigada bem no meio És a mina, sou teu veio Se te agride um insensato Me descabelo, até bato Nunca mais falo e me intrigo; “Ser queres ser meu amigo Não fales mal do meu Crato!” Sinta o cheiro desta terra Por Jesus abençoada Encravada na Chapada Da mais imponente Serra Do Araripe se descerra O mais perfeito ornato Do verdadeiro retrato Desse Torrão que bendigo; “Ser queres ser meu amigo Não fales mal do meu Crato!” És digna de ser princesa Princesa do Cariri A todos que vêm aqui Abrigas com gentileza Porque só quem tem grandeza Recebe com mimo e tato Simples sem espalhafato Cantando teu nome sigo: “Ser queres ser meu amigo Não fales mal do meu Crato!”
FONTES CONSULTADAS
BASTINHA. Se queres ser meu amigo, não fales mal do meu Crato!. Crato: Academia dos Cordelistas do Crato. Abril, 2003. 8 p.
LUCAS, Alexandre. Bastinha: uma crítica bem humorada. In: CaririCult: arte, cultura e ideias em movimento. [S.l. : s.n.], 19 set. 2013. Disponível em: <http://cariricult.blogspot.com.br/2013/09/bastinha-uma-critica-bem-humorada.html>. Acesso em: 28 mar. 2017.
LUCENA, Bruna Paiva de. Espaços em disputa: o cordel e o campo literário brasileiro. 2010, 88 f. Dissertação (Mestrado em Literatura)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.
Nome: Sebastiana Gomes de Almeida Job
Pseudônimo: Bastinha Job
Um amor para começar
O segredo que Deus escreveu nas estrelas…
Quem ama manda livros ou flores…
Sabedoria do alto, da parte de Deus
Conselhos ao meu filho
A criança ensina
Mães de nossa comunidade
O poeta popular Ruberto da Silva Lisboa, conhecido como Beto Lisboa, publicou perfil no Recanto das Letras
Eu? Sou Ruberto da Silva Lisboa Ser humano que procurar entender o sentido da vida Alguém que foi amado pelo Criador Esposo de Elizabeth, amor da minha vida Pai de Yuri e Clara (filhos que me inspiram) Sou Professor de Filosofia e Sociologia por paixão à sociedade. Ministro presbiteriano por vocação. Escritor por desejo de superação Moro em Sena Madureira, Acre pela qualidade de vida. Gosto de ler, pensar e conversar sobre a vida. Poesia para mim é poder se libertar do aparente e ir em busca de absolutos perdidos. Creio no Verbo que é a Palavra que inspira a vida, que um dia foi tocada por Ele na sua encarnação: "E a Palavra veio habitar com os seres humanos. Eu sou bem, sou mau, sou juízo e redenção, sou canção, sou oração, sou epicentro, sou furacão. Trebur
FONTES CONSULTADAS
LISBOA, Beto. Perfil. In: RECANTO das letras. [S.l. : s.n.], [2017]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=56136>. Acesso em: 25 fev. 2017. LISBOA, Beto. Últimas Publicações. In: RECANTO das letras. [S.l. : s.n.], [2017].