Todos os posts de Memórias da Poesia Popular

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Sobre Memórias da Poesia Popular

Projeto (CNPq/PPGCI-UFPB) vinculado ao Grupo de Pesquisa Leitura, Organização, Representação, Produção e Uso da Informação, coordenado pela professora Dra. Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque, docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.

Poeta Ruberto da Silva Lisboa – Identificação

Nome: Ruberto da Silva Lisboa

Poetisa Rosa Ramos Regis da Silva – Capas de Folhetos

Poetisa Rosa Ramos Regis da Silva

Poetisa Rosa Ramos Regis da Silva – Produção literária

A andorinha leal

A Bela Adormecida

A casa de taipa

A cultura globalizada ou O excesso de estrangeirismo já tomou conta da gente

A educação do jovem em Platão (Trabalho Universitário cordelizado)

A educação do jovem na república de Platão – Folheto I

A educação do jovem na república de Platão – Folheto II

A educação do jovem na república de Platão – Folheto III

A educação e o cordel no Brasil Colonial

A família Régio& Regis – uma só

A feira de Caruaru (Uma feira miscigenada, com a cara do Brasil)

A feira de Caruaru é patrimônio do povo

A fila do notebook dos professores do estado

A fofoqueira do brejo e o castigo de Deus

A história do amor maior

A indiferença humana diante do seu irmão

A lenda da papa-figo na Natal de antigamente

A lenda do Batatão de Fogo ou Estórias de pescador

A literatura de cordel

A menina do leite

A minha biografia em rima e metrificada

A roupa nova do imperador

A um pedido de amigo não se pode dizer não e Isso é só um complemento da minha biografia (Décimas)

A verdadeira história de Fortunato e Maria

A vidinha gostosa do interior

A vingança de Nesso (Mitologia em Cordel)

A vingança do centauro ou O destino de Hércules

Agora a copa do mundo tem cores verde e amarela (antes do choro)

Agradecendo um convite pra lá de especial

Ao poeta Manoel Silva, um cidadão natalense

Aquela dose de amor (Antônio Francisco – ABLC)

As algemas da paixão

As ideais do canário

As trilhas potiguares em São Gonçalo do Amarante (RN)

Branca de Neve

Casamento matuto

Chapeuzinho Vermelho

Consulta ao psiquiatra (Série Consultório)

Convite para um café

Copa do mundo 2006 (1º dia)

Cultura no trem – um projeto cultural que é a cara do Nordeste

De Alcaçuz para o além

Décimas de saudade (Ao meu filho Ângelo Ricardo – in memoriam)

Discurso de posse na Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel (ANLIC)

Dona Militana é romanceira potiguar

Esperando ser atendida pela minha geriatra (Série Consultório)

Eu venho aqui em defesa da sustentabilidade

Falando de poesia (décimas de sete pés e galope à beira mar)

Falando em politicagem com o coração magoado

Filosofia em cordel

Filosofia em cordel (aplicada à Educação Fundamental)

Filosofia em versos

Fumar, ação indicada pra quem quer partir mais cedo

Gonzagão, o velho Lula, majestade do sertão…

Hamlet x Édipo Rei

Hércules/Héracles (pretenso cordel da mitologia greco/romana)

Homenagem do Lions Clube Natal Norte ao governador do Distrito La-5

Horror sem limite (Horror da escravidão)

I Feira do Livro no SESC em 2007

Karang, um jovem crustáceo que desejava ser gente (Cordel em décimas de sete pés)

Lampião ainda é vivo no coração do Nordeste

Lembranças do meu lugar

Lembranças tristes

Loja Maçônica Clementino Câmara (50 anos de fundação)

Mano, o jovem pinguim que não sabia cantar

Minga zóio de prata

Mythos – a mitologia greco/romana recontada

Na trilha de Marco Haurélio

Não seja dito um otário, lave sempre as suas mãos

Nesta vida quem pega o bonde errado vai parar na estação do desengano (Décimas de sete pés)

Nós acima dos sessenta também temos que lutar

Nossa Cidade Satélite é um bairro especial

O amante da poesia…

O amor em Platão

O Brasil contra a impunidade

O cordel da prevenção: a AIDS é incurável, devemos nos prevenir

O dia do professor em 2016

O distino de Jusé, fio de dona sinhá

O garoto que o destino tornou um homem sem sorte

O homem e o pensamento filosófico

O Homem Morcegomem

O livro educa e ensina ao jovem um melhor viver

O lixo nas ruas traz males à população

O menino mentiroso que virou um peixaré

O milagre do amor

O mito de Dédalo e Ícaro

O pacto alfa

O poeta Américo Pita e o fogaréu no seu sítio

O tatu filosofante

O verdadeiro saber é saber-se ignorante

Os direitos do trabalho ou o de não trabalhar

Os perigos escondidos na automedicação

Palestra sobre cordel no Hotel Barreira Roxa

Parabéns Carlos Delmiro por sua vida de luta

Pensamentos filosóficos

Pintinho de chocadeira

Pra que reclamar das dores?

Quero dormir eternamente!

Religiões enganadoras

Respeitemos nossa terra, o planeta em que vivemos

Respeito à diversidade é de nossa obrigação

Rosa recebendo o título de cidadã natalense

São seis anos de saudade

Saudades dos meus velhinhos

Se a métrica não for bem feita, o cordel não fica bom

Sendo homenageada pela UBE/RN

Seu Fortunato, o meu pai, era contador de histórias

Um ano repleto de saudade e dor (homenagem em galope à beira-mar)

Um cordel em homenagem a Hilton da Cruz Gouveia

Um garoto como qualquer outro

Um pesadelo real de quem ama a natureza

Um sindicato de garra desde sua criação

Uma história de amor à cultura potiguar

Uma história de amor que vence a diversidade

Uma incelença ao meu ex-amor (poesia rimada e metrificada – sextilha)

Visitante inesperado

Viva a mulher!!

XVII Semana de Filosofia da UFRN – 2007

Poetisa Rosa Ramos Regis da Silva – Síntese biográfica

A cordelista paraibana Rosa Ramos Regis da Silva é filha do agricultor Fortunato Ramos Regis e da dona de casa Maria Joaquina de Farias. Rosa Regis, como é mais conhecida, nasceu no ano de 1949 no Sítio Jerimum, em Mamanguape (PB), atualmente Jacaraú (PB), e aos 17 anos (1966) fixou-se em Natal (RN) tendo antes residido em Montanhas (RN) por nove anos (REGIS, [2006?]; REGIS, [2007?]; SILVA, 2007).

Bacharel em Economia e Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Rosa Regis demonstrou sua verve poética ao cursar Filosofia, pois escrevia seus trabalhos acadêmicos em rima, até parte do trabalho de conclusão de curso e o discurso de formatura (REGIS, [2006?]; REGIS, [2007?]; SILVA, 2007).

Na contracapa do seu folheto O Verdadeiro Saber É Saber-se Ignorante, podemos ler detalhes de como se deu o início da sua produção cordelística:

Descobriu essa aptidão ao aposentar-se, quando passou a fazer caminhadas levando consigo um papel e uma caneta, escrevendo no meio da rua e chamando a atenção dos caminhantes. Naquele tempo, no ano de 1998, logo após aposentar-se, resolveu fazer um vestibular e, como não estava preparada para tal, fechou os olhos e marcou com indicador, no livreto do candidato, o curso para o qual concorreria a uma vaga. Deu filosofia. E este, foi o curso da sua vida. Foi ali que desenvolveu mais e mais sua aptidão poética, produzindo, com o incentivo de alguns professores, tais como o prof. Dr. Marcos Figueiredo da Silva e o prof. Dr. Oscar Frederico Bauchwitz, entre outros, que a coisa evoluiu. E aí fez grande parte dos seus trabalhos universitários em versos. Meio capengas, é certo! Mas, em versos. (REGIS, 2010)

Amante da poesia popular, a cordelista é membro de inúmeras instituições vinculadas à tradição da literatura poética oral e em folheto, como da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte (ATRN); Academia Norte-Rio-Grandense de Literatura de Cordel (ANLIC), da qual foi presidente no período de 2011-2014 e depois tesoureira; Associação Cultural Casa do Cordel (ACCC); Associação Estadual de Poetas Populares (AEPP); Associação Popular de Literatura de Cordel (APLC) da qual foi membro fundadora; Movimiento Poetas Del Mundo; Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte (SPVA/RN); União Brasileira de Escritores no Rio Grande do Norte (UBE/RN); e União dos Cordelistas do Rio Grande do Norte (UNICODERN) (REGIS, [2006?]; REGIS, [2007?]; SILVA, 2007).

O que apresentar agora, então? Em primeiro lugar, antes do rol de suas obras e prêmios, como ressalva à produção poética e participação de Rosa Régis na seara cultural, transcrevemos trecho inicial e final de O Distino de Jusé: fio de dona Sinhá:

(inselença)
Meu povo, me dê licença
Prumode a rede passá!
Nói vamo interrá Jusé
Qui já cumeça a cherá!
Morreu de morte matada:
Pra mai de doze facada.
Lhe matáro pra robá.
 
Assim cumeça a história,
Contada de trái pra diante:
Um história sem gulória
D'um matuto arritirante
Qui partiu da sua terra,
Do sertão no pé da serra,
Puresse mundão avante.
 
É a história de Jusé
Fio de dona Sinhá.
Quidexô a sua terra
Poi já num tinha o qui dá
Prumode a sêeeca, doutô!
E pra capitá se mandô,
Buscando in que trabaiá.
 
Um dia, de manhãzinha,
S'elevanta distimido,
Dizendo a mué: - Chiquinha,
Já tô mermo arrizuvido!
Tu arrebanha os minino
Qui agora o nosso distino
É o qui Deus fôsiivido.
 
Tem um povo arrabanhando
Gente pra ir trabaiá.
Mai só leva sem muié!
Eu num quero ti dexá.
Pra donde eu fô tu vai!
Nossos fio vão atrai.
E Deus vai nos ajudá.
 
A muié, obidiente
Quiera, já começô
A arrumá os mulambo
Cuma o marido mandô:
Roupa véia, arremendada;
Carça cum perna rasgada;
Pedaço de cubertô.
 
Arrebanhô os minino
Quitava tudo ispiado:
Maigarida, Sivirino,
Zabé, Antonha, Conrado.
E mais argum, que agora
No momento, nessa hora,
Eu num mermo alembrado.
 
Zé, cuma inxada no ombro,
Onde vai dipindurado
Um cabacinho cum água
E um matuião de lado
Cum farinha de mandioca
Beiju seco, tapioca
E um caiquinho assado.
 
[...]
 
Morreu o Zé de Chiquinha!
Ninguém sabe quem matô.
Arguém diz qui foi um fio
Dele mermo, quiindoidô.
E ôtos dize: - Foi ladrão!
Só se sabe qui o sertão,
cum tristeza, meu patrão,
A sua morte chorô.
[REGIS, [2007?])

Rosa Ramos Regis da Silva é aposentada da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN) e aos sessenta anos (2009) foi aprovada em concurso público para a Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (SEEC/RN) para lecionar filosofia no ensino médio (SILVA, 2007).

A promoção à educação também está presente na sua produção artística, como vemos nas explicações contidas no folheto O Cordel da Prevenção: a AIDS é incurável, devemos nos prevenir:

Pode-se encontrar no sangue;
Na secreção vaginal;
No esperma ou mesmo no leite,
Que é alimento maternal
Da mãe que, infectada
Pelo tal vírus, coitada,
A transmissão é fetal.
 
Porém o contágio pode
Demorar a aparecer,
Lavando mais de dez anos
Para que se possa ver
Que se possui a doença.
E ao descobrir-se, é imensa
A tristeza. E faz sofrer.
 
Quem se droga e compartilha
A seringa está, também,
Arriscando a própria vida
E a vida de mais alguém.
A AIDS e a droga, juntos,
São: prenúncio de defuntos.
Pois os dois, morte contêm.
 
Ao desenvolver a AIDS,
O HIV, então,
Começa, pois, um processo
Que leva à destruição
Dos glóbulos bancos, causando,
No ser que o está portando,
Uma grande desproteção.
[...]
(REGIS, 2008)

Sua obra reconhecida já recebeu muitos prêmios, sendo em primeiro lugar dos cordéis em décima ou sextilhas: 2008 – XIV Festival Sertanejo de Poesia (FESERP) da Acauã Produções Culturais (APC), recebendo o Prêmio Augusto dos Anjos, na cidade de Aparecida (PB) com o cordel em décima: Lampião Ainda É Vivo no Coração do Nordeste; 2009 – III Prêmio COSERN de Literatura de Cordel, em Mossoró (RN) com Eu Venho Aqui em Defesa da Sustentabilidade, e I PRÊMIO SINDSAÚDE/RN, com o cordel O SINDSAÚDE é um sindicato de garra, ambos escritos em sextilha;2010 – II Prêmio Literatura de Cordel da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel, em Caruaru (PE), com a décima: A Feira de Caruaru É Patrimônio do Povo (REGIS, [2006?]; SILVA, 2007). Rosa Régis alcançou o oitavo lugar no X e XIV FESERP com UM Deus Nascido da Dor e O Ipê Roxo, respectivamente (REGIS, [2006?]; SILVA, 2007).

A partir do rol de premiação da ilustre cordelista, gostaríamos de lembrar que ela também tem sonetos premiados, muitos livros e folhetos (poesias) publicados, participação em diversificados eventos culturais (festivais, concursos literários, feiras e outros). Apresentamos, portanto, trecho do cordel que encarna seu saber da história da filosofia, intitulado Filosofia em Cordel (aplicada à Educação Fundamental):

Nos disse o mestre dos mestres
do pensar, que foi Platão,
que as coisas só iam entrar
nos eixos neste mundão
quando este fosse mandado,
dirigido, governado,
por filósofos. E então?!...
 
[…]
 
TALES DE MILETO
 
Tales nasceu em Mileto.
Foi um grande pensador!
Sendo ele o primeiro Sábio
Do mundo. Um conhecedor.
Foi político, geômetra,
e astrônomo. Com louvor.
 
[…]
 
ANAXIMANDRO
 
Falemos de Anaximandro,
que veio logo em seguida.
Este era da mesma linha
de Tales, pois que a vida,
pra ele, vinha da água
de uma forma definida:
 
[…]
 
PITÁGORAS
 
Combinação curiosa
de místico e cientista,
de matemático, geômetra,
como verdadeiro artista
ele manuseia os números
como um hábil equilibrista.
 
[…]
 
HERÁCLITO
(Não se entra no mesmo
rio duas vezes)
 
Quinhentos anos a.C.
Heráclito já afirmava
que tudo estava em fluxo.
Mas também acreditava
em uma justiça cósmica
que o mundo equilibrava.
 
[…]
 
EMPÉDOCLES
 
Empédocles de Agrimento
cria uma clepsidra
em metal. Descobre o ar.
E diz que: De Deus duvida.
Julgando-se o próprio Deus!
O dono da sua vida.
 
[…]
 
OS ATOMISTAS
 
Falando dos atomistas,
Quatrocentos e Vinte a.C.
O mundo, aí, é formado
por particulazinhas que
unem-se, formando um todo.
Seria loucura? Engodo?
Tente descobrir você!
 
LEUCIPO E DEMÓCRITO
 
De Parmênides: a idéia
de partículas essenciais,
de Heráclito: o movimento
que não termina jamais,
herdam, e propõem: átomos
indivisíveis. E mais:
 
[…]
 
OS SOFISTAS(Grandes mudanças)
 
Enquanto que para os gregos
o interesse maior era
a unidade e a diferença,
o Universo... quem dera!
As grandes questões, agora?!
Isso era apenas quimera.
 
[…]
 
PROTÁGORAS
 
Segundo ele, o homem
era, de tudo, a medida.
E a sua praticidade
não lhe deixava saída:
conhecer a realidade
era coisa descabida.
 
[…]
 
TRASÍMACO
 
Para Trasímaco, a Justiça
era a vantagem de quem
tem o poder, é mais forte.
E, desta forma, ele vem,
de uma forma grosseira,
“trocar” o mal pelo bem.
 
Fim do folheto I
 
 (REGIS, [2007]; REGIS, 2008)

FONTES CONSULTADAS

REGIS, Rosa. Filosofia em cordel. [Natal : s.n., 2005]. In: Recanto das Letras. [2007]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/579860&gt;. Acesso em: 28 out. 2017.

REGIS, Rosa. Filosofia em cordel. [Natal : s.n., 2005]. In: Rosado Cordel. 6 mar. 2008. Disponível em: <http://rosadocordel.blogspot.com.br/&gt;. Acesso em: 26 out. 2017.

REGIS, Rosa. O cordel da prevenção: a AIDS é incurável, devemos nos prevenir. 2008.

RÉGIS, Rosa. O distino de Jusé: fio de dona Sinhá. Natal: Casa co Cordel, [2007?].

REGIS, Rosa. O verdadeiro saber é saber-se ignorante. Natal: [S.n.], 2010.

REGIS, Rosa. Perfil. [S.l.: s.n.]. In: Recanto das Letras. [2006?]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=5757&gt;. Acesso em: 26 out. 2017.

SILVA, Rosa Regis da Silva. Perfil. [S.l : s.n.]. In: Rosa Regis Poetisa. 21 jul. 2007. Disponível em: <http://www.rosaregispoetisa.net/perfil.php&gt;. Acesso em: 28 out. 2017.

Poetisa Rosa Ramos Regis da Silva – Identificação

Nome: Rosa Ramos Regis da Silva

Poetisa Rita Nilce Martins Cruz da Fonseca

Poetisa Rita Nilce Martins Cruz da Fonseca – Síntese biográfica

Mais conhecida como Rita Cruz. Acarauense, filha de José Neilson Couto Cruz e Maria de Jesus Martins Cruz, a poetisa cordelista Rita Nilce Martins Cruz da Fonseca também é contadora de histórias, conhecida como Ritinha Catita, a menina que conta histórias (RIOS, 2017).

A cordelista Rita Cruz é cearense e membro da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte (SPVA), da Associação Cultural da Estação do Cordel/RN e da Casa do Cordel/RN (RIOS, 2017). É de sua autoria o poema intitulado: A mulher.

De perfume indelével,
a mulher é uma rosa,
seu cheiro é agradável,
deixando-a deliciosa
delicada e sensual,
a mulher é poderosa.
 
A mulher é uma deusa
por vênus é abençoada
a criatura perfeita
por deus foi ornamentada
de beleza deslumbrante,
uma obra bem talhada.
 
Dos poetas é a musa,
do homem a companheira
dos filhos a protetora,
lutando como guerreira
e ainda lhe sobra tempo
pra ser bonita e faceira.
 
Deus a ela concedeu,
o poder de germinar
para do ventre sagrado,
um fruto do amor gerar
a mulher sempre zelosa,
vive edificando o lar.
 
(CRUZ, 2017)

Sua produção está presente na publicação Cordelistas Contemporâneos – Coletânea 2017, obra que reúne textos de 53 poetas, representantes das regiões brasileiras (COLETÂNEA …, 2017; LANÇADA …, 2017).

FONTES CONSULTADAS

COLETÂNEA reúne trabalhos de 53 cordelistas das cinco regiões. [S.l. :s.n.]. In: Cultura gov. 2 jun. 2017. Disponível em: <http://www.cultura.gov.br/o-dia-a-dia-da-cultura/-/asset_publisher/waaE236Oves2/content/coletanea-reune-trabalhos-de-53-cordelistas-das-cinco-regioes/10883&gt;. Acesso em: 2 set. 2017.

CRUZ, Rita. A mulher. [S.l. : s.n.]. In: Cordel de saia. 14 ago. 2017. Disponível em: <http://cordeldesaia.blogspot.com.br/&gt;. Acesso em: 3 set. 2017.

LANÇADA coletânea de cordelistas de todas as regiões do Brasil. [S.l. :s.n.]. In: Funart. 31 maio 2017. Disponível em: <http://www.funarte.gov.br/literatura/livro-com-poesias-de-53-cordelistas-tem-lancamento-no-dia-1%C2%BA/#ixzz4rUAtgmgc&gt;. Acesso em: 2 set. 2017.

RIOS, Totó. Rita Cruz. [S.l. : s.n.]. In: Aracajú pra recordar. 8 jun. 2017. Disponível em: <http://acarauprarecordar.blogspot.com.br/2017/06/rita-cruz.html&gt;. Acesso em: 1 set. 2017.

Poeta Rita Nilce Martins Cruz da Fonseca – Identificação

Nome: Rita Nilce Martins Cruz da Fonseca

Pseudônimo: Rita Cruz

Poeta Raimundo Clementino Neto – Capas de Folhetos