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Sobre Memórias da Poesia Popular

Projeto (CNPq/PPGCI-UFPB) vinculado ao Grupo de Pesquisa Leitura, Organização, Representação, Produção e Uso da Informação, coordenado pela professora Dra. Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque, docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.

Poetisa Ana Maria de Santana – Síntese biográfica

Cordelista de Alagoinhas (BA), Ana Maria de Santana nasceu na véspera do Natal, 24 de dezembro, do ano de 1924, na fazenda Ladeira (SANTANA, 1982). Foi professora primária municipal na cidade de Salvador, onde residia, no bairro Sete de Abril, na Rua Santo André, 247 (SANTANA, 1982).

Além do oficio de professora, a poeta encontrou nas letras seu oficio literário, como revela um de seus cordéis de 8 páginas, 32 estrofes, sextilhas de 7 sílabas, intitulado:

História de Lucas da Feira
 
Apreciem meus leitores
O que agora vou narrar
É sobre Lucas da Feira
De quem sempre ouvi falar
Nas ruas de Alagoinhas,
P'ra "seu qualquer" decorar.
 
O Lucas de quem lhes falo
É de "Saco de Limão"
Sítio em Feira de Santana
Princesa por tradição
Onde uma grande balança
Pesa gado, de porção.
 
Um amigo que eu tinha
Era um guarda tarimbado
Nascido em Santo Amaro
Capoeirista afamado
Estes folhetos antigos
Decorava, a seu agrado.
 
E eu, que desde criança
Sempre achei engraçado
Ia ouvindo e gravando
Sem nada ser consultado
E continuo escrevendo
Estou cumprindo o meu fado.
 
(SANTANA, 1982, p. 1)

FONTES CONSULTADAS

SANTANA, Ana Maria de. Visite a Bahia. Salvador: Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1981.

SANTANA, Ana Maria de. História de Lucas na feira. Salvador: [S.n.], 1982.

Poeta Amaral Américo de Araújo – Síntese biográfica

Poeta barrense, nascido na mesorregião do Sul Cearense (Barros) no vigésimo primeiro dia de novembro de 1972, Amaral Américo de Araújo escreveu seu primeiro cordel ainda jovem, aos 17 anos, intitulado Feira Filosófica (1989) (FORMULÁRIO, 2017).

Mestre Américo, como é mais conhecido, é filhode Severino Américo de Araújo e Joana da Graça Américo. O poeta afirma que suaverve poética foi inspirada por grandes artistas, como Federico Garcia Lorca,Gilberto Gil, Ivanildo Vila Nova, Jackson do Pandeiro, João Cabral de MeloNeto, Luiz Gonzaga e Patativa do Assaré, como por familiares e toda a nossagente, do misticismo popular, como das “rezadeiras, lavadeiras, romeiros,cantadores de feira, livros de filosofia e programas de rádio” (FORMULÁRIO,2017).

FONTES CONSULTADAS

ARAÚJO, Amaral Américo de. Formulário respondido onlineno blog Memórias da Poesia Popular em 15/04/2017. Disponível em: <https://memoriasdapoesiapopular.com.br>.

Poeta Alberto Lima – Síntese biográfica

Capricorniano nascido em 27 de dezembro de 1980, o atuante cordelista baiano Alberto Lima apresenta sua arte em transportes e praças públicas, em instituições de educação, além de participar de diversos eventos que fomentam a literatura de cordel e sua produção. Quer sejam em encontros, conferências, seminários, mostras ou oficinas realizadas em diversas regiões brasileiras, ele percorreu os estados de Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Bahia (Nordeste), Rio Grande Sul (Sul) e Minas Gerais e São Paulo (Sudoeste) compartilhando técnicas da arte popular da literatura de cordel (LIMA, 2010a; 2010b).

Prova viva de sua ativa atuação cultural são as suas participações nas bienais do livro baianas, precisamente nas 9ª, 10ª e 11ª Bienal do Livro da Bahia (2009, 2011 e 2013) ministrando exposição, apresentações e palestras sobre cordel (OS MELHORES …, 2013).

Durante a 11ª Bienal do Livro na Bahia, o Espaço do Cordel foi uma das maiores atrações.  Vinte e dois poetas compuseram a programação oficial de arte viva realizando performance na  Praça de Poesia e Cordel, cuja abertura do dia 22 de novembro foi de Alberto Lima, “bradando títulos, versos e soprando uma flauta transversal que deu um novo toque aos recitais e shows seguintes” (OS MELHORES …, 2013).

Nas apresentações ministradas em instituições de ensino superior, passou na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Universidade Católica do Salvador (UCSal), Universidade Salvador (UNIFACS), Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Faculdade Castro Alves, Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Fundação Pedro Calmon (LIMA, 2015).

Em 2009, ministrou oficina de produção literária na Biblioteca Central dos Barris (Salvador/BA), no projeto “Bibliotecas Abertas aos Domingos”. No ano seguinte, ministrou a mesma oficina na Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB) na I Mostra Integrada de Saúde da Família e Vigilância à Saúde (LIMA, 2015).

Durante a VIII Conferência Estadual de Saúde da Bahia (2011), Alberto Lima apresentou o Cordel da Primavera da Saúde, produzido pelos militantes da #PrimaveradaSaúde, movimento de “luta por uma regulamentação da Emenda Constitucional 29 que efetivamente aumente o investimento do Estado Brasileiro no sistema público de saúde” (AS FLORES …, 2011).

Nos encontros de educação popular em saúde, o cordelista Alberto Lima promove cuidados e formas de levar informação por meio do cordel, assim também difunde a poesia popular (LIMA, 2014).

FONTES CONSULTADAS

LIMA, Alberto. A morte do jumento querido. [S.l.], [s.n.], 2010. Disponível em: <http://poetaalbertolima.blogspot.com>. Acesso em: 10 dez. 2015.

LIMA, Alberto.  ABC do ladrão/terrorista.[S.l.], [s.n.], 2010. Disponível em: <http://poetaalbertolima.blogspot.com>. Acessoem: 10 dez. 2015.

ASFLORES da Bahia se somam à #PrimaveradaSaúde. In: CONASEMS. [S.l. :s.n.], 15 set. 2011. Disponível em:<http://www.conasems.org.br/as-flores-da-bahia-se-somam-a-primaveradasaude>.Acesso em: 17 abr. 2017.

LIMA, Alberto. Agenda do poeta Alberto Lima. In: Poeta Alberto Lima: blogspot. [S.l. : s.n.], 5 dez. 2010. Disponível em:<http://poetaalbertolima.blogspot.com>. Acesso em: 14 abr.2017.

LIMA, Alberto. Blog do poeta. In: PoetaAlberto Lima. [S.l. : s.n.], 21 março 2015. Disponível em:<http://poetaalbertolima.blogspot.com>.Acesso em: 14 abr. 2017.

LIMA, Alberto. Cordéis do Poeta Alberto Lima e downloads. In: Poeta Alberto Lima: blogspot. [S.l. : s.n.], 15 nov. 2010.Disponível em:<http://poetaalbertolima.blogspot.com>. Acessoem: 14 abr. 2017.

LIMA, Alberto. Educação popular em saúde, emseu encontro internacional.. In: Poeta Alberto Lima: blogspot. [S.l. :s.n.], 31 jul. 2014. Disponível em:<http://poetaalbertolima.blogspot.com>. Acesso em: 17 abr. 2017.

OS MELHORES momentos da XI Bienal do Livro da Bahia 2013. In: Oficina de cordel. 25 nov. 2013. Disponível em:<http://oficinadecordel.blogspot.com.br>. Acessoem: 15 abr. 2017.

Poeta Adolfo Mariano de Jesus – Síntese biográfica

Filho dos mineiros Francisco Mariano de Jesus e Maria Antônia de Oliveira, Adolfo Mariano de Jesus também nasceu em solo mineiro na cidade de Patrocínio, no dia 20 de fevereiro de 1895 e teve quatro irmãos: Bernardino Mariano de Oliveira, Maria Delfina Guimarães, João Mariano de Oliveira e João Francisco Guimarães (ADOLFO …, 2003; O POETA …, 2009).

Em 1897, quando Adolfo tinha apenas dois anos de idade seus pais radicaram-se na terra das congadas, Catalão – GO, precisamente na fazenda do Pari, hoje pertencente à Goiandira e nesta cidade pode-se dizer que teve sua formação sociocultural. Homem múltiplo, Adolfo Mariano foi “administrador, ativista, conferencista, contista, cordelista, cronista, educador, ensaísta, escritor, fazendeiro, ficcionista, intelectual, literato, memorialista, orador, pensador, pesquisador, poeta e produtor cultural.” (ADOLFO …, 2003; O POETA …, 2009).

Viveu na fazenda Chapéu, também em Goiandira, casado com Tereza Francisca de Rezende e teve onze filhos: Jesus, Maria, Tércio, Gerson, Laerte, Lecita, Terezinha, Divino, Linea Mariano de Rezende, Jair e Dileno. Faleceu aos 86 anos de idade, no dia 10 de janeiro de 1982, na cidade de Goiânia, em consequência de uma pneumonia (O POETA …, 2009).

Mário Ribeiro Martins biografou Adolfo Mariano de Jesus no Dicionário Biobibliográfico de Goiás (1999), além de focalizá-lo em outras produções Estudos Literários de Autores Goianos e Escritores de Goiás (ADOLFO …, 2003).

No site Usina das Letras ainda encontramos a informação de que Adolfo Mariano de Jesus foi membro da União Brasileira de Escritores de Goiás, da Associação Brasileira de Cordelistas, além de estar presente na Estante do Escritor Goiano, do Serviço Social do Comércio (Sesc), e autor de múltiplos textos de estudos folclóricos (ADOLFO …, 2003).

Passou a publicar aos 30 anos, em 1925, no jornal Novo Horizonte de Catalão, porém começou a escrever seus versos cedo, após uma instrução rudimentar que recebeu por um curto período de 11 meses, do mestre João Barbosa de Melo, quando ainda morava na fazenda dos pais. Ainda jovem também aprendeu a tocar viola e sanfona (O POETA …, 2009).

Moreira (2012) conta que ofolclorista paulista José A. Teixeira estudou o folclore goiano, em 1938, vindoa publicar o livro Folclore Goiano(1940), com segunda edição após 18 anos, precisamente em 1958, ambas pela Cia.Editora Nacional. Eis o que nos falou Teixeira (1938) apud Moreira (2012):

Este homem sertanejo, cuja fama, apesar da sua modéstia, corria sertão afora; durante sua vida escreveu versos sonoros para a memória popular, dentre estes sobressaem os referentes à coluna Prestes e à revolução de 1930; sua moda fornece dados históricos e reacionais da população sertaneja, ante estes dois acontecimentos; além deste particular enfoque, sua poesia registrou, também, os velhos processos políticos e eleitorais da época ena região onde morava, quando imperavam a fraude e a violência.

Adolfo Mariano de Jesus, tambémconhecido como Adolfo Mariano de Goiandira, escreveu poemas como: ABC da Revolução – coluna Prestes(ADOLFO …, 2003; MOREIRA, 2012; O POETA …, 2009; PETROF, 2015).

ABC da Revolução

Amigu leia estis versu
I presti bem atenção,
Neli queru dar us dadu
Da ultima revolução,
Desde u Piris du Riu             
Até u velhu Catalão.
 
Coluna Siquera Campus
Chegandu naqueli pontu,
Feislogu requisição
Pidinducincuentacontu;
Numa ocasião de crisi
Achou todu mundu prontu.
 
Demoraram alguns minutu
I começô a malvadeza,
U Siquêr aautorizô
Qui ali fizesse limpeza,
Saquiasse o dinhêro
U restu desse à pobreza.
 
ZoroastrudiArtiaga
Logutirô uma linha
Fugiu levandu a mudança
Puxada numa carrocinha
I pidindu aos que ficassi
Ninguem dê nuticias minha..

Teixeira (1938) apud Moreira (2012) assim delineia opoeta: “homem de meia estatura, moreno, magro, pais mineiros, lê e escreve;sempre com sua viola, toda enfeitada de fitas”.

FONTES CONSULTADAS

ADOLFOMariano de Jesus. In: USINA das letras. [S.l. : s.n.], 2003. Disponível em:<http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=3741&cat=Ensaios>.Acesso em: 2 mar. 2017.

MOREIRA, Hélio. Folclore goiano. In: MINHAS crônicas. [S.l. : s.n.], 2012. Disponívelem: <http://minhcronicas.blogspot.com.br/2012/04/folclore-goiano.html>.Acesso em: 3 mar. 2017.

O POETA Nato: Adolfo Mariano. In: Blog o poeta nato: Adolfo Mariano. [S.l. : s.n.],[2009].  Disponível em:<http://fund.adolfomariano.blog.uol.com.br>.Acesso em: 3 mar. 2017.

PETROF,Daiana. A revolução de 1930 e o folclore goiano. Diário da manhã, [S.l.], 30 jun. 2015. Disponívelem:<https://www.dm.com.br/opiniao/2015/06/a-revolucao-de-1930-e-o-folclore-goiano.html>.Acesso em: 3 mar. 2017.

Poeta Ademar da Silva Siqueira – Síntese biográfica

Poeta amazonense da capital, Ademar da Silva Siqueira nasceu no dia 27 de novembro de 1967. Filho de Severino Alves Siqueira e Odete Rabelo da Silva, ele deixou a Capital da Borracha para residir na Capital do Carnaval, posteriormente na Capital das Mangueiras, cidade de paisagem repleta de belezas naturais, radicando-se, em seguida, na capital por ele alcunhada de “Capital do Queijo”, como narra: “[…] Além de Manaus, já morei no Rio de Janeiro, Belém do Pará e atualmente resido em Belo Horizonte, capital do queijo, como costumo brincar” (FORMULÁRIO, 2016; SIQUEIRA, [20–]).

Amante das coisas simples e boa prosa, é como se autodescreve o poeta popular Ademar da Silva Siqueira, que adotou como sua a cidade de Belo Horizonte (MG) e com carinho se designa filho da Amazônia e de Minas Gerais, por isso “amazoneiro”. Ademar Siqueira, como é mais conhecido, é casado com Shirley Cristina, descrita por ele como “mineirinha maravilhosa”, com quem teve dois filhos (SIQUEIRA, [20–]; FORMULÁRIO, 2016).
Causas e prosas, assim como as coisas simples da vida, são elementos culturais apreciados por Ademar Siqueira, que assim se define:

Meu hobby é a leitura e escrita, não sou poeta, mas tenho um coração aberto para os sentimentos. E sinto prazer em escrever. Tenho sido agraciado com a simpatia de alguns leitores que também amam poesia. Espero que os amigos leitores que visitam o meu recanto encontrem encanto e beleza nos versos que publico. Ademais, espero atrair amigos amantes das coisas simples, para que possamos compartilhar das coisas da alma e do coração (SIQUEIRA, [20–]).

O poeta foi marcado pelo destino do sangue nordestino, como afirmou em resposta a um post do blog de Luiz Berto, Jornal da Besta Fubana: “Filho do norte num mote de nascença, trago na veia a saga sertaneja, sou filho de um pernambucano, não encontro outra razão para minha herança que não seja essa, de ser filho de pernambucano […]” (SIQUEIRA, 2016). A herança nordestina aliada à inspiração obtida pela obra do poeta campinense Jessier Quirino, a quem considera estímulo para sua produção o fez compor o Cordel Desesperado, publicado no Recanto das Letras, um espaço virtual, com esperança de que seus leitores “encontrem encanto e beleza […] das coisas da alma e do coração” (SIQUEIRA, [20–]).

Cordel Desesperado

Vige tu num sabe da acontecença
Que deixou o véio Zé Tino zuruó
Um desatino pra Dona Florença
Pois nada podia ter sido pió
Embucharam sua fia Hortença
Valei-me minha santa paciença
Foi Tião o Tiãozinho Fogoió.

A peste bateu asa do sertão
O véio tinha planos pra famía
De tristeza se encheu seu coração
Tiraram a honra da única fia
Vige Maria! Tá armada a confusão
Eu é que não queria tá na pele do Tião
Florença chorava lavando as vasía.

Zé Tino apoiado na lei do rapapé
Contratou um cabra bem marvado
Que acudia pelo nome Barnabé
Valentão no sertão era arrochado
Fogoió quis dá uma de xeleléu
Enfrentando toda a fúria do Pitéu
Bajulou mas num teve resultado.

Hortença que já beirava os quarenta
Moça véia destinada ao caritó
Zambêta com belo palmo de venta
Se viu favorecida pelo peste Fogoió
Mexeste na carne agora tu aguenta
Rói o osso e mastiga a pimenta
E sapeca o beiço no jiló.

Fogoió sem destino deu no pinote
Caiu nas brenhas na caixa bozó
Dizem que ele foi pro norte
Errante sem rota no cafundó
Pra outros encontrou a morte
Pro Zé foi uma questão de sorte
Um dia ele ainda fecha seu paletó.

Mas a vida marvada num dá trégua
O mês nono também já se passou
Fogoió ficou na baixa-da-égua
Feliz Zé Tino agora é vovô
Florença ganhou foi um xodó
O neto ruivinho puxou ao Fogoió
No fim o ódio deu lugar pro amor.

(SIQUEIRA, 2014)

Ademar Siqueira escreveu seu primeiro cordel em 2013, aos 46 anos de idade, intitulado Cordel Sem Nome.

Calango corre no muro
Eu juro corro no vento
Pirulito cabe no furo
E o mote no pensamento
A gente só faz no escuro
O que no claro é um tormento

Aranha sobe na parede
E a formiga no chão passeia
No gancho eu armo uma rede
E no solo ninguém me aperreia
Levanto e mato minha sede
E a fome eu mato na ceia

[…]

(SIQUEIRA, 2013)

FONTES CONSULTADAS

SIQUEIRA, Ademar. Formulário respondido online no blog Memórias da Poesia Popular em 15/09/2016. Disponível em: <https://memoriasdapoesiapopular.com.br>.

SIQUEIRA, Ademar. Cordel desesperado. In: Recanto das Letras. [S.l : s.n.]. 15 set. 2014. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/4963321>. Acesso em: 24 jul. 2017.

SIQUEIRA, Ademar. Cordel sem nome. In: Recanto das Letras. [S.l : s.n.]. 21 set. 2013. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/4492247>. Acesso em: 24 jul. 2017.

SIQUEIRA, Ademar. In: Cinco poemas de Jessier Quirino. Jornal da Besta Fubana. [S.l : s.n.]. 12 maio 2016. Disponível em: <http://www.luizberto.com/repentes-motes-e-glosas/cinco-poemas-de-jessier-quirino>. Acesso em: 24 jul. 2017. [Disse: comentário em post de blog].

SIQUEIRA, Ademar. Perfil. In: Recanto das Letras. [S.l : s.n.]. [20–]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=115813>. Acesso em: 24 jul. 2017.

Poetisa Aline Dremir – Síntese biográfica

Aline Dremir, cordelista goianiense, reside em Palmas (TO). Utiliza sua verve poética para autobiografar-se por meio de versos:

Meu nome é Aline Dremir, moro em Palmas Tocantins.

Meu nome é Aline Dremir
Não é um nome clonado
Quem pensar desse jeito
Vai estar enganado
Parem de me confundir
Com outra que é daqui
De verso já consagrado.

O meu cordel é amador
Estou na aprendizagem
Lendo todos os mestres
Vestindo sua roupagem
Sou outra naturalmente
Poeta independente
Fazendo minha imagem.

Tô morando em Palmas
Capital do Tocantins
Mas nasci em Goiânia
Cidade desses confins
Escrevo por diversão
Eu detesto confusão
Não justifico meus fins.

Recebo muitos e-mails
De pessoas educadas
Me dando aquela força
Umas críticas delicadas
Sou mulher e vou à luta
Não sou uma prostituta
Por falar coisas safadas.

Recebo muitas cantadas
Até me sinto rainha
Por ser assim desejada
Fico sempre na minha
Eu levo na esportiva
Respondo toda missiva
Não sou assim tão certinha.

Eu sou Aline Dremir
Sou do amor e da paz
Só quero a felicidade
Um amor e nada mais
Eu vivo intensamente
Nada quero diferente
Nunca desisto, jamais.

Sou mulher decidida
Adoro fazer amizade
Nunca fujo da luta
E tenho muita coragem
Mato um leão por dia
Levo a vida com alegria
E tenho Deus na bagagem.

(DREMIR, [20–]).

FONTES CONSULTADAS

DREMIR, Aline. Meu nome é Aline Dremir, moro em Palmas Tocantins.  In: USINA das letras. [S.l : s.n.]. [20–]. Disponível em: <http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=4121&cat=Cordel&gt;. Acesso em: 25 jul. 2017.

Poeta Vicente Vitorino de Melo – Capas dos folhetos

Poeta Severino “Ribanceira” – Capas dos folhetos

Poeta Severino Paulino da Silva – Capas dos folhetos

Poeta Severino Milanês da Silva – Capas dos folhetos