Arquivo da categoria: Síntese Biográfica

Poeta de Assis Silva – Síntese biográfica

Francisco de Assis Silva, o Chico de Assis ou Chico Repentista, que faz dupla com João Santana, é natural de Alexandria (RN) e vive a cultura popular desde tenra idade, ouvindo cantadores. Com apenas 15 anos, fez sua primeira apresentação como repentista e aos 19 (1982) já se tornara profissional (BRANDT, 2010; CHICO …, [20–]).

Repentista, cordelista e arte-educador, Chico de Assis, o presidente de associações de repentistas, foi cantador titular de diversos programas radiofônicos, participante de festivais e torneios de repentistas (ASSIS, [19-?]; CHICO …, [20–]).

O múltiplo Chico de Assis foi diretor da Casa do Cantador do Brasil (DF) no período de 1995-1998 e em 2011-2012, períodos em que exerceu a função de conselheiro de Cultura da Ceilândia.  Chico também foi presidente da Associação dos Cantadores Repentistas e Escritores Populares do Distrito Federal e Entorno (ACRESPO) (ASSIS, [19-?]; BRANDT, 2010; CHICO …, [20–]).

Seu retorno ao cargo de diretor da Casa do Cantador, ou Palácio da Poesia em Ceilândia/Brasília, como também é conhecido, revitalizou o espaço.

Após 13 anos de silêncio, diversos cantares – além do repente e do cordel – ressoaram na Casa do Cantador, na cidade de Ceilândia, em 2011. Conhecida por ser um templo da cultura nordestina, a casa projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer retomou projetos que ocorreram de 1995 a 1998 […].

Chico Repentista, como é conhecido o nordestino do Rio Grande do Norte, ocupa o cargo de diretor pela segunda vez. A primeira foi de 1995 a 1998. Morador de Ceilândia há 17 anos, o artista plástico, graduado pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, voltou à casa no dia 31 de janeiro de 2011. Quarenta dias após a posse, a nova diretoria realizou uma seletiva de cantadores para o Festival Regional de Repentistas. Em 18 de março foi a vez da Sexta do Repente, com apresentações de uma dupla de repentista vinda do Nordeste e outra formada por cantadores do DF. O primeiro encontro recebeu dois grandes repentistas, Valdir Teles e Geraldo Amâncio. Ao todo, foram dez edições. (CASA …, 2012)

Referência no Distrito Federal, Chico de Assis conquistou o exterior. No Timor Leste (2002), realizou exposição de cordéis e xilogravuras, além de oficinas de literatura de cordel na Universidade de Dili. Em 2011, realizou shows nas cidades francesas: Paris, Caylus, Marseille, Mullom, Carmaux, Canet, Cordes, Albi e Bordeaux, em parceria com o grupo musical Cordae / La Talvera, momento em que gravou o CD Cantoria na França com os repentistas Rogério Meneses, Antônio Lisboa e Edmilson Ferreira.  Em 2013, fazendo dupla com João Santana, participou do XX Festival Internacional Romerías de Mayo em Holguín, realizado em Cuba, quando conferiram palestras em faculdades e na Casa de Cultura de Ibero-América (CHICO …, [20–]).

No cordel, Chico de Assis elaborou folhetos com tema que versava sobre a saúde dos trabalhadores para o Ministério da Saúde, além do livro de literatura de cordel Os Direitos da Pessoa com Deficiência (2013) (CHICO …, [20–]).

Como uma de suas produções cordelísticas, Chico de Assis poetizou a biografia do poeta Augusto Frederico Schmidt. Em 64 estrofes, narra vida, obra e carreira diplomática do literata Schmidt (BIOGRAFIA…, 2016).

Augusto Frederico Schmidt: um autêntico brasileiro
 
Quero que Deus me ajuda
Com a inspiração nata
Do poeta popular
Que canta o rio e a mata
Para contar a história
De um grande diplomata
 
Fala de Augusto Schmidt
Que foi um grande escritor,
Foi jornalista e poeta,
Um grande empreendedor
E no mundo da política
Exímio articulador
 
Nasceu no Rio de Janeiro,
Mil novecentos e seis,
Nasceu em berço de ouro,
Filho de um casal burguês,
Mas sempre sonhou por fim
À pobreza, de uma vez.
 
Gozou na primeira infância
Paz, amor, felicidade,
Curtindo os prazeres da
Maravilhosa cidade
Não cedendo nem ao peso
Do peso da obesidade.
(ASSIS, [19-?])

FONTES CONSULTADAS

ASSIS, Chico de. Augusto Frederico Schmidt: um autêntico brasileiro. [Brasília]: Fundação Alexandre de Gusmão, [19-?]. 16 p.

BIOGRAFIA do Poeta Augusto Frederico Schmidt em Literatura de Cordel! [S.l. : s.n.]. In: Fundação Yedda & Augusto Frederico Schmidt. 11 abr. 2016. Disponível em: <http://fundacaoschmidt.org.br/a-biografia-do-poeta-augusto-frederico-schmidt-em-literatura-de-cordel/&gt;. Acesso em: 7 set. 2017.

BRANDT, Pedro. Referências no DF, Chico de Assis e João Santana desenvolvem um trabalho afinado com as tradições. Correio Braziliense. 9 jul. 2010. Caderno Diversão e arte. Disponível em: <http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2010/07/09/interna_diversao_arte,201582/referencias-no-df-chico-de-assis-e-joao-santana-desenvolvem-um-trabalho-afinado-com-as-tradicoes.shtml&gt;. Acesso em: 7 set. 2017.

CASA do Cantador retoma agenda cultural. [S.l.: s.n.]. In: Agência Brasília. 2 jan. 2012. Disponível em: <https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2012/01/02/casa-do-cantador-retoma-agenda-cultural/&gt;. Acesso em: 7 set. 2017.

CHICO de Assis [S.l. : s.n.]. In: Encontro dos campeões do repente. [20–]. Disponível em: <http://www.campeoesdorepente.com.br/chico-de-assis/&gt;. Acesso em: 7 set. 2017.

Poeta Francisco Barros Alves – Síntese biográfica

Filho ilustre de Mombaça no estado do Ceará, Francisco Barros Alves é um cordelista que exerce diversificadas atividades: jornalista, cronista, comentarista, taquígrafo, folclorista e poeta. Nasceu no Cedro (CE), radicado na zuna rural de Mombaça, e foi o “décimo sexto filho e único adotado de um casal sem estudo […]” (VIANA, 2011).

Barros Alves (como é mais conhecido) foi influenciado a criar o hábito da leitura pela irmã Tereza. Enquanto amante da tradição, no dia do folclorista, escreveu uma homenagem em seu blog, pôster que também indica o cordel de O Folclore Brasileiro, de Rouxinol do Rinaré.

Minha homenagem especial neste dia, aos poetas de cordel e aos cantadores que improvisam seus versos maravilhosos ao som da viola. Estes eu os considero os verdadeiros gênios da raça. Emociona-me profundamente ouvi-los cantar em desafio, desfiar suas canções melancólicas, enfrentarem-se em desafios em que o ataque verbal semelha uma trovada, uma tempestade de versos; e o raciocínio de cada um é um facho de luz rasgando os ares e iluminando a plateia como um relâmpago rasgando o firmamento. (ALVES, 2009)

O atuante poeta participa de diversas corporações, conforme indica seu minicurrículo publicado no site da Associação Nacional de Escritores (ANE): Academia Cearense de Hagiologia (ocupante da cadeira 19, cujo patrono é Santo Tomás de Aquino); Academia Cearense de Retórica; Academia Cedrense de Letras (ACL), onde ocupa a cadeira 9; Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará (ALMECE), antiga Academia de Letras Municipais do Brasil – Seção do Ceará, participando do Conselho Fiscal no biênio 2010-2012 e é membro honorário como acadêmico por município, especificamente da cidade de Maracanaú (CE); Associação Nacional de Escritores; Círculo Monárquico do Ceará; Comissão Cearense de Folclore (CCF); Instituto Memória de Canindé; Movimento Parlamentarista Monárquico; Recta Ratio; Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC); Sociedade Cearense de Geografia e História; e Sociedade dos Poetas e Escritores de Maracanaú (BARROS …, [20–]).

O escritor e jornalista, editor-chefe da revista Nordeste VinteUm,  Francisco Alves de Barros,  publicou ensaios e poesias. A produção que traz como tema o cordel: A Literatura de Cordel como Instrumento de Conscientização (Ensaio), em 1982, recebeu o prêmio Leonardo Mota de Folclore, concedido pela Secretaria de Cultura e Desporto do Estado do Ceará. A obra é indicada no guia de fontes sobre o cordel, etapa das discussões sobre metodologia para registro da literatura de cordel como patrimônio cultural brasileiro, intitulado Literatura de Cordel no Brasil: um inventário bibliográfico nacional.

Dimas Macedo, em seu blog Literatura, arte e direito, descreve e analisa o ensaio Cachaça, Cordel e Cantador (1991) de Alves de Barros, concluindo: “Trata-se de pesquisador de vasta formação humanística, forrado pelas leituras do clássico e do popular, cujos conhecimentos atestam a sua posição de cordelista maior e de intelectual que se eleva na cultura do Ceará, na atualidade” (MACEDO, 2012).

FONTES CONSULTADAS

ACADÊMICOS: Sócios Honorários e Diretoria 2016/17. In: Blog da ABRHAGI: academia brasileira de hagiologia. Disponível em:

<http://hagiologia.blogspot.com.br/p/academicos.html&gt;. Acesso em: 11 abr. 2017.

ALVES, Barros. Cachaça, cordel e cantador (a cachaça na poesia do povo – uma apologia). [S.l]: Ed. Natacha, 1991. 96 p.

ALVES, Francisco Barros. A literatura de cordel como instrumento de

conscientização. Fortaleza: Secretaria de Cultura, 1982.

BARROS Alves. In: Associação Nacional de Escritores. [S.l. :s.n]. [20–]. Disponível em: <http://www.anenet.com.br/barros-alves/&gt;. Acesso em: 10 abr. 2017.

GASPAR, Lúcia; BARBOSA, Virgínia; SANTOS, Saldanha dos. Literatura de cordel no Brasil: um inventário bibliográfico nacional. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 2013. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br/images/stories/literatura%20de%20cordel%20final%2023.9.2013%204%201.pdf&gt;. Aceso em: 12 abr. 2017.

MACEDO, Dimas. Barros Alves e a cultura popular. In: Dimas Macedo: Literatura, arte, direito. [S.l. : s.n.]. 1 out. 2012. Disponível em: <http://dimasmacedo.blogspot.com.br/2012/10/barros-alves-e-cultura-popular.html&gt;. Acesso em: 12 abr. 2017.

VIANA, Antônio. Biblioteca César Cals e o saber de Barros Alves. In: AVOL. [S.l. : s.n.]. 19 dez. 2011. Disponível em: <http://www.antonioviana.com.br/2009/site/coluna.php?id=5315&gt;. Acesso em 12 abr. 2017.

Poetisa Francisca Maria Cardoso de Oliveira – Síntese biográfica

Francisca Maria Cardoso de Oliveira, conhecida pelo apelido de Mana, nasceu e reside no Sítio Romualdo no Município do Crato, Ceará. Formada em pedagogia pela Faculdade de Filosofia do Crato. É reconhecida por sua literatura que a levou a galgar a imortalidade literária ao tornar-se Membro da Academia dos Cordelistas do Crato, onde ocupa a cadeira nº 11, que tem como patrono professor José Esmeraldo da Silva.

Em sua literatura popular, discorre sobre sua cidade natal, além de remeter-se à memória de outros poetas, a exemplo dos versos:

O Crato está relatado
No livro de Valdemar
Que pesquisando bastante
Tem muito pra nos mostrar
 
Duzentos e vinte anos
De uma fase embrionária
Que evoluiu e hoje
É quase tricentenária
 
Você de cabelos brancos
Vai recordar com certeza
E para a gente mais jovem
Esse livro é uma beleza!
 
Contém histórias e fatos
De um tempo que longe vai
Mas, pra muitos, foi agora
Do pensamento não sai.

FONTE CONSULTADA

FRANCISCA MARIA CARDOSO DE OLIVEIRA (MANA). Disponível em: <http://cordeldesaia.blogspot.com.br/2013/06/mulheres-autoras-na-cordelteca-memoria.html>. Acesso em 20 de agos. 2017.

Poeta Edgar Ramos de Alencar – Síntese biográfica

O filho de João de Alencar Araripe e Antônia de Faria Ramos (Dona Nenê Ramos), Edgar Ramos de Alencar, que adotou o nome artístico de Edigar de Alencar, foi um homem múltiplo – contador, cordelista, crítico, ensaísta, jornalista, memorialista, musicólogo, pesquisador da música popular brasileira, poeta, teatrólogo e trovador. Natural de Fortaleza (CE), nasceu no dia 6 de novembro de 1901 ou 1908, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) no dia 24 de abril de 1993 (EDIGAR …, [20–], HORTENCIO, 2014, MORAES, 2011).

Sua mãe era professora primária e foi com ela que obteve os primeiros conhecimentos gramaticais e matemáticos, e desde criança demonstrou disposição para as letras. Em seu livro, A Modinha Cearense (1967), escreveu a seguinte dedicação: “À memória de Nenen Ramos, minha mãe, que me ensinou a ler, sofrer e cantar”.

Aos 24 anos, publicou seu primeiro livro de poesias intitulado Carnaúba (1932). As demais obras poéticas são: Mocorocó (1942); Cantigas de Enleio e Desencanto (trovas, 1954); Galé Fugido (1957); Poesia Quase Perdida (1973) e Claridade e Sombra de Poesia (1984) (EDIGAR …, [20–], HORTENCIO, 2014).

Ainda jovem foi para o Rio de Janeiro (1926) com o objetivo de completar os estudos. Tendo frequentado a Escola de Comércio Fênix Caixeiral (Fortaleza – CE), foi diplomado contador. No Rio, estudou Administração e Finanças, curso concluído na Faculdade de Ciências Econômicas na primeira universidade federal do Brasil, denominada Universidade do Brasil (1929) (EDIGAR …, [20–], HORTENCIO, 2014).

Para Moraes (2011), o jornalista e cronista Edigar de Alencar ergueu a historiográfica e memória da música popular, pois escrevia especialmente sobre música e carnaval. A obra O Carnaval Carioca através da Música “atingiu cinco edições, esgotadas rapidamente” (HORTENCIO, 2014).

Na obra Claridade e Sombra na Música do Povo (1984), Edigar registrou a embolada nordestina no Rio:

A primeira embolada ouvida no Rio, – “Cabocla de Caxangá” -, com melodia de João Pernambuco e versos de Catulo, foi sucesso verdadeiro em 1913 a 1914. Depois, devido talvez ao êxito da composição nordestina a que os versos catulanos deram grande notoriedade, em 1916-1917, o trio Foca-Abigail-Moreira então em destaque começou a explorar a música do Nordeste. […] (ALENCAR, 1984, p. 161)

Na obra citada acima, Edigar explica que o conjunto vocal e instrumental formado no Recife (PE), Turunas da Mauricéia, trouxe para o Rio de Janeiro reforço do ritmo nordestino, em 1927, quando várias emboladas foram cantadas e uma delas, Pinião, Pinião, foi um grande sucesso do carnaval de 1928, quando alteraram seu ritmo e foi considerada samba.

A paixão pela música é extensiva aos versos, pois Edigar entende que estes se eternizaram por meio da música (modinha).

Nunca me saíram da memória as modinhas que ouvi na minha meninice. Minha mãe, talvez para afugentar as dificuldades e os transtornos de uma existência pobre e duríssima, cantava todos os dias.  […] Era, assim, uma serenata doméstica. Ainda guardo nos ouvidos sons dolentes e palavras quentes das modinhas que entoava, muitas vezes buscando enganar-me a fome […]. (ALENCAR, 1967, p. 11-12)

Outra paixão nacional, o futebol, também foi foco da veia literária de Edigar que escreveu Flamengo: força e alegria do povo (1970). Ainda escreveu para o teatro de revista o espetáculo Doce de Coco, representado no Teatro São José pela companhia Alda Palm Garrido e Pinto Filho. Crítico de teatro, presidiu o Ciclo Independente dos Críticos Teatrais (HORTENCIO, 2014, MONTEIRO, 2011, MORAES, 2011).

Edigar de Alencar, Carioca Honorário, foi um dos fundadores da Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro, ocupando a cadeira n° 4, cujo patrono é Américo de Queirós Facó, poeta e jornalista cearense que viveu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro (HORTENCIO, 2014).

O musicólogo Edigar de Alencar, em 1982, publicou o cordel biográfico em tributo a Pixinguinha, intitulado: Vida e Morte Gloriosa do Grande Músico Negro Pixinguinha (MORAES, 2011). Neste folheto, Edigar apresenta uma nota essencial:

Este folheto representa dupla homenagem de um autor que sempre se mostrou amigo entusiasta da literatura de cordel e da sua pureza original. Homenagem a Pixinguinha, negro genial, cuja fama parece não haver chegado aos menestréis dos sertões nordestinos, à admirável e tão sacrificada quão heroica poesia popular dos sertões. Adotando não só seu feitio básico e imune das influências citadas, como até sua estrutura material tão rudimentar quanto autêntica, não quis como escritor invadir uma seara que sempre desejei não sofresse os agravos de participação chamada (impropriamente, aliás) de eruditas. Assim o demonstrei em dezenas de artigos de imprensa a respeito da matéria. Pode parecer, agora, que sou incoerente. Não sou. Não pretendo figurar como poeta popular, pois este nasce feito, não se faz.

Na eventualidade, repito, este trabalho é mais um preito sincero à estoica e brava literatura em verso, que eu estimo para sempre invulnerável aos assaltos dos espertalhões que tentam deturpar em beneficio próprio. É assim.

E. de A.

1981

Do cordel Vida e Morte Gloriosa do Grande Músico Negro Pixinguinha (1982), extraímos algumas estrofes, em que nas últimas podemos verificar a assinatura do poeta por meio de acróstico, declaração de autoria. Vejam:

A 27 de abril
do ano noventa e oito
nascia na Piedade
um menino vivo e afoito,
que logo que sentiu fome
chorou pedindo biscoito.
 
Negrinho de venta chata,
não vou dizer que era feio,
também bonito é bravata
e aqui não faço arrodeio,
o menino era levado,
vidrado da mãe no seio.
 
Seu pai, um homem de bem:
Alfredo Rocha Viana,
que gostava mais de música
que macaco de banana;
sua mãe, Dona Raimunda
na cozinha era bacana.
 
As avós do molequinho:
Pacífica era a materna,
Ilduviges, africana
vinha da linha paterna,
era mulher dedicada,
pelos netos a mais terna.
 
O casal cheio de filhos,
de prole não tinha medo,
chegaria a uma dezena
que o pai não dormia cedo ...
E foi ele que exclamou:
- Esse aí vai ser Alfredo!
 
- Poderia ser Alfredinho -
disse a mãe, mas dando o sim,
Ilduviges não vacila
e o chama de Pizindim,
que era mesmo que chamar
anjo do céu, serafim.
 
Pizindim, menino bom,
confirmaria o apelido,
e logo pela família
ficou sendo o mais querido,
caçula nem no outro mundo
mais amado terá sido.
 
A casa do pai Alfredo
era um templo musical,
toda noite havia toque
pela "Família Orquestral",
e o menino Pizindim
achava aquilo legal.
 
Aos nove anos de idade
Pizindim já suspirava
de olho no bombardino,
e o cavaquinho arranhava,
enquanto a mana Lulunga
no piano se mostrava.
 
[...]
 
Todo mundo idolatrava
Pinxinguinha – obra-prima
Jusça, Cratô, Chagas Freitas,
Lacerda e Negrão de Lima.
Bittencourt, Arnaldo Guinle,
Sobra amiga a sobra rima.
 
Pixinguinha, o negro amado
morreu sem soltar um grito,
no Céu deve estar regendo
o "Carinhoso" - um bendito -
e talvez até causando
ciúme a São Benedito.
 
Encerro aqui meu trabalho
Dedico a Pixinguinha
Imortal como maestro
Glória que o Céu apadrinha
Artista que se fez santo
Rei do choro e da modinha
 
Deixa canções luminares
E morre à luz dos altares
 
Até no fim foi batuta
Líder de notas e sons
Expiando como um justo
No meio das orações
Cantor de "Rosa" e "Lamento"
Autor de enorme talento
Rei do choro e das canções.
(ALENCAR, 1982, grifo nosso)

FONTES CONSULTADAS

ALENCAR, Edigar de. Claridade e sombra na música do povo. Rio de Janeiro: F. Alves; Brasília: INL, 1984.

ALENCAR, Edigar de. Vida e morte gloriosa do grande músico negro Pixinguinha. Juazeiro do Norte: Gráfica Mascote, 1982. 18 p.

ALENCAR, Edigar de. A modinha cearense. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará, 1967. 

EDIGAR Alencar. In: DICIONÁRIO Cravo Albin da Música Popular Brasileira, [20–]. Disponível em: <http://dicionariompb.com.br/edigar-alencar/biografia&gt;. Acesso em: 21 ago. 2017.

HORTENCIO, Luciano. O cearense Edigar de Alencar e a entrevista histórica feita por Miguel Nirez. [S.l. : s.n.]. In: Jornal GGN. 3 set. 2014. Disponível em: <http://jornalggn.com.br/blog/lucianohortencio/o-cearense-edigar-de-alencar-e-a-entrevista-historica-feita-por-miguel-nirez&gt;. Acesso em: 21 ago. 2017.

MONTEIRO, Bianca Mucha Cruz. Edigar de Alencar e o conhecimento histórico: a construção de uma memória sobre o samba, a vida e a obra de Sinhô. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011.

MORAES, José Geraldo Vinci de. Edigar de Alencar e a escrita histórica da música popular. Cadernos de Pesquisa do CDHIS – UFU (ISSN: 1981-3090), V. 24, N. 2 (2011).

Poetisa Clotilde Santa Cruz Tavares – Síntese biográfica

Artista multíplice, a cordelista Clotilde Santa Cruz Tavares é escritora, atriz, dramaturga, folclorista, pesquisadora, violoncelista e médica. Paraibana de Campina Grande, tendo nascido no dia 14 de dezembro de 1947, sendo a filha mais velha do jornalista e poeta Nilo Tavares e Cleuza Santa Cruz Tavares (a Marquesa). Irmã do poeta e escritor Bráulio Tavares, de Pedro e Inês. (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

Cursou o ensino médio na cidade Natal e em 1970 ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), aonde veio a ser professora, em 1976, um ano após sua colação de grau. (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

Mestre em Nutrição em Saúde Pública pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 1983. Especialista em Epidemiologia (1990) e fundadora do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC/UFRN). (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

Apesar de todo seu cabedal na área de saúde, mas teatróloga e literata influente, dezessete anos depois, se transferiu para o Departamento de Artes do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFRN, passando a lecionar disciplinas como Interpretação Teatral, Literatura Dramática e Folclore Brasileiro. (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

No seu perfil no site do projeto de comunicação Umas & Outras, afirma:

[…] O Teatro, a Literatura e os estudos sobre cultura popular também ocuparam lugar de destaque na minha vida, como atividade paralela.

A partir de 1993 passei a me dedicar exclusivamente às atividades artísticas e intelectuais, transferindo-me do Departamento de Saúde Coletiva e Nutrição da UFRN, onde ensinava desde 1976, para o Departamento de Artes da mesma Universidade. Deixei de ensinar e praticar Medicina. […] (TAVARES, [21–])

Quando estudante de medicina publicou seu primeiro folheto de cordel sendo a “terceira mulher mais antiga a escrever folhetos de cordel no Nordeste, fato documentado pela pesquisadora Fanka Santos” (SÓCIOS…, [21–]).

Em entrevista para pesquisadora Francisca Pereira dos Santos, conhecida como Fanka Santos, em janeiro de 2007, Clotilde contou:

[…] eu sempre gostei dos folhetos, em 74 eu escrevi um folheto chamado A Humana Tragédia. Escrito pela escriba e poeta Clotilde Tavares, poeta por profissão e doutora por circunstância, ai…. era nos plantões, em 1974, a noite, quando não tinha muita coisa para fazer, eu sempre tive dificuldade para dormir, ai eu escrevia estes negócios, olhe só, ….então eu comecei a escrever um folheto sobre a arte da medicina. (SANTOS, 2009, p. 173)

Fanka explica que a cordelista Clotilde Tavares está entre uma das principais poetisas popular  que publicou folhetos na década 70, “sendo o primeiro lançado por iniciativa e interesse do seu pai, que mandou publicar uma tiragem de 500 exemplares, em formato grande, e distribuído entre os amigos” (SANTOS, 2009, p. 173).

Clotilde Tavares é membro de diversas instituições : Associação Estadual de Poetas Populares do Rio Grande do Norte (AEPP/RN), Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço  (SBEC/Mossoró/RN), Colégio Brasileiro de Genealogia (CBG), Comissão Estadual do Folclore do RN, Instituto Histórico e Geográfico do Cariri (IHGC), Instituto Norte-rio-grandense de Genealogia (INRG), Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT) e do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica (IPGH), neste último ocupando a cadeira de nº 2, cujo patrono é Olavo de Medeiros Filho. (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

Atuante e dedicada à arte e cultura, desenvolveu vários projetos culturais, foi curadora literária de eventos, membro de comissões julgadoras e bancas examinadoras, conferencista, colunista, escritora, blogueira e coordenadora de listas de discussão, tudo envolvendo temas como teatro e cultura popular – cantoria de viola e literatura de cordel. (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

Na esfera literária possui múltiplas obras. A título de exemplo apresentamos alguns, como as premiadas: Esperando Paulinho, conto contido no livro Cinco Contistas Potiguares (1975), premiado no Concurso Cinco Contistas Potiguares, promovido pela Fundação José Augusto e a novela A Botija (2000/2006), novela que recebeu o Prêmio Câmara Cascudo da Prefeitura Municipal de Natal. Clotilde Tavares também publicou: A agulha do desejo (Crônicas, 2003), A magia do cotidiano (ensaio, 1999;2005), Bilhetes de suicida (poemas, 1987), Coração Parahybano (crônicas, 2008), Iniciação à visão holística (ensaio, 1998), Natal, a Noiva do Sol (Literatura Infanto-Juvenil, 2005), O Clã Santa Cruz: genealogia e história (2007) e Um azul à tarde (crônica contida em Nossa cidade Natal-crônicas, 1984) (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

O jornalista paraibano Evandro da Nóbrega retrata essa multiartista popular:

Esta Clotilde Tavares é mesmo uma danada. Apronta em todas. Não se sabe onde arranja tanta energia para se tornar assim presente, quase em simultâneo, nos mais diferentes, díspares e entre si longínquos sítios e atividades.

Agora mesmo, vimo-la, em João Pessoa, no caleidoscópio de eventos que foi o XIII FENART ministrando aulas teórico-práticas de Literatura de Cordel. Como? Não, não, minha senhora! Clotilde não é poetisa de bancada, cordelista, cantadora de versos de feira, não! Quer dizer: ela não é SÓ ISTO. Quando quer, sim, transforma-se TAMBÉM em cultora & produtora (das boas!) de versins de cordel. A ponto de há muitos anos ser professora desses “versins” aqui, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, em Pernambuco e onde mais se fizerem necessários seus excelentes serviços de mestra desenrolada e culta. (NÓBREGA, 2010)

A cultura popular não está presente apenas na sua produção cordelística, como na novela A botija que apresenta uma narrativa originária da cultural oral e nordestina, recheada das histórias ouvidas na infância como O Pavão misterioso. (SILVA; FLORES, 2016). Na tese de Fanka Santos encontramos a explicação da cordelista de como se deu a produção do seu folheto A vida e a obra de Xico Santeiro: glória da nossa arte popular (1976). Durante a festa do lançamento do livro Cinco Contista Potiguares, a artista declamou uns versos de outro poeta quando ouviu um comentário de que naquele momento a Fundação José Augusto estava com um projeto para publicar cordéis e lamentava de que escritora não versejasse, quando ela afirmou que poetizava e ouviu como réplica ser o cordel coisa de homem. Clotilte reafirmou que escrevia folhetos e ouviu a indicação do tema o ícone da cultura popular norte-rio-grandense Chico Santeiro (SANTOS, 2009).

A vida e a obra de Xico Santeiro: glória da nossa arte popular
 
Neste momento importante
Peço a todos atenção
Pra celebrar um artista Famoso em toda nação
E prá louvar com beleza
Peço ao Pai da Natureza
Que me dê inspiração
 
Vou falar com correção
De um artista verdadeiro
Foi um mestre da escultura
Retratando em corpo inteiro
Toda a beleza que encerra
Os tipos da nossa terra
Deste Nordeste altaneiro
 
Joaquim Manoel de Oliveira
Era o nome verdadeiro
Mas ele tinhaa um amigo
O Doutor Paulo Vieira
Que lhe deu esse apelido
Pelo qual ficou conhecido
O nosso Xico Santeiro
[...]
(TAVARES,1976)

FONTES CONSULTADAS

CLOTILDE Santa Cruz Tavares. [S.l. : s.n.] In: Clotilde Santa Cruz Tavares. [21–]. Disponível em: <http://www.news.clotildetavares.com.br/curricul.htm&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

COSTA, Gutenberg. Dicionário de poetas cordelistas do Rio Grande do Norte: a memória da literatura de cordel no Rio Grande do Norte. Natal: Queima Bucha, 2004.

NÓBREGA; Evandro da. Sobre Clotilde Santa Cruz Tavares. João Pessoa: Druzz. In: Druzz. 29 maio 2010. Disponível em: <http://druzz.blogspot.com.br/2010/05/sobre-clotilde-santa-cruz-tavares.html&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

SILVA, Jonh Kennedy Ferreira da; FLORES, Conceição. A botija: Cultura popular na novela de Clotilde Tavares. Revista MILBA, Garanhuns, v. 1, n. 1, 2016. Disponível em: <http://www.journals.ufrpe.br/index.php/milba/article/view/824/751&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

SÓCIOS titulares: Clotilde Santa Cruz Tavares. Rio de Janeiro: CBG. In: Colégio Brasileiro de Genealogia. [21–]. Disponível em: <http://www.cbg.org.br/novo/colegio/quadro-social/socios-titulares/clotilde-tavares/&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

TAVARES, Clotilde Santa Cruz. A vida e a obra de Xico Santeiro: glória da nossa arte popular.  Natal: Fundação José Augusto, 1976. 13 p.

TAVARES, Clotilde Santa Cruz. Quem sou?. [S.l. : s.n]. In: Umas & Outras. [21–]. Disponível em: <http://www.umaseoutras.com.br/about/&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

TAVARES, Clotilde Santa Cruz. Teatro Alberto Maranhão: 100 anos de história. [Natal, RN]: [s.n.], [200-?]. 12 p.

TAVARES, Clotilde. [s.L.: S.N.]. In: CLOTILDE TAVARES: Curriculum vitae. [2008]. Disponível em: <http://www.clotildetavares.com.br/curriculo/&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

TAVARES, Clotilde. A marquesa. [S.l.: s.n.] In: Umas e outras. 1 nov. 2009. Disponível em: <http://www.umaseoutras.com.br/tag/cleuza-santa-cruz-tavares/&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

Poeta Cárlisson Borges Tenório Galdino – Síntese biográfica

No dia 24 de abril de 1981 nascia o poeta alagoano Cárlisson Borges Tenório Galdino. Natural de Arapiraca, ele é membro efetivo da Academia Arapiraquense de Letras e Artes (ACALA), ocupando a cadeira 36, cujo patrono é João Ribeiro Lima (CADEIRAS, 2015; CÁRLISSON [2009?]; CÁRLISSON [20–]).

Filho do casal de professores Cícero Galdino dos Santos e Eunice Maria Borges Tenório Galdino, Cárlisson iniciou no universo cordelista com o trabalho Cordel do Software Livre (CADEIRAS, 2015; CÁRLISSON [2009?]; CÁRLISSON [20–]).

[...]
 
Começaram a escrever
Programas de um novo jeito
E aquele código-fonte
De novo é nosso direito
Permitindo qualquer uso
E toda forma de estudo
Tudo que queira ser feito
 
Mais e mais programadores
Essa idéia apoiaram
E o resultado disso
É maior do que esperavam
Tantos programas perfeitos
São por tanta gente feitos
De todo canto ajudaram
 
Programas feitos assim
Que nos deixam os mudar
Se chamam Softwares Livres
Mas há algo a acrescentar
Eles deixam ter mudança
Mas exigem por herança
Tais direitos repassar
 
Assim se eu uso um programa
Que me é interessante
Posso copiar pra você
Eles deixam, não se espante!
Eu posso modificar
E você, se desejar.
Podemos passar adiante
 
Pra nossa felicidade,
Há tanto programa assim
Que nem dá pra ver direito
Onde é o começo e o fim
Da lista de Softwares Livres
E há muita gente que vive
Com Software Livre sim
 
É Firefox, é Linux
É OpenOffice, é Apache
Pra programação, pra rede
Pra o que se procure, ache
Pra desenho, escritório
Para jogos, relatório
Pro que for, há um que se encaixe
 
E você, se não conhece
Não sabe o que tá perdendo
A chance de viver livre
Ouça o que estou lhe dizendo
Software Livre é forte
No Brasil, já é um Norte
Basta olhar, já estamos vendo
 
[...]
(GALDINO, 2006)

O irmão mais velho de Cleberson, Evelyn e Ellen, foi um leitor precoce, pois aos 8 anos leu a coleção de Monteiro Lobato. Se há relação entre leitura e produção textual, o leitor ávido passou a escritor. Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Alagoas (1998) e pós-graduado em Produção de Software com Ênfase em Software Livre pela Universidade Federal de Lavras, desde que conheceu o movimento social do software livre, passou a defendê-lo e divulgá-lo (CADEIRAS, 2015; CÁRLISSON [2009?]; CÁRLISSON [20–]). Conectado com o espaço virtual, o poeta disponibiliza sua produção em seu site – www.carlissongaldino.com.br, onde é possível encontrar 33 cordéis. A sua produção digital de diversos gêneros está disponível gratuitamente na livraria virtual (LIVROS …, 2006).

Em 2011, concedeu entrevista ao site de notícias da Universidade Federal de Alagoas, onde se graduou e hoje é servidor. Ao conversar com o jornalista Jhonathan Pino, sintetizou seus interesses e produção artística, citando Antônio Francisco como cordelista inspirador. Disse ele:

Minhas obras abordam vários mundos. Sempre gostei de criar e terminei criando vários mundos. Em alguns, iniciei uma formalização como ambientação para RPG. É o caso de Ases, que é uma ambientação contemporânea, mas com a volta da magia e dos deuses à Terra. Na poesia, gosto muito da forma: métrica e ritmo, principalmente. Por isso gostava tanto de clássicos (principalmente os sonetos de Camões), de Castro Alves… Agora voltado para o cordel, terminei me tornando fã do potiguar Antônio Francisco, que tive oportunidade de conhecer ano passado.

FONTES CONSULTADAS

CADEIRAS. In: ACALA. [S.l. : s.n.], 2015. Disponível em: <http://www.acala.org.br/stories/cadeiras.html&gt;. Acesso em: 14 abri. 2017.

CÁRLISSON Galdino. In: Arapiraca legal. [S.l. : s.n.], [2009?]. Disponível em: <https://arapiracalegal.wordpress.com/artistas-arapiraquenses/carlisson-galdino/&gt;. Acesso em: 13 abr. 2017.

CÁRLISSON Galdino. In: O nordeste. [S.l. : s.n.], [20–]. Disponível em: <http://www.onordeste.com/portal/carlisson-galdino/&gt;. Acesso em: 13 abr. 2017.

GALDINO, Cárlisson. Cordel do software livre. In: Cordeis.com. [S.l. : s.n.], 21 maio 2006. Disponível em: <http://www.carlissongaldino.com.br/cordel/cordel-do-software-livre&gt;. Acesso em: 13 abr. 2017.

LIVROS Digitais. In: Cordeis.com. [S.l. : s.n.], 21 maio 2006. Disponível em: <http://www.carlissongaldino.com.br/livros&gt;. Acesso em: 13 abr. 2017.

PINO, Jhonathan. Entre o romance, a poesia e o cordel: servidor se aventura na produção literária. In: Universidade Federal de Alagoas. [S.l. : s.n.], 11 jan. 2011. Disponível em: <http://www.ufal.edu.br/servidor/noticias/2011/01/entre-o-romance-a-poesia-e-o-cordel-servidor-se-aventura-na-producao-literaria&gt;. Acesso em: 14 abr. 2017.

SOBRE Mim: informática e software livre. In: Cordeis.com. [S.l. : s.n.], [20–]. Disponível em: http://www.carlissongaldino.com.br/pagina/sobre-mim. Acesso em: 13 abr. 2017.

Poeta Cândido Simões Canela – Síntese biográfica

Poeta trovador, “cantor da rua”, cordelista e compositor de música popular brasileira, Cândido Simões Canela, que usou o pseudônimo de Espiridião Santa Cruz, é natural de Montes Claros (MG), onde nasceu em 22 de agosto de 1910 e faleceu aos 82 anos, em 7 de março de 1993.  O filho de Antonio Canela e de Luzia Simões Canela viveu toda a infância na fazenda Vargem Grande. O escoteiro e seresteiro participou do movimento revolucionário de 1930 (AZEVEDO, 1978; CENTENÁRIO …, 2010).

Membro fundador da Academia Montes-clarense de Letras, ele é citado na obra Literatura Popular do Norte de Minas, de Teófilo de Azevedo, a qual apresenta Cândido Canela como um dos “[…] nomes mais expressivos da genuína literatura informativa, de cordel de Minas Gerais” (1978, p. 17).

À Praça Honorato Alves, mais conhecida como Praça da Santa Casa, Cândido Canela residiu com sua esposa Laurinda Prates de Souza Canela, com quem teve o filho, também poeta, Reivaldo Simões Canela (CÂNDIDO…, 2010; CENTENÁRIO…, 2010).

Frequentou a escola normal sendo o único homem da turma. O pedagogo não realizou o sonho do senhor Antônio Canela que desejava que o filho fosse médico. Mas Cândido foi um comunicador diversificado: radialista, jornalista e editor. Na década de 40, editou o jornal humorístico O Gangorra. Nos anos 50, dirigia e apresentava o programa Alma Cabocla, na ZYD-7, onde também se apresentou com Antônio Rodrigues, com quem formou a dupla caipira Chico Pitomba e Mané Juca. Foi jornalista colaborando por muitos anos na Gazeta do Norte e no Jornal Montes Claros (CENTENÁRIO…, 2010).

Espiridião Santa Cruz escreveu cartas publicadas na Gazeta do Norte, cuja prosa epistolar de um suposto montes-clarense, residente de São Paulo há mais de 30 anos, fez tanto sucesso, que muitos leitores afirmavam ter conhecido Esperidião (CENTENÁRIO…, 2010).

Cândido Canela foi tabelião do Cartório do 1º Ofício por quase 50 anos e vereador por dois mandatos de Montes Claros (CÂNDIDO …, [20–]; CENTENÁRIO …, 2010).

Humanista, representou as virtudes, como a honestidade, por meio da vida simples do homem do campo. Seus muitos poemas foram musicados pelo amigo e admirador Teófilo de Azevedo Filho, a exemplo de Saracurinha Três Potes e Ternos Pingos de Saudade. Com este último, foi vencedor, em primeiro lugar geral por melhor melodia, letra e interpretação, no I Festival de Música Sertaneja (1978) promovido pela Rádio Record de São Paulo. A primeira composição foi gravada pelas duplas caipiras Tonico e Tinoco e Pena Branca e Xavantinho (CÂNDIDO …, [20–]; CENTENÁRIO …, 2010).

Azevedo cita o escritor Nelson Viana que assim qualificou Cândido Canela: “É notável contista, cronista e poeta, filiado à escola de Catulo da Paixão Cearense” (AZEVEDO, 1978, p. 18).

Aborda a cultura popular em seus contos, causos e versos. Registrou escassez da energia elétrica em Montes Claros, agravada pela falta de chuvas em 1953, quando no mês de julho as águas do Rio Santa Marte baixaram:

E pode quem quiser chamar-me louco,
Mas a falta de luz me faz contente.
De que serve outra luz senão a lua,
Se vivo meu passado no presente?
 
De que serve outro céu senão aquele
Que cantei, quando moço, apaixonado?
De que serve outro céu senão aquele
De estrelas loiras todo pontilhado?
[…]
(AZEVEDO, 1978, p. 107)

Autor de Lírica e Humor do Sertão (1952) e Rebenta Boi (1958)

LÍRICA E HUMOR DO SERTÃO
Morena, bela, iscuta estes meus versos,
ouve, Cabocla, esta triste canção,
qu'eu iscrivi com a pena da sodade
e com a tinta roxa da paixão.
 
Inda se alembro da premera vez
qu'eu te incontrei na Igreja da Maiada,
inté pensei qui fosse a Virge Santa
quitava cá imbaxo ajueiada.
 
E foi ali, Caboca feiticera,
eu ti oiei, vancê tomém me oiou.
E nest'ora ganhei seu coração,
meu coração vancê tomem ganhou.
 
Nós dois se amemo quatro ano a fio,
nesta fazenda, aqui neste Sertão,
inté que um dia de infilicidade
trouxe pra nós triste disilusão.
 
E como a Pomba Juriti sodosa,
qui o caçadô matou s cumpanhera
varei o mundo a fora sem distino,
quage trint'ano quage a vida intera.
 
Sufri na Terra grandes disventura,
ai sempre percurando sempre ti isquecê,
mais cada dia e noite qui passava
mais eu quiria vortá pra vancê.
 
Aqui cheguei, Morena, nesta Terra,
Já tô de vorta, aqui neste Sertão,
véio acabado, fraco e sem dinhêro,
mais tenho novo ainda o coração.
 
Mais se vancê, Morena, inda quisé,
este caboco véio e sem valia,
abre esta porta e vem me abraçá,
pois eu ti quero mais do quiria.
 
E ela uviu estes meus versos triste
Esta viola, esta triste canção.
Abriu a porta e veio me abraçá,
e junto ao meu botou seu coração.
 
(CÂNDIDO..., 2010)
 
 
 
REBENTA BOI
 
O amor qui a gente teve
de moço fica guardado
pra toda vida no peito,
cum sete chaves trancado.
 
Sodade, frô da lembrança
matrera recordação,
qui todo mundo curtiva,
no vaso do coração.
 
O amor é qui nem pinga
que a gente mesmo lambica
quanto mais o tempo passa,
mais gostosa a pinga fica.
 
Não chore as ruga da face
o tempo é justo, ele é franco
consola com meu cabelo
todo pintado de branco.
 
(CÂNDIDO..., 2010)

FONTES CONSULTADAS

AZEVEDO, Téo. Literatura popular do norte de minas: a arte de jogar versos. São Paulo, SP: Globo, 1978. 128 p.

CÂNDIDO Canela – Poemas. [S.l. : s.n.]. In: Descortinando as letras. 28 jul. 2010. Disponível em: <http://descortinandoasletras.blogspot.com.br/2010/07/candido-canela-poemas.html&gt;. Acesso em: 27 set. 2017.

CÂNDIDO Canela. [S.l. : s.n.]. In: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.  [20–]. Disponível em: <http://dicionariompb.com.br/candido-canela&gt;. Acesso em: 27 set. 2017.

CENTENÁRIO de Cândido Canela. [S.l.: s.n.]. In: Descortinando as letras. 28 jul. 2010. Disponível em: <http://descortinandoasletras.blogspot.com.br/2010/07/centenario-de-candido-canela.html&gt;. Acesso em: 27 set. 2017.

Poeta Cairo Pereira – Síntese biográfica

Poeta paulistano, do bairro do Ipiranga, nasceu no dia 20 de junho 1980. Artista de talento plural vive em Poá no estado de São Paulo. Possui nove livros inéditos de poesia e dois romances eróticos. Não só já publicou seus poemas (Antologia Poética e no Boletim Salesiano, 2005), como foi premiado em terceira colocação no concurso de Ferraz de Vasconcelos (SP), realizado em 2003 (CAIRO …, 2009). Cairo Pereira navega na realidade virtual razão pela qual mantém seu próprio blog intitulado Com Sabor de Trufas, espaço onde expressa sua verve poética. Lá podemos ler Trova sobre Cachaça:

Se me der uma cachaça
tem que ser pinga da boa
que me faz sentir o massa,
que alegra toda pessoa.
(PEREIRA, 2016)

Cairo aponta uma amiga como incentivadora para produções poéticas, pois começou a escrever poemas ainda na adolescência, com 15 anos, quando a amiga leitora afirmou que deveria produzir mais poemas, pois havia gostado do que ele havia escrito (PEREIRA, [20–]). O artista heterônimo adotou mais duas personalidades, Mênfis Silva e Zé Roliço. Mênfis é o poeta erótico, crítico dos relacionamentos e poetizando sobre os vários tipos de amor: pérfido, puro, dionisíaco insano, etc. Impassível diante de traições e uma figura dramática dos romances eróticos: Mênfis e Mênfis entre a Utopia e a Realidade.

A verve poética popular de Cairo está presente na segunda personagem, Zé Roliço, poeta popular nordestino, crítico dos dispoetas, caçoando desses por meio do cordel (PEREIRA, [20–]).

O cordelista Cairo Pereira disponibiliza muitas das suas produções populares no site Recanto das Letras, ondemos podemos apreciar sua Homenagem aos Cordelistas e ao Cordel e De Cordelista para Trovadora.

Homenagem aos Cordelistas e ao Cordel
 
O texto sobre o matuto
que escreve como se fala
é o cordel: valia opala!
Será sempre o meu reduto.
É por isso que o fajuto
nunca vai ser como nós
cordelista que na voz
faz tal arte popular
para muitos agradar
e voar como albatroz.
(PEREIRA, 2010)
 
 
De Cordelista para Trovadora
 
No momento minha mana
eu virei um repentista:
tô contando a minha vida
mesmo sem ser colunista
e não ser nem afamado
em jornal ou em revista.
 
Eu não sei se é compromisso,
se é esta dor que aperta o peito,
ou sou eu que  sou poeta
por falar, pois, deste jeito
eu espero, juro, mana
que o porvir seja perfeito.
[…]
(PEREIRA, 2011)

FONTES CONSULTADAS

CAIRO Pereira. In: Balcão d’Arte. [S.l. : s.n.], [20–]. Disponível em: <http://www.balcaodarte.com.br/p/o-que-e.html&gt;. Acesso em: 23 abr. 2017.

PEREIRA, Cairo. De cordelista para trovadora. In Recanto das letras. [S.l. : s.n.], 28 jan. 2011. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/2758475&gt;. Acesso em: 23 abr. 2017.

PEREIRA, Cairo. Homenagem aos cordelistas e ao cordel. In Recanto das letras. [S.l. : s.n.], 07 fev. 2010. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/2074115&gt;. Acesso em: 23 abr. 2017.

PEREIRA, Cairo. Soneto braços e aletas. In: Balcão d’Arte. [S.l. :s.n.], 7 jan. 2009. Disponível em: <http://www.balcaodarte.com.br/2015/07/soneto-bracos-e-aletas-por-cairo-pereira.html?m=0&gt;. Acesso em: 23 abr. 2017.

PEREIRA, Cairo. Trova sobre cachaça. In: ______. Com sabor de frutas. [S.l. : s.n.], 6 jun. 2016. Disponível em: <http://comsabordetrufas.blogspot.com.br/2016/06/trova-sobre-cachaca.html&gt;. Acesso em: 23 abr. 2017.

PEREIRA, Ciro. Cairo Pereira: perfil. In. Recanto das letras. [S.l. : s.n.], [20–]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=53126&gt;. Acesso em: 23 abr. 2017.

Poeta Bosquim Martins – Síntese biográfica

O poeta Bosquim Martins nasceu no estado do Rio Grande do Norte.

Política e mortadela só dão desgosto e azia

Política é um caso sério
Na verdade um caso hilário
É um conto do vigário
Salpicado de mistério
Mas termina em adultério
Sob a luz clara do dia
Se fosse boa eu diria
Mas não se engane com ela
Política e mortadela
Só dão desgosto e azia

FONTES CONSULTADAS

MARTINS, Bosquim. Cordel. In: RECANTO das letras. [S.l. : s.n.], [2011]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=94946&categoria=C&gt;. Acesso em: Acesso em: 9 mar. 2017.

MARTINS, Bosquim. Perfil. In: RECANTO das letras. [S.l. : s.n.], [2011]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=94946&gt;. Acesso em: 9 mar. 2017.

MARTINS, Bosquim. Política e mortadela só dão desgosto e azia. In: RECANTO das letras. [S.l. : s.n.], [2015]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/cordel/5310092&gt;. Acesso em: 9 mar. 2017.

Poeta Salvino Severino Barbosa Rodrigues – Síntese biográfica

Severino Barbosa Rodrigues, conhecido como Biu Salvino, foi influenciado não só por familiares, como o pai poeta, Luís Salvino de Santana, e o tio Biu Ribeiro, como pelas cantorias de gênios do repente, como Deniz Viturino, Edivaldo Zuzu, João Quindingui, Manoel Xudú, Zé Galdino e Zé Ricardo (RIBEIRO, 2013).

O filho de Dona Inácia Francisca Barbosa nasceu na microrregião de Itabaiana no estado da Paraíba, precisamente em Salgado de São Félix, no dia 25 de janeiro de 1963 (RIBEIRO, 2013).

Ao sair da infância, foi presenteado pelo tio poeta com uma viola, pois já acompanhava cantorias e, aos 15 anos, fez sua primeira cantoria ao lado do pai (RIBEIRO, 2013). Até os 17 anos de idade, realizou cantorias em fazendas, sítios, engenhos e escolas, em parceria com poetas profissionais, deixando o sítio onde nasceu (1980) seguindo rumo ao estado de Pernambuco, onde fez dupla com Zé Galdino realizando programa na Rádio Planalto de Carpina no mesmo Estado. Biu Salvino realizou outros programas, em rádio pernambucana, a Rádio Princesa Serrana de Timbaúba, e nas paraibanas Rádio Arapuã e Rádio Tabajara. Esse artista popular, casado com Maria José de Araújo Rodrigues e pai de dois filhos, além dos cordéis, gravou CDs e DVDs (RIBEIRO, 2013).

Ainda segundo Ribeiro (2013), o poeta participou de festivais de violeiros e conquistou prêmios de classificação com literatura de cordel.

Em 4 de agosto de 2013, no Circo das Neves, instalado na Praça Dom Adauto, na Festa das Neves, padroeira de João Pessoa, Biu Salvino apresentou-se com o repentista Otacílio Soares, conforme publicação do blog do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, onde também lemos elogio à performance do poeta popular.

Biu Salvino é um artista de Itabaiana cuja atuação é das mais destacadas no cenário da poesia popular. Seu nome consta no livro “Artistas de Itabaiana”, que será lançado em breve, de autoria de Fábio Mozart, com patrocínio do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos da Secretaria Estadual de Cultura. (POETA … 2013, grifo nosso)

Em 24 de janeiro de 2015, Biu Salvino esteve presente na solenidade de posse dos poetas cordelistas da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, realizando cantoria com Heleno Alexandre, nas modalidades quadra, sextilha, e mourão voltado (POETAS …, 2015). Lopes (2015), no seu blog Cantigas e Cantos, apresenta a poesia Um Menino Dormindo na Calçada e um Cachorro Servindo de Vigia. Malta (2015), no JORNAL da Besta Fubana, também apresenta esse mote glosado por Biu Salvino:

Madrugada de erro e precipício
De assaltos de tráficos e escândalos
Praça pública quebrada pelos vândalos
Onde o mundo do crime tem início
Das badernas do baixo meretrício
Onde o povo de Deus se distância
Pelo laço da corda da orgia
Se avista a moral sendo enforcada
Um menino dormindo na calçada
E um cachorro servindo de vigia.
 
Um menino que passa a vida sua
Sem ter lar, sem escola e sem perfume
Uma vítima que o mundo não assume
Que no mundo das drogas continua
Por não ter um amparo vai pra rua
Mal vestido com fome mão vazia
Pai inútil cruel e mãe vadia
Que só fez por no mundo e não deu nada
Um menino dormindo na calçada
E um cachorro servindo de vigia.

FONTES CONSULTADAS

ARTISTAS de Itabaiana: Biu Salvino. In: PONTO de cultura cantiga de ninar. [S.l.: s.n.], [2013]. Disponível em:<https://pccn.wordpress.com/2013/11/06/artistas-de-itabaiana-biu-salvino/&gt;. Acesso em: 27 fev. 2017.

LOPES, Gilberto. Para que vim. In: _____. Blog Cantigas e cantos. [S.l.: s.n.], [2015]. Disponível em: <http://cantigasecantos.blogspot.com.br/2015/02/poesia-um-menino-dormindo-na-calcada-e.html&gt;. Acesso em: 28 fev. 2017.

MALTA, Pedro Fernando. Grandes motes, grandes glosas. In: JORNAL da besta fubana: uma gazeta da bixiga lixa. [S.l.: s.n.], 23 jan. 2015. Disponível em: <http://www.luizberto.com/repentes-motes-e-glosas/grandes-motes-grandes-glosas-30&gt;. Acesso em: 28 fev. 2017.

POETA de Itabaiana participa da festa das Neves em João Pessoa. [S.l.: s.n.], 5 ago. 2013. In: PONTO de cultura cantiga de ninar. Disponível em:<https://pccn.wordpress.com/2013/08/05/poeta-de-itabaiana-participa-da-festa-das-neves-em-joao-pessoa/&gt;. Acesso em: 27 fev. 2017.

POETAS fundam academia de cordel em Itabaiana. Tribuna do Vale, [S.l.], 25 jan. 2015. Disponível: <http://tribunadovaleonline.blogspot.com.br/2015/01/poetas-fundam-academia-de-cordel-em.html&gt;. Acesso em: 28 fev. 2017.

RIBEIRO, Ranys. Conheça agora a História de Biu Salvino uns dos maiores poeta da região do Vale do Paraíba [S.l.: s.n.],20 nov. 2013. In: BLOG click conexão. Disponível em: <http://www.blogclickconexao.com.br/2013/11/conheca-agora-historia-de-biu-salvino.html&gt;. Acesso em 25 fev. 2017.