Poeta Minelvino Francisco Silva – Síntese biográfica

Minelvino Francisco Silva (29/11/1926 – 29/11/1998)

Trovador, xilógrafo, fotógrafo e tipógrafo, Minelvino Francisco Silva, nasceu na fazenda Olhos D’água de Belém, localizada no povoado de Palmeiral, em Mundo Novo, Bahia, no dia 29 de novembro de 1926. Criado na cidade do ouro, Jacobina, Bahia, veio a ser garimpeiro. Posteriormente, mudou-se para Itabuna, Bahia (1948), como afirma em sua autobiografia:

“Chegando em Itabuna
Corajoso e muito afoito
Com cento e vinte mil réis
Que só dava pra o biscoito
Isto em 11 de Dezembro
Do ano de 48 (1948)”.

(SILVA, 1987, p. 9, citado por RODRIGUES, 2010, p.1)

 

Minelvino faleceu aos 72 anos (1998), no dia do seu aniversário, em Itabuna, Bahia, cidade em que se radicou e procurou homenagear os trovadores apresentando projeto à Câmara de Vereadores, dando a denominação de Rua dos Trovadores a uma de suas vias públicas; plano aprovado em 1956, pelo prefeito Francisco Ferreira da Silva, passou à antiga Avenida Itajuípe para denominação proposta. Rodrigues (2010) ainda pormenoriza que a “nomeação da rua se deu por conta das reuniões que aconteciam na residência do poeta popular com demais artistas: trovadores, violeiros e repentistas.” Pelo reconhecimento e direitos dos poetas populares, Minelvino também lutou para que os trovadores tivessem direito à aposentadoria.

Produtor profícuo de cordéis, escreveu aproximadamente 500 folhetos, vários deles lançados pela Editora Luzeiro.

Pinto (2014) afirma que o primeiro contato de Minelvino com a literatura de cordel foi com o clássico Pavão misterioso, vindo a versar sua primeira sextilha aos 22 anos, por ocasião do I Congresso Nacional de Trovadores e Violeiros (1955), dedicada a João Martins de Ataíde. Mas sua primeira publicação ocorreu 6 anos antes, em 1949, quando publicou  A enchente de Miguel Calmon e o desastre do trem de Água Baixa, editado pelo amigo, cordelista e editor de folhetos populares, Rodolfo Coelho Cavalcante.

Ganhador do concurso de Literatura de Cordel, promovido pelo Núcleo de Pesquisa e Cultura da Literatura de Cordel (1980) como parte das comemorações do centenário de João Martins de Ataíde, com o folheto Vida, profissão e morte, de João Martins de Ataíde.

FONTES CONSULTADAS

MINELVINO Francisco Silva. Dicionário básico de autores de cordel. In: CORDEL atemporal.  Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html&gt;>. Acesso em: 16 nov. 2014.

______. In: O NORDESTE: enciclopédia Nordeste. Disponível em: <enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Minelvino+ Francisco+Silva<r=m&id_perso=1252>. Acesso em: 16 nov. 2014.

PINTO, Maria Rosário. Minelvino Francisco Silva. In: FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA. Disponível em: <MinelvinoFrancisco/minelvinoFrancisco_biografia.html>. Acesso em: 16 nov. 2014.

RODRIGUES, Robson. Minelvino Francisco Silva: o olhar de um trovador sobre uma emergente região. In: SEMINÁRIO CULTURA E POLÍTICA NA PRIMEIRA REPÚBLICA: CAMPANHA CIVILISTA NA BAHIA, 2010. Ilhéus. Anais… Ilhéus: UESC, 2010.

SILVA, Minelvino Francisco. Os traços da minha vida . Itabuna, 1987.

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