Poeta Antônio Américo de Medeiros – Síntese biográfica

Antônio Américo de Medeiros (07/02/1930 – 21/01/2014)

Cantador, cordelista, editor, folhetista, vendedor e precursor de programa radiofônico, o norte-rio-grandense Antônio Américo de Medeiros nasceu no município de São João do Sabugi, Rio Grande do Norte, no dia 7 de fevereiro de 1930, vindo a falecer aos 84 anos, em uma terça-feira, 21 de janeiro de 2014, na cidade de Patos, Paraíba.

Poeta, cantando seus próprios versos ao som da viola, ainda adolescente (15 anos), começou a viajar pelo Nordeste como cantador profissional. Radicou-se em Patos, município da mesorregião do sertão paraibano, onde criou o programa radiofônico Violas e Repentes (1960), que ficou no ar por 23 anos, na Rádio Espinharas, onde trabalhou com José Batista.

História completa da Cruz da Menina (1977) foi seu primeiro romance. Possuindo a arte de criar, também passou a transferir emoções ao dedicar-se a outras artes, como editor e vendedor de cordel, para divulgar produto cultural pouco apreciado pela mídia de massa.  Na sua afamada banca de folhetos, localizada no Box 2 do antigo Mercado Público de Patos, disponibilizou trabalhos poéticos de outros consagrados artistas populares, como: Leandro Gomes de Barros, José Pacheco e José Camelo de Melo Resende.

Teve cordéis publicados pela Tipografia Pontes (Guarabira, Paraíba), pelas Editoras Coqueiro (Recife, Pernambuco) e Luzeiro (São Paulo, São Paulo) e pela Fundação Ernany Sátiro teve sua coletânea Vida, Verso e Viola na qual se encontra seu primeiro folheto romance, que faz referência ao Santuário da Cruz da Menina, construído para a Santa do Povo, a menina Francisca, que foi assassinada (1923) por seus pais adotivos.

Antônio parou de cantar aos 58 anos, mas comercializou cordéis até os 75 anos de idade.  A Paraíba reconheceu a dedicação deste potiguar em prol da cultura popular local e, no ano de 2003, Américo foi agraciado com a Medalha Ednaldo do Egypto, da Assembleia Legislativa do Estado.

Luciano (2014) nos lembra de que o poeta utilizava acrósticos, dentro do poema, para assinar suas obras, e cita esta composição poética retirada da História Completa da Cruz da Menina:

“A história verdadeira
Não me canso de contar
Toda certa e pesquisada
O melhor pude arranjar
Nesta pesquisa que fiz
Isto me fez tão feliz
O poeta é pra lutar.
A Cruz da Menina agora
Me inspirou este tanto
Eu nunca pensei fazer
Rica história leio e canto
Inspiração nordestina
Contei da Cruz da Menina
O fato verídico e santo”.

 

FONTES CONSULTADAS

ANTÔNIO AMÉRICO DE MEDEIROS. In: Editora Luzeiro: biografias de poetas. Disponível em: <http://editoraluzeiro.com.br/content/1-biografias-de-poetas>. Acesso em: 22 out. 2014.

LUCIANO, Aderaldo. Cordel no sertão da Paraíba: o caso Antonio Américo de Medeiros. In: Luis Nassif Online, 2014. Disponível em: <http://jornalggn.com.br/blog/aderaldo-luciano/cordel-no-sertao-da-paraiba-o-caso-antonio-americo-de-medeiros>. Acesso em: 22 out. 2014.

VIANA, Arievaldo. Antônio Américo de Medeiros. In: HAURÉLIO, Marco. Cordel atemporal: dicionário básico de autores de cordel. Disponível em: < http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 22 out. 2014.

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