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Poeta Manoel Pereira Sobrinho – Síntese biográfica

Manoel Pereira Sobrinho (06/08/1918)

Manoel Pereira Sobrinho, conhecido nos acrósticos como Pereira, Manoel Pereira ou apenas Manoel, nasceu no dia 6 de agosto de 1918 no distrito de Passagem, município de Patos de Espinhara, sertão paraibano.

Entre 1948 e 1956, ele foi editor na Rainha da Borborema (Campina Grande, Paraíba), já intitulado, nesse período, um poeta popular. Em 1948, Manoel Pereira funda a Casa Pereira, sua própria editora de folhetos, que funcionou ativamente até o ano de 1956 (RAMOS, [20–?]).

Em meados da década dos anos 60, final dos anos 50, o poeta mudou-se para São Paulo, onde firmou vínculo com a Editora Prelúdio (antecessora da Editora Luzeiro), para a qual reescreveu romances de Leandro e de outros autores famosos, conservando os títulos originais (HAURÉLIO, 2011).

Em sua vasta produção de folhetos, destacam-se os romances, além dos cordéis de cunho político. Sua forma própria de se expressar, demonstrando de fato suas convicções e pensamentos, gerava, muitas vezes, antipatia de alguns leitores, tornando-se malquisto para algumas pessoas.   Sua produção pode ser percebida em dois pilares: o primeiro, em um menor quantitativo, corresponde aos folhetos políticos, cujo teor é permeado de ataques a figuras importantes da época, como o governador da Paraíba (Dr. Promessa). No contexto dessa produção, o poeta reveste-se para o ataque utilizando uma linguagem rude e violenta, gerando muitas vezes inimizades (RAMOS, [20- -?]). O segundo pilar, da produção de seus folhetos, relaciona-se aos romances, nos quais Manoel Pereira adapta, para a linguagem popular, obras eruditas consagradas nacional ou internacionalmente, além de suas próprias criações.

Observemos, então, um trecho de uma de suas obras românticas, conforme o romance intitulado Dimas e Madalena nos labirintos da sorte, sendo este produzido por Manoel Pereira, na década de 90, e publicado pela Editora Luzeiro.

Dimas e Madalena nos labirintos da sorte

[…]

Durante o dia, nas cruzes,

Duas vezes Dimas ia,

Orava e ganhava o mato,

Caçava frutas e comia-

E assim, nesse sofrer,

Confiando em Deus vivia.

 

Cresceu demais o cabelo,

Que todo corpo cobria,

Fazia tangas de embiras

E muito alegre s vestia.

Mudou as feições, de formas

Que ninguém o conhecia.

 

Um dia estava orando,

Ouviu um grito sem fim,

No centro da grande mata,

Bem alto dizendo assim:

– Jesus pai dos pescadores!

Vinde socorrer a mim.

[…]

(p. 13)

De sua produção, destacamos alguns outros folhetos lançados pela Editora Luzeiro, entre eles: A escrava do destino;  Helena, a virgem dos sonhosOs sofrimentos de Célia ou As três espadas de doresRosinha e Sebastião; Tiradentes; o Mártir da Independência, entre outros.

FONTES CONSULTADAS

HAURÉLIO, Marco. Dicionário básico de autores de cordel.  In: CORDEL Atemporal, 5 jun. 2011. Disponível em: <http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/dicionario-basico-de-autores-de-cordel.html>. Acesso em: 04 nov. 2014.

PEREIRA SOBRINHO, Manoel. Dimas e Madalena nos labirintos da sorte. São Paulo: Luzeiro [19- -].

RAMOS, Everaldo. Biografia de Manoel Pereira Sobrinho. In: FUNDAÇÃO CASA RUI BARBOSA. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br/cordel/ManuelPereira/manuelPereira_biografia.html#>. Acesso em: 04 nov. 2014.

Poeta Manoel Pereira Sobrinho – Produção Literária

A afilhada da virgem da Conceição

A caboclinha da gruta

A casa branca da serra ou A princesa da fonte

A chegada de Noca no for­ró de Limoeiro

A escrava da co­lina

A escrava do amor

A escrava do destino

A filha da donzela Teodora

A grande dis­cussão cientifica dos poe­tas Manoel Pereira Sobri­nho e Manoel Camilo dos Santos

A historia completa de Joãozinho e o pássaro misterioso

A histo­ria de João Brabo e a Princesa da Ilha do Pensa­mento

A morte da maior inteligência vi­va Felix de Sousa Araujo

A morte do tarado João Mangueira

A orfã de Bracamonte

A princesa do castelo do mar

A princesa Felismina e Francisco pregui­çoso

A queda do orgulhoso e o poder de Jesus Cristo

A verda­de nua e crua sobre a po­lítica paraibana

A verdadeira historia da santa que chora em João Pessoa e os seus milagres

A verdadeira historia de Lampeão e Maria Boni­ta

A vida do bandi­do Madeira e a chegada de Felix Araújo no céu

A virgem das águas ver­des

A virgem dos so­nhos

A visão do oceano ou a sereia do mar

A voz do Dr. Argermiro de Figueiredo

A voz do maior brasileiro vivo senador Getulio Vargas

A voz do vereador Petronio de Figueiredo

Afirma o deputado Elpidio de Almeida desmas­carando o mentiroso Plí­nio Lemos

Arlindo a fera homicida e os mortos de Gravata

As 3 pancadas do sino ou o poder da magia

As sete es­padas de dores da Santa Virgem Maria

As tres irmãs campo­nesas

Chicuca o professor dos la­drões

Dimas e Madalena nos labirintos da sorte

Elias e Açucena

Explica­ção aos campinenses

Getulio fala ao seu povo

Helena a vir­gem dos sonhos

Historia da prin­cesa Edith do Reino do Monte Azul

Historia de Valdemar e Alcina

Historia e milagres de N. S. de Fátima

João de Calais e a Prince­sa Constantina

Lança­mento da candidatura do senador Getulio Vargas e mensagem ao povo brasi­leiro

Marlene e a ór­fã menor vitima de uma chantagem

O castelo do homem sem alma

O conde de Salvaterra

O conde João do Rosário

O direito da vingança ou o poder do destino

O filho de Alibaba

O incêndio de pólvora na obra 13 em Gravatá registrando no mesmo mortos e feridos

O peru misterioso

O porco branco

O prisioneiro de zenda

O processo do Governo do Dr. José Américo

O reino da cobra e a mulher satâ­nica

O romance com­pleto da vida de Antônio Silvino

O romance da escra­va do amor

O roman­ce da prisioneira do castelo do mar

O rouxi­nol encantado

O sacri­fício de Ernesto e o amor de Raldína

O sonho de um cren­te com Padre Cícero e a Santa Aparecida na colonia

O suicídio do Presidente Getulio Vargas

O valor da honestidade

Ocachorro Toni

Os irmãos corsos ou a fúria do vingador

Os sacrifícios do homem e a traição da mulher

Os so­frimentos de Amalia ou lagrimas de uma esposa

Os sofrimentos de Célia ou As três espadas de dores

Pecadora arrependida

Pocinhos e sua independên­cia

Porque Elidio rasgou a bandeira coligada

Rosinha e Sebastião

Tiradentes, o Mártir da Independência

Um co­ração assassino ou uma esposa infiel

Um encontro com a morte na curva da vi­da

Uma escrava sonhadora ou a princesa enjeitada