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Sobre Memórias da Poesia Popular

Projeto (CNPq/PPGCI-UFPB) vinculado ao Grupo de Pesquisa Leitura, Organização, Representação, Produção e Uso da Informação, coordenado pela professora Dra. Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque, docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.

Poeta Edgar Ramos de Alencar – Produção literária

Vida e Morte Gloriosa do Grande Músico Negro Pixinguinha

Poeta Edgar Ramos de Alencar – Síntese biográfica

O filho de João de Alencar Araripe e Antônia de Faria Ramos (Dona Nenê Ramos), Edgar Ramos de Alencar, que adotou o nome artístico de Edigar de Alencar, foi um homem múltiplo – contador, cordelista, crítico, ensaísta, jornalista, memorialista, musicólogo, pesquisador da música popular brasileira, poeta, teatrólogo e trovador. Natural de Fortaleza (CE), nasceu no dia 6 de novembro de 1901 ou 1908, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) no dia 24 de abril de 1993 (EDIGAR …, [20–], HORTENCIO, 2014, MORAES, 2011).

Sua mãe era professora primária e foi com ela que obteve os primeiros conhecimentos gramaticais e matemáticos, e desde criança demonstrou disposição para as letras. Em seu livro, A Modinha Cearense (1967), escreveu a seguinte dedicação: “À memória de Nenen Ramos, minha mãe, que me ensinou a ler, sofrer e cantar”.

Aos 24 anos, publicou seu primeiro livro de poesias intitulado Carnaúba (1932). As demais obras poéticas são: Mocorocó (1942); Cantigas de Enleio e Desencanto (trovas, 1954); Galé Fugido (1957); Poesia Quase Perdida (1973) e Claridade e Sombra de Poesia (1984) (EDIGAR …, [20–], HORTENCIO, 2014).

Ainda jovem foi para o Rio de Janeiro (1926) com o objetivo de completar os estudos. Tendo frequentado a Escola de Comércio Fênix Caixeiral (Fortaleza – CE), foi diplomado contador. No Rio, estudou Administração e Finanças, curso concluído na Faculdade de Ciências Econômicas na primeira universidade federal do Brasil, denominada Universidade do Brasil (1929) (EDIGAR …, [20–], HORTENCIO, 2014).

Para Moraes (2011), o jornalista e cronista Edigar de Alencar ergueu a historiográfica e memória da música popular, pois escrevia especialmente sobre música e carnaval. A obra O Carnaval Carioca através da Música “atingiu cinco edições, esgotadas rapidamente” (HORTENCIO, 2014).

Na obra Claridade e Sombra na Música do Povo (1984), Edigar registrou a embolada nordestina no Rio:

A primeira embolada ouvida no Rio, – “Cabocla de Caxangá” -, com melodia de João Pernambuco e versos de Catulo, foi sucesso verdadeiro em 1913 a 1914. Depois, devido talvez ao êxito da composição nordestina a que os versos catulanos deram grande notoriedade, em 1916-1917, o trio Foca-Abigail-Moreira então em destaque começou a explorar a música do Nordeste. […] (ALENCAR, 1984, p. 161)

Na obra citada acima, Edigar explica que o conjunto vocal e instrumental formado no Recife (PE), Turunas da Mauricéia, trouxe para o Rio de Janeiro reforço do ritmo nordestino, em 1927, quando várias emboladas foram cantadas e uma delas, Pinião, Pinião, foi um grande sucesso do carnaval de 1928, quando alteraram seu ritmo e foi considerada samba.

A paixão pela música é extensiva aos versos, pois Edigar entende que estes se eternizaram por meio da música (modinha).

Nunca me saíram da memória as modinhas que ouvi na minha meninice. Minha mãe, talvez para afugentar as dificuldades e os transtornos de uma existência pobre e duríssima, cantava todos os dias.  […] Era, assim, uma serenata doméstica. Ainda guardo nos ouvidos sons dolentes e palavras quentes das modinhas que entoava, muitas vezes buscando enganar-me a fome […]. (ALENCAR, 1967, p. 11-12)

Outra paixão nacional, o futebol, também foi foco da veia literária de Edigar que escreveu Flamengo: força e alegria do povo (1970). Ainda escreveu para o teatro de revista o espetáculo Doce de Coco, representado no Teatro São José pela companhia Alda Palm Garrido e Pinto Filho. Crítico de teatro, presidiu o Ciclo Independente dos Críticos Teatrais (HORTENCIO, 2014, MONTEIRO, 2011, MORAES, 2011).

Edigar de Alencar, Carioca Honorário, foi um dos fundadores da Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro, ocupando a cadeira n° 4, cujo patrono é Américo de Queirós Facó, poeta e jornalista cearense que viveu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro (HORTENCIO, 2014).

O musicólogo Edigar de Alencar, em 1982, publicou o cordel biográfico em tributo a Pixinguinha, intitulado: Vida e Morte Gloriosa do Grande Músico Negro Pixinguinha (MORAES, 2011). Neste folheto, Edigar apresenta uma nota essencial:

Este folheto representa dupla homenagem de um autor que sempre se mostrou amigo entusiasta da literatura de cordel e da sua pureza original. Homenagem a Pixinguinha, negro genial, cuja fama parece não haver chegado aos menestréis dos sertões nordestinos, à admirável e tão sacrificada quão heroica poesia popular dos sertões. Adotando não só seu feitio básico e imune das influências citadas, como até sua estrutura material tão rudimentar quanto autêntica, não quis como escritor invadir uma seara que sempre desejei não sofresse os agravos de participação chamada (impropriamente, aliás) de eruditas. Assim o demonstrei em dezenas de artigos de imprensa a respeito da matéria. Pode parecer, agora, que sou incoerente. Não sou. Não pretendo figurar como poeta popular, pois este nasce feito, não se faz.

Na eventualidade, repito, este trabalho é mais um preito sincero à estoica e brava literatura em verso, que eu estimo para sempre invulnerável aos assaltos dos espertalhões que tentam deturpar em beneficio próprio. É assim.

E. de A.

1981

Do cordel Vida e Morte Gloriosa do Grande Músico Negro Pixinguinha (1982), extraímos algumas estrofes, em que nas últimas podemos verificar a assinatura do poeta por meio de acróstico, declaração de autoria. Vejam:

A 27 de abril
do ano noventa e oito
nascia na Piedade
um menino vivo e afoito,
que logo que sentiu fome
chorou pedindo biscoito.
 
Negrinho de venta chata,
não vou dizer que era feio,
também bonito é bravata
e aqui não faço arrodeio,
o menino era levado,
vidrado da mãe no seio.
 
Seu pai, um homem de bem:
Alfredo Rocha Viana,
que gostava mais de música
que macaco de banana;
sua mãe, Dona Raimunda
na cozinha era bacana.
 
As avós do molequinho:
Pacífica era a materna,
Ilduviges, africana
vinha da linha paterna,
era mulher dedicada,
pelos netos a mais terna.
 
O casal cheio de filhos,
de prole não tinha medo,
chegaria a uma dezena
que o pai não dormia cedo ...
E foi ele que exclamou:
- Esse aí vai ser Alfredo!
 
- Poderia ser Alfredinho -
disse a mãe, mas dando o sim,
Ilduviges não vacila
e o chama de Pizindim,
que era mesmo que chamar
anjo do céu, serafim.
 
Pizindim, menino bom,
confirmaria o apelido,
e logo pela família
ficou sendo o mais querido,
caçula nem no outro mundo
mais amado terá sido.
 
A casa do pai Alfredo
era um templo musical,
toda noite havia toque
pela "Família Orquestral",
e o menino Pizindim
achava aquilo legal.
 
Aos nove anos de idade
Pizindim já suspirava
de olho no bombardino,
e o cavaquinho arranhava,
enquanto a mana Lulunga
no piano se mostrava.
 
[...]
 
Todo mundo idolatrava
Pinxinguinha – obra-prima
Jusça, Cratô, Chagas Freitas,
Lacerda e Negrão de Lima.
Bittencourt, Arnaldo Guinle,
Sobra amiga a sobra rima.
 
Pixinguinha, o negro amado
morreu sem soltar um grito,
no Céu deve estar regendo
o "Carinhoso" - um bendito -
e talvez até causando
ciúme a São Benedito.
 
Encerro aqui meu trabalho
Dedico a Pixinguinha
Imortal como maestro
Glória que o Céu apadrinha
Artista que se fez santo
Rei do choro e da modinha
 
Deixa canções luminares
E morre à luz dos altares
 
Até no fim foi batuta
Líder de notas e sons
Expiando como um justo
No meio das orações
Cantor de "Rosa" e "Lamento"
Autor de enorme talento
Rei do choro e das canções.
(ALENCAR, 1982, grifo nosso)

FONTES CONSULTADAS

ALENCAR, Edigar de. Claridade e sombra na música do povo. Rio de Janeiro: F. Alves; Brasília: INL, 1984.

ALENCAR, Edigar de. Vida e morte gloriosa do grande músico negro Pixinguinha. Juazeiro do Norte: Gráfica Mascote, 1982. 18 p.

ALENCAR, Edigar de. A modinha cearense. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará, 1967. 

EDIGAR Alencar. In: DICIONÁRIO Cravo Albin da Música Popular Brasileira, [20–]. Disponível em: <http://dicionariompb.com.br/edigar-alencar/biografia&gt;. Acesso em: 21 ago. 2017.

HORTENCIO, Luciano. O cearense Edigar de Alencar e a entrevista histórica feita por Miguel Nirez. [S.l. : s.n.]. In: Jornal GGN. 3 set. 2014. Disponível em: <http://jornalggn.com.br/blog/lucianohortencio/o-cearense-edigar-de-alencar-e-a-entrevista-historica-feita-por-miguel-nirez&gt;. Acesso em: 21 ago. 2017.

MONTEIRO, Bianca Mucha Cruz. Edigar de Alencar e o conhecimento histórico: a construção de uma memória sobre o samba, a vida e a obra de Sinhô. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011.

MORAES, José Geraldo Vinci de. Edigar de Alencar e a escrita histórica da música popular. Cadernos de Pesquisa do CDHIS – UFU (ISSN: 1981-3090), V. 24, N. 2 (2011).

Poeta Edgar Ramos de Alencar – Identificação

Nome: Edgar Ramos de Alencar

Pseudônimo: Edigar de Alencar

Poetisa Clotilde Santa Cruz Tavares – Capas de Folhetos

Poetisa Clotilde Santa Cruz Tavares

Poetisa Clotilde Santa Cruz Tavares – Produção literária

A Jornada tormentosa de Clotilde, que se formou em doutora após muitos desenganos

A triste sina de Ritinha que criou seu filho sem dar de mamar.

A vida de Quincoló: o boiadeiro, bravo vaqueiro do sertão

A vida e a obra de Xico Santeiro: glória da nossa arte popular.

A Vida e a Obra do Padre Malagrida, o Santo Andarilho do Nordeste

Cariri de A a Z

Com bom senso na cabeça eu sei que vou acertar ou A histórica escalada do bom senso à Reitoria da UFRN

Convocação ao voto na UFRN

O Nascimento de um menino chamado Jesus

Praça, poeta e viola

Teatro Alberto Maranhão: 100 anos de história

Poetisa Clotilde Santa Cruz Tavares – Síntese biográfica

Artista multíplice, a cordelista Clotilde Santa Cruz Tavares é escritora, atriz, dramaturga, folclorista, pesquisadora, violoncelista e médica. Paraibana de Campina Grande, tendo nascido no dia 14 de dezembro de 1947, sendo a filha mais velha do jornalista e poeta Nilo Tavares e Cleuza Santa Cruz Tavares (a Marquesa). Irmã do poeta e escritor Bráulio Tavares, de Pedro e Inês. (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

Cursou o ensino médio na cidade Natal e em 1970 ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), aonde veio a ser professora, em 1976, um ano após sua colação de grau. (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

Mestre em Nutrição em Saúde Pública pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 1983. Especialista em Epidemiologia (1990) e fundadora do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC/UFRN). (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

Apesar de todo seu cabedal na área de saúde, mas teatróloga e literata influente, dezessete anos depois, se transferiu para o Departamento de Artes do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFRN, passando a lecionar disciplinas como Interpretação Teatral, Literatura Dramática e Folclore Brasileiro. (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

No seu perfil no site do projeto de comunicação Umas & Outras, afirma:

[…] O Teatro, a Literatura e os estudos sobre cultura popular também ocuparam lugar de destaque na minha vida, como atividade paralela.

A partir de 1993 passei a me dedicar exclusivamente às atividades artísticas e intelectuais, transferindo-me do Departamento de Saúde Coletiva e Nutrição da UFRN, onde ensinava desde 1976, para o Departamento de Artes da mesma Universidade. Deixei de ensinar e praticar Medicina. […] (TAVARES, [21–])

Quando estudante de medicina publicou seu primeiro folheto de cordel sendo a “terceira mulher mais antiga a escrever folhetos de cordel no Nordeste, fato documentado pela pesquisadora Fanka Santos” (SÓCIOS…, [21–]).

Em entrevista para pesquisadora Francisca Pereira dos Santos, conhecida como Fanka Santos, em janeiro de 2007, Clotilde contou:

[…] eu sempre gostei dos folhetos, em 74 eu escrevi um folheto chamado A Humana Tragédia. Escrito pela escriba e poeta Clotilde Tavares, poeta por profissão e doutora por circunstância, ai…. era nos plantões, em 1974, a noite, quando não tinha muita coisa para fazer, eu sempre tive dificuldade para dormir, ai eu escrevia estes negócios, olhe só, ….então eu comecei a escrever um folheto sobre a arte da medicina. (SANTOS, 2009, p. 173)

Fanka explica que a cordelista Clotilde Tavares está entre uma das principais poetisas popular  que publicou folhetos na década 70, “sendo o primeiro lançado por iniciativa e interesse do seu pai, que mandou publicar uma tiragem de 500 exemplares, em formato grande, e distribuído entre os amigos” (SANTOS, 2009, p. 173).

Clotilde Tavares é membro de diversas instituições : Associação Estadual de Poetas Populares do Rio Grande do Norte (AEPP/RN), Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço  (SBEC/Mossoró/RN), Colégio Brasileiro de Genealogia (CBG), Comissão Estadual do Folclore do RN, Instituto Histórico e Geográfico do Cariri (IHGC), Instituto Norte-rio-grandense de Genealogia (INRG), Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT) e do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica (IPGH), neste último ocupando a cadeira de nº 2, cujo patrono é Olavo de Medeiros Filho. (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

Atuante e dedicada à arte e cultura, desenvolveu vários projetos culturais, foi curadora literária de eventos, membro de comissões julgadoras e bancas examinadoras, conferencista, colunista, escritora, blogueira e coordenadora de listas de discussão, tudo envolvendo temas como teatro e cultura popular – cantoria de viola e literatura de cordel. (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

Na esfera literária possui múltiplas obras. A título de exemplo apresentamos alguns, como as premiadas: Esperando Paulinho, conto contido no livro Cinco Contistas Potiguares (1975), premiado no Concurso Cinco Contistas Potiguares, promovido pela Fundação José Augusto e a novela A Botija (2000/2006), novela que recebeu o Prêmio Câmara Cascudo da Prefeitura Municipal de Natal. Clotilde Tavares também publicou: A agulha do desejo (Crônicas, 2003), A magia do cotidiano (ensaio, 1999;2005), Bilhetes de suicida (poemas, 1987), Coração Parahybano (crônicas, 2008), Iniciação à visão holística (ensaio, 1998), Natal, a Noiva do Sol (Literatura Infanto-Juvenil, 2005), O Clã Santa Cruz: genealogia e história (2007) e Um azul à tarde (crônica contida em Nossa cidade Natal-crônicas, 1984) (CLOTILDE…, [21–]; COSTA; 2004; SÓCIOS…, [21–]; TAVARES, [2008]; TAVARES, 2009).

O jornalista paraibano Evandro da Nóbrega retrata essa multiartista popular:

Esta Clotilde Tavares é mesmo uma danada. Apronta em todas. Não se sabe onde arranja tanta energia para se tornar assim presente, quase em simultâneo, nos mais diferentes, díspares e entre si longínquos sítios e atividades.

Agora mesmo, vimo-la, em João Pessoa, no caleidoscópio de eventos que foi o XIII FENART ministrando aulas teórico-práticas de Literatura de Cordel. Como? Não, não, minha senhora! Clotilde não é poetisa de bancada, cordelista, cantadora de versos de feira, não! Quer dizer: ela não é SÓ ISTO. Quando quer, sim, transforma-se TAMBÉM em cultora & produtora (das boas!) de versins de cordel. A ponto de há muitos anos ser professora desses “versins” aqui, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, em Pernambuco e onde mais se fizerem necessários seus excelentes serviços de mestra desenrolada e culta. (NÓBREGA, 2010)

A cultura popular não está presente apenas na sua produção cordelística, como na novela A botija que apresenta uma narrativa originária da cultural oral e nordestina, recheada das histórias ouvidas na infância como O Pavão misterioso. (SILVA; FLORES, 2016). Na tese de Fanka Santos encontramos a explicação da cordelista de como se deu a produção do seu folheto A vida e a obra de Xico Santeiro: glória da nossa arte popular (1976). Durante a festa do lançamento do livro Cinco Contista Potiguares, a artista declamou uns versos de outro poeta quando ouviu um comentário de que naquele momento a Fundação José Augusto estava com um projeto para publicar cordéis e lamentava de que escritora não versejasse, quando ela afirmou que poetizava e ouviu como réplica ser o cordel coisa de homem. Clotilte reafirmou que escrevia folhetos e ouviu a indicação do tema o ícone da cultura popular norte-rio-grandense Chico Santeiro (SANTOS, 2009).

A vida e a obra de Xico Santeiro: glória da nossa arte popular
 
Neste momento importante
Peço a todos atenção
Pra celebrar um artista Famoso em toda nação
E prá louvar com beleza
Peço ao Pai da Natureza
Que me dê inspiração
 
Vou falar com correção
De um artista verdadeiro
Foi um mestre da escultura
Retratando em corpo inteiro
Toda a beleza que encerra
Os tipos da nossa terra
Deste Nordeste altaneiro
 
Joaquim Manoel de Oliveira
Era o nome verdadeiro
Mas ele tinhaa um amigo
O Doutor Paulo Vieira
Que lhe deu esse apelido
Pelo qual ficou conhecido
O nosso Xico Santeiro
[...]
(TAVARES,1976)

FONTES CONSULTADAS

CLOTILDE Santa Cruz Tavares. [S.l. : s.n.] In: Clotilde Santa Cruz Tavares. [21–]. Disponível em: <http://www.news.clotildetavares.com.br/curricul.htm&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

COSTA, Gutenberg. Dicionário de poetas cordelistas do Rio Grande do Norte: a memória da literatura de cordel no Rio Grande do Norte. Natal: Queima Bucha, 2004.

NÓBREGA; Evandro da. Sobre Clotilde Santa Cruz Tavares. João Pessoa: Druzz. In: Druzz. 29 maio 2010. Disponível em: <http://druzz.blogspot.com.br/2010/05/sobre-clotilde-santa-cruz-tavares.html&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

SILVA, Jonh Kennedy Ferreira da; FLORES, Conceição. A botija: Cultura popular na novela de Clotilde Tavares. Revista MILBA, Garanhuns, v. 1, n. 1, 2016. Disponível em: <http://www.journals.ufrpe.br/index.php/milba/article/view/824/751&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

SÓCIOS titulares: Clotilde Santa Cruz Tavares. Rio de Janeiro: CBG. In: Colégio Brasileiro de Genealogia. [21–]. Disponível em: <http://www.cbg.org.br/novo/colegio/quadro-social/socios-titulares/clotilde-tavares/&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

TAVARES, Clotilde Santa Cruz. A vida e a obra de Xico Santeiro: glória da nossa arte popular.  Natal: Fundação José Augusto, 1976. 13 p.

TAVARES, Clotilde Santa Cruz. Quem sou?. [S.l. : s.n]. In: Umas & Outras. [21–]. Disponível em: <http://www.umaseoutras.com.br/about/&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

TAVARES, Clotilde Santa Cruz. Teatro Alberto Maranhão: 100 anos de história. [Natal, RN]: [s.n.], [200-?]. 12 p.

TAVARES, Clotilde. [s.L.: S.N.]. In: CLOTILDE TAVARES: Curriculum vitae. [2008]. Disponível em: <http://www.clotildetavares.com.br/curriculo/&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

TAVARES, Clotilde. A marquesa. [S.l.: s.n.] In: Umas e outras. 1 nov. 2009. Disponível em: <http://www.umaseoutras.com.br/tag/cleuza-santa-cruz-tavares/&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.

Poetisa Clotilde Santa Cruz Tavares – Identificação

Nome: Clotilde Santa Cruz Tavares

Poeta Cárlisson Borges Tenório Galdino – Capas de Folhetos

Poeta Cárlisson Borges Tenório Galdino