Todos os posts de Memórias da Poesia Popular

Avatar de Desconhecido

Sobre Memórias da Poesia Popular

Projeto (CNPq/PPGCI-UFPB) vinculado ao Grupo de Pesquisa Leitura, Organização, Representação, Produção e Uso da Informação, coordenado pela professora Dra. Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque, docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.

Poeta Salvino Severino Barbosa Rodrigues – Identificação

Nome: Salvino Severino Barbosa Rodrigues

Pseudônimo: Biu Salvino

Poetisa Benedita Silva de Azevedo

Poetisa Benedita Silva de Azevedo – Produção literária

316.316 visitantes

3º Encontro musical de Itapecuru

50 anos dedicados às Letras, Educação e Cultura

A cena final

A origem do teatro

Amor é mel

Apocalipse

Após dez anos

Após dez anos – AVSPE – (cont.)

As duas flores – Castro Alves

Café de coador

Charles Chaplin

Chegando no bloco

Cheirinho de café

Chuvas e enchentes

Cidade Maravilhosa  

Cordel

Desafio

Despedida

Dia das mães

Dia do índio

Dilema

Emoções

Espetáculo

Eterna liberdade

Eu sei

Excesso

Glosando Gonçalves Dias

Grandes futebolistas brasileiros (cordel)

Greve

Liberdade capturada

Natal

Olimpoema

Passional

Pesadelo

Sede

Senhor

Solares de São Luís

Tito Olívio

Um cordel para José Alencar

Um cordel para Marilza

Um cordel para os poetas

Verdade

Vida virtual

Você é doença

Poetisa Benedita Silva de Azevedo – Síntese biográfica

Escritora, poetisa, cordelista, haicaísta e ativista cultural, Benedita Silva de Azevedo é natural do munícipio de Itapecuru-Mirim (MA) que possui a Praça da Biblioteca, próxima à Igreja Matriz.  Nasceu no mês mariano, precisamente no dia 10 do ano de 1944 (AZEVEDO, [20–], BENEDITA … [2014?]).

Benedita Azevedo é filha do dono de engenho Euzébio Alberto da Silva e Rosenda Matos da Silva. Formada em Letras, especialista em Educação e pós-graduada em Linguística. Residiu nas cidades de São Paulo (SP), Blumenau (SC), Itajaí (SC), indo para o Rio de Janeiro em 1987 e fixando-se na Praia do Anil, Magé (RJ) desde 1989.  Em 2003, recebeu o título de cidadã mageense (AZEVEDO, [20–], BENEDITA … [2014?]).

Em razão de sua produção literária e de seu reconhecimento como poeta, Benedita Azevedo tornou-se membro de diversas Academias, demarcando seu nome na imortalidade literária. Tem assento nas Academias: Pan-Americana de Letras e Artes (APALA), Ciências, Letras e Artes de Magé (ACLAM), Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes (AICLA), Ciências, Letras e Artes Lusófonas (ACLAL), Mageense de Letras (AML), Academia de Letras e Artes de Castro (ALAC), Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores (AVSPE), Academia Internacional de Heráldica (AIH), Letras, Artes e Ciências Brasil (ALACIB), Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias (ABEPL), (AZEVEDO, [20–];BENEDITA … [2014?]), entre outras instituições de características e finalidades semelhantes.

Como haicaísta, ganhou diversos prêmios, sendo um em primeiro lugar, da V Edição do Concurso Nacional de Haicai Caminho das Águas, em Santos (SP), no ano de 2011 e outras premiações no campo literário (AZEVEDO, [20–], BENEDITA … [2014?]).

Envolvida com várias publicações, sendo que das 51 publicações, 26 são individuais, 2 em parceria com escritores, além das 23 antologias organizadas (AZEVEDO, [20–], BENEDITA … [2014?]).

FONTES CONSULTADAS

AZEVEDO, Benedita. Perfil. [S.l. : s.n.]. In: Recanto das Letras. [20–]. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=6465&gt;. Acesso em: 19 ago. 2017.

BENEDITA Silva de Azevedo. [S.l. : s.n.]. In: Falando de trova. [2014?]. Disponível em: <http://www.falandodetrova.com.br/beneditaazevedo&gt;. Acesso em: 19 ago. 2017.

Poetisa Benedita Silva de Azevedo – Identificação

Nome: Benedita Silva de Azevedo

Poeta Augusto Laurindo Alves – Capas de Folhetos

Poeta Augusto Laurindo Alves – Produção literária

A mulher de Tubiba, o desordeiro

A rainha que quis desfazer no que Deus fez OU A rainha que desfez no que Deus lá no céu fez

A traição do Mandarino

Descrição do Baixo São Francisco

Naufrágio dos navios brasileiros nas águas sergipanas

O lago misterioso

O suplício de Ernestina

Os quatro artistas de nomeado

Rosa de quatro cantos

Sirino e Juviana

Tubiba, o desordeiro

Poeta Augusto Laurindo Alves – Síntese biográfica

Augusto Laurindo Alves usava o codinome de Trovador Cotinguiba ou apenas Cotinguiba. Natural de Propriá (SE), nasceu a 5 de fevereiro de 1903 e seus pais se chamavam Manuel Laurindo Alves e Galdina Pinheiro Alves e residiam à Praça da Bandeira, 47 (LITERATURA …, 1986).

O Trovador Cotinguiba obteve o 98º lugar, com menção especial, no concurso realizado para homenagear o poeta, músico e compositor Catulo da Paixão Cearense, que compôs em parceria com João Pernambuco (1914) a famosa canção Luar do Sertão. O resultado do concurso foi publicado em 12 de março de 1973, em Salvador, com responsabilidade editorial de Rodolfo Coelho Cavalcante, publicado com 100 glosas dos poetas concorrentes, com o mote:

Catullo nasceu brilhando

Como o “Luar do Sertão”.

Assim glosou Cotinguiba:

Arranquei no meu roçado
Do bisaco de repente
Uma rima consciente,
Alegria do meu fado ...
Do mote cadenciado
Para enaltecer PAIXÃO
Com a melhor convicção
Vou sair assim cantando:
Catullo nasceu brilhando
Como o "Luar do Sertão".
(ALVES, 1976)

Nos dados biográficos registrados na contracapa de Alves (1976), podemos ler:

Possuidor de físico avantajado, jamais se furtou a trabalhos pesados; dedicou-se também a vários ramos de comércio e atualmente, em sua cidade natal, fabrica doces e exerce outras atividades. Poeta lírico e é autor de inúmeros sonetos e de poemas sobre vários assuntos, entre os quais se destaca O Rio São Francisco. Em prosa, escreveu Átomos de minha vida, além de muitos cordéis.

O autor de Ímpetos do realismo (1962) escreveu o cordel Tubiba, o desordeiro e A mulher de Tubiba, o desordeiro:

TUBIBA, O DESORDEIRO
 
Tubiba nasceu falando,
Num dia de sexta-feira,
Com dez dias caminhou -
Assim me disse a parteira.
Com sete anos de idade,
Chegava em qualquer cidade,
Desmanchava qualquer feira.
 
O seu pai era um ferreiro,
Chamado Manoel Simão,
A mãe dele se chamava
Dona Francisca Gibão.
Por causa de uma panela,
O Tubiba foi a ela
Pra cortá-la de facão.
 
O pai de Tubiba disse:
- Não posso mais suportar
O destino desse monstro -
Já quis até me matar!
É favor sair de casa,
Se não eu toco-lhe a brasa!
Você tem que se acabar!
(ALVES, 1976, p. 3)
 
A MULHER DE TUBIBA, O DESORDEIRO
 
Na história de Tubiba,
Por um engano qualquer,
O escritor se esqueceu
De contar no seu mister
Como, em batalha medonha,
Tubiba encontrou Pitonha,
Para ser sua mulher.
 
Tubiba sempre dizia,
Que mulher era um enguiço -
Assim, tantas encontrasse,
Como ia dando sumiço.
Um dia caiu na vaia,
Porque encontrou a saia
Que quebrou o seu feitiço.
 
A mulher sempre aparece
Na vida do cangaceiro,
Como Pitonha, que veio
Acompanhando o roteiro
De uma existência sofrida,
Para figurar na vida
De Tubiba, o desordeiro.
 
Das mulheres que já vi,
Essa foi a mais danada!
Um dia, pegou a mãe
Para matá-la enforcada.
Como nada conseguiu,
Deixou a velha e fugiu
Pelo mundo, esfarrapada.
 
(ALVES, 1976, p. 3)

FONTES CONSULTADAS

ALVES, Augusto Laurindo, 1903. Átomos de minha vida. Propriá: Imp. Guarani, 1956.

ALVES, Augusto Laurindo. Ímpetos do realismo. Propriá: [s.n.], 1962.

ALVES, Augusto Laurindo. Lampião, o maior dos bandoleiros = Lampião, o maior dos bandoleiros.Propriá: Augusto Laurindo, [196-?].

ALVES, Augusto Laurindo. Tubiba, o desordeiro: A mulher de Tubiba, o desordeiro: A rainha que quis desfazer no que Deus fez. São Paulo: Luzeiro, 1976. 32 p. : 141 estrofes : sextilhas : 7 sílabas. (Coleção Luzeiro).

LITERATURA popular em verso: antologia. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Ed. Universidade de São Paulo; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1986. Coleção reconquiste o Brasil. Nova série; v. 95.

Poeta Augusto Laurindo Alves – Identificação

Nome: Augusto Laurindo Alves

Poeta Antônio Sena Alencar – Capas de Folhetos