Todos os posts de Memórias da Poesia Popular

Avatar de Desconhecido

Sobre Memórias da Poesia Popular

Projeto (CNPq/PPGCI-UFPB) vinculado ao Grupo de Pesquisa Leitura, Organização, Representação, Produção e Uso da Informação, coordenado pela professora Dra. Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque, docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.

Poeta Alberto Lima

Poeta Alberto Lima – Produção literária

LIMA, Alberto. A morte do jumento querido. [S.l.], [s.n.], 2010. Disponível em: http://downloadsdoscordeisdopo etaalbertolima.blogspot.com.br/searc h?updated-min=2010-01-01T00:00:0008:00&updated-max=2011-0101T00:00:00-08:00&max-results=2. Acesso em: 10 dez. 2015.

LIMA, Alberto.  ABC do ladrão/terrorista. [S.l.], [s.n.], 2010. Disponível em: http://downloadsdoscordeisdopo etaalbertolima.blogspot.com.br/2010/ 11/abc-do-ladraoterrorista.html. Acesso em: 10 dez. 2015.

Poeta Alberto Lima – Síntese biográfica

Capricorniano nascido em 27 de dezembro de 1980, o atuante cordelista baiano Alberto Lima apresenta sua arte em transportes e praças públicas, em instituições de educação, além de participar de diversos eventos que fomentam a literatura de cordel e sua produção. Quer sejam em encontros, conferências, seminários, mostras ou oficinas realizadas em diversas regiões brasileiras, ele percorreu os estados de Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Bahia (Nordeste), Rio Grande Sul (Sul) e Minas Gerais e São Paulo (Sudoeste) compartilhando técnicas da arte popular da literatura de cordel (LIMA, 2010a; 2010b).

Prova viva de sua ativa atuação cultural são as suas participações nas bienais do livro baianas, precisamente nas 9ª, 10ª e 11ª Bienal do Livro da Bahia (2009, 2011 e 2013) ministrando exposição, apresentações e palestras sobre cordel (OS MELHORES …, 2013).

Durante a 11ª Bienal do Livro na Bahia, o Espaço do Cordel foi uma das maiores atrações.  Vinte e dois poetas compuseram a programação oficial de arte viva realizando performance na  Praça de Poesia e Cordel, cuja abertura do dia 22 de novembro foi de Alberto Lima, “bradando títulos, versos e soprando uma flauta transversal que deu um novo toque aos recitais e shows seguintes” (OS MELHORES …, 2013).

Nas apresentações ministradas em instituições de ensino superior, passou na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Universidade Católica do Salvador (UCSal), Universidade Salvador (UNIFACS), Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Faculdade Castro Alves, Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Fundação Pedro Calmon (LIMA, 2015).

Em 2009, ministrou oficina de produção literária na Biblioteca Central dos Barris (Salvador/BA), no projeto “Bibliotecas Abertas aos Domingos”. No ano seguinte, ministrou a mesma oficina na Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB) na I Mostra Integrada de Saúde da Família e Vigilância à Saúde (LIMA, 2015).

Durante a VIII Conferência Estadual de Saúde da Bahia (2011), Alberto Lima apresentou o Cordel da Primavera da Saúde, produzido pelos militantes da #PrimaveradaSaúde, movimento de “luta por uma regulamentação da Emenda Constitucional 29 que efetivamente aumente o investimento do Estado Brasileiro no sistema público de saúde” (AS FLORES …, 2011).

Nos encontros de educação popular em saúde, o cordelista Alberto Lima promove cuidados e formas de levar informação por meio do cordel, assim também difunde a poesia popular (LIMA, 2014).

FONTES CONSULTADAS

AS FLORES da Bahia se somam à #PrimaveradaSaúde. In: CONASEMS. [S.l. :s.n.], 15 set. 2011. Disponível em: <http://www.conasems.org.br/as-flores-da-bahia-se-somam-a-primaveradasaude/&gt;. Acesso em: 17 abr. 2017.

LIMA, Alberto. Agenda do poeta Alberto Lima. In: Poeta Alberto Lima: blogspot. [S.l. : s.n.], 5 dez. 2010. Disponível em: <http://agendadopoetaalbertolima.blogspot.com.br/&gt;. Acesso em: 14 abr. 2017.

LIMA, Alberto. Blog do poeta. In: Poeta Alberto Lima. [S.l. : s.n.], 21 março 2015. Disponível em: <http://poetaalbertolima.com/index.php/2015/03/21/o-que-e-literatura-de-cordel/&gt;. Acesso em: 14 abr. 2017.

LIMA, Alberto. Cordéis do Poeta Alberto Lima e downloads. In: Poeta Alberto Lima: blogspot. [S.l. : s.n.], 15 nov. 2010. Disponível em: <hhttp://downloadsdoscordeisdopoetaalbertolima.blogspot.com.br/>. Acesso em: 14 abr. 2017.

LIMA, Alberto. Educação popular em saúde, em seu encontro internacional.. In: Poeta Alberto Lima: blogspot. [S.l. : s.n.], 31 jul. 2014. Disponível em: <http://poetaalbertolima.blogspot.com.br/&gt;. Acesso em: 17 abr. 2017.

OS MELHORES momentos da XI Bienal do Livro da Bahia 2013. In: Oficina de cordel. 25 nov. 2013. Disponível em: <http://oficinadecordel.blogspot.com.br/2013_11_01_archive.html&gt;. Acesso em: 15 abr. 2017.

Poeta Alberto Lima – Identificação

Nome: Alberto Lima

Poeta Adolfo Mariano de Jesus

Poeta Adolfo Mariano de Jesus – Produção literária

A queijerinha (moda de viola)

A vida de Goiandira

ABC amoroso – com letras iguais

ABC caída de zebu

ABC da cachaça

ABC da caída do zebu

ABC da crise

ABC da despedida de minha infância

ABC da estrada da vida

ABC da juventude

ABC da ponte do Veríssimo

ABC da revolução

ABC de minha derrota política – 1960

ABC do almofadinha

ABC do ciúme

ABC do funeral do futebol do operário e do primeiro de maio esporte clube

ABC do Goiânia- posse de Goiânia

ABC do imposto

ABC do político

ABC do tubarão

ABC dos regimes antigos

Acabou minha ilusão (moda de viola)

As dificuldades do pobre

Centenário de Catalão

Ciúme (moda de viola)

Copa do mundo de 1958 (moda de viola)

Coração sagaz (moda de viola)

Emancipação de Goiandira (moda de viola)

Futebol e truque entre Ipameri e Goiandira

Goiânia (moda de viola)

Manifestação ao candidato à presidência da república, Gaspar Dutra

Mês de agosto é tão triste (moda de viola)

Minha despedida (moda de viola)

Moda da cachaça (moda de viola)

Moda da carestia (moda de viola)

Moda da cigana

Moda do respeito (moda de viola)

Moda do retrato (moda de viola)

Moda do sabiá (moda de viola)

Moda dos cabeludos (moda de viola)

Moda dos meses (moda de viola)

Morena tu é bonita (moda de viola)

Ô coração de mulher (moda de viola)

O poeta nato

Onze de fevereiro (moda de viola)

Quinze de dezembro (moda de viola)

Recortado da quijerinha

Recortado de Adolfo Mariano para Goiânia em 5 de julho de 1942

Recortado o meu passado (moda de viola)

Revolução de março

Seja feita a sua vontade (moda de viola)

Tarde de setembro (moda de viola)

Tudo que Deus faz é bom (moda de viola)

Uma homenagem à família Caetano Borges de Uberaba

Poeta Adolfo Mariano de Jesus – Síntese biográfica

Filho dos mineiros Francisco Mariano de Jesus e Maria Antônia de Oliveira, Adolfo Mariano de Jesus também nasceu em solo mineiro na cidade de Patrocínio, no dia 20 de fevereiro de 1895 e teve quatro irmãos: Bernardino Mariano de Oliveira, Maria Delfina Guimarães, João Mariano de Oliveira e João Francisco Guimarães (ADOLFO …, 2003; O POETA …, 2009).

Em 1897, quando Adolfo tinha apenas dois anos de idade seus pais radicaram-se na terra das congadas, Catalão – GO, precisamente na fazenda do Pari, hoje pertencente à Goiandira e nesta cidade pode-se dizer que teve sua formação sociocultural. Homem múltiplo, Adolfo Mariano foi “administrador, ativista, conferencista, contista, cordelista, cronista, educador, ensaísta, escritor, fazendeiro, ficcionista, intelectual, literato, memorialista, orador, pensador, pesquisador, poeta e produtor cultural.” (ADOLFO …, 2003; O POETA …, 2009).

Viveu na fazenda Chapéu, também em Goiandira, casado com Tereza Francisca de Rezende e teve onze filhos: Jesus, Maria, Tércio, Gerson, Laerte, Lecita, Terezinha, Divino, Linea Mariano de Rezende, Jair e Dileno. Faleceu aos 86 anos de idade, no dia 10 de janeiro de 1982, na cidade de Goiânia, em consequência de uma pneumonia (O POETA …, 2009).

Mário Ribeiro Martins biografou Adolfo Mariano de Jesus no Dicionário Biobibliográfico de Goiás (1999), além de focalizá-lo em outras produções Estudos Literários de Autores Goianos e Escritores de Goiás (ADOLFO …, 2003).

No site Usina das Letras ainda encontramos a informação de que Adolfo Mariano de Jesus foi membro da União Brasileira de Escritores de Goiás, da Associação Brasileira de Cordelistas, além de estar presente na Estante do Escritor Goiano, do Serviço Social do Comércio (Sesc), e autor de múltiplos textos de estudos folclóricos (ADOLFO …, 2003).

Passou a publicar aos 30 anos, em 1925, no jornal Novo Horizonte de Catalão, porém começou a escrever seus versos cedo, após uma instrução rudimentar que recebeu por um curto período de 11 meses, do mestre João Barbosa de Melo, quando ainda morava na fazenda dos pais. Ainda jovem também aprendeu a tocar viola e sanfona (O POETA …, 2009).

Moreira (2012) conta que o folclorista paulista José A. Teixeira estudou o folclore goiano, em 1938, vindo a publicar o livro Folclore Goiano (1940), com segunda edição após 18 anos, precisamente em 1958, ambas pela Cia. Editora Nacional. Eis o que nos falou Teixeira (1938) apud Moreira (2012):

Este homem sertanejo, cuja fama, apesar da sua modéstia, corria sertão afora; durante sua vida escreveu versos sonoros para a memória popular, dentre estes sobressaem os referentes à coluna Prestes e à revolução de 1930; sua moda fornece dados históricos e reacionais da população sertaneja, ante estes dois acontecimentos; além deste particular enfoque, sua poesia registrou, também, os velhos processos políticos e eleitorais da época e na região onde morava, quando imperavam a fraude e a violência.

Adolfo Mariano de Jesus, também conhecido como Adolfo Mariano de Goiandira, escreveu poemas como: ABC da Revolução – coluna Prestes (ADOLFO …, 2003; MOREIRA, 2012; O POETA …, 2009; PETROF, 2015).

ABC da Revolução

Amigu leia estis versu

I presti bem atenção,

Neli queru dar us dadu

Da ultima revolução,

Desde u Piris du Riu             

Até u velhu Catalão.

Coluna Siquera Campus

Chegandu naqueli pontu,

Feislogu requisição

Pidinducincuentacontu;

Numa ocasião de crisi

Achou todu mundu prontu.

Demoraram alguns minutu

I começô a malvadeza,

U Siquêr aautorizô

Qui ali fizesse limpeza,

Saquiasse o dinhêro

U restu desse à pobreza.

ZoroastrudiArtiaga

Logutirô uma linha

Fugiu levandu a mudança

Puxada numa carrocinha

I pidindu aos que ficassi

Ninguem dê nuticias minha..

Teixeira (1938) apud Moreira (2012) assim delineia o poeta: “homem de meia estatura, moreno, magro, pais mineiros, lê e escreve; sempre com sua viola, toda enfeitada de fitas”.

FONTES CONSULTADAS

ADOLFO Mariano de Jesus. In: USINA das letras. [S.l. : s.n.], 2003. Disponível em: <http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=3741&cat=Ensaios&gt;. Acesso em: 2 mar. 2017.

MOREIRA, Hélio. Folclore goiano. In: MINHAS crônicas. [S.l. : s.n.], 2012. Disponível em: <http://minhcronicas.blogspot.com.br/2012/04/folclore-goiano.html&gt;. Acesso em: 3 mar. 2017.

O POETA Nato: Adolfo Mariano. In: Blog o poeta nato: Adolfo Mariano. [S.l. : s.n.], [2009].  Disponível em: <http://fund.adolfomariano.blog.uol.com.br/arch2009-10-25_2009-10-31.html&gt;. Acesso em: 3 mar. 2017.

PETROF, Daiana. A revolução de 1930 e o folclore goiano. Diário da manhã, [S.l.], 30 jun. 2015. Disponível em:<http://www.dm.com.br/opiniao/2015/06/a-revolucao-de-1930-e-o-folclore-goiano.html&gt;. Acesso em: 3 mar. 2017.

Poeta Adolfo Mariano de Jesus – Identificação

Nome: Adolfo Mariano de Jesus

Poeta Ademar da Silva Siqueira

Poeta Ademar da Silva Siqueira – Identificação

Nome: Ademar da Silva Siqueira